quarta-feira, junho 25, 2008

Quem se benefecia com a alta da Selic?

Diante de um maior aperto monetário tomado como certo pelo mercado, e praticamente confirmado pelas últimas manifestações das autoridades do Banco Central, quais ações podem se beneficiar deste cenário?

Atualmente, a taxa básica do juro brasileiro está a 12,25% ao ano, elevada pela primeira vez após dois anos em abril último, em 0,50 ponto percentual, ação repetida pelo Comitê de Política Monetária em seu encontro subseqüente.

Segundo o último relatório Focus, divulgado na segunda-feira (23), o mercado projeta Selic a 14,25% ao ano ao final de 2008, o que significa que as expectativas convergem para incremento na taxa de 200 pontos-base ao longo dos próximos quatro encontros da autoridade monetária.

Diante deste quadro, especialistas apontam quais setores da bolsa serão menos e mais afetados.

O primeiro setor apontado pelos especialistas como favorecido pela Selic mais alta é o financeiro. "Os bancos se beneficiam, pois mesmo antes do Copom começar a atuar - elevando o juro - eles já conseguiram repassar o aumento da taxa básica", avalia Clodoir Vieira, economista da corretora Souza Barros. "Para os bancos pode ser bom no ganho com operações baseadas no juro, mas é ruim por que o aumento da Selic pode prejudicar a demanda pelo crédito", pondera menos otimista, Silvio Campos, economista-chefe do banco Schahin.

"Os bancos são os únicos beneficiados, já a lista de prejudicados pode se estender mais", alerta Vieira.

Construtoras: as mais prejudicadas

"A percepção do aumento de juro somada ao cenário externo mais deteriorado torna a situação muito difícil, o sinal da bolsa tende muito mais para o negativo", avalia Campos Neto, do Schahin, "principalmente no curto prazo", completa.

"Os segmentos que vêm se beneficiando com o aquecimento da economia serão prejudicados tanto pelo aumento de juro interno quanto externo", aponta o economista, referindo-se ao já sinalizado aperto monetário na Europa e à possível elevação da taxa básica norte-americana. Campos cita como desfavorecidos os setores de consumo, construção civil, siderurgia e mineração.

"As mais prejudicadas seriam as construtoras, porque elas dependem muito de financiamento, e o encarecimento do crédito pode reduzir a procura por imóveis", avalia Vieira, da Souza Barros. "Principalmente aquelas voltadas à população de baixa renda".

Menor demanda por financiamento

Da mesma forma, o financiamento de carros também pode ser afetado pela redução da demanda por crédito, acredita Vieira. Assim, uma vez que as montadoras não têm capital aberto no Brasil, as ações de empresas de bens industriais ligadas ao setor automobilístico, como siderúrgicas e fabricantes de autopeças, podem sofrer com o desaquecimento das vendas via financiamento de veículos.

"Se o consumidor financiar um bem agora, ele irá pagar por quinze anos uma taxa que está quase no seu pico, o que não vale a pena", explica o economista da corretora Souza Barros.

Já em relação aos fundamentos macroeconômicos, Campos, do Schahin, acredita que o aperto monetário deve ser eficiente no controle da inflação, o que beneficiará o consumo e propiciará a retomada da atividade econômica a patamares mais elevados, contudo "no curto prazo, a tendência é de queda na bolsa", reforça.

Cresce o número de pessoas com nome sujo

A inadimplência dos consumidores subiu um ponto-base entre abril e maio, atingindo 13,9% das operações de crédito no quinto mês do ano. Do total, 6,6% das movimentações registraram atraso médio entre 15 e 90 dias e 7,3% eram aquelas não-pagas há mais de 90 dias.

De acordo com os dados da "Nota de Política Monetária e Operações de Crédito", divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira (24), a taxa de não-pagamento registrada no quinto mês deste ano é dois pontos-base maior do que a apurada no mesmo período de 2007.

Dentre as modalidades de crédito acompanhadas, a maior inadimplência em maio ficou com a linha de aquisição de outros bens. As dívidas em atraso deste segmento chegaram a 23,7% do crédito concedido, ante 22,6% no mesmo mês do ano passado.

A inadimplência do cheque especial, que caiu de 12,4% para 12,1% na comparação anual, também merece destaque, por ser a segunda maior da análise.

Na tabela abaixo, é possível avaliar a composição da taxa nas diversas modalidades, por prazo (entre 15 e 90 dias e mais de 90 dias), para maio de 2008 e o mesmo período do ano anterior:


2007 2008
Operação Até 90 dias Mais de 90 dias Total Até 90 dias Mais de 90 dias Total
Cheque especial 3,2% 9,2% 12,4% 3,2% 8,9% 12,1%
Crédito pessoal 4,3% 5,3% 9,6% 4,5% 5,2% 9,7%
Aquisição de Veículos 7,3% 3,3% 10,6% 7,6% 3,7% 11,3%
Aquisição de bens (outros) 10,2% 12,4% 22,6% 10,5% 13,2% 23,7%
Fonte: Banco Central

terça-feira, junho 24, 2008

Juro ao consumidor sobe mais; cheque especial é o vilão


Taxa do cheque especial teve a maior variação mensal dentre as modalidades de crédito

Fernando Nakagawa e Fábio Graner, da Agência Estado

BRASÍLIA - As taxas de juros ao consumidor continuam subindo. Pesquisa do Banco Central mostrou que o juro médio subiu de 37,4% em abril para 37,6% ao ano em maio. A elevação ocorreu nas linhas de crédito para as pessoas jurídicas, cuja taxa média passou de 26,3% para 26,9%. Nas operações voltadas às pessoas físicas, apesar da leve queda da taxa média, o juro do cheque especial teve a maior variação mensal dentre as modalidades de crédito, passando de 152,7% ao ano para 157,1% ao ano. No segmento pessoa jurídica, a elevação mais significativa ocorreu na conta garantida, cuja taxa média passou de 65% ao ano para 66,4% em maio.

Veja também:

linkOperações de crédito crescem 32,4% em doze meses

linkEntenda os principais índices de inflação especial

linkEntenda a crise dos alimentos especial

O BC também informou que o spread médio das operações de crédito - diferença entre os juros de captação e as taxas cobradas nos empréstimos - caiu de 25 pontos porcentuais em abril para 24,5 pontos em maio. O spread das linhas de empréstimos para as empresas teve leve aumento, passando de 14,4 pontos porcentuais (abril) para 14,5 pontos (maio). Nas operações para pessoas físicas, o spread caiu de 34,6 pontos para 33,5 pontos.

O BC informou ainda que o prazo médio dos empréstimos permaneceu em 370 dias corridos, prazo idêntico ao observado em abril. O período dos empréstimos para as empresas cresceu, na média, apenas um dia, para 299 dias corridos, ante abril. Nas linhas para as pessoas físicas, o prazo permaneceu em 457 dias corridos.

quinta-feira, junho 19, 2008

O que fazer quando caem os preços das ações?

A volatilidade que acompanha os mercados desde o início do ano amplifica o risco ao investidor. Em uma decisão acertada, posições de curtíssimo prazo são beneficiadas entre a rotina de bruscas oscilações da bolsa, mas caso contrário, é possível ter que amargar perdas em grandes proporções.

Por outro lado, a aplicação mais conservadora foca suas atenções no longo prazo. Escolher o ativo a partir de seus fundamentos e potencial de valorização faz parte desta estratégia, que pode limitar bastante a exposição do investidor à perda.

Estas vertentes são indispensáveis na tomada de decisão. A escolha da aposta certeira na bolsa necessariamente deve conter uma análise do objetivo do investidor com aquela posição, que passa pela determinação do intervalo de tempo que se objetiva "segurar" o papel.

É aí que surge a questão. Muitas vezes, uma aposta, seja de curto ou longo prazo, não gera a resposta esperada pelo investidor naquele período determinado. O mesmo se vê em uma encruzilhada: vender a ação e limitar o prejuízo ou segurar o papel, tornando a aposta antes de curto prazo em investimento de prazo mais longo?

Stops: perigosos para longo prazo

De maneira geral, esta questão evidencia um limite muito estreito entre "segurar um mico" e vislumbrar ganhos no longo prazo. A primeira coisa que vem à cabeça nestas situações é a famosa ferramenta de "stop" das operações.

Mas deixar uma posição entre "stops" pode penalizar uma ótima chance de investimento. "Quando se mira no longo prazo, utilizar 'stops' pode ser perigoso, pois o investidor sempre irá vender nos piores momentos e ter de recomprar nas fases de recuperação dos mercados", salienta Igor Ribeiro, especialista da Tática Asset Management.

A partir desta avaliação, fica a lição do uso do "stop" apenas para posição que objetiva se beneficiar de um determinado "momento" do ativo, e que acaba por tomar o rumo contrário à expectativa do investidor.

Fundamentos e perspectivas

Mas além desta observação, alguns passos importantes podem ajudar o investidor que se deparar com esta encruzilhada. Inicialmente, é importante diferenciar um "mico" de uma boa oportunidade de retorno futuro.

A crença em uma aposta não deve se restringir a comentários de terceiros nos famosos fóruns do mercado ou alguma recomendação de investimento. É necessário conhecer o papel que está se investindo, evitar a aplicação meramente especulativa.

Uma boa fonte de informações são os relatórios trimestrais divulgados pelas empresas. A avaliação de pontos como a estrutura de custos, fontes de receita e eficiência operacional pode oferecer uma boa idéia do potencial de crescimento orgânico da empresa. O restante é a análise das perspectivas setoriais e potenciais premissas macroeconômicas impactantes.

"Se o investidor acompanha a empresa de perto, confia no setor, no management da companhia e acredita que a empresa se encontra sub-avaliada, não há motivo para se preocupar", ressalta Ribeiro.

Estes passos são triviais para qualquer decisão de investimento, redundantes para o investidor mais experimente, mas não se pode questionar sua importância. Voltando ao limite entre o "mico" e o investimento de longo prazo, outro ponto é saber identificar uma aposta com baixa probabilidade de sucesso.

Segundo Igor Ribeiro, um "mico" é considerado o papel que não acompanha as altas do Ibovespa como um todo, mas esta classificação pode ser errônea em alguns casos: "existem ações que precisam de um tempo maior de maturação, pois não pertencem aos setores da moda, carecem de cobertura, não estão no radar dos investidores institucionais ou até mesmo passam por um momento desfavorável".

Porém, existem os casos dos verdadeiros "micos". Ações que diferentemente da necessidade de tempo maior de maturação, não apresentam potencial evolução substancial em meio à sua atual precificação. "Contra este tipo de ação, não há remédio", conclui o analista.

O limite parece ser estreito entre uma boa opção de longo prazo e alocar os recursos em um ativo sem grande potencial. De maneira geral, o investidor deve avaliar bem as opções de investimento, e ainda melhor o prazo que determinará para obter o retorno esperado.

quarta-feira, junho 11, 2008

Ganhos com ações da Bovespa podem chegar a 54% em 2008, dizem corretoras

Por Francine De Lorenzo

EXAME Analisando o histórico das ações de Bovespa Holding (BOVH3) e Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F - BMEF3 ) nos últimos meses, qualquer investidor ficaria ressabiado com a recomendação de compra das corretoras. Neste ano, os papéis da Bovespa recuaram 28,93%, sendo 15,30% somente nos primeiros dez dias de junho. As ações da BM&F tiveram desempenho ainda mais desanimador: foi um tombo de 37,26% no ano, e de 15,18% neste mês. E, pela previsão dos próprios analistas, essa trajetória de queda ainda deve durar mais algum tempo.

Mas, o que à primeira vista parece um mau negócio, é na verdade uma boa oportunidade de investimento, garantem os especialistas. Pelos cálculos da Itaú Corretora, as ações da Bovespa têm potencial para subir 49,77% ainda em 2008, chegando ao final de dezembro cotadas a 34 reais. A corretora Planner também projeta forte alta para os papéis: 54,18%, com estimativa de preço-alvo de 35 reais no final do ano. Ambas as instituições focam suas indicações nas ações da Bovespa, mas já não vêem muita diferença entre os papéis das duas bolsas. “Com o anúncio de fusão, as ações de Bovespa e BM&F passaram a andar juntas. Se uma sobe ou cai, a outra acompanha”, explica Rodney Otero Melhados, analista da Planner.

Ação Preço Atual (R$)* Preço no IPO (R$) Variação desde IPO (%) Variação no mês (%) Variação no ano (%)
Bovespa ON 22,70 23,00 -1,30 -15,30 -28,93
BM&F ON 15,65 20,00 -21,75 -15,18 -37,26
Ibovespa -4,56 8,44
* cotação de fechamento de 10/06/08
Fonte: Bovespa

A visão otimista das corretoras para os papéis é baseada em três pontos. O primeiro deles é de que a queda dos últimos tempos é circunstancial. “As ações sofreram muito por conta da crise de crédito nos Estados Unidos. Os investidores estrangeiros, que foram os grandes compradores dos papéis na oferta pública, acabaram vendendo as ações para fazer caixa, e isso derrubou os preços no mercado”, diz Melhados. Para agravar a situação, no final do mês passado, as corretoras que haviam oferecido no IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial) apenas parte de suas ações da BM&F se viram livres para negociar o restante. Pelas regras da operação, elas não poderiam se desfazer dessa participação até o dia 31 de maio. “Como as corretoras já não precisam dos papéis para operar, o mercado foi inundado por mais 500 milhões de ações. Eis o motivo da queda acentuada neste mês”, afirma Victor Mizusaki, analista da Itaú Corretora.

As instituições não arriscam prever até quando essa maré negativa vai durar, mas são enfáticas ao afirmar que ela vai passar. “A Bovespa tem um potencial de crescimento muito maior que o das bolsas lá fora. O mercado acionário brasileiro ainda é adolescente e o grau de investimento deve impulsionar a entrada de recursos estrangeiros no país”, diz Melhados. Como a receita da Bovespa é composta basicamente por um percentual cobrado sobre o valor de cada operação, quanto maior o número e o volume de transações, melhor.

Neste ano, até maio, os investimentos estrangeiros na Bovespa somam 8,3 bilhões de reais. Comparando-se esse valor ao de anos anteriores fica evidente a maior confiança dos investidores estrangeiros no país. Nos cincos primeiros meses de 2005, os estrangeiros mantiveram na Bovespa apenas 144,6 milhões de reais, valor que saltou para 1,7 bilhão de reais em 2006. Em 2007, com a onda de IPO´s – foram 22 até o final de maio –, esse valor chegou a 17,2 bilhões de reais.

É fato que a crise das hipotecas de alto risco (subprime) reduziu o volume de recursos disponíveis para investimento no mercado acionário e inibiu novas ofertas públicas de ações. Mas, para Mizusaki, os investimentos estrangeiros poderão chegar à Bovespa também de forma indireta, por meio de fundos como GP Investimentos e Tarpon, que têm ações na Bolsa. “Grande parte dos fundos internacionais não têm analistas para estudar o mercado brasileiro. Por isso, é mais fácil investir em fundos do GP e da Tarpon”, explica.

Além disso, é cada vez maior o interesse dos pequenos investidores pelo mercado acionário. Em 2002, eles eram cerca de 85.000. Hoje, já ultrapassam os 486.000. Há seis anos, as pessoas físicas representavam 15% dos investidores e movimentavam 2,8 bilhões de reais. No mês passado, já eram 26%, negociando 65,3 bilhões de reais. Com isso, as operações via home broker dispararam, registrando volume médio diário de 1,84 bilhão de reais. “O mercado interno ainda tem muito espaço para crescer, e não há dúvidas de que isso vai ser revertido em ganhos para os acionistas da Bovespa”, diz Mizusaki.

Ágora revisa projeções de investimentos

A Ágora revisou suas projeções e realizou alterações em suas carteiras recomendadas. Para a moderada, a corretora reduziu o peso dos papéis da Vale, em função do anúncio de oferta pública primária de ações da companhia.

Segundo os analistas, os ativos da mineradora poderão ser pressionados no curto prazo, pelo tamanho da possível oferta de US$ 15 bilhões (9% do capital social da empresa) e as incertezas quanto ao direcionamento do montante.

A Ágora também diminuiu o peso das ações da AmBev em sua carteira moderada, com a finalidade de diminuir riscos de curto prazo, relacionados à nova tributação do setor de bebidas e à possível aquisição da cervejaria Anheuser-Bush pela InBev (controladora da AmBev).

Os analistas trocaram os papéis da Usiminas pelos da Gerdau na mesma carteira, influenciados pelo crescimento nos lançamentos residenciais no país e investimentos em infra-estrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

No mesmo cenário de mudanças, a corretora preferiu as ações do Itaúsa em detrimento dos ativos do Banco Pine, adotando uma estratégia mais defensiva na carteira moderada.

Há a entrada das ações da Confab e da Sulamérica nas sugestões moderadas da corretora. No primeiro caso, a recomendação baseia-se no cenário promissor de investimento na expansão da malha de gasodutos no Brasil, que deverá se traduzir em demanda consistente por tubos. Quanto à segunda inclusão, a corretora acredita numa evolução para o setor de seguros, refletindo em guidance positivo para a companhia nos próximos meses.

Os analistas optaram pela retirada dos papéis da Embraer na carteira moderada, devido ao cenário macroeconômico desfavorável, explicitado pela constante elevação do petróleo e valorização do real frente ao dólar.

Confira a carteira moderada
Empresa Código Preço Alvo* Upside** Peso
Petrobras PETR4 R$ 66,00 43,5% 22,5%
Confab CNFB4 R$ 9,32 24,8% 5%
CSN CSNA3 R$ 122,67 62,9% 21,1%
Gerdau GGBR4 Em revisão - 9,9%
B2W BTOW3 R$ 84,00 30,7% 5,6%
Suzano Papel e Celulose SUZB5 R$ 37,70 30,9% 5,5%
AmBev AMBV4 R$ 166,00 56% 5%
Vale VALE3 R$ 89,96 54% 15,5%
Itaúsa ITSA4 R$ 15,27 44,9% 4,9%
Sulamérica SULA11 R$ 47,24 45,4% 5,1%
*Visando dezembro de 2008 **De acordo com o fechamento de 11/06/08

Alteração nas preferidas Quanto às top picks, saem as ações da Vale para a entrada dos ativos da Confab. Os analistas crêem que os papéis da Confab oferecem melhor possibilidade de valorização em relação aos da mineradora.

Empresa Código Preço Alvo* Upside** Peso
Petrobras PETR4 R$ 66,00 43,5% 24,9%
Confab CNFB4 R$ 9,32 24,8% 15%
CSN CSNA3 R$ 122,67 62,9% 25%
Bematech BEMA3 R$ 16,23 94,9% 15%
BM&F BMEF3 R$ 24,00 53,4% 20,1%
*Visando dezembro de 2008 **De acordo com o fechamento de 11/06/08

quinta-feira, junho 05, 2008

O bendito planejamento financeiro

Planejamento financeiro aborda a programação do seu orçamento, a racionalização dos gastos e a otimização de seus investimentos.

É um processo racional de administrar sua renda, seus investimentos, suas despesas, seu patrimônio, suas dívidas, objetivando tornar realidade seus sonhos, desejos e objetivos, tais como: casa própria, poupar para a educação dos filhos, fazer a viagem dos sonhos, investir de acordo com o perfil pessoal, ser bem sucedido na carreira profissional, reduzir impostos, tornar-se empresário, aposentar-se confortavelmente, planejar e administrar testamento, partilha, ...

A maioria das pessoas trata de suas finanças procurando gastar menos do que ganha. Este é apenas um dos aspectos do planejamento.
É necessário, entre outros aspectos, estabelecer objetivos, sem os quais a pessoa age como um barco sem rumo.

A vida produtiva tem várias fases, cada uma das quais apresenta seus desafios.

Através do planejamento é possível identificar as oportunidades e dificuldades de cada uma, e definir, antecipadamente, estratégias para enfrentar cada situação.

O planejamento financeiro será o seu mapa de navegação. Mostrará onde está, onde quer chegar e indicará os caminhos a percorrer.

Um planejamento financeiro eficiente pode fazer mais por seu futuro do que 30 ou 40 anos de trabalho.


Eventos que podem originar a necessidade do planejamento financeiro:

Compra ou venda de negócios de família

Crise financeira

Herança ou repartição de bens

Mudanças na carreira profissional

Planejamento para filhos ( nascimento, adoção, educação )

Planejamento para aposentadoria

Preparação para casamento, separação

Recebimento de grande soma de dinheiro ou inesperada queda financeira


O planejamento das finanças não visa apenas o sucesso financeiro, ele é relevante para o sucesso pessoal e profissional
.


O gerenciamento adequado das finanças é o diferencial entre sonhadores e realizadores
.

ALGUNS EQUÍVOCOS A RESPEITO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO

  1. Confundir Planejamento Financeiro com Investimentos;
  2. Esperar momentos de crise para tomar a iniciativa de fazer o Planejamento Financeiro;
  3. Esperar retornos irreais para seus investimentos;
  4. Não estabelecer objetivos financeiros mensuráveis;
  5. Pensar que Planejamento Financeiro é a mesma coisa que planejamento para aposentadoria;
  6. Pensar que Planejamento Financeiro é para quando ficarem velhos;
  7. Pensar que Planejamento Financeiro é Planejamento Tributário
  8. Pensar que Planejamento Financeiro é somente para quem possui muito dinheiro;
  9. Pensar que utilizar os serviços de um Consultor Financeiro, significa perder o controle de suas finanças pessoais;
  10. Tomar uma decisão financeira sem entender seus efeitos em sua situação financeira global;

Quinze conselhos para sair da inadimplência

Não são poucos os brasileiros que estão enroscados em dívidas. Há várias razões para isso: compras com cheques pré-datados seguida de desemprego ou de alguma emergência financeira, uso desmedido do cheque especial e do cartão de crédito, financiamento acima da capacidade de pagamento... Enfim. E muita gente não tem idéia de como sair dessa teia. O consultor Emanuel Gonçalves* elaborou uma lista de conselhos para que as pessoas saiam da situação de inadimplente. Veja qual desses conselhos é o mais útil a você.

01 – O processo do endividamento em todas as situações tem seu início quando você passa a recorrer a empréstimos para complementar seus compromissos. Enquanto a pessoa tem crédito fica criando dívidas para pagar dívidas. PARE enquanto há tempo porque você simplesmente está piorando cada vez mais sua situação...

02 - Se estiver pagando apenas o valor mínimo do cartão de crédito por meses e meses, você está praticamente jogando dinheiro fora. Seu débito nunca diminui e este dinheiro representa juros das administradoras. O correto é abrir mão do cartão, suspender o pagamento do valor mínimo e negociar o pagamento do valor total em prestações fixas para liquidar o débito.

03 – No início as administradoras dificultam bastante, falam que você tem de continuar a pagar pelo menos o valor mínimo, etc. Entretanto, a partir do segundo mês sem receber, eles mesmos apresentam proposta de parcelamento do valor total.

04 – Quando negociar qualquer dívida, nunca aceite a primeira proposta que lhe apresentarem, procure sempre barganhar mais. Se eles oferecem para dividir o débito em seis meses, por exemplo, peça para dividir em 20 vezes. Claro que de imediato eles também não vão aceitar, mas pode ficar em 15 ou 12 meses.

05- Dívidas com agiotas: não se intimide com eles. Eles gostam muito de agir desta forma, mas agiotagem é crime e se você registrar uma queixa policial, certamente o quadro se modificará bastante a seu favor. Os agiotas são metidos a valentes, mas são inteligentes. Eles sabem que estão praticando uma ilegalidade.

06 – Faça uma reavaliação em seu orçamento. Procure restabelecer com total prioridade as despesas da subsistência de sua família. Pague primeiro seu condomínio, escola, aluguel ou prestação do imóvel, telefone, energia, etc.

Seja a situação que você estiver, sem o mínimo de condição para sustentar sua família, você não vai poder resolver o problema de mais ninguém.

07 – Verifique quanto você ganha por mês e o total dos seus débitos. Separe o valor para manter sua subsistência e o que sobrar é para pagar dividas.

08 – Procure resolver primeiro os débitos que envolvam nomes de outras pessoas. As compras que você fez com fiadores ou em nome de alguém merecem prioridade para limpar o nome da pessoa e recuperar a confiança que você recebeu.

09 – As contas de valores pequenos podem também ser eliminadas com prioridade.

10 – Modifique seus hábitos de CONSUMO e de sua família, caso contrário você vai voltar a cometer os mesmos erros. Em fase de crise, economizar é a palavra de ordem. Consumo de telefone, energia, despesas supérfluas têm de ser eliminadas. Para gastar todo mundo é solidário, entretanto na hora do endividamento apenas um ou o casal assume a responsabilidade. Lembre-se: "um pequeno vazamento pode afundar um grande navio".

11 – Você sempre pode recorrer aos Juizados de Defesa do Consumidor de sua Cidade para ajudá-lo a negociar os seus débitos. Muita gente pensa que por estar devendo não tem o direito de fazer uma queixa contra seu credor. Pode sim, seja Bancos, administradoras de cartões, financeiras, etc. Os motivos das queixas são os juros absurdos que sempre cobram, dificuldades quanto ao valor da prestação renegociada que você pode pagar, cópias de pedido ou contratos que quase nunca lhe são entregues. Pressão abusiva com telefonemas e recados inconvenientes a vizinhos, etc.

12 – Caso não tenha juizado de Defesa do Consumidor ou PROCON em sua cidade, a queixa pode ser registrada na localidade mais próxima ou na capital do seu Estado.

13 – Ao fazer a queixa, leve os dados corretos. Nome completo da empresa que você tem o débito, endereço completo, explique como foi originado o seu problema, qual o valor envolvido, quantos meses, quanto já pagou, enfim, procure apresentar o máximo de informações para facilitar no momento do registro da queixa.

14 – Procure ter um exemplar do Código de Defesa do Consumidor, que você pode adquirir em qualquer livraria. Leia os artigos que envolvam assuntos sobre DÍVIDAS para que você, na audiência de conciliação que vai ser gerada com a queixa, tenha firmeza em sua defesa. Autoridade é quem tem conhecimentos!

15 – Claro que o endividamento tem como maior responsável a difícil situação econômica do nosso país. Juros impagáveis e tudo mais, todavia, não podemos jogar a culpa apenas nisso. Você também cometeu seus erros, se deixou levar muitas vezes pelas facilidades de comprar a crédito, nunca fez orçamento para comparar seus gastos e agora precisa refletir para corrigir os erros cometidos.

A arte para renegociação de dívidas

As dívidas estão em atraso e não está sendo possível quitá-las nem com o corte de despesas? Passou pela cabeça pedir empréstimos para equilibrar o caixa?

Nada disso! Continue monitorando suas contas e nem pense pedir dinheiro emprestado.

Renegociar as dívidas com credores é a melhor saída.

A tarefa de renegociar dívidas é uma das etapas de ações mais importante e necessária para a recuperação de empresas deficitárias. Entendam por deficitárias as empresas que mesmo procedendo os cortes necessários e ações de contenção para redução ou eliminação de custos e despesas continuam sendo tomadas pelas dívidas.

Primeiramente vamos distinguir duas situações: cortes e contenção de gastos, propiciam melhora no resultado econômico da operação da empresa. Dívidas acumuladas afetam o desempenho financeiro da empresa.

Se todos os cortes e contenção de gastos foram insuficientes para reversão do resultado negativo o problema pode estar na composição dos custos, impostos ou na própria maneira que se conduz o negócio, então trata-se de um problema econômico da operação da empresa. Agora, se ao contrário, o resultado econômico é positivo, mas insuficiente para quitar as dívidas, isso já é um problema financeiro.

Sem alongar o perfil das dívidas, ou seja, renegociar cada dívida com cada credor, fica pouco provável que o processo de recuperação venha dar certo.

Renegociar dívidas requer habilidade em se projetar, envolver-se no processo, comprometer-se com os credores e se empenhar para que os compromissos sejam efetivamente cumpridos.

Quando se elabora o planejamento para renegociar dívidas, considera sempre a possibilidade de liquidar seus débitos sem maiores dificuldades para sua empresa, mas para que o planejamento surta os efeitos desejados, devemos lembrar da importância do diagnóstico econômico e financeiro para que tais compromissos de parcelas, juros e prazos correspondam com a suficiência da margem de contribuição propiciada (lucro bruto).

O mais importante é que todo planejamento financeiro deve ser certo, preciso e possível. Feito de forma falha torna-se impossível a liquidação do débito e uma maior dificuldade de renegociação com seus credores.

A tentativa de renegociar as dívidas costuma ser o último recurso - o inadimplente costuma procurar o credor apenas na emergência. No entanto, esta atitude pode ajudá-lo a recuperar a saúde financeira antes do previsto.

- Quando se deve entrar com o processo de renegociação? assim que perceber que não poderá continuar pagando a dívida, evitando que ela cresça; tempo é realmente dinheiro, neste caso nunca se esqueça que a cada dia que passa sem fazer nada, além dos riscos das restrições legais, perda de crédito, etc. custa também no mínimo 0,07% ao dia. Lembre-se: quanto antes se manifestar que está tendo dificuldades para quitar as dívidas, melhor será o entendimento com o credor.

- procurar simplesmente o credor telefonando ou indo ao seu escritório para confessar a dívida e propor pagamentos parcelados não adianta, isso não funciona. Primeiro, que o devedor já está fragilizado e qualquer propositura ao credor dessa forma parecerá pedido de piedade; e neste caso não é.

- Antes de procurar o credor, atente-se ao propósito da renegociação. Deve-se elaborar um documento em forma de notificação ao credor anunciado as suas intenções; notificação não significa imposição, a notificação deve ser sutil, com relatos históricos da boa relação comercial construída em época de "vacas gordas"; o motivo pelos quais a sua empresa está passando dificuldades financeiras agora em época de "vacas magras"; e sua intenção e esforço (o que está se fazendo) para sair da crise. Poderá neste mesmo documento sugerir quantidade de parcelas, taxa de juros e valores finais. Estipule uma data-limite para o credor manifestar o aceite da proposta, é importante transmitir que o empresário esteja aberto para contrapropostas.

- Com a notificação em mãos, daí sim, procure o credor. Telefonando ou indo até lá? Não! encaminhando a notificação via um portador ou remetendo-a via carta registrada. Importante não esquecer que a notificação deve ser emitida em 2 vias, sendo uma protocolada no momento da entrega. O protocolo vai assegurar a manifestação de intenção do devedor em querer honrar a dívida.

- Enfim, dado o aceite ou anunciado uma possível contraproposta, é só partir para o abraço e ao sucesso dos negócios.

Entenda por que a alta dos juros afeta negativamente as bolsas

Entre pressões inflacionárias, expansão do consumo não acompanhada pelo crescimento da oferta e maturação dos investimentos e constantes incrementos na cessão de crédito, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, no objetivo de conter a disparada dos preços, passou a optar pelo aperto monetário.

São vários os efeitos positivos e negativos da alta do juro sobre os investimentos. Se de um lado, as empresas perdem, de outro os investimentos em renda fixa se tornam mais atrativos, e a inflação é controlada.

Renda fixa versus renda variável
Existem duas opções básicas de investimento, em renda fixa e em renda variável. Os primeiros pagam uma certa remuneração em períodos definidos, sendo que os juros cobrados, em alguns casos, acompanham a taxa básica de juro da economia.

Já as aplicações em renda variável, ao contrário dos instrumentos de renda fixa, não têm uma rentabilidade pré-determinada. Um bom exemplo são as ações, que podem cair ou subir de uma hora para outra, refletindo a percepção do valor da empresa naquele dado momento.

Nesse sentido, uma alta dos juros favorece os investimentos de renda fixa, aumentando sua atratividade em relação à renda variável. Nesse cenário, porque o investidor iria aplicar na renda variável, se a renda fixa está lhe oferecendo uma boa rentabilidade, a um risco menor? Nessa disputa por recursos, a renda variável perde quando os juros sobem.

Migração
Além da maior atratividade da renda fixa, a renda variável sofre impacto direto da alta no juro, via incremento no custo do capital. Ou seja, a tomada de crédito - tanto por parte dos consumidores quanto pelas empresas que negociam suas ações na bolsa - fica mais cara, desestimulando consumo e investimentos na cadeia produtiva.

Não apenas os pequenos investidores, como também os grandes players do mercado, migram seus investimentos para a renda fixa. Empresários reduzem seus investimentos na área produtiva, em favor de aplicações financeiras. Pode existir, também, uma desaceleração da economia.

Prezando o controle da inflação
Uma vez que a alta do juro desacelera a economia, ela também tem o poder de controlar a inflação. Esse tem sido o argumento usado pelo Copom para justificar as últimas elevações da taxa Selic.

Desse modo, a autoridade monetária pretende controlar as pressões inflacionárias, e ajustar a inflação para sua meta.

Razão ou emoção: o que determina a decisão de um investidor no mercado?


Por: Patricia Alves

InfoMoney


SÃO PAULO - Informações, análise de relatórios, resultados das empresas, dados estatísticos. São esses os meios mais utilizados pelos investidores - ou interessados em investir - antes de tomar a decisão de compra ou venda de uma ação.

Diante de dados aparentemente tão concretos, fica fácil concluir que a razão é fator determinante na tomada de decisão do investidor, certo?

Errado. De acordo com o membro do Centro de Estudos dos Processos de Decisão e Neuroeconomia da EESP (Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas), professor Marcos Fernandes, apesar da análise fundamentada em relatórios, na hora de decidir, o lado emocional é fundamental.

Totalmente emocional
Para Fernandes, a tomada de decisão em si é totalmente emocional. "Se fôssemos totalmente racionais não tomaríamos decisões", defende o especialista.

Segundo ele, em termos filosóficos, se fôssemos extremamente racionais não teríamos razões para tomar decisões que envolvam riscos. E, em termos empíricos, estudos comprovam que, na hora de decidir sobre a compra e a venda de ativos financeiros, todo o cérebro funciona no processo. "Mas, na hora da tomada da decisão, são as esferas mais emocionais do cérebro que entram em ação", explicou.

No seminário "Neuroeconomia, Decisão e Racionalidade", realizado na EESP na última quarta-feira (4), foi discutido como se tomam decisões econômicas com base em estudos e dados fornecidos em ressonâncias magnéticas.

De acordo com Fernandes, o exame mostra quais as partes do cérebro que são acionadas e em quais momentos do processo de decisão. "Na ressonância a análise é baseada no consumo de oxigênio e na tomografia na geração de energia no cérebro", explicou o professor.

Bom para o bolso, bom para a Bolsa
"As neurociências, e a neuroeconomia em particular, ainda são vistas com restrições tanto no Brasil quanto no mundo", revelou Fernandes, que disse que, no País, os estudos sobre o tema começaram há cerca de apenas dois anos.

No entanto, as pessoas têm começado a se interessar pelo assunto. "Com a neuroeconomia é possível testar empiricamente algumas suposições que eram ou axiomas ou hipóteses muito fortes e nos permite trabalhar com racionalidade limitada", disse Fernandes.

O Centro de Estudos dos Processos de Decisão e Neuroeconomia deve, nos próximos anos, iniciar a pesquisa batizada de "Estudo Neuroeconômico do Investidor Brasileiro", utilizando, no Brasil, o eletroencefalograma não invasivo, para avaliar o cérebro do investidor na hora da tomada de decisão.

A idéia é, segundo o especialista, avaliar como os brokers das corretoras tomam decisões na Bolsa de Valores, como o cérebro deles funciona.

Para Fernandes, o trabalho pode virar, inclusive, um serviço de saúde pública. Será possível, por exemplo, identificar um alto nível de estresse, que pode causar tomadas de decisões equivocadas e precipitadas. "Nesse caso, seriam recomendadas férias ao profissional", indica o professor.

"O que mostra, mais uma vez, que sem emoção não se toma decisão", finalizou.

segunda-feira, maio 26, 2008

Para quem ainda não pegou o jeito de investir

Não gostaria mas estou mais um vez a repetir as informações sobre como investir na bolsa.
Muitos têm me procurado para saber como proceder em investimentos de capitais. Abaixo o Bê-a-Bá dos investimentos.

Introdução

Quanto mais desenvolvida é uma economia, mais ativo é o seu mercado de capitais, o que se traduz em mais oportunidades para as pessoas, empresas e instituições aplicarem suas poupanças.

Ao abrir seu capital, uma empresa encontra uma fonte de captação de recursos financeiros permanentes. A plena abertura de capital acontece quando a empresa lança suas ações ao público, ou seja, emite ações e as negocia nas bolsas de valores.

E você, ao adquirir ações, passa a ser também sócio da empresa - um acionista.

O que é uma Companhia Aberta?

Uma companhia é considerada aberta quando promove a colocação de valores mobiliários em bolsas de valores ou no mercado de balcão.

São considerados valores mobiliários: ações, bônus de subscrição, debêntures, partes beneficiárias e notas promissórias para distribuição pública.

  • Ações: títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as possui, uma fração do capital social de uma empresa.


  • Bônus de subscrição: títulos nominativos negociáveis que conferem ao seu proprietário o direito de subscrever ações do capital social da companhia emissora, nas condições previamente definidas.


  • Debêntures: títulos nominativos negociáveis representativos de dívida de médio/longo prazos contraída pela companhia perante o credor, neste caso chamado debenturista.


  • Outros títulos menos usuais: partes beneficiárias e notas promissórias para distribuição pública com ampla divulgação.


  • As operações de abertura de capital precisam ter autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão fiscalizador do mercado de capitais brasileiro, o qual também registra e autoriza a emissão dos valores mobiliários para distribuição pública.

    As companhias abertas devem atender a diversos requisitos, definidos na Lei das S.As. e nas regulamentações da CVM, com o objetivo de garantir a confiabilidade das informações e demonstrações financeiras divulgadas. O mercado considera que a plena abertura de capital ocorre quando há o lançamento de ações ao público, em função das transformações impostas à empresa e pelo incremento no volume de negócios com seus títulos.

    O que são Ações?

    Ações são títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as possui, uma fração do capital social de uma empresa. Ação é um pedacinho de uma empresa.

    Com um ou mais pedacinhos da empresa, você se torna sócio dela.

  • Quais são os tipos de ação?


  • As ações podem ser:
    • ordinárias, que concedem àqueles que as possuem o poder de voto nas assembléias deliberativas da companhia; ou
    • preferenciais, que oferecem preferência na distribuição de resultados ou no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia, não concedendo o direito de voto, ou restringindo-o.
    As ações, ordinárias ou preferenciais, são sempre nominativas, originando-se do fato a notação ON ou PN depois do nome da empresa.

    As ações também podem ser diferenciadas por classes: A, B, C ou alguma outra letra que apareça após o "ON" ou o "PN". As características de cada classe são estabelecidas pela empresa emissora da ação, em seu estatuto social. Essas diferenças variam de empresa para empresa, portanto, não é possível fazer uma definição geral das classes de ações.

  • O que são dividendos?


  • Uma empresa deve dividir os lucros com seus acionistas. Essa parcela direcionada aos detentores de ações é conhecida como dividendo. Ou seja, os dividendos correspondem à parcela de lucro distribuída aos acionistas, na proporção da quantidade de ações detida, apurado ao fim de cada exercício social. O estatuto social de uma companhia pode estabelecer o dividendo mínimo a ser distribuído, desde que não seja inferior a 25% de seu lucro líquido ajustado. Caso não haja previsão no estatuto social, o dividendo obrigatório deve corresponder, no mínimo, à metade do lucro líquido ajustado.

    Quando uma empresa vai bem, ela divide os lucros com quem tem suas ações.
    Isso são dividendos.


  • E bonificações?


  • As bonificações correspondem à distribuição de novas ações para os atuais acionistas. Excepcionalmente pode ocorrer a distribuição de bonificação em dinheiro.

  • Como funcionam as subscrições de novas ações?


  • Os acionistas têm ainda preferência na compra de novas ações emitidas ou direito de preferência na subscrição. Além de garantir a possibilidade de manter a mesma participação no capital total, esse direito pode significar ganho adicional, dependendo das condições do lançamento. Por fim, se não exercido, o direito pode ser vendido a terceiros.

    Os Mercados Primário e Secundário

    Você sempre ouve falar em Mercado Primário e Secundário. O que significa?
    O Mercado Primário compreende o lançamento de novas ações no mercado, com aporte de recursos à companhia.

    Uma vez ocorrendo o lançamento inicial ao mercado, as ações passam a ser negociadas no Mercado Secundário, que compreende as bolsas de valores e os mercados de balcão (mercados onde são negociadas ações e outros ativos, geralmente de empresas de menor porte e não sujeitas aos procedimentos especiais de negociação).

    Operações como a colocação inicial, junto ao público, de grande lote de ações detido por um acionista podem caracterizar operações de abertura de capital, exigindo registro na CVM. Apesar da semelhança com o mercado primário, os recursos captados vão para o acionista vendedor (e não para a companhia), determinando, portanto, uma distribuição no Mercado Secundário.

    O que são Bolsas de Valores?

    São locais que oferecem condições e sistemas necessários para a realização de negociação de compra e venda de títulos e valores mobiliários de forma transparente. Além disso tem atividade de auto-regulação que visa preservar elevados padrões éticos de negociação, e divulgar as operações executadas com rapidez, amplitude e detalhes.



    O que são Corretoras de Valores?

    São instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Somente as corretoras estão habilitadas a executar operações de compra e venda de ações ou de derivativos na BOVESPA.

    Há várias Corretoras aptas a negociarem em nome de seus clientes na BOVESPA.
    Elas podem ajudar você a escolher as melhores opções de investimento, de acordo com o seu perfil, já que elas contam com profissionais especializados em análise de mercado, de setores da economia e de companhias. Por acompanharem o mercado o tempo todo, avaliando os principais acontecimentos, as empresas que estão progredindo e os fatores que podem gerar mudanças de cenário, as Corretoras prestam um serviço essencial aos investidores.

    Corretora de Valores é a instituição que compra e vende ações para você.



    Quem são os Investidores?

    São indivíduos ou instituições que aplicam recursos em busca de ganhos a médio e longo prazos, que operam nas Bolsas por meio de Corretoras e distribuidoras de valores, as quais executam suas ordens e recebem corretagens pelo seu serviço.

    Investidores são os clientes das Corretoras.

    Mercados a Vista e de Derivativos

    As operações na Bolsa podem ser efetuadas nos seguintes mercados:
    • a Vista, no qual compradores e vendedores estabelecem um preço para um lote de ações a ser entregue e pago no prazo determinado, atualmente D+3;
    • a Termo, no qual as partes fixam um preço para a liquidação físico-financeira da ação em prazo futuro determinado;
    • de Opções de compra ou venda, no qual as partes negociam o direito de comprar/vender a ação a preço e prazo futuro determinados; e
    • Futuro, no qual ocorre a compra ou venda de ação a um preço acordado entre as partes para liquidação em data futura específica.

    Como escolher uma Ação

    As ações com o objetivo de obter ganho(s) a médio e longo prazos, em oposição a resultados imediatos, podem ser divididas em:
    • "blue chips" ou de 1ª linha - são ações de grande liquidez (grande quantidade de negócios) e procura no mercado de ações por parte dos investidores, em geral de empresas tradicionais, de grande porte/âmbito nacional e excelente reputação;
    • de 2ª linha - são ações um pouco menos líquidas, de empresas de boa qualidade, em geral de grande e médio portes;
    • de 3ª linha - são ações com pouca liquidez, em geral de companhias de médio e pequeno portes (porém, não necessariamente de menor qualidade), cuja negociação caracteriza-se pela descontinuidade;

    A Dinâmica das Operações em Bolsa

    Execução

    O intermediário financeiro (Corretora) dispõe de profissionais especializados, capacitados a dar orientações sobre investimentos, receber ordens dos investidores e transmiti-las aos operadores qualificados por ele que têm acesso ao sistema de negociação das Bolsas.

    Existe ainda a possibilidade do investidor dar sua ordem de compra ou venda de uma ação, via Internet, usando o site de sua Corretora (Home Broker). Nesse caso, o investidor estará enviando sua ordem diretamente ao sistema da Bolsa.

    Liquidação

    Executada a ordem de compra/venda de uma ação, ocorre a liquidação física e financeira, processo pelo qual se dá a transferência da propriedade dos títulos e o pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido, dentro do calendário específico estabelecido pela Bolsa para cada mercado.

    No mercado a vista, vigora o seguinte fluxo de liquidação:

    D+0 - dia da operação;
    D+1 - prazo para os intermediários financeiros (Corretoras) especificarem as operações por eles executadas junto à Bolsa;
    D+2 - entrega e bloqueio dos títulos para liquidação física da operação, caso ainda não estejam na custódia da CBLC;
    D+3 - liquidação física e financeira da operação.

    A liquidação é realizada por empresas de compensação e liquidação de negócios, que podem ser ligadas à Bolsa ou independentes.

    A BOVESPA utiliza a CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia para liquidar as operações realizadas em seus mercados.

    As Corretoras da BOVESPA e outras instituições financeiras são os Agentes de Compensação da CBLC, responsáveis pela boa liquidação das operações que executam para si ou para seus clientes.



    A evolução do mercado de Home Broker

    Home Broker - Evolução do mercado

    Veja os principais números desse mercado:

    Data Volume de operações R$ mil Participação no total da Bovespa
    dez/05 3.806.958 5,94%
    dez/06 7.825.878 7,76%
    dez/07 19.507.522 9,53%
    fev/08 24.771.768 11,53%
    mar/08 24.113.137 11,22%
    abr/08 27.867.623 11,96%

    Data Número de Investidores / mês Valor médio por operação R$ mil
    dez/05 40.234 48
    dez/06 70.888 110
    dez/07 209.716 93
    fev/08 176.934 140
    mar/08 185.836 130
    abr/08 199.871 139

    Volume negociado: R$ mil Var%
    2005 39.559.096 61,0%
    2006 72.030.294 82,1%
    2007 182.598.199 153,5%
    Acumul 2008 101.494.535



    Em abril, o Home Broker registrou os seguintes recordes: volume total negociado, com R$ 27,87 bilhões; participação no volume financeiro da Bolsa, com 11,96%.





    CORRETORAS MEMBROS
    ABN AMRO REAL CCVM S.A.
    AGORA CTVM S.A.
    ALFA CCVM S.A.
    ALPES CCTVM S.A.
    ATIVA S.A. CTCV
    BANIF CVC S.A.
    BANRISUL S.A. CVMC
    BRADESCO S.A. CTVM
    BRASCAN S.A. CTV
    CODEPE CV S.A.
    COINVALORES CCVM LTDA.
    CONCORDIA S.A. CVMCC
    CORRETORA GERAL DE VC LTDA.
    CORRETORA SOUZA BARROS CT S.A.
    CRUZEIRO DO SUL S.A. CVM
    CS HEDGING-GRIFFO CV S.A.
    DIFERENCIAL CTVM S.A.
    ELITE CCVM LTDA.
    ESC. LEROSA S.A. CV
    FATOR S.A. CV
    FINABANK CCTVM LTDA
    GERALDO CORREA CVM S.A.
    GRADUAL CCTVM S.A.
    HSBC CTVM S.A.
    INDUSVAL S.A. CTVM
    INTERFLOAT HZ CCTVM LTDA.
    INTRA S.A. CCV
    ISOLDI S.A. CVM
    ITAÚ CV S/A
    MAGLIANO S.A. CCVM
    NOVINVEST CVM LTDA.
    PAX CVC LTDA.
    PETRA PERSONAL TRADER CTVM S.A
    PLANNER CV S.A
    PRIME S.A. CCV
    PROSPER S.A. CVC
    SAFRA CVC LTDA.
    SANTANDER S.A. CCT
    SCHAHIN CCVM S.A.
    SENSO CCVM S.A.
    SITA SCCVM S.A.
    SLW CVC LTDA.
    SOCOPA SC PAULISTA S.A.
    SOLIDEZ CCTVM LTDA.
    SOLIDUS S.A. CCVM
    SPINELLI S.A. CVMC
    TALARICO CCTM LTDA.
    THECA CCTVM LTDA
    TITULO CV S.A.
    TOV CCTVM LTDA.
    UBS PACTUAL CTVM S.A.
    UMUARAMA S.A. CTVM
    UNIBANCO INVESTSHOP CVMC S.A.
    UNILETRA CCTVM S.A.
    WALPIRES S.A. CCTVM
    XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A.
    atualização: 05/maio/08



    sexta-feira, maio 09, 2008

    Como escolher o fundo certo para investir

    por Sophia Camargo
    Como escolher o fundo certo é uma das principais dúvidas dos investidores. Quando se deve investir em fundos DI? E em fundos multimercado? Os fundos de ações devem ser evitados em épocas de crises? E os fundos cambiais são uma boa opção de investimento?

    A resposta a estas perguntas exige um pouco de conhecimento sobre como funciona cada fundo. A seguir, você encontra um resumo do que é cada fundo, na definição da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e os aspectos positivos e negativos a avaliar antes de investir.

    Algumas dicas foram dadas pelo professor de Finanças William Eid, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

    Fundos Referenciados DI
    Os fundos referenciados são chamados assim porque têm por objetivo acompanhar um indicador de desempenho (benchmark). No caso dos fundos DI, a meta é a variação diária das taxas de juros.

    Por isso, sua carteira é composta, no mínimo, de 95% de títulos ou operações que buscam acompanhar as variações da taxa Selic (taxa de juros básica da economia, ditada pelo Copom - Conselho de Política Monetária) ou do CDI.

    O CDI é um certificado de depósito interbancário, cuja taxa representa o custo do banco para captar dinheiro, ou seja, fazer um empréstimo em outro banco.

    Aspectos positivos: por ser composto de títulos pós-fixados, este fundo se beneficia de um cenário de taxas de juros mais altas, mas oferece proteção a todas as carteiras. Na opinião de especialistas, deve compor a base de qualquer investimento.

    Aspectos negativos: altas taxas de administração corroem a rentabilidade do fundo. Taxas acima de 1,5% ao ano equiparam a rentabilidade do fundo à poupança.

    Fundos de Renda Fixa
    Estes fundos devem aplicar no mínimo 80% de seu patrimônio em títulos de renda fixa prefixados (que rendem uma taxa de juro previamente acordada) ou pós-fixados (que acompanham a variação da taxa de juros ou um índice de preço).

    Aspectos positivos: este fundo beneficia-se de um cenário de redução das taxas de juros, por ter em sua composição papéis prefixados.

    Aspecto negativo: cenário de taxas de juros muito baixas tornam o investimento pouco atraente.

    Fundos de ações
    São fundos que investem no mínimo 67% de seu patrimônio em ações negociadas em Bolsa. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Alguns destes fundos têm como objetivo acompanhar a variação de um índice do mercado acionário como o Ibovespa ou o IBX.

    Aspectos positivos: em cenários de queda de juros e crescimento econômico, tende a propiciar grande retorno de investimentos. Deve ser encarado como investimento de longo prazo.

    Aspectos negativos: alto risco. Os recursos investidos devem ser de longo prazo. Jamais investir valores de que irá necessitar em curto período de tempo ou com os quais não se pode arriscar. Em épocas de crise, os fundos de ações costumam sofrer fortes oscilações, mas isso não significa que não se pode encontrar boas ofertas. Por isso, é importante estar preparado para este mercado.

    Dica: Segundo o professor William Eid, para quem não tem nenhum conhecimento, o melhor é investir em ações por meio de fundos. A formação da carteira própria exige maior conhecimento de mercado.

    Fundos Multimercado
    São fundos que envolvem vários fatores de risco, pois combinam investimentos nos mercados de renda fixa, câmbio, ações, entre outros.

    Além disso, utilizam-se ativamente de instrumentos de derivativos para alavancagem de suas posições ou para proteção de suas carteiras (hedge).

    Por apresentarem grande flexibilidade, dependem muito do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos, na seleção dos ativos da carteira e no percentual do patrimônio que será investido em cada um dos mercados.

    Aspectos positivos: podem garantir um retorno maior em cenário onde se avista queda nas taxas de juros. O conselho do professor William Eid é que o investidor tome os mesmos cuidados com relação ao fundo de ações: não invista um dinheiro de que vá necessitar em breve. Observe também a consistência do gestor. "Veja se ele figura entre os melhores gestores em diversos rankings, e não apenas por um desempenho aleatório", ensina Eid.

    Aspectos negativos: risco moderado, podendo resultar em rentabilidade negativa. Não investir valores que têm data marcada para retirar.

    Fundos Cambiais
    Estes fundos devem manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados à variação de preços de uma moeda estrangeira ou à uma taxa de juros (o chamado de cupom cambial).

    Os fundos cambiais dólar são os mais conhecidos, mas os fundos cambiais euro começam a ter procura.

    Aspectos positivos: servem como proteção para as pessoas que terão gastos na moeda estrangeira, por exemplo, para viajar ou pagar contas.

    Aspectos negativos: para o professor William Eid, este tipo de fundo não deve ser utilizado como investimento, mas apenas como proteção nos casos citados acima.

    Comprar dólares não coisa do demónio

    Algumas pessoas me perguntaram porque não falo no blog nada sobre compra ou venda de dólares ou se existe empatia minha para a compra da moeda norte-americana.
    Minha resposta, obviamente, é não. Dei enfase para o mercado de capitais ou para acabar com o fim das restrições pessoais para que todos entendam de mercados.

    Mas enfim, vou explicar um pouco do que aprendi sobre compra e venda de dólares. Quem imagina que comprar neste momento que está em baixa (a média de negócios a R$ 1,67 no comercial e R$ 1,90 para cada dólar vendido) está enganado.

    É sempre bom fazer uma diversificação dos investimentos e creio comprar dólar é sobretudo se ganhar uma grana a mais e resolver gastar em viagens no exterior. Eu pretendo fazer isso com minha esposa ainda nesta ano e portanto já venho fazendo uma poupança em dólares.

    Quem precisa comprar dólares para uma viagem não estará fazendo nada de ilegal, conforme ainda pensam muitos. A burocracia diminuiu consideravelmente e não é preciso apresentar passagem para adquirir a moeda estrangeira.

    Mas as casas de câmbio só irão vender os dólares se o objetivo for uma viagem internacional e, nesse caso, será necessário informar ao menos a previsão da data da viagem.

    As vendas estão limitadas a R$ 10 mil (cerca de US$ 6 mil, pela cotação de quarta-feira dia 16). Ao deixar o Brasil, a pessoa deverá informar se leva dólares acima do equivalente a R$ 10 mil, caso em que deverá informar a Receita Federal no próprio aeroporto.

    É possível adquirir a moeda em espécie ou em traveller check. Os travellers levam vantagem sobre o papel moeda pelo fato de terem seguro e prazo indeterminado. Se você for roubado, tem a quem recorrer.

    A venda é feita pelo câmbio turismo. Na segunda-feira (14), o câmbio turismo para venda estava a R$ 1,76 para travellers checks e R$ 1,78 para a moeda em espécie.

    A casa de câmbio pode recomprar os dólares, mas pagará menos por eles. O câmbio turismo para compra estava em R$ 1,62.

    Segundo o diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, ao entrar nos Estados Unidos o turista deverá declarar se leva valores acima de dez mil dólares. Se disser que não e for constatado que leva, poderá ser preso imediatamente.

    Investimento em ações além dos papéis "comuns"

    A corretora de valores SLW divulgou sua carteira recomendada off-index para o mês de maio com seis ações, identificando oportunidades entre papéis que não integram o Ibovespa.

    Em relação ao mês anterior, permaneceram Banco Sofisa e Hering na carteira recomendada, saindo Localiza, Indústrias Romi e Tractebel. Em substituição, entraram MRV, Weg, BR Malls e Confab.

    No portfólio, destacam-se as ações da Weg, por possuírem o maior potencial de valorização da carteira (60%), seguida pela Confab, com upside de 13%, de acordo com as estimativas da SLW.

    Confira as escolhidas:

    Empresa Código Preço-alvo Upside* Peso carteira
    Weg WEGE3 R$ 32,00 60% 15%
    Banco Sofisa SFSA4 ER - 15%
    Hering HGTX3 ER - 15%
    MRV MRVE3 ER - 20%
    BR Malls BRML3 ER - 20%
    Confab CNFB4 R$ 7,80 32% 15%