quinta-feira, julho 24, 2008
Teleconferência do Instituto Nacional de Investidores
Vou começar, a partir de hoje, fazer postasgens a respeito disso. Eis a primeira:
Convidamos para participar do WEBCAST/TELECONFERÊNCIA promovido pela SUZANO PAPEL E CELULOSE, Associado Fundador do INI.
Esse evento é destinado ao público INI e o objetivo é apresentar os resultados do 2º Trimestre de 2008.
Veja a seguir como participar e os dados do evento:
Dados do evento:
Data: 24/07/2008 - quinta-feira
Horário: 18:00 (horário de Brasília)
Palestrante: Sr. Bernardo Szpigel
Tema: Apresentação dos resultados do 2º Trimestre de 2008
Como participar:
- Por Internet (ao vivo), basta acessar o http://www.mz-ir.com/webcast/suzano/ini_2t08/ e preencher o que se pede.
- Por telefone, 55 11 2188 0188
- senha: suzano
Aproveite esta oportunidade de conhecer melhor a SUZANO PAPEL E CELULOSE e tirar dúvidas sobre os resultados.
O que muda nos investimentos com a alta dos juros
A diferença pode mudar, e muito, a perspectiva para os investimentos. Ela pode sinalizar, por exemplo, que o ciclo de alta dos juros poderá ser mais longo ou mais curto, mais intenso ou mais suave. Tudo dependerá da leitura que o mercado fará da decisão do Copom. Confira a seguir os principais impactos da alta dos juros para cada mercado, de acordo com especialistas consultados:
Renda fixa
Para quem não deseja se arriscar, a recomendação neste momento é manter os recursos em aplicações atreladas à variação dos juros, como os tradicionais fundos DI, em CDBs pós-fixados ou em títulos públicos como as Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Nesse caso, o melhor cenário é uma elevação de 0,75 ponto porcentual na Selic, já que quanto mais alta for a taxa, maior será o ganho _ por se tratar de investimento pós-fixados, que acompanham os juros.
Segundo o economista-chefe da Unibanco Asset Management, José Luciano da Silva Costa, o ciclo de alta dos juros deve começar a ficar mais claro apenas no último trimestre deste ano. “Quem não deseja ter surpresas deve se manter nesse tipo de investimento até lá”, aponta.
O investidor com um maior apetite ao risco, porém, pode destinar uma parte de sua carteira, de até 30%, para as aplicações prefixadas, que possuem a rentabilidade definida no momento do investimento. É o caso dos fundos de renda fixa e de títulos públicos como as Letras do Tesouro Nacional (LTN). Não existe um consenso, porém, sobre qual será a reação imediata desse mercado à elevação dos juros.
De acordo com o diretor-executivo da área de gestão de recursos do Banco WestLB, Aristides Jannini, uma alta de meio ponto porcentual na Selic deverá ser positiva para os títulos prefixados. “Os títulos com vencimento até janeiro de 2010 tendem a reagir melhor a este cenário, pois mostra que o BC tem maior controle sobre a inflação e não vai precisar subir tanto os juros daqui para a frente”, diz.
O gestor Luiz Alberto Marques, da Quest Investimentos, concorda que a melhor alternativa seria uma elevação de 0,5 ponto porcentual. Ele afirma, no entanto, que os prefixados podem ser uma boa oportunidade mesmo que a alta dos juros seja maior. Isso porque, segundo o profissional, as taxas dos títulos pré já embutem a possibilidade de um forte ciclo de alta da Selic, maior do que o realmente necessário para conter a inflação.
Bolsa
A magnitude da alta dos juros deve ter pouco efeito para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), ao menos no curtíssimo prazo. Para o sócio da Paraty Investimentos, Marco Franklin, ao contrário do que se imagina, uma elevação de 0,75 ponto porcentual na Selic não teria um efeito negativo para as ações brasileiras.
Ele lembra que, durante o último ciclo de aperto monetário, entre 2004 e 2005, quando a Selic chegou a 19,75% ao ano, a Bolsa manteve a tendência de alta. “Quando o mercado entende que o BC faz o que deveria ser feito, a reação, inclusive, costuma ser positiva.” Franklin avalia, porém, que os papéis de alguns setores, como os de empresas de varejo e consumo, tendem a ser prejudicados em caso de uma alta maior dos juros.
De acordo com o economista do Unibanco, caso os juros subam para 12,75% ao ano, os investidores tendem a reagir melhor. Isso porque um ajuste gradual reduziria os temores de uma desaceleração mais forte da economia brasileira. “Já uma alta de 0,75 ponto deve ter um efeito contrário”, considera.
Na análise do gestor Luiz Alberto Marques, da Quest Investimentos, seja qual for o resultado do Copom hoje, a Bovespa continuará à mercê do que acontecer nos mercados no exterior, em especial com os preços das matérias-primas (commodities) e dos índices de ações em Nova York. “Mesmo que os investidores considerem ruim uma alta de 0,75 ponto, se lá fora as bolsas subirem a Bovespa deve acompanhar”, afirma.
Dólar em queda
Enquanto os especialistas divergem sobre o cenário para a renda fixa e a Bolsa, no câmbio a avaliação é unânime: a tendência para a moeda norte-americana é de queda. A alta dos juros brasileiros tende a fortalecer a moeda brasileira em relação ao dólar porque aumenta o diferencial entre as taxas praticadas aqui e no exterior, o que atrai recursos estrangeiros. Nesse caso, a diferença entre uma elevação de 0,50 e 0,75 ponto porcentual é pequena, uma vez que esse movimento já foi antecipado pelos investidores, na avaliação do gestor da Quest.
sábado, julho 19, 2008
Analistas ainda crêem na recuperação da Bovespa
Desde seu recorde histórico, aos 73.516 pontos, atingido com a euforia pelo grau de investimento, em 20 de maio de 2008, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), já perdeu pouco mais de 18% até o fechamento da última sexta-feira, quando atingiu 59.998 pontos. Apesar da forte queda, os analistas recomendam aos investidores que mantenham seu dinheiro na Bovespa até que a turbulência acabe.
Nesse caso, a orientação é para que a manutenção do investimento na bolsa até que o índice atinja um nível que, pelo menos, recupere o valor inicial aplicado.
Segundo Paulo Roberto da Silva, da corretora Planner, uma das regras para a aplicação em bolsas de valores é nunca vender ações quando elas estão em baixa. "(A bolsa) é uma prática que o brasileiro ainda não se acostumou e vai demorar pra se acostumar. Ele encara a bolsa como um local de oportunidade rápida. E ela não é. Ou ele começa a enxergar a bolsa como algo a longo prazo ou não vai funcionar pra ele", explicou.
A opinião é compartilhada pelo analista da Alpes Corretora Fausto Gouveia. "(Eu recomendo aos investidores) que mantenham a calma. Pois, a bolsa está passando por turbulência. Não tem porque se desesperar e sair vendendo tudo. Aos poucos o cenário deve se acalmar. Eu vejo a bolsa no final do ano a 75 mil pontos", explicou.
Para Silva, da Planner, o investimento em ações se compara a um patrimônio. "Você comprou um patrimônio de uma empresa sólida, como Petrobras e Vale, e não vai se desfazer disso. São empresas vencedoras. No caso da Petrobras, se elas (as ações) já valeram R$ 52, com o barril (de petróleo) a US$ 110, porque ela está valendo R$ 38 com o petróleo a US$ 145? Sempre vai ter crise. Eu já vivi 36 anos no mercado. Via de regra, o valor das ações se recupera", afirmou.
De acordo com Fausto Gouveia, os bons fundamentos das empresas donas dos papéis mais negociados no mercado - Petrobras e Vale do Rio Doce - devem trazer mais estabilidade ao mercado a partir da divulgação dos balanços.
"Os balanços de Vale, Petrobras, bancos e siderúrgicas, todos devem vir bons e até, possivelmente, proporcionar uma descolada da bolsa do comportamento do exterior. A bolsa uma é boa opção, pois os bons fundamentos devem prevalecer", afirmou.
Recomendações
Para os especialistas, o investimento deve se adequar ao perfil de cada pessoa. Clodoir Vieira, economista-chefe da Souza Barros, diz que não é prudente colocar todo o patrimônio em bolsas de valores. "Se a pessoa estiver ainda com resultado positivo, eu tenho dito para tirar pelo menos 50% da carteira e migrar para renda fixa, aproveitando os juros, que estão subindo", afirmou.
Segundo ele, outro fator a ser levado em consideração é quando o dinheiro que está investido terá que ser usado. "Tudo depende se a pessoa vai precisar do dinheiro no curto prazo. Se puder deixar (na bolsa) por 12, 18 meses, eu digo pra não sair. Mas, se você vai precisar do dinheiro em novembro e estiver com poucos ganhos ou no zero a zero, eu digo saia e não corra mais riscos", explicou.
A tese foi citada também pelo assessor da Planner. "É errado colocar o recurso que você vai precisar no curto prazo na bolsa. Isso é dinheiro de poupança. Porque as empresas estão sujeitas a uma série de oscilações da economia mundial. Hoje, nós passamos por uma crise longa, de liquidez, que afeta a maior economia do mundo. Então isso vai ter reflexos nas ações da empresas, principalmente de uma economia emergente como o Brasil", afirmou.
sexta-feira, julho 04, 2008
Maioria dos investidores prevê alta moderada do Ibovespa até o final do ano
Diante da pergunta: "qual deve ser o comportamento do Ibovespa no segundo semestre?", 1.694 escolhas (48,08%) foram atribuídas à opção "alta moderada". Atualmente, a bolsa patina no patamar dos 59 mil pontos e acumula perdas próximas de 6% em 2008. A primeira metade do ano foi a pior do índice desde 2005.
O viés mais otimista ficou para a segunda colocada no levantamento. A tese "forte alta" angariou 20,83% dos votos. A terceira alternativa mais lembrada foi a "relativa estabilidade", que conquistou cerca de 19% dos usuários.
Perspectivas
A fuga dos investidores estrangeiros do mercado tem sido fundamental para a performance negativa recente. O Citigroup revisou o "chão" do índice de 65.000 pontos para 60.000 pontos, avaliando que a escalada nos preços das commodities devem sofrer um ajuste e abalar o Ibovespa.
Por algum tempo o índice conseguiu fugir da derrocada das bolsas nos EUA e Europa, mas em junho novas incertezas sobre o crescimento global guiaram o termômetro da renda variável brasileira a uma queda superior a 10%. Pouco mais de 10% dos consultados considera a manutenção do Ibovespa em campo negativo até o final do ano.
Em entrevista à InfoMoney TV, o estrategista do Deutsche Bank Guilherme Paiva afirmou que os fundamentos da bolsa estão se deteriorando. Para ele, o segundo semestre será um período bastante "conturbado e problemático" para as ações no Brasil.
Veja os resultados da enquete
| Qual deve ser o comportamento do Ibovespa no segundo semestre? | Votos | Percentual |
| Alta moderada | 1.694 | 48,08% |
| Forte alta | 734 | 20,83% |
| Relativa estabilidade | 694 | 19,70% |
| Leve baixa | 204 | 5,79% |
| Forte baixa | 197 | 5,59% |
| Total | 3.523 | 100% |
E a Bovespa perde para outros investimentos
O fraco desempenho da Bovespa pode ser explicado pela cautela do mercado com o juro norte-americano e com o juro brasileiro, além de um movimento de realização de lucros. Indicadores da maior economia do mundo e pronunciamento do banco central do país sinalizaram ao longo do mês que o juro dos Estados Unidos poderá subir em ritmo mais acentuado, para conter pressões inflacionárias.
A elevação da Selic em 50 pontos base, para 19,25% ao ano, também atraiu a atenção dos investidores aqui no Brasil. A medida levou em consideração indicadores internos e a estratégia de manter o fluxo de investimentos externos ao país. O dólar, nesse sentido, registrou alta em março, com a saída de capitais, em decorrência do novo juro norte-americano. O dólar Ptax, assim, ocupou o posto de melhor investimento.
Economia dos EUA em foco
Nos Estados Unidos, foi anunciada uma elevação do juro básico, em 25 pontos base, para 2,75% ao ano, em linha com o esperado. Por outro lado, preocupando analistas do mundo todo, o banco central se pronunciou, mostrando apreensão com a inflação do país e sinalizando a possibilidade de novas altas no juro.
Também trouxe cautela o fato do petróleo ter registrado expressiva valorização no mercado de Londres e de Nova York em março. O mercado especulava que a oferta da commodity não seria suficiente para atender sua demanda latente. Vale citar que a alta no preço do barril tem impactos na inflação e no crescimento da economia mundial.
Selic a 19,25% ao ano
O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, elevou novamente a Selic nesse mês, no limite superior das expectativas do mercado. A taxa passou de 18,75% ao ano para 19,25% ao ano. Com isso, as projeções do mercado, segundo o relatório Focus do BC, passaram a apontar ritmo menor de queda do juro. Dados da economia já mostraram sinais do impacto do aperto monetário.
A Ata do Copom, por sua vez, trouxe um tom bem mais brando do que a das reuniões anteriores do colegiado. Mesmo assim, não foi suficiente para deter a forte queda da Bovespa no período. O CDI apresentou boa rentabilidade.
Bolsa foi o pior investimento
Os investimentos tiveram rentabilidade modesta em março. Ao contrário do que ocorreu em fevereiro, a bolsa foi o pior investimento do mês. As perdas nominais do Ibovespa em fevereiro foram de 5,43%, o que, em termos reais, descontando-se a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), representa uma perda de 6,23%.
No mês de fevereiro, vale lembrar, o Ibovespa acumulou forte valorização de 15,56%, ou então 15,21%, sem a inflação. Para os demais investimentos, as rentabilidades ficaram próximas no mês de março.
Dólar Ptax foi o melhor investimento
Já o melhor investimento em março de 2005 foi o dólar, que apresentou uma rentabilidade positiva de 2,74% no mês, em termos nominais, e de 1,87% em termos reais.
Outros destaques positivos ficaram com CDI, cujos ganhos nominais refletiram o elevado patamar da taxa básica de juro e atingiram 1,52% no mês, para um retorno real de 0,66%, e o CDB pré 30 dias, que acumulou um retorno positivo de 1,45% e de 0,59%, deflacionado pelo IGP-M.
Confira a rentabilidade dos principais investimentos na tabela abaixo:
| Investimento | Março | Real* | Fevereiro | Real** |
| Ibovespa | -5,43% | -5,81% | +15,56% | +15,21% |
| CDI*** | +1,52% | +0,66% | +1,15% | +0,85% |
| CDB **** | +1,45% | +0,59% | +1,41% | +1,11% |
| Poupança | +0,67% | -0,18% | +0,63% | +0,33% |
| Dólar Paralelo | -0,95% | -1,78% | -4,08% | -4,37% |
| Dólar Ptax | +2,74% | +1,87% | -1,14% | -1,43% |
| Ouro | 1,09% | 0,24% | +2,25% | +1,94% |
| IGP-M | 0,85% | 0,30% |
Inflação provoca fuga na Bovespa
Só em junho a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou saída de R$ 7,415 bilhões de capital estrangeiro, acumulando saldo negativo de R$ 6,65 bilhões no primeiro semestre de 2008. Com saída dos investidores externos, cuja participação é de 35,3% em relação ao volume total negociado, o número de negócios no mês caiu 8,66% na comparação com maio, somando 4,754 milhões.
Para o gerente de pesquisa da corretora Planner, Ricardo Martins, a percepção de um ciclo inflacionário mais longo e da piora do cenário em relação ao crescimento da economia nos países desenvolvidos provocou a saída dos investidores estrangeiros dos mercados emergentes. "A tese de que o crescimento dos países emergentes poderia equilibrar a retração econômica dos mercados desenvolvidos começa a ser questionada, com o movimento de alta da taxa de juros para controlar a inflação, que deve ter reflexos no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) desses países", diz. Isso acentuou, segundo Martins, o movimento de venda e de conseqüente correção do preço de algumas ações que haviam apresentado forte alta com a elevação do Brasil a grau de investimento, levando o Ibovespa a apresentar queda de 10,4% em junho, acumulando perda de 7,22% no ano, até ontem.
quarta-feira, julho 02, 2008
Para onde vai a Bolsa nos próximos seis meses?
Analistas destacam ações e setores com melhores perspectivas no segundo semestre
Vinícius Pinheiro - AE
Para quem se assustou com a forte volatilidade apresentada pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no primeiro semestre, os especialistas têm uma boa e uma má notícia: a ruim é que o sobe-e-desce das ações deve permanecer nos próximos seis meses do ano. A boa é que o saldo da tubulência que afeta os mercados financeiros há quase um ano em todo o mundo deve ser positivo para a Bolsa brasileira. Ou seja, o investimento em ações continua recomendado, embora com cautela.
As preocupações com a economia e o setor financeiro nos Estados Unidos, além da escalada da inflação, principais razões da oscilação nos primeiros meses do ano, devem persistir no segundo semestre, de acordo com o chefe da área de análise da Link Investimentos, Celso Boin Junior.
Ele avalia que as perdas das instituições financeiras norte-americanas no segmento de crédito imobiliário de alto risco (subprime) deverão se estender até 2009, o que deve contribuir para novas oscilações do mercado de ações. “Por outro lado, apesar de o clima ainda ser negativo, já não se fala mais em crise sistêmica, como no início do ano”, destaca.
O aumento da inflação também preocupa por conta da perspectiva de que o Banco Central precise elevar mais os juros para conter o ritmo de crescimento da economia e, por conseqüência, o resultado das empresas. O profissional da Link espera um “ciclo razoável” de ajuste na taxa básica de juros (Selic), embora em uma magnitude menor do que a esperada pelos analistas mais pessimistas com a Bolsa.
Acima da renda fixa
De acordo com o superintendente da Santander Asset Management, Alexandre Silvério, mesmo com as incertezas que pairam sobre o mercado, o desempenho da Bovespa deve superar, “em larga medida”, o CDI, indicador de referência dos investimentos de renda fixa.
O otimismo da instituição tem como base a expectativa de crescimento no lucro das empresas, que deve superar os 15% este ano. “O Ibovespa (principal índice da Bolsa) caminha para fechar o ano entre 75 mil e 80 mil pontos”, projeta.
Para o analista de Investimentos da corretora Coinvalores, Marco Saravalle, o desempenho da Bolsa no segundo semestre dependerá também das ações dos Bancos Centrais internacionais, como o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA). “O cenário é de cautela, mas não acho que seja o momento de reduzir a exposição em Bolsa”, diz.
“Otimismo cauteloso” é a definição usada pelo superintendente de Renda Variável do Banco Votorantim, Luiz Sedrani, para a Bovespa no segundo semestre. Enquanto a prudência vem das incertezas vindas do exterior, a sustentação para os bons resultados vem da perspectiva positiva para a economia e as empresas brasileiras.
As escolhas
Saravalle, da Coinvalores, aponta que, apesar da maior incerteza no cenário externo, a economia brasileira deve seguir apresentando bons fundamentos. Ele, porém, recomenda ao investidor que procure ações de empresas que possuam um fluxo de caixa mais previsível e menos dependente das flutuações econômicas.
O analista destaca os papéis das concessionárias de rodovias, que possuem as tarifas reajustadas pelo IGP-M e estão, portanto, protegidas de uma possível disparada da inflação, além das empresas do setor elétrico, consideradas boas pagadoras de dividendos.
A Link Investimentos mantém para este semestre as recomendações dadas no início do ano, concentradas em quatro setores: consumo e bancos, transportes e logística, energia elétrica e siderurgia. Os dois primeiros não foram bem no primeiro semestre, mas o chefe de análise da instituição considera que a reação do mercado foi exagerada e que os papéis devem se recuperar no segundo semestre.
Para Sedrani, do Banco Votorantim, as ações de consumo e bancos podem se tornar uma boa opção apenas a partir dos últimos três meses do ano, quando o cenário de inflação e a trajetória das taxas de juros estiverem mais claras. Por enquanto, ele considera que os papéis de empresas produtoras de commodities (matérias-primas) devem apresentar melhor performance.
O superintendente da área de gestão de fundos do Santander também aposta que o bom desempenho da Bolsa no segundo semestre será puxado pelas ações ligadas ao setor de matérias-primas. “Vale lembrar que os papéis de Vale e Petrobras não acompanharam a alta das commodities no semestre.” Ele considera, porém, que as empresas do setor de varejo devem permanecer “no radar” do investidor.
quarta-feira, junho 25, 2008
Quem se benefecia com a alta da Selic?
Atualmente, a taxa básica do juro brasileiro está a 12,25% ao ano, elevada pela primeira vez após dois anos em abril último, em 0,50 ponto percentual, ação repetida pelo Comitê de Política Monetária em seu encontro subseqüente.
Segundo o último relatório Focus, divulgado na segunda-feira (23), o mercado projeta Selic a 14,25% ao ano ao final de 2008, o que significa que as expectativas convergem para incremento na taxa de 200 pontos-base ao longo dos próximos quatro encontros da autoridade monetária.
Diante deste quadro, especialistas apontam quais setores da bolsa serão menos e mais afetados.
O primeiro setor apontado pelos especialistas como favorecido pela Selic mais alta é o financeiro. "Os bancos se beneficiam, pois mesmo antes do Copom começar a atuar - elevando o juro - eles já conseguiram repassar o aumento da taxa básica", avalia Clodoir Vieira, economista da corretora Souza Barros. "Para os bancos pode ser bom no ganho com operações baseadas no juro, mas é ruim por que o aumento da Selic pode prejudicar a demanda pelo crédito", pondera menos otimista, Silvio Campos, economista-chefe do banco Schahin.
"Os bancos são os únicos beneficiados, já a lista de prejudicados pode se estender mais", alerta Vieira.
Construtoras: as mais prejudicadas
"A percepção do aumento de juro somada ao cenário externo mais deteriorado torna a situação muito difícil, o sinal da bolsa tende muito mais para o negativo", avalia Campos Neto, do Schahin, "principalmente no curto prazo", completa.
"Os segmentos que vêm se beneficiando com o aquecimento da economia serão prejudicados tanto pelo aumento de juro interno quanto externo", aponta o economista, referindo-se ao já sinalizado aperto monetário na Europa e à possível elevação da taxa básica norte-americana. Campos cita como desfavorecidos os setores de consumo, construção civil, siderurgia e mineração.
"As mais prejudicadas seriam as construtoras, porque elas dependem muito de financiamento, e o encarecimento do crédito pode reduzir a procura por imóveis", avalia Vieira, da Souza Barros. "Principalmente aquelas voltadas à população de baixa renda".
Menor demanda por financiamento
Da mesma forma, o financiamento de carros também pode ser afetado pela redução da demanda por crédito, acredita Vieira. Assim, uma vez que as montadoras não têm capital aberto no Brasil, as ações de empresas de bens industriais ligadas ao setor automobilístico, como siderúrgicas e fabricantes de autopeças, podem sofrer com o desaquecimento das vendas via financiamento de veículos.
"Se o consumidor financiar um bem agora, ele irá pagar por quinze anos uma taxa que está quase no seu pico, o que não vale a pena", explica o economista da corretora Souza Barros.
Já em relação aos fundamentos macroeconômicos, Campos, do Schahin, acredita que o aperto monetário deve ser eficiente no controle da inflação, o que beneficiará o consumo e propiciará a retomada da atividade econômica a patamares mais elevados, contudo "no curto prazo, a tendência é de queda na bolsa", reforça.
Cresce o número de pessoas com nome sujo
De acordo com os dados da "Nota de Política Monetária e Operações de Crédito", divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira (24), a taxa de não-pagamento registrada no quinto mês deste ano é dois pontos-base maior do que a apurada no mesmo período de 2007.
Dentre as modalidades de crédito acompanhadas, a maior inadimplência em maio ficou com a linha de aquisição de outros bens. As dívidas em atraso deste segmento chegaram a 23,7% do crédito concedido, ante 22,6% no mesmo mês do ano passado.
A inadimplência do cheque especial, que caiu de 12,4% para 12,1% na comparação anual, também merece destaque, por ser a segunda maior da análise.
Na tabela abaixo, é possível avaliar a composição da taxa nas diversas modalidades, por prazo (entre 15 e 90 dias e mais de 90 dias), para maio de 2008 e o mesmo período do ano anterior:
| 2007 | 2008 | |||||
| Operação | Até 90 dias | Mais de 90 dias | Total | Até 90 dias | Mais de 90 dias | Total |
| Cheque especial | 3,2% | 9,2% | 12,4% | 3,2% | 8,9% | 12,1% |
| Crédito pessoal | 4,3% | 5,3% | 9,6% | 4,5% | 5,2% | 9,7% |
| Aquisição de Veículos | 7,3% | 3,3% | 10,6% | 7,6% | 3,7% | 11,3% |
| Aquisição de bens (outros) | 10,2% | 12,4% | 22,6% | 10,5% | 13,2% | 23,7% |
terça-feira, junho 24, 2008
Juro ao consumidor sobe mais; cheque especial é o vilão
Taxa do cheque especial teve a maior variação mensal dentre as modalidades de crédito
Fernando Nakagawa e Fábio Graner, da Agência Estado
Veja também:
Operações de crédito crescem 32,4% em doze meses
Entenda os principais índices de inflação
O BC também informou que o spread médio das operações de crédito - diferença entre os juros de captação e as taxas cobradas nos empréstimos - caiu de 25 pontos porcentuais em abril para 24,5 pontos em maio. O spread das linhas de empréstimos para as empresas teve leve aumento, passando de 14,4 pontos porcentuais (abril) para 14,5 pontos (maio). Nas operações para pessoas físicas, o spread caiu de 34,6 pontos para 33,5 pontos.
O BC informou ainda que o prazo médio dos empréstimos permaneceu em 370 dias corridos, prazo idêntico ao observado em abril. O período dos empréstimos para as empresas cresceu, na média, apenas um dia, para 299 dias corridos, ante abril. Nas linhas para as pessoas físicas, o prazo permaneceu em 457 dias corridos.
quinta-feira, junho 19, 2008
O que fazer quando caem os preços das ações?
Por outro lado, a aplicação mais conservadora foca suas atenções no longo prazo. Escolher o ativo a partir de seus fundamentos e potencial de valorização faz parte desta estratégia, que pode limitar bastante a exposição do investidor à perda.
Estas vertentes são indispensáveis na tomada de decisão. A escolha da aposta certeira na bolsa necessariamente deve conter uma análise do objetivo do investidor com aquela posição, que passa pela determinação do intervalo de tempo que se objetiva "segurar" o papel.
É aí que surge a questão. Muitas vezes, uma aposta, seja de curto ou longo prazo, não gera a resposta esperada pelo investidor naquele período determinado. O mesmo se vê em uma encruzilhada: vender a ação e limitar o prejuízo ou segurar o papel, tornando a aposta antes de curto prazo em investimento de prazo mais longo?
Stops: perigosos para longo prazo
De maneira geral, esta questão evidencia um limite muito estreito entre "segurar um mico" e vislumbrar ganhos no longo prazo. A primeira coisa que vem à cabeça nestas situações é a famosa ferramenta de "stop" das operações.
Mas deixar uma posição entre "stops" pode penalizar uma ótima chance de investimento. "Quando se mira no longo prazo, utilizar 'stops' pode ser perigoso, pois o investidor sempre irá vender nos piores momentos e ter de recomprar nas fases de recuperação dos mercados", salienta Igor Ribeiro, especialista da Tática Asset Management.
A partir desta avaliação, fica a lição do uso do "stop" apenas para posição que objetiva se beneficiar de um determinado "momento" do ativo, e que acaba por tomar o rumo contrário à expectativa do investidor.
Fundamentos e perspectivas
Mas além desta observação, alguns passos importantes podem ajudar o investidor que se deparar com esta encruzilhada. Inicialmente, é importante diferenciar um "mico" de uma boa oportunidade de retorno futuro.
A crença em uma aposta não deve se restringir a comentários de terceiros nos famosos fóruns do mercado ou alguma recomendação de investimento. É necessário conhecer o papel que está se investindo, evitar a aplicação meramente especulativa.
Uma boa fonte de informações são os relatórios trimestrais divulgados pelas empresas. A avaliação de pontos como a estrutura de custos, fontes de receita e eficiência operacional pode oferecer uma boa idéia do potencial de crescimento orgânico da empresa. O restante é a análise das perspectivas setoriais e potenciais premissas macroeconômicas impactantes.
"Se o investidor acompanha a empresa de perto, confia no setor, no management da companhia e acredita que a empresa se encontra sub-avaliada, não há motivo para se preocupar", ressalta Ribeiro.
Estes passos são triviais para qualquer decisão de investimento, redundantes para o investidor mais experimente, mas não se pode questionar sua importância. Voltando ao limite entre o "mico" e o investimento de longo prazo, outro ponto é saber identificar uma aposta com baixa probabilidade de sucesso.
Segundo Igor Ribeiro, um "mico" é considerado o papel que não acompanha as altas do Ibovespa como um todo, mas esta classificação pode ser errônea em alguns casos: "existem ações que precisam de um tempo maior de maturação, pois não pertencem aos setores da moda, carecem de cobertura, não estão no radar dos investidores institucionais ou até mesmo passam por um momento desfavorável".
Porém, existem os casos dos verdadeiros "micos". Ações que diferentemente da necessidade de tempo maior de maturação, não apresentam potencial evolução substancial em meio à sua atual precificação. "Contra este tipo de ação, não há remédio", conclui o analista.
O limite parece ser estreito entre uma boa opção de longo prazo e alocar os recursos em um ativo sem grande potencial. De maneira geral, o investidor deve avaliar bem as opções de investimento, e ainda melhor o prazo que determinará para obter o retorno esperado.
quarta-feira, junho 11, 2008
Ganhos com ações da Bovespa podem chegar a 54% em 2008, dizem corretoras
Por Francine De Lorenzo
EXAME Analisando o histórico das ações de Bovespa Holding (BOVH3) e Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F - BMEF3 ) nos últimos meses, qualquer investidor ficaria ressabiado com a recomendação de compra das corretoras. Neste ano, os papéis da Bovespa recuaram 28,93%, sendo 15,30% somente nos primeiros dez dias de junho. As ações da BM&F tiveram desempenho ainda mais desanimador: foi um tombo de 37,26% no ano, e de 15,18% neste mês. E, pela previsão dos próprios analistas, essa trajetória de queda ainda deve durar mais algum tempo.
Mas, o que à primeira vista parece um mau negócio, é na verdade uma boa oportunidade de investimento, garantem os especialistas. Pelos cálculos da Itaú Corretora, as ações da Bovespa têm potencial para subir 49,77% ainda em 2008, chegando ao final de dezembro cotadas a 34 reais. A corretora Planner também projeta forte alta para os papéis: 54,18%, com estimativa de preço-alvo de 35 reais no final do ano. Ambas as instituições focam suas indicações nas ações da Bovespa, mas já não vêem muita diferença entre os papéis das duas bolsas. “Com o anúncio de fusão, as ações de Bovespa e BM&F passaram a andar juntas. Se uma sobe ou cai, a outra acompanha”, explica Rodney Otero Melhados, analista da Planner.
| Ação | Preço Atual (R$)* | Preço no IPO (R$) | Variação desde IPO (%) | Variação no mês (%) | Variação no ano (%) |
| Bovespa ON | 22,70 | 23,00 | -1,30 | -15,30 | -28,93 |
| BM&F ON | 15,65 | 20,00 | -21,75 | -15,18 | -37,26 |
| Ibovespa | -4,56 | 8,44 | |||
| * cotação de fechamento de 10/06/08 | |||||
| Fonte: Bovespa | |||||
A visão otimista das corretoras para os papéis é baseada em três pontos. O primeiro deles é de que a queda dos últimos tempos é circunstancial. “As ações sofreram muito por conta da crise de crédito nos Estados Unidos. Os investidores estrangeiros, que foram os grandes compradores dos papéis na oferta pública, acabaram vendendo as ações para fazer caixa, e isso derrubou os preços no mercado”, diz Melhados. Para agravar a situação, no final do mês passado, as corretoras que haviam oferecido no IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial) apenas parte de suas ações da BM&F se viram livres para negociar o restante. Pelas regras da operação, elas não poderiam se desfazer dessa participação até o dia 31 de maio. “Como as corretoras já não precisam dos papéis para operar, o mercado foi inundado por mais 500 milhões de ações. Eis o motivo da queda acentuada neste mês”, afirma Victor Mizusaki, analista da Itaú Corretora.
As instituições não arriscam prever até quando essa maré negativa vai durar, mas são enfáticas ao afirmar que ela vai passar. “A Bovespa tem um potencial de crescimento muito maior que o das bolsas lá fora. O mercado acionário brasileiro ainda é adolescente e o grau de investimento deve impulsionar a entrada de recursos estrangeiros no país”, diz Melhados. Como a receita da Bovespa é composta basicamente por um percentual cobrado sobre o valor de cada operação, quanto maior o número e o volume de transações, melhor.
Neste ano, até maio, os investimentos estrangeiros na Bovespa somam 8,3 bilhões de reais. Comparando-se esse valor ao de anos anteriores fica evidente a maior confiança dos investidores estrangeiros no país. Nos cincos primeiros meses de 2005, os estrangeiros mantiveram na Bovespa apenas 144,6 milhões de reais, valor que saltou para 1,7 bilhão de reais em 2006. Em 2007, com a onda de IPO´s – foram 22 até o final de maio –, esse valor chegou a 17,2 bilhões de reais.
É fato que a crise das hipotecas de alto risco (subprime) reduziu o volume de recursos disponíveis para investimento no mercado acionário e inibiu novas ofertas públicas de ações. Mas, para Mizusaki, os investimentos estrangeiros poderão chegar à Bovespa também de forma indireta, por meio de fundos como GP Investimentos e Tarpon, que têm ações na Bolsa. “Grande parte dos fundos internacionais não têm analistas para estudar o mercado brasileiro. Por isso, é mais fácil investir em fundos do GP e da Tarpon”, explica.
Além disso, é cada vez maior o interesse dos pequenos investidores pelo mercado acionário. Em 2002, eles eram cerca de 85.000. Hoje, já ultrapassam os 486.000. Há seis anos, as pessoas físicas representavam 15% dos investidores e movimentavam 2,8 bilhões de reais. No mês passado, já eram 26%, negociando 65,3 bilhões de reais. Com isso, as operações via home broker dispararam, registrando volume médio diário de 1,84 bilhão de reais. “O mercado interno ainda tem muito espaço para crescer, e não há dúvidas de que isso vai ser revertido em ganhos para os acionistas da Bovespa”, diz Mizusaki.
Ágora revisa projeções de investimentos
Segundo os analistas, os ativos da mineradora poderão ser pressionados no curto prazo, pelo tamanho da possível oferta de US$ 15 bilhões (9% do capital social da empresa) e as incertezas quanto ao direcionamento do montante.
A Ágora também diminuiu o peso das ações da AmBev em sua carteira moderada, com a finalidade de diminuir riscos de curto prazo, relacionados à nova tributação do setor de bebidas e à possível aquisição da cervejaria Anheuser-Bush pela InBev (controladora da AmBev).
Os analistas trocaram os papéis da Usiminas pelos da Gerdau na mesma carteira, influenciados pelo crescimento nos lançamentos residenciais no país e investimentos em infra-estrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
No mesmo cenário de mudanças, a corretora preferiu as ações do Itaúsa em detrimento dos ativos do Banco Pine, adotando uma estratégia mais defensiva na carteira moderada.
Há a entrada das ações da Confab e da Sulamérica nas sugestões moderadas da corretora. No primeiro caso, a recomendação baseia-se no cenário promissor de investimento na expansão da malha de gasodutos no Brasil, que deverá se traduzir em demanda consistente por tubos. Quanto à segunda inclusão, a corretora acredita numa evolução para o setor de seguros, refletindo em guidance positivo para a companhia nos próximos meses.
Os analistas optaram pela retirada dos papéis da Embraer na carteira moderada, devido ao cenário macroeconômico desfavorável, explicitado pela constante elevação do petróleo e valorização do real frente ao dólar.
Confira a carteira moderada
| Empresa | Código | Preço Alvo* | Upside** | Peso |
| Petrobras | PETR4 | R$ 66,00 | 43,5% | 22,5% |
| Confab | CNFB4 | R$ 9,32 | 24,8% | 5% |
| CSN | CSNA3 | R$ 122,67 | 62,9% | 21,1% |
| Gerdau | GGBR4 | Em revisão | - | 9,9% |
| B2W | BTOW3 | R$ 84,00 | 30,7% | 5,6% |
| Suzano Papel e Celulose | SUZB5 | R$ 37,70 | 30,9% | 5,5% |
| AmBev | AMBV4 | R$ 166,00 | 56% | 5% |
| Vale | VALE3 | R$ 89,96 | 54% | 15,5% |
| Itaúsa | ITSA4 | R$ 15,27 | 44,9% | 4,9% |
| Sulamérica | SULA11 | R$ 47,24 | 45,4% | 5,1% |
Alteração nas preferidas Quanto às top picks, saem as ações da Vale para a entrada dos ativos da Confab. Os analistas crêem que os papéis da Confab oferecem melhor possibilidade de valorização em relação aos da mineradora.
| Empresa | Código | Preço Alvo* | Upside** | Peso |
| Petrobras | PETR4 | R$ 66,00 | 43,5% | 24,9% |
| Confab | CNFB4 | R$ 9,32 | 24,8% | 15% |
| CSN | CSNA3 | R$ 122,67 | 62,9% | 25% |
| Bematech | BEMA3 | R$ 16,23 | 94,9% | 15% |
| BM&F | BMEF3 | R$ 24,00 | 53,4% | 20,1% |
quinta-feira, junho 05, 2008
O bendito planejamento financeiro
É um processo racional de administrar sua renda, seus investimentos, suas despesas, seu patrimônio, suas dívidas, objetivando tornar realidade seus sonhos, desejos e objetivos, tais como: casa própria, poupar para a educação dos filhos, fazer a viagem dos sonhos, investir de acordo com o perfil pessoal, ser bem sucedido na carreira profissional, reduzir impostos, tornar-se empresário, aposentar-se confortavelmente, planejar e administrar testamento, partilha, ...
A maioria das pessoas trata de suas finanças procurando gastar menos do que ganha. Este é apenas um dos aspectos do planejamento.
É necessário, entre outros aspectos, estabelecer objetivos, sem os quais a pessoa age como um barco sem rumo.
A vida produtiva tem várias fases, cada uma das quais apresenta seus desafios.
Através do planejamento é possível identificar as oportunidades e dificuldades de cada uma, e definir, antecipadamente, estratégias para enfrentar cada situação.
O planejamento financeiro será o seu mapa de navegação. Mostrará onde está, onde quer chegar e indicará os caminhos a percorrer.
Um planejamento financeiro eficiente pode fazer mais por seu futuro do que 30 ou 40 anos de trabalho.
Eventos que podem originar a necessidade do planejamento financeiro:
Compra ou venda de negócios de família
Crise financeira
Herança ou repartição de bens
Mudanças na carreira profissional
Planejamento para filhos ( nascimento, adoção, educação )
Planejamento para aposentadoria
Preparação para casamento, separação
Recebimento de grande soma de dinheiro ou inesperada queda financeira
O planejamento das finanças não visa apenas o sucesso financeiro, ele é relevante para o sucesso pessoal e profissional.
O gerenciamento adequado das finanças é o diferencial entre sonhadores e realizadores.
ALGUNS EQUÍVOCOS A RESPEITO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO
- Confundir Planejamento Financeiro com Investimentos;
- Esperar momentos de crise para tomar a iniciativa de fazer o Planejamento Financeiro;
- Esperar retornos irreais para seus investimentos;
- Não estabelecer objetivos financeiros mensuráveis;
- Pensar que Planejamento Financeiro é a mesma coisa que planejamento para aposentadoria;
- Pensar que Planejamento Financeiro é para quando ficarem velhos;
- Pensar que Planejamento Financeiro é Planejamento Tributário
- Pensar que Planejamento Financeiro é somente para quem possui muito dinheiro;
- Pensar que utilizar os serviços de um Consultor Financeiro, significa perder o controle de suas finanças pessoais;
- Tomar uma decisão financeira sem entender seus efeitos em sua situação financeira global;
Quinze conselhos para sair da inadimplência
Não são poucos os brasileiros que estão enroscados
01 – O processo do endividamento em todas as situações tem seu início quando você passa a recorrer a empréstimos para complementar seus compromissos. Enquanto a pessoa tem crédito fica criando dívidas para pagar dívidas. PARE enquanto há tempo porque você simplesmente está piorando cada vez mais sua situação...
02 - Se estiver pagando apenas o valor mínimo do cartão de crédito por meses e meses, você está praticamente jogando dinheiro fora. Seu débito nunca diminui e este dinheiro representa juros das administradoras. O correto é abrir mão do cartão, suspender o pagamento do valor mínimo e negociar o pagamento do valor total em prestações fixas para liquidar o débito.
03 – No início as administradoras dificultam bastante, falam que você tem de continuar a pagar pelo menos o valor mínimo, etc. Entretanto, a partir do segundo mês sem receber, eles mesmos apresentam proposta de parcelamento do valor total.
04 – Quando negociar qualquer dívida, nunca aceite a primeira proposta que lhe apresentarem, procure sempre barganhar mais. Se eles oferecem para dividir o débito em seis meses, por exemplo, peça para dividir em 20 vezes. Claro que de imediato eles também não vão aceitar, mas pode ficar em 15 ou 12 meses.
05- Dívidas com agiotas: não se intimide com eles. Eles gostam muito de agir desta forma, mas agiotagem é crime e se você registrar uma queixa policial, certamente o quadro se modificará bastante a seu favor. Os agiotas são metidos a valentes, mas são inteligentes. Eles sabem que estão praticando uma ilegalidade.
06 – Faça uma reavaliação em seu orçamento. Procure restabelecer com total prioridade as despesas da subsistência de sua família. Pague primeiro seu condomínio, escola, aluguel ou prestação do imóvel, telefone, energia, etc.
Seja a situação que você estiver, sem o mínimo de condição para sustentar sua família, você não vai poder resolver o problema de mais ninguém.
07 – Verifique quanto você ganha por mês e o total dos seus débitos. Separe o valor para manter sua subsistência e o que sobrar é para pagar dividas.
08 – Procure resolver primeiro os débitos que envolvam nomes de outras pessoas. As compras que você fez com fiadores ou em nome de alguém merecem prioridade para limpar o nome da pessoa e recuperar a confiança que você recebeu.
09 – As contas de valores pequenos podem também ser eliminadas com prioridade.
10 – Modifique seus hábitos de CONSUMO e de sua família, caso contrário você vai voltar a cometer os mesmos erros. Em fase de crise, economizar é a palavra de ordem. Consumo de telefone, energia, despesas supérfluas têm de ser eliminadas. Para gastar todo mundo é solidário, entretanto na hora do endividamento apenas um ou o casal assume a responsabilidade. Lembre-se: "um pequeno vazamento pode afundar um grande navio".
11 – Você sempre pode recorrer aos Juizados de Defesa do Consumidor de sua Cidade para ajudá-lo a negociar os seus débitos. Muita gente pensa que por estar devendo não tem o direito de fazer uma queixa contra seu credor. Pode sim, seja Bancos, administradoras de cartões, financeiras, etc. Os motivos das queixas são os juros absurdos que sempre cobram, dificuldades quanto ao valor da prestação renegociada que você pode pagar, cópias de pedido ou contratos que quase nunca lhe são entregues. Pressão abusiva com telefonemas e recados inconvenientes a vizinhos, etc.
12 – Caso não tenha juizado de Defesa do Consumidor ou PROCON em sua cidade, a queixa pode ser registrada na localidade mais próxima ou na capital do seu Estado.
13 – Ao fazer a queixa, leve os dados corretos. Nome completo da empresa que você tem o débito, endereço completo, explique como foi originado o seu problema, qual o valor envolvido, quantos meses, quanto já pagou, enfim, procure apresentar o máximo de informações para facilitar no momento do registro da queixa.
14 – Procure ter um exemplar do Código de Defesa do Consumidor, que você pode adquirir em qualquer livraria. Leia os artigos que envolvam assuntos sobre DÍVIDAS para que você, na audiência de conciliação que vai ser gerada com a queixa, tenha firmeza em sua defesa. Autoridade é quem tem conhecimentos!
15 – Claro que o endividamento tem como maior responsável a difícil situação econômica do nosso país. Juros impagáveis e tudo mais, todavia, não podemos jogar a culpa apenas nisso. Você também cometeu seus erros, se deixou levar muitas vezes pelas facilidades de comprar a crédito, nunca fez orçamento para comparar seus gastos e agora precisa refletir para corrigir os erros cometidos.
A arte para renegociação de dívidas
As dívidas estão em atraso e não está sendo possível quitá-las nem com o corte de despesas? Passou pela cabeça pedir empréstimos para equilibrar o caixa?
Nada disso! Continue monitorando suas contas e nem pense pedir dinheiro emprestado.
Renegociar as dívidas com credores é a melhor saída.
A tarefa de renegociar dívidas é uma das etapas de ações mais importante e necessária para a recuperação de empresas deficitárias. Entendam por deficitárias as empresas que mesmo procedendo os cortes necessários e ações de contenção para redução ou eliminação de custos e despesas continuam sendo tomadas pelas dívidas.
Primeiramente vamos distinguir duas situações: cortes e contenção de gastos, propiciam melhora no resultado econômico da operação da empresa. Dívidas acumuladas afetam o desempenho financeiro da empresa.
Se todos os cortes e contenção de gastos foram insuficientes para reversão do resultado negativo o problema pode estar na composição dos custos, impostos ou na própria maneira que se conduz o negócio, então trata-se de um problema econômico da operação da empresa. Agora, se ao contrário, o resultado econômico é positivo, mas insuficiente para quitar as dívidas, isso já é um problema financeiro.
Sem alongar o perfil das dívidas, ou seja, renegociar cada dívida com cada credor, fica pouco provável que o processo de recuperação venha dar certo.
Renegociar dívidas requer habilidade em se projetar, envolver-se no processo, comprometer-se com os credores e se empenhar para que os compromissos sejam efetivamente cumpridos.
Quando se elabora o planejamento para renegociar dívidas, considera sempre a possibilidade de liquidar seus débitos sem maiores dificuldades para sua empresa, mas para que o planejamento surta os efeitos desejados, devemos lembrar da importância do diagnóstico econômico e financeiro para que tais compromissos de parcelas, juros e prazos correspondam com a suficiência da margem de contribuição propiciada (lucro bruto).
O mais importante é que todo planejamento financeiro deve ser certo, preciso e possível. Feito de forma falha torna-se impossível a liquidação do débito e uma maior dificuldade de renegociação com seus credores.
A tentativa de renegociar as dívidas costuma ser o último recurso - o inadimplente costuma procurar o credor apenas na emergência. No entanto, esta atitude pode ajudá-lo a recuperar a saúde financeira antes do previsto.
- Quando se deve entrar com o processo de renegociação? assim que perceber que não poderá continuar pagando a dívida, evitando que ela cresça; tempo é realmente dinheiro, neste caso nunca se esqueça que a cada dia que passa sem fazer nada, além dos riscos das restrições legais, perda de crédito, etc. custa também no mínimo 0,07% ao dia. Lembre-se: quanto antes se manifestar que está tendo dificuldades para quitar as dívidas, melhor será o entendimento com o credor.
- procurar simplesmente o credor telefonando ou indo ao seu escritório para confessar a dívida e propor pagamentos parcelados não adianta, isso não funciona. Primeiro, que o devedor já está fragilizado e qualquer propositura ao credor dessa forma parecerá pedido de piedade; e neste caso não é.
- Antes de procurar o credor, atente-se ao propósito da renegociação. Deve-se elaborar um documento em forma de notificação ao credor anunciado as suas intenções; notificação não significa imposição, a notificação deve ser sutil, com relatos históricos da boa relação comercial construída em época de "vacas gordas"; o motivo pelos quais a sua empresa está passando dificuldades financeiras agora em época de "vacas magras"; e sua intenção e esforço (o que está se fazendo) para sair da crise. Poderá neste mesmo documento sugerir quantidade de parcelas, taxa de juros e valores finais. Estipule uma data-limite para o credor manifestar o aceite da proposta, é importante transmitir que o empresário esteja aberto para contrapropostas.
- Com a notificação em mãos, daí sim, procure o credor. Telefonando ou indo até lá? Não! encaminhando a notificação via um portador ou remetendo-a via carta registrada. Importante não esquecer que a notificação deve ser emitida em 2 vias, sendo uma protocolada no momento da entrega. O protocolo vai assegurar a manifestação de intenção do devedor em querer honrar a dívida.
- Enfim, dado o aceite ou anunciado uma possível contraproposta, é só partir para o abraço e ao sucesso dos negócios.
Entenda por que a alta dos juros afeta negativamente as bolsas
São vários os efeitos positivos e negativos da alta do juro sobre os investimentos. Se de um lado, as empresas perdem, de outro os investimentos em renda fixa se tornam mais atrativos, e a inflação é controlada.
Renda fixa versus renda variável
Existem duas opções básicas de investimento, em renda fixa e em renda variável. Os primeiros pagam uma certa remuneração em períodos definidos, sendo que os juros cobrados, em alguns casos, acompanham a taxa básica de juro da economia.
Já as aplicações em renda variável, ao contrário dos instrumentos de renda fixa, não têm uma rentabilidade pré-determinada. Um bom exemplo são as ações, que podem cair ou subir de uma hora para outra, refletindo a percepção do valor da empresa naquele dado momento.
Nesse sentido, uma alta dos juros favorece os investimentos de renda fixa, aumentando sua atratividade em relação à renda variável. Nesse cenário, porque o investidor iria aplicar na renda variável, se a renda fixa está lhe oferecendo uma boa rentabilidade, a um risco menor? Nessa disputa por recursos, a renda variável perde quando os juros sobem.
Migração
Além da maior atratividade da renda fixa, a renda variável sofre impacto direto da alta no juro, via incremento no custo do capital. Ou seja, a tomada de crédito - tanto por parte dos consumidores quanto pelas empresas que negociam suas ações na bolsa - fica mais cara, desestimulando consumo e investimentos na cadeia produtiva.
Não apenas os pequenos investidores, como também os grandes players do mercado, migram seus investimentos para a renda fixa. Empresários reduzem seus investimentos na área produtiva, em favor de aplicações financeiras. Pode existir, também, uma desaceleração da economia.
Prezando o controle da inflação
Uma vez que a alta do juro desacelera a economia, ela também tem o poder de controlar a inflação. Esse tem sido o argumento usado pelo Copom para justificar as últimas elevações da taxa Selic.
Desse modo, a autoridade monetária pretende controlar as pressões inflacionárias, e ajustar a inflação para sua meta.
Razão ou emoção: o que determina a decisão de um investidor no mercado?
Por: Patricia Alves
InfoMoney
SÃO PAULO - Informações, análise de relatórios, resultados das empresas, dados estatísticos. São esses os meios mais utilizados pelos investidores - ou interessados em investir - antes de tomar a decisão de compra ou venda de uma ação.
Diante de dados aparentemente tão concretos, fica fácil concluir que a razão é fator determinante na tomada de decisão do investidor, certo?
Errado. De acordo com o membro do Centro de Estudos dos Processos de Decisão e Neuroeconomia da EESP (Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas), professor Marcos Fernandes, apesar da análise fundamentada em relatórios, na hora de decidir, o lado emocional é fundamental.
Totalmente emocional
Para Fernandes, a tomada de decisão em si é totalmente emocional. "Se fôssemos totalmente racionais não tomaríamos decisões", defende o especialista.
Segundo ele, em termos filosóficos, se fôssemos extremamente racionais não teríamos razões para tomar decisões que envolvam riscos. E, em termos empíricos, estudos comprovam que, na hora de decidir sobre a compra e a venda de ativos financeiros, todo o cérebro funciona no processo. "Mas, na hora da tomada da decisão, são as esferas mais emocionais do cérebro que entram em ação", explicou.
No seminário "Neuroeconomia, Decisão e Racionalidade", realizado na EESP na última quarta-feira (4), foi discutido como se tomam decisões econômicas com base em estudos e dados fornecidos em ressonâncias magnéticas.
De acordo com Fernandes, o exame mostra quais as partes do cérebro que são acionadas e em quais momentos do processo de decisão. "Na ressonância a análise é baseada no consumo de oxigênio e na tomografia na geração de energia no cérebro", explicou o professor.
Bom para o bolso, bom para a Bolsa
"As neurociências, e a neuroeconomia em particular, ainda são vistas com restrições tanto no Brasil quanto no mundo", revelou Fernandes, que disse que, no País, os estudos sobre o tema começaram há cerca de apenas dois anos.
No entanto, as pessoas têm começado a se interessar pelo assunto. "Com a neuroeconomia é possível testar empiricamente algumas suposições que eram ou axiomas ou hipóteses muito fortes e nos permite trabalhar com racionalidade limitada", disse Fernandes.
O Centro de Estudos dos Processos de Decisão e Neuroeconomia deve, nos próximos anos, iniciar a pesquisa batizada de "Estudo Neuroeconômico do Investidor Brasileiro", utilizando, no Brasil, o eletroencefalograma não invasivo, para avaliar o cérebro do investidor na hora da tomada de decisão.
A idéia é, segundo o especialista, avaliar como os brokers das corretoras tomam decisões na Bolsa de Valores, como o cérebro deles funciona.
Para Fernandes, o trabalho pode virar, inclusive, um serviço de saúde pública. Será possível, por exemplo, identificar um alto nível de estresse, que pode causar tomadas de decisões equivocadas e precipitadas. "Nesse caso, seriam recomendadas férias ao profissional", indica o professor.
"O que mostra, mais uma vez, que sem emoção não se toma decisão", finalizou.
segunda-feira, maio 26, 2008
Para quem ainda não pegou o jeito de investir
Muitos têm me procurado para saber como proceder em investimentos de capitais. Abaixo o Bê-a-Bá dos investimentos.
| Introdução Quanto mais desenvolvida é uma economia, mais ativo é o seu mercado de capitais, o que se traduz em mais oportunidades para as pessoas, empresas e instituições aplicarem suas poupanças. Ao abrir seu capital, uma empresa encontra uma fonte de captação de recursos financeiros permanentes. A plena abertura de capital acontece quando a empresa lança suas ações ao público, ou seja, emite ações e as negocia nas bolsas de valores. E você, ao adquirir ações, passa a ser também sócio da empresa - um acionista. O que é uma Companhia Aberta? Uma companhia é considerada aberta quando promove a colocação de valores mobiliários em bolsas de valores ou no mercado de balcão. São considerados valores mobiliários: ações, bônus de subscrição, debêntures, partes beneficiárias e notas promissórias para distribuição pública. As operações de abertura de capital precisam ter autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão fiscalizador do mercado de capitais brasileiro, o qual também registra e autoriza a emissão dos valores mobiliários para distribuição pública. As companhias abertas devem atender a diversos requisitos, definidos na Lei das S.As. e nas regulamentações da CVM, com o objetivo de garantir a confiabilidade das informações e demonstrações financeiras divulgadas. O mercado considera que a plena abertura de capital ocorre quando há o lançamento de ações ao público, em função das transformações impostas à empresa e pelo incremento no volume de negócios com seus títulos. O que são Ações? Ações são títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as possui, uma fração do capital social de uma empresa. Ação é um pedacinho de uma empresa. Com um ou mais pedacinhos da empresa, você se torna sócio dela. As ações podem ser:
As ações também podem ser diferenciadas por classes: A, B, C ou alguma outra letra que apareça após o "ON" ou o "PN". As características de cada classe são estabelecidas pela empresa emissora da ação, em seu estatuto social. Essas diferenças variam de empresa para empresa, portanto, não é possível fazer uma definição geral das classes de ações. Uma empresa deve dividir os lucros com seus acionistas. Essa parcela direcionada aos detentores de ações é conhecida como dividendo. Ou seja, os dividendos correspondem à parcela de lucro distribuída aos acionistas, na proporção da quantidade de ações detida, apurado ao fim de cada exercício social. O estatuto social de uma companhia pode estabelecer o dividendo mínimo a ser distribuído, desde que não seja inferior a 25% de seu lucro líquido ajustado. Caso não haja previsão no estatuto social, o dividendo obrigatório deve corresponder, no mínimo, à metade do lucro líquido ajustado. Quando uma empresa vai bem, ela divide os lucros com quem tem suas ações. Isso são dividendos. As bonificações correspondem à distribuição de novas ações para os atuais acionistas. Excepcionalmente pode ocorrer a distribuição de bonificação em dinheiro. Os acionistas têm ainda preferência na compra de novas ações emitidas ou direito de preferência na subscrição. Além de garantir a possibilidade de manter a mesma participação no capital total, esse direito pode significar ganho adicional, dependendo das condições do lançamento. Por fim, se não exercido, o direito pode ser vendido a terceiros. Os Mercados Primário e Secundário Você sempre ouve falar em Mercado Primário e Secundário. O que significa? O Mercado Primário compreende o lançamento de novas ações no mercado, com aporte de recursos à companhia. Uma vez ocorrendo o lançamento inicial ao mercado, as ações passam a ser negociadas no Mercado Secundário, que compreende as bolsas de valores e os mercados de balcão (mercados onde são negociadas ações e outros ativos, geralmente de empresas de menor porte e não sujeitas aos procedimentos especiais de negociação). Operações como a colocação inicial, junto ao público, de grande lote de ações detido por um acionista podem caracterizar operações de abertura de capital, exigindo registro na CVM. Apesar da semelhança com o mercado primário, os recursos captados vão para o acionista vendedor (e não para a companhia), determinando, portanto, uma distribuição no Mercado Secundário. O que são Bolsas de Valores? São locais que oferecem condições e sistemas necessários para a realização de negociação de compra e venda de títulos e valores mobiliários de forma transparente. Além disso tem atividade de auto-regulação que visa preservar elevados padrões éticos de negociação, e divulgar as operações executadas com rapidez, amplitude e detalhes. O que são Corretoras de Valores? São instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Somente as corretoras estão habilitadas a executar operações de compra e venda de ações ou de derivativos na BOVESPA. Há várias Corretoras aptas a negociarem em nome de seus clientes na BOVESPA. Corretora de Valores é a instituição que compra e vende ações para você. Quem são os Investidores? São indivíduos ou instituições que aplicam recursos em busca de ganhos a médio e longo prazos, que operam nas Bolsas por meio de Corretoras e distribuidoras de valores, as quais executam suas ordens e recebem corretagens pelo seu serviço. Investidores são os clientes das Corretoras. Mercados a Vista e de Derivativos As operações na Bolsa podem ser efetuadas nos seguintes mercados:
Como escolher uma Ação As ações com o objetivo de obter ganho(s) a médio e longo prazos, em oposição a resultados imediatos, podem ser divididas em:
A Dinâmica das Operações em Bolsa Execução O intermediário financeiro (Corretora) dispõe de profissionais especializados, capacitados a dar orientações sobre investimentos, receber ordens dos investidores e transmiti-las aos operadores qualificados por ele que têm acesso ao sistema de negociação das Bolsas. Existe ainda a possibilidade do investidor dar sua ordem de compra ou venda de uma ação, via Internet, usando o site de sua Corretora (Home Broker). Nesse caso, o investidor estará enviando sua ordem diretamente ao sistema da Bolsa. Liquidação Executada a ordem de compra/venda de uma ação, ocorre a liquidação física e financeira, processo pelo qual se dá a transferência da propriedade dos títulos e o pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido, dentro do calendário específico estabelecido pela Bolsa para cada mercado. No mercado a vista, vigora o seguinte fluxo de liquidação: D+0 - dia da operação; D+1 - prazo para os intermediários financeiros (Corretoras) especificarem as operações por eles executadas junto à Bolsa; D+2 - entrega e bloqueio dos títulos para liquidação física da operação, caso ainda não estejam na custódia da CBLC; D+3 - liquidação física e financeira da operação. A liquidação é realizada por empresas de compensação e liquidação de negócios, que podem ser ligadas à Bolsa ou independentes. A BOVESPA utiliza a CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia para liquidar as operações realizadas em seus mercados. As Corretoras da BOVESPA e outras instituições financeiras são os Agentes de Compensação da CBLC, responsáveis pela boa liquidação das operações que executam para si ou para seus clientes. | ||
A evolução do mercado de Home Broker
| Veja os principais números desse mercado: | ||
| Data | Volume de operações R$ mil | Participação no total da Bovespa |
| dez/05 | 3.806.958 | 5,94% |
| dez/06 | 7.825.878 | 7,76% |
| dez/07 | 19.507.522 | 9,53% |
| fev/08 | 24.771.768 | 11,53% |
| mar/08 | 24.113.137 | 11,22% |
| abr/08 | 27.867.623 | 11,96% |
| Data | Número de Investidores / mês | Valor médio por operação R$ mil |
| dez/05 | 40.234 | 48 |
| dez/06 | 70.888 | 110 |
| dez/07 | 209.716 | 93 |
| fev/08 | 176.934 | 140 |
| mar/08 | 185.836 | 130 |
| abr/08 | 199.871 | 139 |
| Volume negociado: R$ mil Var% | ||
| 2005 | 39.559.096 | 61,0% |
| 2006 | 72.030.294 | 82,1% |
| 2007 | 182.598.199 | 153,5% |
| Acumul 2008 | 101.494.535 | |
| Em abril, o Home Broker registrou os seguintes recordes: volume total negociado, com R$ 27,87 bilhões; participação no volume financeiro da Bolsa, com 11,96%. | ||
