sábado, agosto 09, 2008

Negros sobem de classe com crescimento da economia

Não sou racista. Alguns que "correm" comigo sabem disso mas sempre quando posso e vejo que há algo que valorize os afrobrasileiros, já disse que não sou negro, fico emocionado. A matéria que acabo que postar abaixo reflete o descaso da mídia privada para com as informações. Uma importante fundação divulga tudo e ninguém falou nada. Insisto em fazer isso.

Crescimento econômico beneficia principalmente negros, diz FGV

09/08 - 11:49 - Agência Brasil


Brasília - O aquecimento da economia, que tirou milhões de brasileiros da pobreza, tem beneficiado especialmente os negros. Segundo pesquisa divulgada nesta semana pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que revelou que mais da metade dos brasileiros pertence à classe média, a ascensão social dos negros está ocorrendo de forma mais rápida do que a do restante da população.

De acordo com o estudo, o percentual da população nas seis principais regiões metropolitanas do país que integra a classe média passou de 43,64%, em 2002, para 51,57%, em abril deste ano. No mesmo período, a proporção de negros que fazem parte dessa faixa social subiu de 39,24% para 50,87% – alta de 11 pontos percentuais.

Apesar de ainda estar abaixo da média para o conjunto da população, a proporção de negros na classe média está cada vez mais próxima da média geral. No entanto, a velocidade da melhoria do padrão de vida para as pessoas de raça negra surpreende até os organizadores da pesquisa.

“Na classe C, houve esse processo de maior inclusão das pessoas negras”, destaca o chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Néri. Ele ressalta que, mesmo com o desenvolvimento do país nas últimas décadas, a pesquisa mostrou uma nova tendência. “Esse é um dado interessante, porque a gente tem visto muito pouca mobilidade por raça no Brasil, mas, nos últimos anos, os números pelo menos mostram um deslocamento.”

Para a FGV, a principal explicação para essa melhora é que o crescimento econômico está beneficiando principalmente as classes menos favorecidas, compostas principalmente por negros. Em 2002, 38,55% da população negra estava na classe E, a maior fatia entre as raças pesquisadas. Em abril deste ano, a proporção caiu para 23,58% e se aproximou de outras camadas de menor renda, como pardos (22,98%) e índios (22,54%).

Na visão de Néri, o aumento na renda do trabalhador explica a melhora nas condições de vida. Ele, no entanto, alega que, esse processo está se consolidando por causa do avanço na educação: “O fator fundamental que vai determinar a renda é a educação acumulada ao longo dos anos. Ela serve de base para uma inserção trabalhista que, por sua vez, é a base para a inclusão social e econômica.”

Os números são avaliados com desconfiança por entidades vinculadas ao movimento negro. Coordenador pedagógico da organização Educação para a Cidadania de Afro-Descendentes e Carentes (Educafro), rede de cursos pré-vestibulares comunitários, Adriano Rodrigues diz que ainda é cedo para dizer se a ascensão dos negros é definitiva.

“Se não houver uma política específica e de longo prazo para a educação dos negros, as pessoas dessa raça voltarão à pobreza assim que a economia parar de crescer”, critica. “Atualmente, a melhoria nas condições de vida está atrelada apenas à conjuntura do país. Rodrigues reclama ainda da base de comparação, que considera pequena. Se o número de estudantes negros de numa faculdade passar de um para três, a proporção é triplicada, mas o total continua pequeno”, argumenta.

Mesmo com o aumento da velocidade na ascensão social dos negros, a FGV constatou que ainda há muito por fazer para superar as desigualdades sociais no país.

Conforme o estudo, a raça corresponde a apenas 9,52% das pessoas de classe média nas seis regiões metropolitanas pesquisadas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre).

Em 2002, essa parcela era de 6,88%. A FGV considera de classe média as famílias com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.591 por mês. A classe E, de acordo com o estudo, abrange as famílias que ganham menos de R$ 768 mensais.

Método INI de investimentos em ações - Campinas – SP

Pessoas,
O importante é pulverizar as informações para que se aumente o número de investidores. Portanto, sempre que receber emails --e recebo bastante-- sobre como entrar no mercado de capitais não vou temer em colocar informes como este que está abaixo.

Apresentação:
O Curso Método INI está estruturado nos conceitos de análise fundamentalista, proporcionando ao investidor maior segurança na tomada de decisões de compra e venda de ações. Aos iniciantes oferece de maneira prática o momento adequado de se realizar os investimentos, com os mesmos conceitos dos mercados mais desenvolvidos, como nos EUA e na Europa. A possibilidade de o investidor selecionar empresas com maior potencial de crescimento das vendas e do lucro, melhora a performance de retorno dos investimentos. O Curso será desenvolvido com base no software de seleção de empresas do INI ao qual todos terão acesso ao participarem do evento.
Programa:
1. Introdução - O INI e seu papel educacional.
2. Mercado Acionário e a Posição do Investidor.
3. Descrição dos 5 princípios de investimento do INI.
4. Tabelas de Informações Básicas (TIB).
5. Análise Completa de uma Cia. Aberta com o Software INI.
6. Atendimento a dúvidas sobre o Método e o Mercado.

DETALHES DO CURSO EM CAMPINAS
Data e Horário:
Dias 14 de agosto 2008- QUINTA-FEIRA.
Horário: das 18:00 às 22:30 horas


Local: Auditório de Treinamento (Vitória/New Port Residence) a Rua Santos Dumont, 291 – Cambuí – Campinas/SP
Inscrição: E-mail de contato exclusivo para o curso: curso.mini@yahoo.com.br; curso.mini@autonomanet.com.br ou fone (19) 3342-3500 (MVI–AUTONOMA Consultoria) com Milton.
Informar: NOME COMPLETO, RG, Tel. e STATUS: (Associado ou Cadastrado no INI)
VALOR DO INVESTIMENTO:
- R$ 200,00 para Associados INI (comprovados)
- R$ 290,00 para demais interessados*

* Neste valor está incluído material didático (Guia Oficial do INI e Manual
Técnico) + 1 ano de associação no INI + acesso às áreas restritas do
site, incluindo o uso do software de seleção de empresas.

IMPORTANTE: Somente 20 vagas

Papéis das empresas de siderurgia pode vir a ser uma boa opção

Os investidores acostumados a acompanhar o movimento da Bolsa de Valores de São Paulo podem ter ficado assustados com as oscilações das ações de siderúrgicas nos últimos pregões. Os papéis têm registrado valorizações expressivas em alguns dias, mas costumam devolver todo o ganho no pregão seguinte. Com essa forte volatilidade, na primeira semana de agosto, Usiminas PNA, CSN ON e Gerdau PN já acumulam queda de 11,55%, 8,87% e 8,13%, respectivamente.

O intenso sobe-e-desce dos papéis deve-se, em parte, à forte saída de estrangeiros da Bolsa. “O resgate dos estrangeiros prejudicou o desempenho das siderúrgicas e das "blue chips de modo geral, que têm grande concentração desse tipo de investidor”, diz o analista Carlos Kochenborger, do banco Geração Futuro. Outro fator que ajudou a derrubar as siderúrgicas foi a queda recente do preço das matérias-primas (commodities), que acabou afugentando também o investidor local dessas ações.

Apesar disso, a recente volatilidade das ações de siderúrgicas não foi suficiente para limitar os ganhos dos papéis no ano. Enquanto o Índice Bovespa recuou quase 11% em 2008, as ações preferenciais da Gerdau Metalúrgica, por exemplo, registram a maior alta do setor, de 25%. Acompanhe o desempenho das ações no ano, no quadro abaixo:

Assim, mesmo com as constantes quedas das matérias-primas (níquel, cobre e aço), a perspectiva para o setor ainda é positiva. “Os resultados desse ano não serão afetados pelas baixas, pois as vendas já estão encomendadas”, diz o chefe da equipe de análise da Coinvalores, Marco Aurélio Barbosa. “No ano que vem, poderá afetar o desempenho, mas não será nada muito significativo”, diz.

Reajuste do aço

No curto prazo, as siderúrgicas ainda devem ser beneficiadas pelo reajuste do preço do aço, que deve ocorrer até o mês que vem. “Já houve dois aumentos de preços praticados no mercado interno em 2008. Em agosto ou setembro, deve começar a vigorar um novo reajuste, entre 10% e 15%, dependendo da companhia”, diz Barbosa.

Os reajustes desse ano foram ocasionados pelo aumento do custo das matérias-primas necessárias para produzir o aço, como o minério de ferro. No início do ano, a Vale aumentou em 65% o preço do minério de ferro distribuído no mercado externo e interno. “O reajuste do preço do aço vai ser suficiente não só para repassar o aumento dos custos, mas também para proporcionar ganho de margem”, avalia Kochenborger. Os reajustes do primeiro semestre já foram percebidos nos balanços do segundo trimestre. A Gerdau, por exemplo, registrou um aumento no lucro de mais de 85% impulsionada pelo aumento das vendas juntamente com o novo preço do produto. O próximo aumento será refletido nos balanços do terceiro e quarto bimestre.

Incertezas em 2009

Os investidores estão na retaguarda com as notícias que alertam para uma possível desaceleração da economia mundial, em especial, da China, um dos grandes motores do setor siderúrgico. “Os fundamentos das empresas continuam sólidos. Quanto à China, o segundo semestre será decisivo para avaliarmos o tamanho do desaquecimento que, ainda, permanece incerto”, diz Barbosa, da Coinvalores.

Para os especialistas, se o preço das commodities continuar a cair, o crescimento das siderúrgicas em 2009 deve ser um pouco menor. Pelas estimativas do mercado, a receita da Gerdau, por exemplo, que deve crescer 28% em 2008, ficará em torno de 10% no ano que vem. Apesar do risco vindo da China, os analistas consideram as siderúrgicas uma boa opção para o longo prazo.

A maior parte das vendas das empresas do setor é direcionada ao mercado interno. Segundo os especialistas, as áreas de construção civil e automobilismo devem continuar a impulsionar a siderurgia. “Apesar da alta do juro, os segmentos estão aquecidos. Nas elevações da taxa de juros em anos anteriores, os empresários se queixavam. Hoje, eles entendem que é uma correção e continuam a ampliar os projetos de investimento”, explica Kochenborger.

No curtíssimo prazo, porém, até sair o reajuste do preço do aço e as Bolsas mostrarem uma tendência _com menos estrangeiros sacando recursos, o investidor deve sofrer com fortes oscilações.

quarta-feira, agosto 06, 2008

É hora de vender as ações de Vale e Petrobras?

Se os estrangeiros estão vendendo as ações da Vale e da Petrobras, é hora de o investidor brasileiro vender também? Se o horizonte de investimento for de médio a longo prazo, ou seja, mais de um ano, a resposta é não, concordam os analistas consultados para esta reportagem.

Antes de se desesperar, porém, vale lembrar que essas empresas acumulam, em 5 anos, um ganho extraordinário. Segundo a consultoria Economática, os papéis preferenciais da Petrobras tiveram uma elevação de 677,1%, enquanto a Vale obteve uma alta de 459,9%, já considerando as perdas de cerca de 22% até a sexta (25).

Por isso para melhor analisar esses dois papéis é necessário trabalhar com dois prazos distintos.

Curto prazo
No curto prazo a volatilidade deve se manter ainda por um tempo, por conta das dúvidas em relação ao desempenho da economia norte-americana e do recuo do preço das commodities, diz George Sanders, estrategista de renda variável da Infinity Asset Management.

Outro aspecto negativo no curto prazo, aponta Marco Saravalle, analista da Coinvalores, é o aumento da curva de juros, com a elevação da taxa básica, o que deve diminuir o interesse pela renda variável, diz.

Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros, também concorda que no curto prazo a instabilidade deve continuar e que manter as ações vai depender da capacidade que o investidor tem de suportar as perdas. "Depende do estoque financeiro. O investidor deve impor um limite para sua perda, bem como para o ganho", ensina.

FGTS
No caso dos trabalhadores que investiram o Fundo de Garantia nestes papéis, Vieira lembra que estão com lucro assombroso de mais de 1.000%. "Só o que estas empresas pagam de dividendos já é superior ao rendimento do Fundo, por isso não aconselho a retirada", diz.

Para se ter uma idéia do acerto desse investimento, em cinco anos, os fundos FGTS renderam 1.071,87%. No mesmo período, o próprio FGTS pagou um rendimento de 54,78%; enquanto a poupança rendeu 94,45%. O Ibovespa teve alta de 223,12%, segundo dados da Coinvalores.

Médio e longo prazo
As turbulências de curto prazo não impedem que Vale e Petrobras continuem sendo papéis com ótimo potencial ótimo de alta, avalia George Sanders. "Tanto pelas prospecções de aumento da produção de petróleo quanto pelos reajustes que vêm sendo praticados com minério de ferro pela Vale, as duas empresas são escolhas essenciais", afirma.

Para Carlos Manoel Pereira de Souza, estrategista-chefe da Lopes Filho Consultoria de Investimentos, agora é hora de comprar esses papéis. "As perspectivas para ambas as empresas são muito boas", diz. "A expectativa para um desempenho futuro é excelente no caso da Petrobras."

Segundo o executivo, com a descoberta das novas bacias, a produção que atualmente é de 1,9 milhão de barris/dia deve passar a 4 milhões de barris/dia em 2015, se a empresa conseguir cumprir todos os investimentos programados. "Enquanto nos outros países o nível de reservas vem caindo, aqui no Brasil estão sendo descobertas novas áreas. A Petrobras é a empresa do século."

As ações da Vale também sofreram recentemente com uma colocação de ações que não foi feita num bom momento, diz Souza. "Ela pegou um tsunami e não quis suspender a emissão, mas saiu viva", explica o executivo, referindo-se ao momento de forte aversão ao risco em que foi feita a emissão de papéis pela Vale.

Por conta da forte queda das ações, o indicador Preço sobre Lucro (P/L) da empresa está em torno de seis, metade da média, o que, segundo Souza, é mais um fator positivo a indicar a compra, já que quanto mais baixo for o preço em relação ao lucro, mas rapidamente o acionista deve obter o retorno do investimento.

Além disso, diz Souza, a Vale como empresa só tem dado boas notícias. Planeja aumentar as exportações de minério e já tem a produção comprada até 2010. "Petrobras e Vale são os papéis que têm o maior potencial de crescimento no Brasil."

Analistas acreditam na recuperação das ações da Vale

Enquanto os papéis da Vale (VALE3, VALE5) acumulam fortes quedas, crescem as apostas dos analistas de que este é um bom ponto de entrada, levando também em consideração a previsão de recuperação das ações até o final do ano.

Dessa vez quem adota esse discurso é o banco de investimentos UBS Pactual: "nos últimos anos, a Vale subiu no segundo semestre, e nós acreditamos que as condições são favoráveis a uma recuperação do preço das ações neste ano também".

Sobre o declínio dos papéis, os analistas afirmam que os investidores estão precificando um cenário mais pessimista para a rentabilidade, devido a preços mais baixos. Contudo, é preciso atentar para um detalhe: a resiliência do lucro da Vale devido à sua alta exposição ao minério de ferro.

Reajustes

"Enquanto nos aproximamos de 2009 e os investidores percebem que os ganhos devem ser sustentados por outro aumento no preço do minério de ferro, nós acreditamos que o preço das ações pode se recuperar de sua mínima este ano", prevêem os analistas.

Dessa forma, novos reajustes no valor do minério são aguardados para 2009, embora menores do que nos anos anteriores. Ademais, o banco ressalta que a exposição da Vale ao produto é defensiva, o que não tem sido refletido nos patamares atuais das ações.

Outro ponto destacado pela equipe do UBS é o fato de que qualquer declínio nos preços deve ter um grande impacto negativo na crescente produção chinesa de minério de ferro, o que é positivo para mineradoras de fora do país.

Fusões e Aquisições

Embora compreendam o temor dos investidores diante da perspectiva de uma grande aquisição da Vale no pico do ciclo, os analistas acreditam que a administração da mineradora é disciplinada em relação aos valores dos ativos e sabe identificar as oportunidades.

Principalmente visto que o cobre e o carvão são duas commodities que têm perspectivas positivas no médio prazo, de acordo com as estimativas do banco.

A diversificação dos ativos da Vale é um importante fator competitivo entre seus rivais, como a Rio Tinto e a BHP Billiton, e uma operação de aquisição é vista como vantajosa para a Vale no longo prazo, apesar da oferta de ações ter "prejudicado levemente a sua disciplina de capital".

Recomendações

Os preços atuais das ações da Vale indicam um ponto de entrada muito atraente, segundo o UBS. "Nós acreditamos que o valuation atual da Vale oferece um bom suporte", afirma a equipe do banco, apontando que os papéis da mineradora são negociados perto de suas mínimas históricas.

Enquanto acreditam que novos declínios devem ser limitados na ausência de uma grande mudança nas perspectivas, os analistas recomendam a compra dos papéis preferenciais classe A da companhia, com preço-alvo para 12 meses de R$ 71,00.

CURSO MÉTODO INI DE INVESTIMENTO EM AÇÕES

Local: Bovespa - dia 09/08/2008 – Das 9h00 às 14h00.
Rua: XV de novembro, 275 – 1º andar.

A QUEM SE DESTINA:
O curso "INI" destina-se às pessoas que desejam iniciar-se no mercado de ações de maneira prática, segura e objetiva. Não há nenhum pré-requisito especial, ou melhor, há, é preciso que você sinta o desejo de ampliar os seus horizontes, crescer, adquirir novos e valiosos conhecimentos, o “conhecimento é poder”. Pode participar deste curso investidores das mais diversas áreas, profissionais liberais, empresários, estudantes, donas de casa, aposentados, profissionais de empresas públicas e privadas. Onde também será possível dicas de Finanças Pessoais com o objetivo para alcançar o sonho da Independência Financeira, independentemente do valor de sua receita mensal, é possível, descubra como e que você pode, é só começar.

INSTRUTOR:
O curso é ministrado pelo Prof. Clodoir Vieira, Economista, pós-graduado em Mercado de Capitais, analista chefe de investimentos da Corretora Souza Barros, Professor Universitário de Mercado de Capitais e colaborador de vários meios de comunicação. Jornais (Valor, Gazeta, jornal do Comercio, Monitor e outros), revistas (Você S.A, Dinheiro, Exame e outros) e Programas jornalísticos (Globo News, Bloomberg SBT, Band News e outros).

OBJETIVO:
Fornecer conteúdos teóricos e práticos, como técnicas de investimento em ações, estratégias operacionais, montagem de carteira de ações, Tomada de decisões, negociação eletrônica (home broker), que possibilitará ao futuro investidor o ingresso no mercado de capitais.

PROGRAMA: (Nivelamento e conceitos básicos - 30 minutos)
Agentes Reguladores do Mercado; O que é uma ação; Codificação dos papéis; Proventos; Por que investir em ações; O que é Home Broker; Como comprar e vender; O que é carteira teórica do Ibovespa; Objetivos e Metodologias de Investimento; Riscos dos investimentos.

Princípios do INI
Introdução - O INI e seu papel educacional;
Mercado Acionário e a Posição do Investidor;
Descrição dos 05 princípios de investimento do INI;
Tabelas de Informações Básicas (TIB);
Guia Inicial de Avaliação;
Guia Principal de Avaliação;
Análise Completa de uma Cia. Aberta com o Software INI;
Atendimento a dúvidas sobre o Método e o Mercado.

VALOR DO INVESTIMENTO:
Associados INI: R$ 200,00
Público em geral: R$ 290,00*

Clientes da Corretora Souza Barros C.T. SA.
Associados INI: R$ 170,00 - Para pagamento antecipado.
Não Associados INI: R$250,00* - Para pagamento antecipado.

INCLUSO *:
Material didático, recursos do INI, associação por um ano. Também inclui as seguintes ferramentas:
- Informações financeiras de mais de 250 empresas
- O Software de apoio ao método INI é versão eletrônica dos formulários oferecidos pelo Instituto. Agiliza o trabalho de seleção de empresas e permite organizar os arquivos em seu próprio computador.
- Orientador Virtual.
- Certificado de participação.

Obs. Visita no espaço Bovespa no final do curso se houver disponibilidade no dia.
Para pagamento antecipado terá desconto de R$ 20,00 até dia 06/08/2008.

Informações e pagamentos:
Dia: 09 de Agosto de 2008.
Horário: Das 09h00hs às 14h00hs.

Fone: (11) 2941-4239 – 2021-0489 - Cel. 7323-6347
cursos@clodoirvieira.com.br

Favor informar os seguintes dados pessoais:
Nome completo:
RG.:
E-mail: (usado como login no INI)
Tel.:

Status:
Associado ( ) Sim ( ) Não
Cliente Souza Barros ( ) Sim ( ) Não

Apoio: INI – Instituto Nacional do Investidor e Corretora Souza Barros C e T. S.A.

quarta-feira, julho 30, 2008

INFORMATIVO - INI

Julho de 2008

Link: http://www.ini.org.br/ini/site/informativo/Informativo_julho_2008.pdf

SEÇÃO: O INI
- NÚMEROS DA COMUNIDADE
- AGENDA INI
- ACONTECEU NO INI

SEÇÃO: ENTENDENDO O MERCADO DE AÇÕES

TEMA DESTA EDIÇÃO: Compro agora ou vai cair mais? O investidor inteligente tem metas bem definidas para definir quando comprar ou vender ações.
Os investidores experientes costumam dizer que, para entrar em um papel, você deve ter uma estratégia de saída. A lógica é interessante: - Se você não sabe em que circunstâncias vai querer sair do papel, então não sabe por que entrou. A moral dessa história é que o investidor deve ter metas bem definidas para sua carteira e métodos objetivos para geri-la... (continua)

SEÇÃO: A METODOLOGIA INI DE INVESTIMENTO EM AÇÕES

TEMA DESTA EDIÇÃO: “Comprar ações de uma só vez” x “Comprar regularmente”. O Primeiro Princípio do INI na prática.

O mercado de ações sempre esteve repleto de profetas do passado. Sempre há quem olhe para um gráfico das cotações dos últimos dois anos de Telemar ON e diga: - Aqui eu teria vendido e aqui eu teria comprado, ou ainda: - Se tivesse colocado todo meu dinheiro na Randon PN em 2002, estaria rico...(continua)

ESPAÇO DA COMUNIDADE

TEMA DESTA EDIÇÃO: Sites dos Membros Orientadores.
Nossos Membros Orientadores (MO’s) estão cada vez mais ativos, promovendo eventos e cursos em mais de 12 estados da federação, além da abertura de clubes de investimento e da divulgação da metodologia INI em salas de aula, eventos, palestras... (continua)

Link http://www.ini.org.br/ini/site/informativo/Informativo_julho_2008.pdf


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CURSO MÉTODO INI DE INVESTIMENTO EM AÇÕES

APRESENTAÇÃO:
O curso de base fundamentalista ministrado pelo Prof. Mauro Calil destina-se às pessoas que desejam iniciar-se no mercado de ações de maneira prática e segura e tem por objetivo conferir ao participante ferramentas e subsídios para sua decisão de investimento. Ainda são expostos conceitos comportamentais, amplamente difundidos nos EUA e na Europa, que poderão ajudar o aluno a ser um investidor consciente e de longo prazo. Será dado o detalhamento do Método INI, que é derivado de uma metodologia que foi criada há mais de 50 anos nos EUA e, atualmente, é utilizada em 23 países (ver www.betterinvesting.org e www.wfic.org) , e cujo principal resultado é fazer o participante ser capaz de Selecionar e Comparar Empresas com Potencial de Crescimento de modo a formar e gerenciar sua carteira. Curso com base no software de seleção de empresas do INI ao qual todos terão acesso ao participarem do evento.

PROGRAMA:
O INI e seu papel educacional;
Mercado Acionário e a Posição do Investidor;
Descrição dos 05 princípios de investimento do INI;
Tabelas de Informações Básicas (TIB);
Guia Inicial de Avaliação;
Guia Principal de Avaliação;
Análise Completa de duas Empresas com o Software INI;
Atendimento a dúvidas sobre o Método e o Mercado.

DETALHES DO CURSO EM SÃO PAULO:
Data: 02 de Agosto de 2008 (Sábado).
Horário: das 09:00 às 14:00 horas
Local: CIESP-SUL – Rua Bernardino de Campos, 145 – Brooklin (próximo ao cruzamento da Av.Santo Amaro com a Av.Morumbi).

INSCRIÇÕES: E-mail de contato exclusivo para o curso: eventos@calilecalil.com.br ou fone/fax (11)5052.2902 em horário comercial.
Calil e Calil Centro de Estudos e Formação de Patrimônio.
No e-mail informar:
Curso de interesse:
Data:
Cidade:
NOME COMPLETO:
RG.:
E-MAIL: (usado como login no INI)
TEL.:
STATUS: (Associado ou Cadastrado)

Valor do Investimento:
- R$ 200,00 para Associados INI.
- R$ 290,00 para demais interessados.*

* Material didático, associação ao INI por um ano, informações financeiras de mais de 250 empresas, Software de Análise de Empresas que auxilia na escolha de Ativos e Membro Orientador Virtual.

terça-feira, julho 29, 2008

É melhor investir a curto, médio ou longo prazo?

O curto, médio ou longo prazo não têm uma definição exacta e dependem da leitura que fazemos do mercado. É normal considerar o curto prazo como qualquer período menor que um mês, o médio prazo até um ano e o longo prazo qualquer número maior que um ano. Mas também é normal considerar curto prazo tudo o que for abaixo de um ano. Provavelmente a nossa ideia destes três prazos tende a ficar cada vez mais reduzida no tempo face às ferramentas de investimento que permitem diminuir cada vez mais o tempo físico.

Para um gestor de fundos que trabalhe com somas gigantescas, uma pessoa que compre acções e as mantenha por um mês pode ser chamada de especuladora de muito curto prazo. Outra pessoa que considere um mês como curto prazo, chamará de especulador a uma pessoa que compre de manhã e venda à tarde.

O tempo que mantemos os títulos na nossa carteira tem a ver com a questão da previsibilidade. É impossível prever o futuro mas, se fazemos compras, é porque esperamos que o preço suba por algum motivo lógico. Alguns investidores não acreditam no curto prazo: dizem que é o domínio do caos, onde operam especuladores que fazem as cotações oscilarem sem uma base sustentável. Só o longo prazo nos faz invisíveis aos especuladores e torna possível determinar mais ou menos a direcção das cotações.

Outros investidores, com imensa experiência e resultados comprovados, dizem que é precisamente o contrário: se temos o conhecimento do dia de hoje, se temos uma linha de tendência definida na cotação, se sabemos o que se passa na empresa, não é mais fácil prever os próximos três ou quatro dias? O futuro mais longínquo é também o mais obscuro, por isso as estratégias devem ser dedicadas ao muito curto prazo.

segunda-feira, julho 28, 2008

CURSO MÉTODO INI DE INVESTIMENTO EM AÇÕES

Local: Bovespa - dia 09/08/2008 – Das 9h00 às 14h00.
Rua: XV de novembro, 275 – 1º andar.

A QUEM SE DESTINA:
O curso "INI" destina-se às pessoas que desejam iniciar-se no mercado de ações de maneira prática, segura e objetiva. Não há nenhum pré-requisito especial, ou melhor, há, é preciso que você sinta o desejo de ampliar os seus horizontes, crescer, adquirir novos e valiosos conhecimentos, o “conhecimento é poder”. Pode participar deste curso investidores das mais diversas áreas, profissionais liberais, empresários, estudantes, donas de casa, aposentados, profissionais de empresas públicas e privadas. Onde também será possível dicas de Finanças Pessoais com o objetivo para alcançar o sonho da Independência Financeira, independentemente do valor de sua receita mensal, é possível, descubra como e que você pode, é só começar.

INSTRUTOR:
O curso é ministrado pelo Prof. Clodoir Vieira, Economista, pós-graduado em Mercado de Capitais, analista chefe de investimentos da Corretora Souza Barros, Professor Universitário de Mercado de Capitais e colaborador de vários meios de comunicação. Jornais (Valor, Gazeta, jornal do Comercio, Monitor e outros), revistas (Você S.A, Dinheiro, Exame e outros) e Programas jornalísticos (Globo News, Bloomberg SBT, Band News e outros).

OBJETIVO:
Fornecer conteúdos teóricos e práticos, como técnicas de investimento em ações, estratégias operacionais, montagem de carteira de ações, Tomada de decisões, negociação eletrônica (home broker), que possibilitará ao futuro investidor o ingresso no mercado de capitais.

PROGRAMA: (Nivelamento e conceitos básicos - 30 minutos)
Agentes Reguladores do Mercado; O que é uma ação; Codificação dos papéis; Proventos; Por que investir em ações; O que é Home Broker; Como comprar e vender; O que é carteira teórica do Ibovespa; Objetivos e Metodologias de Investimento; Riscos dos investimentos.

Princípios do INI
Introdução - O INI e seu papel educacional;
Mercado Acionário e a Posição do Investidor;
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Guia Principal de Avaliação;
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VALOR DO INVESTIMENTO:
Associados INI: R$ 200,00
Público em geral: R$ 290,00*

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Associados INI: R$ 170,00 - Para pagamento antecipado.
Não Associados INI: R$250,00* - Para pagamento antecipado.

INCLUSO *:
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Obs. Visita no espaço Bovespa no final do curso se houver disponibilidade no dia.
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Informações e pagamentos:
Dia: 09 de Agosto de 2008.
Horário: Das 09h00hs às 14h00hs.

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quinta-feira, julho 24, 2008

Teleconferência do Instituto Nacional de Investidores

Tenho recebido todos os dias informes ( newsletters) sobre como fazer investimentos seguros ou mesmo conferências sobre bolsa de valores, títulos mobiliários, ações de empresas entre outras coisas.
Vou começar, a partir de hoje, fazer postasgens a respeito disso. Eis a primeira:
Convidamos para participar do WEBCAST/TELECONFERÊNCIA promovido pela SUZANO PAPEL E CELULOSE, Associado Fundador do INI.
Esse evento é destinado ao público INI e o objetivo é apresentar os resultados do 2º Trimestre de 2008.
Veja a seguir como participar e os dados do evento:

Dados do evento:
Data: 24/07/2008 - quinta-feira
Horário: 18:00 (horário de Brasília)
Palestrante: Sr. Bernardo Szpigel
Tema: Apresentação dos resultados do 2º Trimestre de 2008

Como participar:
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O que muda nos investimentos com a alta dos juros

Os investidores e profissionais do mercado financeiro passarão boa parte da semana com o número 13% ao ano. Essa é a nova taxa básica de juros (Selic).

A diferença pode mudar, e muito, a perspectiva para os investimentos. Ela pode sinalizar, por exemplo, que o ciclo de alta dos juros poderá ser mais longo ou mais curto, mais intenso ou mais suave. Tudo dependerá da leitura que o mercado fará da decisão do Copom. Confira a seguir os principais impactos da alta dos juros para cada mercado, de acordo com especialistas consultados:

Renda fixa

Para quem não deseja se arriscar, a recomendação neste momento é manter os recursos em aplicações atreladas à variação dos juros, como os tradicionais fundos DI, em CDBs pós-fixados ou em títulos públicos como as Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Nesse caso, o melhor cenário é uma elevação de 0,75 ponto porcentual na Selic, já que quanto mais alta for a taxa, maior será o ganho _ por se tratar de investimento pós-fixados, que acompanham os juros.

Segundo o economista-chefe da Unibanco Asset Management, José Luciano da Silva Costa, o ciclo de alta dos juros deve começar a ficar mais claro apenas no último trimestre deste ano. “Quem não deseja ter surpresas deve se manter nesse tipo de investimento até lá”, aponta.

O investidor com um maior apetite ao risco, porém, pode destinar uma parte de sua carteira, de até 30%, para as aplicações prefixadas, que possuem a rentabilidade definida no momento do investimento. É o caso dos fundos de renda fixa e de títulos públicos como as Letras do Tesouro Nacional (LTN). Não existe um consenso, porém, sobre qual será a reação imediata desse mercado à elevação dos juros.

De acordo com o diretor-executivo da área de gestão de recursos do Banco WestLB, Aristides Jannini, uma alta de meio ponto porcentual na Selic deverá ser positiva para os títulos prefixados. “Os títulos com vencimento até janeiro de 2010 tendem a reagir melhor a este cenário, pois mostra que o BC tem maior controle sobre a inflação e não vai precisar subir tanto os juros daqui para a frente”, diz.

O gestor Luiz Alberto Marques, da Quest Investimentos, concorda que a melhor alternativa seria uma elevação de 0,5 ponto porcentual. Ele afirma, no entanto, que os prefixados podem ser uma boa oportunidade mesmo que a alta dos juros seja maior. Isso porque, segundo o profissional, as taxas dos títulos pré já embutem a possibilidade de um forte ciclo de alta da Selic, maior do que o realmente necessário para conter a inflação.

Bolsa

A magnitude da alta dos juros deve ter pouco efeito para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), ao menos no curtíssimo prazo. Para o sócio da Paraty Investimentos, Marco Franklin, ao contrário do que se imagina, uma elevação de 0,75 ponto porcentual na Selic não teria um efeito negativo para as ações brasileiras.

Ele lembra que, durante o último ciclo de aperto monetário, entre 2004 e 2005, quando a Selic chegou a 19,75% ao ano, a Bolsa manteve a tendência de alta. “Quando o mercado entende que o BC faz o que deveria ser feito, a reação, inclusive, costuma ser positiva.” Franklin avalia, porém, que os papéis de alguns setores, como os de empresas de varejo e consumo, tendem a ser prejudicados em caso de uma alta maior dos juros.

De acordo com o economista do Unibanco, caso os juros subam para 12,75% ao ano, os investidores tendem a reagir melhor. Isso porque um ajuste gradual reduziria os temores de uma desaceleração mais forte da economia brasileira. “Já uma alta de 0,75 ponto deve ter um efeito contrário”, considera.

Na análise do gestor Luiz Alberto Marques, da Quest Investimentos, seja qual for o resultado do Copom hoje, a Bovespa continuará à mercê do que acontecer nos mercados no exterior, em especial com os preços das matérias-primas (commodities) e dos índices de ações em Nova York. “Mesmo que os investidores considerem ruim uma alta de 0,75 ponto, se lá fora as bolsas subirem a Bovespa deve acompanhar”, afirma.

Dólar em queda

Enquanto os especialistas divergem sobre o cenário para a renda fixa e a Bolsa, no câmbio a avaliação é unânime: a tendência para a moeda norte-americana é de queda. A alta dos juros brasileiros tende a fortalecer a moeda brasileira em relação ao dólar porque aumenta o diferencial entre as taxas praticadas aqui e no exterior, o que atrai recursos estrangeiros. Nesse caso, a diferença entre uma elevação de 0,50 e 0,75 ponto porcentual é pequena, uma vez que esse movimento já foi antecipado pelos investidores, na avaliação do gestor da Quest.

sábado, julho 19, 2008

Analistas ainda crêem na recuperação da Bovespa

Desde seu recorde histórico, aos 73.516 pontos, atingido com a euforia pelo grau de investimento, em 20 de maio de 2008, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), já perdeu pouco mais de 18% até o fechamento da última sexta-feira, quando atingiu 59.998 pontos. Apesar da forte queda, os analistas recomendam aos investidores que mantenham seu dinheiro na Bovespa até que a turbulência acabe.

Nesse caso, a orientação é para que a manutenção do investimento na bolsa até que o índice atinja um nível que, pelo menos, recupere o valor inicial aplicado.

Segundo Paulo Roberto da Silva, da corretora Planner, uma das regras para a aplicação em bolsas de valores é nunca vender ações quando elas estão em baixa. "(A bolsa) é uma prática que o brasileiro ainda não se acostumou e vai demorar pra se acostumar. Ele encara a bolsa como um local de oportunidade rápida. E ela não é. Ou ele começa a enxergar a bolsa como algo a longo prazo ou não vai funcionar pra ele", explicou.

A opinião é compartilhada pelo analista da Alpes Corretora Fausto Gouveia. "(Eu recomendo aos investidores) que mantenham a calma. Pois, a bolsa está passando por turbulência. Não tem porque se desesperar e sair vendendo tudo. Aos poucos o cenário deve se acalmar. Eu vejo a bolsa no final do ano a 75 mil pontos", explicou.

Para Silva, da Planner, o investimento em ações se compara a um patrimônio. "Você comprou um patrimônio de uma empresa sólida, como Petrobras e Vale, e não vai se desfazer disso. São empresas vencedoras. No caso da Petrobras, se elas (as ações) já valeram R$ 52, com o barril (de petróleo) a US$ 110, porque ela está valendo R$ 38 com o petróleo a US$ 145? Sempre vai ter crise. Eu já vivi 36 anos no mercado. Via de regra, o valor das ações se recupera", afirmou.

De acordo com Fausto Gouveia, os bons fundamentos das empresas donas dos papéis mais negociados no mercado - Petrobras e Vale do Rio Doce - devem trazer mais estabilidade ao mercado a partir da divulgação dos balanços.

"Os balanços de Vale, Petrobras, bancos e siderúrgicas, todos devem vir bons e até, possivelmente, proporcionar uma descolada da bolsa do comportamento do exterior. A bolsa uma é boa opção, pois os bons fundamentos devem prevalecer", afirmou.

Recomendações
Para os especialistas, o investimento deve se adequar ao perfil de cada pessoa. Clodoir Vieira, economista-chefe da Souza Barros, diz que não é prudente colocar todo o patrimônio em bolsas de valores. "Se a pessoa estiver ainda com resultado positivo, eu tenho dito para tirar pelo menos 50% da carteira e migrar para renda fixa, aproveitando os juros, que estão subindo", afirmou.

Segundo ele, outro fator a ser levado em consideração é quando o dinheiro que está investido terá que ser usado. "Tudo depende se a pessoa vai precisar do dinheiro no curto prazo. Se puder deixar (na bolsa) por 12, 18 meses, eu digo pra não sair. Mas, se você vai precisar do dinheiro em novembro e estiver com poucos ganhos ou no zero a zero, eu digo saia e não corra mais riscos", explicou.

A tese foi citada também pelo assessor da Planner. "É errado colocar o recurso que você vai precisar no curto prazo na bolsa. Isso é dinheiro de poupança. Porque as empresas estão sujeitas a uma série de oscilações da economia mundial. Hoje, nós passamos por uma crise longa, de liquidez, que afeta a maior economia do mundo. Então isso vai ter reflexos nas ações da empresas, principalmente de uma economia emergente como o Brasil", afirmou.

sexta-feira, julho 04, 2008

Maioria dos investidores prevê alta moderada do Ibovespa até o final do ano

Os investidores estão confiando na manutenção do ciclo positivo do principal índice acionário da Bovespa iniciado em 2003. Ainda que admitam uma valorização em 2008 bem abaixo da registrada nos últimos cinco anos. Assim ficou o resultado de enquete promovida pela InfoMoney.

Diante da pergunta: "qual deve ser o comportamento do Ibovespa no segundo semestre?", 1.694 escolhas (48,08%) foram atribuídas à opção "alta moderada". Atualmente, a bolsa patina no patamar dos 59 mil pontos e acumula perdas próximas de 6% em 2008. A primeira metade do ano foi a pior do índice desde 2005.

O viés mais otimista ficou para a segunda colocada no levantamento. A tese "forte alta" angariou 20,83% dos votos. A terceira alternativa mais lembrada foi a "relativa estabilidade", que conquistou cerca de 19% dos usuários.

Perspectivas
A fuga dos investidores estrangeiros do mercado tem sido fundamental para a performance negativa recente. O Citigroup revisou o "chão" do índice de 65.000 pontos para 60.000 pontos, avaliando que a escalada nos preços das commodities devem sofrer um ajuste e abalar o Ibovespa.

Por algum tempo o índice conseguiu fugir da derrocada das bolsas nos EUA e Europa, mas em junho novas incertezas sobre o crescimento global guiaram o termômetro da renda variável brasileira a uma queda superior a 10%. Pouco mais de 10% dos consultados considera a manutenção do Ibovespa em campo negativo até o final do ano.

Em entrevista à InfoMoney TV, o estrategista do Deutsche Bank Guilherme Paiva afirmou que os fundamentos da bolsa estão se deteriorando. Para ele, o segundo semestre será um período bastante "conturbado e problemático" para as ações no Brasil.

Veja os resultados da enquete

Qual deve ser o comportamento do Ibovespa no segundo semestre? Votos Percentual
Alta moderada 1.694 48,08%
Forte alta 734 20,83%
Relativa estabilidade 694 19,70%
Leve baixa 204 5,79%
Forte baixa 197 5,59%
Total 3.523 100%

E a Bovespa perde para outros investimentos

Após ter sido o melhor investimento em fevereiro, a Bovespa mostrou fraco desempenho no terceiro mês do ano e voltou para o posto de pior investimento do mês, obtido também em janeiro de 2005. A bolsa tem mostrado forte volatilidade, alternando mês a mês a melhor e a pior rentabilidade dentre os investimentos.

O fraco desempenho da Bovespa pode ser explicado pela cautela do mercado com o juro norte-americano e com o juro brasileiro, além de um movimento de realização de lucros. Indicadores da maior economia do mundo e pronunciamento do banco central do país sinalizaram ao longo do mês que o juro dos Estados Unidos poderá subir em ritmo mais acentuado, para conter pressões inflacionárias.

A elevação da Selic em 50 pontos base, para 19,25% ao ano, também atraiu a atenção dos investidores aqui no Brasil. A medida levou em consideração indicadores internos e a estratégia de manter o fluxo de investimentos externos ao país. O dólar, nesse sentido, registrou alta em março, com a saída de capitais, em decorrência do novo juro norte-americano. O dólar Ptax, assim, ocupou o posto de melhor investimento.

Economia dos EUA em foco
Nos Estados Unidos, foi anunciada uma elevação do juro básico, em 25 pontos base, para 2,75% ao ano, em linha com o esperado. Por outro lado, preocupando analistas do mundo todo, o banco central se pronunciou, mostrando apreensão com a inflação do país e sinalizando a possibilidade de novas altas no juro.

Também trouxe cautela o fato do petróleo ter registrado expressiva valorização no mercado de Londres e de Nova York em março. O mercado especulava que a oferta da commodity não seria suficiente para atender sua demanda latente. Vale citar que a alta no preço do barril tem impactos na inflação e no crescimento da economia mundial.

Selic a 19,25% ao ano
O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, elevou novamente a Selic nesse mês, no limite superior das expectativas do mercado. A taxa passou de 18,75% ao ano para 19,25% ao ano. Com isso, as projeções do mercado, segundo o relatório Focus do BC, passaram a apontar ritmo menor de queda do juro. Dados da economia já mostraram sinais do impacto do aperto monetário.

A Ata do Copom, por sua vez, trouxe um tom bem mais brando do que a das reuniões anteriores do colegiado. Mesmo assim, não foi suficiente para deter a forte queda da Bovespa no período. O CDI apresentou boa rentabilidade.

Bolsa foi o pior investimento
Os investimentos tiveram rentabilidade modesta em março. Ao contrário do que ocorreu em fevereiro, a bolsa foi o pior investimento do mês. As perdas nominais do Ibovespa em fevereiro foram de 5,43%, o que, em termos reais, descontando-se a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), representa uma perda de 6,23%.

No mês de fevereiro, vale lembrar, o Ibovespa acumulou forte valorização de 15,56%, ou então 15,21%, sem a inflação. Para os demais investimentos, as rentabilidades ficaram próximas no mês de março.

Dólar Ptax foi o melhor investimento
Já o melhor investimento em março de 2005 foi o dólar, que apresentou uma rentabilidade positiva de 2,74% no mês, em termos nominais, e de 1,87% em termos reais.

Outros destaques positivos ficaram com CDI, cujos ganhos nominais refletiram o elevado patamar da taxa básica de juro e atingiram 1,52% no mês, para um retorno real de 0,66%, e o CDB pré 30 dias, que acumulou um retorno positivo de 1,45% e de 0,59%, deflacionado pelo IGP-M.

Confira a rentabilidade dos principais investimentos na tabela abaixo:

Investimento Março Real* Fevereiro Real**
Ibovespa -5,43% -5,81% +15,56% +15,21%
CDI*** +1,52% +0,66% +1,15% +0,85%
CDB **** +1,45% +0,59% +1,41% +1,11%
Poupança +0,67% -0,18% +0,63% +0,33%
Dólar Paralelo -0,95% -1,78% -4,08% -4,37%
Dólar Ptax +2,74% +1,87% -1,14% -1,43%
Ouro 1,09% 0,24% +2,25% +1,94%
IGP-M 0,85%
0,30%

Inflação provoca fuga na Bovespa

O aumento da inflação no mercado global, impulsionada pela escalada do preço do petróleo e das commodities, aliado à queda do resultado das empresas nos mercados desenvolvidos têm provacado um movimento de aversão ao risco por parte dos investidores estrangeiros, levando a uma fuga de capitais dos países emergentes.
Só em junho a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou saída de R$ 7,415 bilhões de capital estrangeiro, acumulando saldo negativo de R$ 6,65 bilhões no primeiro semestre de 2008. Com saída dos investidores externos, cuja participação é de 35,3% em relação ao volume total negociado, o número de negócios no mês caiu 8,66% na comparação com maio, somando 4,754 milhões.
Para o gerente de pesquisa da corretora Planner, Ricardo Martins, a percepção de um ciclo inflacionário mais longo e da piora do cenário em relação ao crescimento da economia nos países desenvolvidos provocou a saída dos investidores estrangeiros dos mercados emergentes. "A tese de que o crescimento dos países emergentes poderia equilibrar a retração econômica dos mercados desenvolvidos começa a ser questionada, com o movimento de alta da taxa de juros para controlar a inflação, que deve ter reflexos no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) desses países", diz. Isso acentuou, segundo Martins, o movimento de venda e de conseqüente correção do preço de algumas ações que haviam apresentado forte alta com a elevação do Brasil a grau de investimento, levando o Ibovespa a apresentar queda de 10,4% em junho, acumulando perda de 7,22% no ano, até ontem.

quarta-feira, julho 02, 2008

Para onde vai a Bolsa nos próximos seis meses?

Analistas destacam ações e setores com melhores perspectivas no segundo semestre

Vinícius Pinheiro - AE

Para quem se assustou com a forte volatilidade apresentada pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no primeiro semestre, os especialistas têm uma boa e uma má notícia: a ruim é que o sobe-e-desce das ações deve permanecer nos próximos seis meses do ano. A boa é que o saldo da tubulência que afeta os mercados financeiros há quase um ano em todo o mundo deve ser positivo para a Bolsa brasileira. Ou seja, o investimento em ações continua recomendado, embora com cautela.

As preocupações com a economia e o setor financeiro nos Estados Unidos, além da escalada da inflação, principais razões da oscilação nos primeiros meses do ano, devem persistir no segundo semestre, de acordo com o chefe da área de análise da Link Investimentos, Celso Boin Junior.

Ele avalia que as perdas das instituições financeiras norte-americanas no segmento de crédito imobiliário de alto risco (subprime) deverão se estender até 2009, o que deve contribuir para novas oscilações do mercado de ações. “Por outro lado, apesar de o clima ainda ser negativo, já não se fala mais em crise sistêmica, como no início do ano”, destaca.

O aumento da inflação também preocupa por conta da perspectiva de que o Banco Central precise elevar mais os juros para conter o ritmo de crescimento da economia e, por conseqüência, o resultado das empresas. O profissional da Link espera um “ciclo razoável” de ajuste na taxa básica de juros (Selic), embora em uma magnitude menor do que a esperada pelos analistas mais pessimistas com a Bolsa.

Acima da renda fixa

De acordo com o superintendente da Santander Asset Management, Alexandre Silvério, mesmo com as incertezas que pairam sobre o mercado, o desempenho da Bovespa deve superar, “em larga medida”, o CDI, indicador de referência dos investimentos de renda fixa.

O otimismo da instituição tem como base a expectativa de crescimento no lucro das empresas, que deve superar os 15% este ano. “O Ibovespa (principal índice da Bolsa) caminha para fechar o ano entre 75 mil e 80 mil pontos”, projeta.

Para o analista de Investimentos da corretora Coinvalores, Marco Saravalle, o desempenho da Bolsa no segundo semestre dependerá também das ações dos Bancos Centrais internacionais, como o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA). “O cenário é de cautela, mas não acho que seja o momento de reduzir a exposição em Bolsa”, diz.

“Otimismo cauteloso” é a definição usada pelo superintendente de Renda Variável do Banco Votorantim, Luiz Sedrani, para a Bovespa no segundo semestre. Enquanto a prudência vem das incertezas vindas do exterior, a sustentação para os bons resultados vem da perspectiva positiva para a economia e as empresas brasileiras.

As escolhas

Saravalle, da Coinvalores, aponta que, apesar da maior incerteza no cenário externo, a economia brasileira deve seguir apresentando bons fundamentos. Ele, porém, recomenda ao investidor que procure ações de empresas que possuam um fluxo de caixa mais previsível e menos dependente das flutuações econômicas.

O analista destaca os papéis das concessionárias de rodovias, que possuem as tarifas reajustadas pelo IGP-M e estão, portanto, protegidas de uma possível disparada da inflação, além das empresas do setor elétrico, consideradas boas pagadoras de dividendos.

A Link Investimentos mantém para este semestre as recomendações dadas no início do ano, concentradas em quatro setores: consumo e bancos, transportes e logística, energia elétrica e siderurgia. Os dois primeiros não foram bem no primeiro semestre, mas o chefe de análise da instituição considera que a reação do mercado foi exagerada e que os papéis devem se recuperar no segundo semestre.

Para Sedrani, do Banco Votorantim, as ações de consumo e bancos podem se tornar uma boa opção apenas a partir dos últimos três meses do ano, quando o cenário de inflação e a trajetória das taxas de juros estiverem mais claras. Por enquanto, ele considera que os papéis de empresas produtoras de commodities (matérias-primas) devem apresentar melhor performance.

O superintendente da área de gestão de fundos do Santander também aposta que o bom desempenho da Bolsa no segundo semestre será puxado pelas ações ligadas ao setor de matérias-primas. “Vale lembrar que os papéis de Vale e Petrobras não acompanharam a alta das commodities no semestre.” Ele considera, porém, que as empresas do setor de varejo devem permanecer “no radar” do investidor.

quarta-feira, junho 25, 2008

Quem se benefecia com a alta da Selic?

Diante de um maior aperto monetário tomado como certo pelo mercado, e praticamente confirmado pelas últimas manifestações das autoridades do Banco Central, quais ações podem se beneficiar deste cenário?

Atualmente, a taxa básica do juro brasileiro está a 12,25% ao ano, elevada pela primeira vez após dois anos em abril último, em 0,50 ponto percentual, ação repetida pelo Comitê de Política Monetária em seu encontro subseqüente.

Segundo o último relatório Focus, divulgado na segunda-feira (23), o mercado projeta Selic a 14,25% ao ano ao final de 2008, o que significa que as expectativas convergem para incremento na taxa de 200 pontos-base ao longo dos próximos quatro encontros da autoridade monetária.

Diante deste quadro, especialistas apontam quais setores da bolsa serão menos e mais afetados.

O primeiro setor apontado pelos especialistas como favorecido pela Selic mais alta é o financeiro. "Os bancos se beneficiam, pois mesmo antes do Copom começar a atuar - elevando o juro - eles já conseguiram repassar o aumento da taxa básica", avalia Clodoir Vieira, economista da corretora Souza Barros. "Para os bancos pode ser bom no ganho com operações baseadas no juro, mas é ruim por que o aumento da Selic pode prejudicar a demanda pelo crédito", pondera menos otimista, Silvio Campos, economista-chefe do banco Schahin.

"Os bancos são os únicos beneficiados, já a lista de prejudicados pode se estender mais", alerta Vieira.

Construtoras: as mais prejudicadas

"A percepção do aumento de juro somada ao cenário externo mais deteriorado torna a situação muito difícil, o sinal da bolsa tende muito mais para o negativo", avalia Campos Neto, do Schahin, "principalmente no curto prazo", completa.

"Os segmentos que vêm se beneficiando com o aquecimento da economia serão prejudicados tanto pelo aumento de juro interno quanto externo", aponta o economista, referindo-se ao já sinalizado aperto monetário na Europa e à possível elevação da taxa básica norte-americana. Campos cita como desfavorecidos os setores de consumo, construção civil, siderurgia e mineração.

"As mais prejudicadas seriam as construtoras, porque elas dependem muito de financiamento, e o encarecimento do crédito pode reduzir a procura por imóveis", avalia Vieira, da Souza Barros. "Principalmente aquelas voltadas à população de baixa renda".

Menor demanda por financiamento

Da mesma forma, o financiamento de carros também pode ser afetado pela redução da demanda por crédito, acredita Vieira. Assim, uma vez que as montadoras não têm capital aberto no Brasil, as ações de empresas de bens industriais ligadas ao setor automobilístico, como siderúrgicas e fabricantes de autopeças, podem sofrer com o desaquecimento das vendas via financiamento de veículos.

"Se o consumidor financiar um bem agora, ele irá pagar por quinze anos uma taxa que está quase no seu pico, o que não vale a pena", explica o economista da corretora Souza Barros.

Já em relação aos fundamentos macroeconômicos, Campos, do Schahin, acredita que o aperto monetário deve ser eficiente no controle da inflação, o que beneficiará o consumo e propiciará a retomada da atividade econômica a patamares mais elevados, contudo "no curto prazo, a tendência é de queda na bolsa", reforça.

Cresce o número de pessoas com nome sujo

A inadimplência dos consumidores subiu um ponto-base entre abril e maio, atingindo 13,9% das operações de crédito no quinto mês do ano. Do total, 6,6% das movimentações registraram atraso médio entre 15 e 90 dias e 7,3% eram aquelas não-pagas há mais de 90 dias.

De acordo com os dados da "Nota de Política Monetária e Operações de Crédito", divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira (24), a taxa de não-pagamento registrada no quinto mês deste ano é dois pontos-base maior do que a apurada no mesmo período de 2007.

Dentre as modalidades de crédito acompanhadas, a maior inadimplência em maio ficou com a linha de aquisição de outros bens. As dívidas em atraso deste segmento chegaram a 23,7% do crédito concedido, ante 22,6% no mesmo mês do ano passado.

A inadimplência do cheque especial, que caiu de 12,4% para 12,1% na comparação anual, também merece destaque, por ser a segunda maior da análise.

Na tabela abaixo, é possível avaliar a composição da taxa nas diversas modalidades, por prazo (entre 15 e 90 dias e mais de 90 dias), para maio de 2008 e o mesmo período do ano anterior:


2007 2008
Operação Até 90 dias Mais de 90 dias Total Até 90 dias Mais de 90 dias Total
Cheque especial 3,2% 9,2% 12,4% 3,2% 8,9% 12,1%
Crédito pessoal 4,3% 5,3% 9,6% 4,5% 5,2% 9,7%
Aquisição de Veículos 7,3% 3,3% 10,6% 7,6% 3,7% 11,3%
Aquisição de bens (outros) 10,2% 12,4% 22,6% 10,5% 13,2% 23,7%
Fonte: Banco Central

terça-feira, junho 24, 2008

Juro ao consumidor sobe mais; cheque especial é o vilão


Taxa do cheque especial teve a maior variação mensal dentre as modalidades de crédito

Fernando Nakagawa e Fábio Graner, da Agência Estado

BRASÍLIA - As taxas de juros ao consumidor continuam subindo. Pesquisa do Banco Central mostrou que o juro médio subiu de 37,4% em abril para 37,6% ao ano em maio. A elevação ocorreu nas linhas de crédito para as pessoas jurídicas, cuja taxa média passou de 26,3% para 26,9%. Nas operações voltadas às pessoas físicas, apesar da leve queda da taxa média, o juro do cheque especial teve a maior variação mensal dentre as modalidades de crédito, passando de 152,7% ao ano para 157,1% ao ano. No segmento pessoa jurídica, a elevação mais significativa ocorreu na conta garantida, cuja taxa média passou de 65% ao ano para 66,4% em maio.

Veja também:

linkOperações de crédito crescem 32,4% em doze meses

linkEntenda os principais índices de inflação especial

linkEntenda a crise dos alimentos especial

O BC também informou que o spread médio das operações de crédito - diferença entre os juros de captação e as taxas cobradas nos empréstimos - caiu de 25 pontos porcentuais em abril para 24,5 pontos em maio. O spread das linhas de empréstimos para as empresas teve leve aumento, passando de 14,4 pontos porcentuais (abril) para 14,5 pontos (maio). Nas operações para pessoas físicas, o spread caiu de 34,6 pontos para 33,5 pontos.

O BC informou ainda que o prazo médio dos empréstimos permaneceu em 370 dias corridos, prazo idêntico ao observado em abril. O período dos empréstimos para as empresas cresceu, na média, apenas um dia, para 299 dias corridos, ante abril. Nas linhas para as pessoas físicas, o prazo permaneceu em 457 dias corridos.