terça-feira, abril 15, 2008

Analistas mostram potenciais empresas para investimentos

O sobe-desce nos mercados predominou nos últimos pregões e configurou-se na única certeza nestes tempos de crise. Para quem busca oportunidades de compra no curto prazo, uma análise técnica pode ser uma boa ferramenta para se detectar as boas opções presentes no mercado.

Você como investidor deve privilegiar não somente papéis com perspectivas favoráveis de valorização, mas também ativos que possuam boa liquidez. Um exemplo, são as ações preferenciais da Gerdau Metalúrgica, que se configuram num excelente investimento.

Não é para menos. Os ativos da siderúrgica se mostram resistentes às atuais turbulências na bolsa e representam boa oportunidade de investimentos para aqueles que desejam aplicar recursos no altamente volátil mercado acionário atual.

O analista de siderurgia Otávio Focques, da Focques Analistas Técnicos, ressalta que os pápeis ordinários da CSN "continuam com tendência revertida para alta total", que no entanto, depende da superação da zona dos R$ 69,10 para se manter.

As sugestões de compra da análise técnica não se limitam às siderúrgicas brasileiras. Marcelo Grande, sócio fundador da Traderclass, acredita que diversas ações testam atualmente seus suportes, e por isso, "significam uma oportunidade de se fazer uma estratégia de compra ".

Ele lista os papéis preferenciais da Lojas Americanas, cujo preço da ação beira os R$ 12,00. Os ativos da varejista podem se recuperar nas próximas sessões e alcançar os R$ 14,60, o que configura um "up" de 16% frente à sua cotação na última sexta-feira.

Outras ações importantes são as ordinárias da WEG . Embora seja um ativo de menor liquidez, há um potencial de valorização de 21%, uma vez que um caminho é de até R$ 21,90 se faz possível às ações da empresa no curto prazo.

Por fim, a atratividade dos papéis preferenciais da Duratex , ainda que menor quando comparada à dos papéis da WEG. As ações da companhia vêm testando seu atual suporte de R$ 29,68, que caso não seja rompido, pode lhes trazer um potencial de valorização de 10%, rumo à resistência nos R$ 33,00.

Atenção para ativos arriscados
Ainda que as oportunidades de compra sejam inúmeras, as condições do mercado continuam altamente desafiadoras, e neste cenário, diversos papéis podem ser impactados pelos solavancos da bolsa. É o caso de ações atreladas às commodities, cujo mercado vem se mostrando particularmente volátil.

"Recomendo distância a ativos ligados a commodities, muito embora as ações de Petrobras e Gerdau se comportem como uma exceção à tal leitura", pondera o analista Gustavo Lobo. Ainda no ponto de venda, o analista se mostra especialmente cético quanto ao desempenho de ações do setor de telecomunicações.

Por sua vez, Otávio Focques manifesta pessimismo quanto ao rumo dos papéis preferenciais do Bradesco, que atualmente rumam em tendência total de viés baixista e que, se de fato se mantiverem abaixo de seu suporte de R$ 33,40, podem terminar localizados em torno dos R$ 31,50.

O custo de uma divulgação precipitada

O anúncio de que o volume de petróleo e gás na bacia de Santos é cinco vezes maior do que o estimado mexeu com o mercado de capitais. As ações da Petrobrás dispararam. Houve um momento em que a empresa, sozinha, respondia por metade do giro de recursos na Bovespa.

Os papéis ordinários (ON) chegaram a valorizar-se 10,8% e fecharam o pregão com alta de 7,68%. A direção da estatal, que de início não quis comentar as declarações do diretor da ANP, teve de emitir nota, explicando que "a abrangência das descobertas em Santos ainda depende de estudos".A empresa comunicou ainda que "um plano de avaliação das áreas deverá ser entregue à ANP dentro de poucos dias".

A pergunta é: quem ganhou com isso...

O custo de uma divulgaç

segunda-feira, abril 14, 2008

E a Petrobras volta ao top da lista de notícias

Ações da Petrobras disparam após nova área na Bacia de Santos

Da agência Estado

SÃO PAULO - As ações da Petrobras reverteram as perdas da manhã e registravam alta de mais de 6% no início da tarde, após a notícia do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, de que a área chamada "Pão de Açúcar", localizada na Bacia de Santos, pode acumular até cinco vezes o volume de petróleo encontrado pela Petrobras no campo de Tupi. Com a alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que registrava queda de mais de 1% desde o começio do pregão, puxada pelos mercados internacionais, chegou a subir 0,03%.

Segundo ele, informações preliminares das empresas concessionárias que estão operando na área indicam que este volume poderia chegar até 33 bilhões de barris de óleo recuperáveis. "Se isso for confirmado, será a maior descoberta já feita no mundo, que poderá se transformar no terceiro maior campo de produção de petróleo no mundo", disse o diretor em apresentação no 4º Seminário de Petróleo e Gás no Brasil, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Às 13h, Petrobras ON subia 6,19% e as ações preferenciais (PN) ganhavam 5,66%

quinta-feira, abril 10, 2008

Operações via iPhones ou handhelds

Comprar e vender ações pelo computador de casa virou hábito do passado

Com as novas tecnologias, já é possível investir de dentro do táxi e até do consultório do dentista

Yolanda Fordelone - AE

Todos os dias, às 10 horas da manhã, o empresário Fábio Toreta prepara-se para uma maratona diária. Até as 17 horas, ele fica ligado a toda a movimentação de preços que acontece na Bolsa de Valores de São Paulo e realiza, pelo menos, uma operação de compra ou de venda de ações. Ao contrário do que você pode ter pensado, ele não passa o dia sentado em frente a uma tela de computador, operando via home broker.

Toreta utiliza um serviço adaptado para a negociação de ações por celular e computadores de mão, os smartphones e iPhones. Entre uma reunião e outra, o investidor acessa a cotação de seus investimentos. “Costumo deixar programada a ordem de compra ou venda da ação e quando saio de uma reunião, checo se a minha ordem foi executada”, diz. O investidor aproveita também para rever as ações que investiu e verificar se houve alguma mudança de tendência de preços.

A vida de Toreta e de milhares de investidores na Bolsa mudou no começo deste ano. “Pelo sistema antigo é praticamente impossível negociar ações por aparelhos móveis”, conta outro investidor, Davi Almeida, que aplica diretamente na Bolsa desde julho do ano passado e realiza cerca de 70 operações de compra e venda todos os meses. “As letras e os gráficos são pequenos demais e atrapalham qualquer tentativa”, completa.

“Compro e vendo ações pelo celular há um mês e ele não perde em nada para o home broker (sistema de negociação pelo computador) que acesso da minha casa”, afirma Toreta. A escolha pela mobilidade ocorreu porque o empresário passa muito tempo em reuniões com clientes. “Tenho utilizado um smartphone para negociar ações todos os dias”, diz.

Toreta lembra que a mobilidade já lhe rendeu bons negócios. “No mês passado, a Vale anunciou o fim das negociações com a Xstrata, após o horário regular do pregão. Quando eu voltava para casa, recebi uma mensagem no celular com a notícia e imaginei que os papéis iriam se valorizar. Na mesma hora, parei o carro e comprei algumas ações pelo celular no after market (mercado de negociação de ações que funciona após o horário tradicional do pregão)”, conta. Essa facilidade em operar pelo celular rendeu lucros: Toreta ganhou pouco mais de 6% na transação, já que adquiriu os papéis no mesmo dia por R$ 48,10 e os vendeu no dia seguinte a R$ 51,30. Esse rendimento é quase o que a poupança rende em todo o ano.

A qualquer lugar, a qualquer momento

Atualmente, somente as corretoras Ativa e Itaú oferecem serviços móveis, mas a tendência é que outras empresas comecem a proporcionar esta opção. Para acessar o serviço no Itaú, chamado de mobile broker, não é necessário fazer download ou possuir um aparelho habilitado. “Toda a operação é feita via internet. Basta ir até o site da corretora”, explica o presidente da corretora, Roberto Nishikawa.

O número de interessados vem crescendo e, em apenas dois meses desde o lançamento do serviço, 250 investidores já aderiram. “Em média, os investidores têm negociado R$ 3 mil por operação”, conta Nishikawa. No Itaú, para operar com essas tecnologias modernas, o investidor paga somente a corretagem, exatamente o que pagaria se tivesse negociando de casa.

Já na corretora Ativa, o custo é maior. “Cada ordem enviada por celular tem a corretagem de um negócio no home broker (R$ 15) mais a taxa de R$ 1,50”, afirma a diretora comercial da corretora, Silvia Werther. Além disso, há o custo de R$ 30 mensais para manter o serviço. O investidor que gasta mais de R$ 495 de corretagem no mês fica isento da mensalidade. “Oferecemos as cotações das ações em tempo real, gráficos e o saldo do cliente”, explica Werther.

Em ambas as corretoras, a tecnologia móvel permite, por enquanto, que os clientes negociem somente ações. Os preços do serviço partem de R$ 20,00. Entre as empresas que oferecem a comodidade para as corretoras estão a Agência Estado e a CellBroker.

O investidor Davi Almeida explica o que, para ele, é a vantagem do serviço. “Gosto de fazer operações de curto prazo, mais ou menos três por dia. Com essa volatilidade do mercado, é importante ter essa opção de comprar e vender ações em qualquer lugar, a qualquer momento”, resume.

quarta-feira, abril 09, 2008

O que é necessário saber para investir em ações

Há algum tempo venho escrevendo sobre como proceder para investir em ações. Pois bem, novamente vou colocar um post sobre tal assunto para depois dar continuidade aos fatos e o posterior lançamento de uma carteira de investimentos.
Uma coisa é absolutamente certa: quem investe não pode ter a maior rentabilidade, a maior liquidez e a maior segurança ao mesmo tempo. Cada tipo de investimento oferece sua possibilidade de rendimento, sua possibilidade de virar dinheiro nesse ou naquele prazo e seu nível específico de risco.

Não existe investimento que ofereça ao mesmo tempo a maior rentabilidade, a maior segurança e a maior liquidez. A escolha de um reflete no resultado do outro.

Você conhece o seu perfil como investidor?
A melhor aplicação é aquela que reflete o perfil do investidor e o objetivo dele com relação ao investimento, além de levar em conta o cenário econômico do momento.

O perfil e o objetivo do investidor apontam o caminho mais adequado para o investimento.

Em tempo...
Rentabilidade e risco andam juntos. Sempre!

Todo investimento tem um determinado nível de risco associado. Ou seja, os investimentos pressupõem ganhos ou perdas decorrentes de oscilações nos preços de mercado dos ativos financeiros.

Quanto maior for o retorno esperado, maior será o risco associado ao investimento. Porém, o investimento de maior risco não garante o maior retorno, apenas aumentam as chances de maior rentabilidade.

Para investir no mercado de ações, você deve acompanhar os fatores do mercado financeiro e os do negócio em si. São eles que determinam se o preço de uma ação vai cair ou subir.

O be-a-bá dos fundos de investimentos

1. Fundos de Investimento

É uma concentração de recursos financeiros captados de Pessoas Físicas e Jurídicas, fracionados em cotas e destinados às aplicações financeiras, em títulos públicos e privados, nos mercados de renda fixa, renda variável e derivativos, de acordo com o regulamento e a política de investimento do fundo. Apesar de possuir CGC, um fundo não tem personalidade jurídica própria.

Quando sua empresa investe em Fundos de Investimento, significa que está confiando seus recursos à administração de terceiros, isto é, está contratando um serviço.

2. FI (Fundo de Investimento) e FIA (Fundo de Investimento em Ações)

São fundos que possuem carteira própria de títulos, lastreando diretamente todas as aplicações de seus investidores. Podem vender cotas para Pessoas Físicas e Jurídicas e também para outros fundos (FICs).

3. FIC (Fundo de Investimento em Cotas dos FIs) e FIC FIA (Fundo de Investimento em Cotas de FIAs)

São Fundos de Investimento que possuem em sua carteira cotas de outros fundos (FIs). Podem ser vendidos para Pessoas Físicas e Jurídicas.

4. Regulamento

Cada fundo tem um regulamento, registrado em cartório, que contém todas as informações sobre o seu funcionamento e é determinado a partir de regras estabelecidas pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários.

5. Política de Investimento

A escolha da relação "risco X retorno" pretendida pela instituição financeira administradora do fundo, de acordo com sua composição de carteira, é que vai determinar a personalidade de cada fundo para atender aos vários perfis de investidores.

6. Patrimônio

Os recursos captados pelo fundo são aplicados de acordo com a política de investimento e a composição básica da sua carteira, conforme definido em seu regulamento. O cálculo do valor diário desse patrimônio é obtido através da contabilização dos preços de mercado dos ativos financeiros em carteira (marcação a mercado) e da dedução das despesas previstas em regulamento (taxa de administração, taxa de performance, provisões para divulgação de balanços, realização de assembléias e outras citadas no regulamento).

7. Carteira

No mercado financeiro, dá-se o nome de carteira ou portfólio ao conjunto de títulos e/ou aplicações financeiras pertencentes a uma Pessoa Física, Pessoa Jurídica, Fundos de Investimento, etc.

8. Quotas

Corresponde a uma fração ideal do fundo. Seu valor é igual ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de quotas.

9. Valor da Quota

É apurado diariamente através da relação entre o patrimônio líquido (rentabilidade dos ativos financeiros - despesas) pelo número de quotas do fundo.

10. Quotista

Ao aplicar em um Fundo de Investimento, sua empresa torna-se quotista desse fundo, ou seja, é acionista da carteira de investimento que escolheu para investir seu capital. Seus recursos são transformados em quotas, dividindo-se o valor da aplicação pelo valor da quota do dia, previsto para conversão em quotas, segundo o regulamento do fundo.

11.Taxa de Administração

É a remuneração do administrador do fundo pela administração de recursos de terceiros, cobrada sobre o patrimônio do fundo, provisionada diariamente e cobrada em base mensal. As quotas divulgadas diariamente já se apresentam líquidas da taxa de administração.
Alguns fundos podem aplicar a cobrança de uma taxa de performance, situação em que se estabelece um parâmetro como objetivo. Sempre que esse objetivo for ultrapassado, será aplicada a cobrança de uma taxa sobre o excedente, de acordo com o que for especificado no regulamento.

Santander divulga relatório sobre investimentos

O banco Santander divulgou ontem um informe ressaltando que crê que a economia dos EUA deve se deteriorar ainda mais e, conseqüentemente, provocar uma desaceleração econômica global mais brusca, o que ainda deve causar fortes turbulências nos mercados no curto prazo.

Neste cenário, os analistas da instituição recomendam aos investidores que aumentem suas posições nos setores atrelados às commodities metálicas, casos do siderúrgico e de mineração, pois acreditam que eles estão mais protegidos dos efeitos negativos da manutenção da cri
Segundo o banco espanhol, os temores com os impactos de uma desaceleração econômica na demanda pelas commodities, aliados à volatilidade que deve persistir nas próximas semanas, devem criar interessantes oportunidades de compra entre as empresas ligadas aos metais.

Isto porque, do ponto de vista fundamentalista, o banco recomenda um posicionamento de longo-prazo nestes papéis devido à combinação entre as boas perspectivas futuras de crescimento da demanda dos países emergentes, especialmente da China, e a oferta limitada das empresas.

A despeito das turbulências esperadas, a instituição acredita que 2008 deve ser um bom ano para as siderúrgicas na América Latina, especialmente aquelas que estão iniciando a exploração de minério de ferro, casos de CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5).


Para o setor siderúrgico, o Santander elegeu as ações da Usiminas como top picks, pois acredita que a aquisição da mineradora J. Mendes ainda não está totalmente precificada. Os papéis receberam a recomendação de compra do banco, mesma sugestão dada aos ativos da Vale (VALE5).

O desperdício que leva ao caos

Todo fim do mês, é a mesma coisa: conta no vermelho, aguardando o próximo pagamento, que já está todo comprometido, de acordo com a planilha दे orçamento para o mês seguinte.

São serviços essenciais, alimentação, mensalidade da escola, transporte, a fatura do cartão दे crédito etc etc etc.

Você já está cansado de saber que é necessário se planejar financeiramente para garantir uma reserva de emergência e para chegar ao fim do mês sem rombos no orçamento. Mas já tentou, por todos os lados, cortar gastos e agora não tem mais ओंदीकोनोमिज़र. Será?

Avaliação orçamentária
Muitas vezes, गस्तोस que antigamente não faziam diferença no final do mês, hoje se tornam verdadeiros vilões das सुअस você nem percebe que são supérfluos, já que os incorporou às suas despesas.

Que tal rever planilhas antigas e refazer algumas contas? Na hora de एकोनोमिज़र, vale abrir mão de determinados hábitos, que hoje nem fazem mais tanta diferença no seu dia-a-dia, mas cujo corte será um grande alívio no final do mês.

Chega de desperdício
Quando se fala em desperdício, logo vem a imagem de um prato de comida sendo jogado fora ou aqueles alimentos guardados que perderam a validade.

No entanto, além desse tipo de desperdício, existem outros que, muitas vezes, a gente nem percebe. Sabe aquela revista que você assinou há uns cinco anos e que hoje chega e permanece fechada por um bom tempo? Pois é, ela representa um gasto que pode ser revisado. Na época de renovação da assinatura, tente um acordo com a editora por um preço melhor ou cancele a publicação até que suas finanças estejam resolvidas.

E aquela mensalidade do clube que você freqüenta "de vez em nunca"? Claro que você é sócio desde adolescente e seus filhos gostavam muito de ir à piscina no fim de semana. Hoje, seus filhos não freqüentam mais o local e você nem sabe mais o que acontece lá dentro. A mensalidade é debitada todo mês da sua conta e você nem percebe. Que tal vender o título? Além de receber uma "graninha" com a venda, ainda vai economizar, mês a mês, com as mensalidades, que eram pagas à toa.

Endividamento
Outra forma de evitar o desperdício e o endividamento é controlar as compras por impulso. Sabe aquela esteira elétrica que você tanto queria e prometeu utilizá-la todas as noites depois do trabalho? Pois é... hoje ela está lá, no meio do quarto, servindo de cabide. Mas as prestações que você fez, em dez vezes, continuam caindo, pontualmente, no dia 20 de cada mês.

Que tal pensar mais antes de fazer esse tipo de dívida? De acordo com o presidente da Abef (Associação Brasileira de Educação Financeira), Edmílson Loureiro de Lira, em entrevista à revista Fundos de Pensão, "o melhor a fazer é poupar para comprar à vista".

Além de a pessoa pensar mais antes de gastar uma grande quantia de uma só vez, ela se livra das prestações infinitas e, em caso de arrependimento ou necessidade, é possível até vender o produto, que já está totalmente pago.

terça-feira, abril 08, 2008

Eu não sabia o que era procurei na web e descobri


O que é Endomarketing?

por Washington Sorio *

Endomarketing é uma das mais novas áreas da administração e busca adaptar estratégias e elementos do marketing tradicional, normalmente utilizado no meio externo às empresas, para uso no ambiente interno das corporações.

É uma área diretamente ligada à de comunicação interna, que alia técnicas de marketing a conceitos de recursos humanos.

Quem nunca ouviu falar que antes de vender um produto para seus clientes, as empresas precisam convencer seus funcionários a comprá-lo? O endomarketing surge como elemento de ligação entre o cliente, o produto e o empregado.

E "vender" o produto para o funcionário passa a ser tão importante quanto para o cliente. Significa torná-lo aliado no negócio, responsável pelo sucesso da corporação e igualmente preocupado com o seu desempenho.

Saul Bekin cunhou o termo Endomarketing em 1995 e em seu livro "Conversando sobre endomarketing" discorre, de maneira leve e didática, sobre quase todos os elementos do que Philip Kotler em "Administração de marketing" chamou de marketing interno das organizações.

A comunicação empresarial assume cada vez mais uma intensidade global, nos compelindo a gerar e repassar informações de nível corporativo para os diversos públicos com que a empresa se relaciona, a começar pela imprensa, passando pela comunidade, clientes, demais parceiros da cadeia produtiva e da própria organização empresarial, principalmente funcionários.

Ao nos lançarmos em busca de referenciais globais de qualidade – como certificação ISO 9000, por exemplo – nos damos conta da importância do envolvimento dos funcionários nesses processos. E aí a comunicação interna é convidada a desenvolver mecanismos que agilizem e tornem possível essa integração dos funcionários com as mudanças que estão acontecendo dentro das empresas.

Tudo isso nos faz repensar a atividade de comunicação empresarial mais especificamente voltada para o público interno, com uma pergunta bastante simples, cuja resposta pode não ser tão fácil de obter: nossos funcionários estão felizes? Altruísmos à parte, isto acaba se refletindo no clima organizacional e na qualidade dos produtos e serviços da empresa.

Em vez de meras ferramentas para as empresas atingirem seus objetivos, a comunicação interna também pode e deve se propor a ajudar as pessoas a se sentirem mais felizes em seu ambiente de trabalho onde, em tese, passam pelo menos um terço de suas vidas.

As pessoas nas organizações possuem necessidades muito específicas e são atingidas pela comunicação de maneira direcionada, mais explícita do que normalmente acontece com o consumidor comum.

Se imaginarmos que as organizações são aglomerações humanas, com interesses comuns e também divergentes, eis a complexidade que reveste a administração de pessoas e o conseqüente direcionamento do endomarketing para a obtenção dos resultados esperados.

A opinião do público interno tem grande influência nas opiniões e perspectivas do público externo, do consumidor em geral. Partindo desse princípio, as empresas cada vez mais têm investido no endomarketing como uma estratégia de Recursos Humanos.

O endomarketing existe para atrair e reter seu primeiro cliente: o cliente interno, obtendo significativos resultados para as empresas e, também, atraindo e retendo clientes externos.

Afinal, funcionários insatisfeitos com as condições de trabalho e com os próprios produtos lançados, irão fazer uma contra-propaganda cada vez que multiplicam fora da empresa a sensação de descontentamento que os dominam. E, caso estejam satisfeitos com a empresa, poderão "vendê-la" para o cliente externo.

Essa atitude estratégica visa dar aos funcionários uma noção da importância de um serviço orientado para atender aos clientes, fazendo-os ter a capacidade de responder qualquer dúvida que surja dentro da companhia, e isso inclui envolvimento, comprometimento, valorização e, principalmente, qualificação do funcionário, visando assumir responsabilidades e iniciativas, conhecendo todas as rotinas de serviço da empresa onde atuam. Afinal, uma informação errada dada ao cliente externo ou uma imagem negativa pode comprometer todo o desenvolvimento de um projeto.

O funcionário deve saber a importância do lugar onde trabalha e da sua própria importância, pois só assim ele poderá ter um bom ambiente de trabalho e equipe.

O endomarketing é um elemento indispensável para o sucesso de qualquer empresa. A confiança do público, tanto o interno como o externo, é uma conseqüência do endomarketing.

Pode-se imaginar o quanto o endomarketing é importante para o crescimento dos negócios nesse cenário. E o quanto representará para as empresas que souberem estruturar seus planos de abordagem aos empregados, visando a máxima qualidade do produto-atendimento oferecido aos seus mercados.

washington.sorio@globo.com

segunda-feira, abril 07, 2008

Algumas outras dicas para controlar seus gastos

Comer nhoque todo dia 29 do mês, colocar uma nota de um dólar na carteira durante a noite de Ano Novo, assim como outras simpatias para ganhar dinheiro, têm uma coisa em comum: não deixam ninguém rico de um dia para outro! Recorrer às crendices populares infelizmente não é a saída para colocar ordem em suas contas e juntar dinheiro.

Existem conselhos muito mais úteis para você aprender a administrar de forma mais eficiente as suas finanças. Confira as dicas abaixo e descubra que organizar sua vida financeira é mais fácil do que imagina:

• Gaste menos do que ganha
Muitas pessoas se esforçam para economizar nas compras, mas acabam gastando o dinheiro com outros itens, e desta forma não conseguem poupar. Se o seu orçamento está equilibrado, ou seja, você gasta o que recebe, você tem duas alternativas para conseguir começar a poupar: aumentar a sua renda ou cortar suas despesas.

Nos dois casos a receita é a mesma: você deve gastar menos do que recebe. Na prática, isso significa que você deve definir o seu padrão de vida com base na renda que recebe, sem incluir o limite do cheque especial ou do cartão de crédito! Assim que receber seu salário, reserve entre 5% e 10% do que receber para poupar. Este é um hábito importante. Essa estratégia é muito mais eficiente do que esperar o mês acabar e dar uma olhada no que sobrou. Normalmente nunca sobra nada!

• Controle seus gastos
Faça um planejamento orçamentário. Não deixe que seu dinheiro vá embora todo mês com coisas inúteis. Valorize seu trabalho e gaste seu salário de forma mais racional. Ninguém está pedindo para que você se torne um pão-duro, um muquirana. Muita gente leva tão a sério o hábito de poupar que chega a ficar paranóica com isso. Tente controlar seus gastos melhor e descubra para onde está indo seu dinheiro, pois assim fica mais fácil saber o que pode ser cortado.

• Atenção ao parcelar!
Hoje em dia é praticamente impossível obter um desconto na compra à vista, ao invés disso, os varejistas oferecem a possibilidade de pagamento sem juros. A razão para isso é simples: é mais fácil convencer alguém que está comprando parcelado a comprar um bem mais caro, pois o peso da prestação no orçamento é menor, do que alguém que está pagando à vista.

Pense da seguinte forma: se você tiver que pagar à vista uma TV de R$ 500 você se planeja, mas se puder parcelar em 10 vezes, talvez não se importe de comprar uma TV de R$ 750 (ou seja, 50% mais cara), pois a prestação (R$ 75) ainda caberá no seu orçamento. A menos que você mantenha um controle bastante bom dos seus gastos, o acúmulo de compras parceladas pode, sim, levar ao descontrole financeiro.

Isso sem falar que é o primeiro passo para o crediário. Acostumado com o conceito de prestações, você acaba mais suscetível às compras financiadas. Antes que perceba está comprando uma geladeira nova no crediário, o que irá lhe custar muito mais do que se tivesse planejado a compra. Por mais que os juros tenham caído, eles ainda seguem elevados para o consumidor, de forma que financiar bens de consumo não é recomendável. O ideal é planejar a compra, mas se isso não for possível, é importante planejar o levantamento do crédito.

• Aprenda a investir seu dinheiro
Por ignorância e preconceito, milhões de brasileiros deixam de ganhar muito dinheiro por não saber qual a melhor forma de aplicar seus recursos. Ao contrário do que parece, investir seu dinheiro não requer um conhecimento muito amplo de economia nem do mercado financeiro. O ideal é que você busque informações atualizadas em jornais e sites financeiros, sem deixar de consultar especialistas da área. Invista na sua educação financeira, ela lhe trará bons retornos!

• Estabeleça objetivos claros
Economizar para poder investir só faz sentido se você está planejando alguma coisa no futuro. Afinal, ao poupar você precisa abrir mão da satisfação imediata do consumo presente em favor da possibilidade de gastar mais para frente. No Brasil, como os juros são altos, ao poupar você também garante que a quantia que irá receber no futuro é maior do que aquela que deixou de gastar no presente.

Apesar disto, poupar não é uma tarefa fácil. Estabelecer objetivos claros, como uma viagem ao exterior, um carro novo ou simplesmente a compra da casa própria, também ajuda, pois dá um estímulo a mais para você poupar. De tempos em tempos é importante rever o seu planejamento e definir novas metas de poupança, afinal, com o tempo, é de se esperar que a sua realidade financeira mude.
Por último, lembre-se que realizar um sonho custa caro, porém com disciplina e organização é possível realizá-los antes do esperado. Como diz o velho ditado, o importante não é economizar muito, mas economizar sempre! E, quanto antes você começar, melhor!
As tarefas para quem vai investir no mercado de ações


Quem está querendo conhecer ou já opera no mercado de ações tem diante de si uma lista grande de tarefas. As informações são quase que infinitas, as técnicas, ferramentas e métodos são os mais diversos e para todos os gostos.

Entre o momento em que é tomada a decisão de investir em ações e a hora de colocar o lucro no bolso, muita coisa acontece e, cada etapa do processo merece estudo e atenção. Afinal, há dinheiro em jogo.

Dedicação na hora de escolher
Mas, entre tanto a fazer, a maior preocupação de quem planeja um trade deve ser a correta escolha do ativo a ser operado. Se for bem feita, a escolha ajuda muito, principalmente a quem está começando.

O tempo necessário e o cuidado despendido na hora de escolher o ativo deve ser maior do que em qualquer outra parte do planejamento da operação. A dica é dos analistas Leandro Ruschel e Alexandre Wolwacz.

Ação de personalidade
Nesta hora, é preciso ter em mente que ações têm as suas "personalidades", ou seja, enquanto existem aquelas de temperamento mais doces e serenas, existem outras bem mais instáveis, agitadas, voláteis.

Sendo assim, na hora de eleger as suas o ideal é ficar com aquela que melhor se enquadra em seu perfil de operar e, para os iniciantes, pode ser interessante ficar com as mais "dóceis" até estar mais acostumado às turbulências do mercado.
Como administrar a sua carteira de investimentos?

Investir no mercado financeiro pode ser comparado com qualquer outra atividade do nosso dia-a-dia: ninguém nasce sabendo e o aprendizado deve ser gradual. É como andar de bicicleta: os primeiros movimentos podem parecer difíceis. Exatamente por isso, no começo devemos evitar riscos ou acelerar demais. Uma vez aprendidos os movimentos, não nos esquecemos mais. O mesmo princípio é válido para a sua estratégia de investimento!

Antes de investir no mercado financeiro é preciso que você já tenha definido qual será a sua estratégia de investimento. Não se esqueça que uma boa estratégia é aquela que já foi testada ou simulada e demonstrou ser bem sucedida. Além disso, é fundamental que ela se adapte ao seu perfil como investidor, ou seja, que seja compatível com a sua forma de pensar e agir.

O mais difícil para aprender como administrar uma carteira de investimentos é deixar de se envolver emocionalmente. Afinal quem gosta de perder dinheiro, nem que seja por um dia? Você precisa ficar calmo e ter sangue frio, já que essa é a única forma de ganhar dinheiro no mercado financeiro. Não se esqueça que só perde dinheiro aquele que vende quando o mercado está em baixa. Por isso é importante que você entenda a dinâmica da estratégia que você decidiu seguir e fique firme!

Muitas pessoas perdem dinheiro por que ao invés de serem consistentes e agirem de acordo com o que pensam, tomam decisões precipitadas baseadas em emoção. Entender o mercado é muito mais simples do que parece à primeira vista! A seguir preparamos algumas dicas que você deve levar em conta na hora de investir.


Dica 1. Sempre adote uma estratégia!
ocê não vai chegar a lugar nenhum comprando ações que parecem boas oportunidades só porque subiram muito ou porque todo mundo fala nelas. Quando isto ocorre, essas ações em geral apresentam os piores desempenhos de mercado. Dado que são ações que todo mundo quer comprar, na maioria das vezes são ações que apresentam indicadores de mercado muito altos (ex. P/LPA, P/VPA etc.), em outras palavras, são relativamente caras.

Não se esqueça, quando todo mundo começa a falar sobre uma ação, muito provavelmente ela já deixou de ser uma boa oportunidade de investimento, ou seja, alguém já comprou barato e vai vender para você mais caro! Exceções à regra sempre ocorrem, mas na maioria das vezes a todas as ações que subiram demais vão sofrer algum tipo de correção no curto ou médio prazo.

Sempre pense e invista seu dinheiro como parte de uma estratégia e não como atos isolados, movidos pelo emocional. Se a sua estratégia se resume a comprar a ação que todo mundo está falando, provavelmente você estará comprando quando a ação já estiver muito cara, e a probabilidade de perder dinheiro aumenta bastante!

Se você é um daqueles que não consegue seguir uma estratégia de investimento, então não há dúvida, sua melhor estratégia é investir em fundos de ações. Isso porque é bem provável que o administrador de um fundo de ações saiba que uma ação é um bom investimento antes de todo mundo estar falando sobre ela.

Como diria o velho ditado: se você não consegue combater o inimigo, junte-se a ele...


Dica 2. Só adote estratégias testadas
Só adote uma estratégia depois dela ter sido testada. A melhor forma de fazer isso é montar uma carteira de investimento simulada de acordo com essa estratégia, e acompanhar o seu desempenho por um período pré-estabelecido de tempo. Só assim você poderá afirmar que a estratégia é bem sucedida. Não acredite no que você ouviu falar, e se alguém lhe contar uma história de sucesso, tente saber qual foi a estratégia por trás desse sucesso e faça simulações com ela.

O raciocínio por trás disso é que não basta a estratégia ter funcionado uma vez, ou para uma pessoa, é necessário que ela tenha um histórico comprovado de sucesso. Não se esqueça, cada investidor tem um perfil de investimento diferente, e você só deve adotar estratégias adequadas ao seu.

Consistência é a marca dos grandes investidores, é o que os separa dos demais participantes do mercado. Se você adota uma estratégia de forma consistente, então sem dúvida alguma você certamente estará à frente dos investidores que entram e saem do mercado, mudam de tática no meio do caminho, e constantemente estão em dúvida quanto a estratégia que adotaram.

Entenda bem qual é o seu perfil como investidor (ou seja, sua tolerância ao risco, objetivo de retorno, etc.). Uma vez que isso estiver claro, planeje como pretende atingir os seus objetivos (ou seja, defina uma estratégia) e seja fiel a eles.


Dica 3: Seja consistente na hora de investir
Investir não é uma aposta, basta seguir de maneira consistente uma estratégia de investimento que no longo prazo você sai ganhando.

Uma estratégia bem definida de investimento deve ser seguida se você quiser ganhar dinheiro e limitar suas perdas. Portanto, siga estratégias bem definidas. Não tente antecipá-las ou pular etapas. Não abandone uma estratégia bem sucedida só porque ela está demorando mais do que o costume para dar os resultados esperados. Uma mudança de estratégia só deve ocorrer em dois casos: quando você tem certeza absoluta que a estratégia seguida foi incorreta ou quando fatores de mercado alteram as premissas básicas utilizadas na formulação da estratégia.

Se você tem muita pressa para alcançar seus objetivos de rentabilidade, então você não deve investir no mercado de ações, que é mais indicado para quem pretende investir por ao menos um ano. Isso não significa, porém, que você precisa investir durante um ano na mesma carteira de ações. É bem provável que durante um ano você troque algumas ações da sua carteira, ou seja, venda uma ação para comprar outra. Isso faz parte da estratégia, uma vez que diversos fatores podem alterar as condições de mercado, e você tem que ser rápido para adaptar-se às novas condições.

Porém você não pode alterar seus critérios e objetivos, pois aí sim você não estaria sendo consistente. Grande parte das estratégias bem sucedidas inclui algum tipo de re-alocação de ativos, porém quase nenhuma inclui uma mudança de critérios ou de estratégia.


Dica 4: Não basta ser positivo é preciso ser relativo!
Ao analisar o retorno médio da carteira obtido a partir de uma estratégia definida, é preciso analisar não só o retorno absoluto, mas principalmente o relativo em relação ao mercado. Ou seja, dizer que sua carteira teve um retorno médio de 10% no ano, não quer dizer nada. Um retorno de 10% pode ser excelente, se o retorno do mercado foi de 2%, ou péssimo se o retorno do mercado foi de 20%.

A maioria dos investidores calcular o retorno relativo de suas carteiras com relação ao desempenho do mercado de ações (ex.Ibovespa). No entanto, é o seu perfil como investidor que define em relação a que índice você deve comparar o retorno da sua carteira.

Se no seu perfil você definiu um objetivo de retorno em linha com o rendimento da poupança, então esse deve ser o seu índice de referência. No entanto, pode ser que a sua carteira está apresentando retornos consistentemente superiores porque você está adotando, sem perceber, uma estratégia de investimento mais arriscada.


Dica 5: Cuidado! Retorno e risco andam de mãos dadas!
Na dica anterior introduzimos o conceito de retorno relativo, e mencionamos que um retorno maior pode estar mascarando uma estratégia mais arriscada. É por isso que os investidores mais experientes utilizam medidas de retorno ajustadas para risco. Mas como mensurar risco?

No mercado financeiro, risco é medido pela volatilidade, ou seja, uma medida de quanto o valor de um ativo (ou de uma carteira) varia em relação ao seu valor médio de longo prazo. Quanto maior a volatilidade de uma carteira, maior é a chance de você não vir a alcançar o objetivo de retorno pré-estabelecido.

É por isso que os administradores de fundo trabalham com medidas de retorno ajustado para risco. Na verdade, o termo otimização de carteira reflete o conceito de retorno ajustado para risco. Quando um administrador de fundo diz que otimizou a carteira de um fundo, isso equivale a dizer que para um certo objetivo de rentabilidade ele minimiza o risco dessa carteira (ou seja, sua volatilidade). Algumas medidas conhecidas de retorno ajustado para risco são Índice de Sharpe e o Índice de Modigliani (ver glossário).


Dica 6: Sempre use mais de uma estratégia!!
A menos que você só esteja interessado em estratégias de pouquíssimo risco, você deve adotar mais de uma estratégia de investimento, e alocar partes da sua carteira para cada uma dessas estratégias. Quanto da sua carteira você aloca para cada uma de suas estratégias depende do seu perfil de risco.

Caso você tenha um perfil mais conservador, você pode montar sua estratégia baseada em uma carteira de "yield" ou de dividendos. A maioria dos ativos de uma carteira de yield (ou dividendos) é composta por empresas com uma política de dividendos agressiva. Ou seja, empresas que distribuem boa parte de seus lucros sob a forma de dividendos ou outros proventos. Por adotarem essa política em geral as ações dessas empresas são menos voláteis, ou seja, variam menos do que as demais ações. Ações como estas são recomendadas para investidores que querem participar diretamente do mercado de ações, mas que não querem correr muitos riscos.

Um investidor de perfil mais agressivo, por outro lado, deve olhar para ações com perfil de crescimento mais acelerado. Bons exemplos são as ações de setores como tecnologia e telecomunicações, que apresentam maior potencial de valorização, mas que refletem um risco associado também mais alto (mais voláteis). A maioria dessas empresas reinveste seus lucros (quando existentes!) diretamente na empresa, sem distribuir dividendos aos acionistas.


Dica 7: Só invista com quem tem uma estratégia!
Se você não tem tempo, ou não se sente confortável, para montar uma carteira de investimento então você deve optar por fundos de investimento. Nesse caso, só compre fundos em que os administradores sejam capazes de demonstrar que sua estratégia de investimento apresentou resultados consistentes.

Muitos administradores de fundo não são capazes de seguir uma estratégia e determinam a alocação de sua carteira mais com base em intuição mais do que experiência. Fuja deles! Afinal, você tem que saber como ele está administrando o seu dinheiro.


Dica 8 : Investir em ações não é um cassino!
Inúmeras análises estatísticas do desempenho do mercado de ações comprovam que o desempenho do mercado não é caótico ou aleatório. Ele segue padrões que podem ser identificados. A análise técnica, discutida mais detalhadamente na seção "Como Analisar o Mercado", que se encontra dentro do "Guia de Ações", segue essa linha de raciocínio. O princípio básico por de trás dessa metodologia é o de que a tendência do preço de uma ação no passado é um importante determinante do preço da mesma no futuro.

quinta-feira, abril 03, 2008

Para vocês lerem e se divertirem

Ações

O que é uma Ação?

Ação é um valor mobiliário, emitido por sociedades anônimas, que representa uma parcela do seu capital social.

O proprietário de ações emitidas por uma companhia é chamado de acionista e tem status de sócio, tendo direitos e deveres perante a sociedade, no limite das ações adquiridas.

Apesar de todas as sociedades anônimas terem o seu capital dividido em ações, somente as ações que forem emitidas por companhias de capital aberto, as quais possuem registro na CVM, poderão ser negociadas publicamente.

A propriedade da ação é representada por um “Certificado de Ações” ou pelo “Extrato de Posição Acionária” emitidos, respectivamente, pela companhia e por uma instituição contratada pela sociedade para o atendimento aos acionistas. Em qualquer caso, no documento deverá constar, dentre outras informações, o número de ações possuídas e o nome do acionista.

Observação: Atualmente, as ações são predominantemente escriturais, isto é, sua propriedade é comprovada por extratos e não mais por cautelas.

O investimento em ações é considerado de renda variável. Para saber mais quais as diferenças entre Renda Variável e Renda Fixa, acesse “Renda Fixa vs Renda Variável “.

O que você ganha quando se torna acionista?

Quando você compra uma ação de uma companhia aberta se torna acionista e participa do lucro da companhia através do recebimento de dividendos e de bonificações.

Quando for o caso de emissão de novas ações por parte da companhia, haverá ainda o direito de subscrição dessas ações.

Pode ganhar também caso haja valorização do preço das ações na bolsa de valores.

Obedecida a Legislação e observando o contido no Estatuto Social da Companhia, os administradores propõem e os acionistas, em assembléia geral, deliberam a distribuição de direitos aos acionistas, dentre os quais se destacam:

Dividendos

O dividendo é a parcela do lucro distribuída em dinheiro aos acionistas, sendo deliberado em Assembléia Geral Ordinária, anualmente realizada para aprovação das contas do exercício social anterior.

Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto, ou, se este for omisso, metade do lucro líquido do exercício ajustado na forma prevista no artigo 202 da Lei 6404/76. A maioria das companhias abertas brasileiras estabelece em seus estatutos sociais o dividendo obrigatório de 25% do lucro líquido obtido. Cabe destacar a possibilidade de que o estatuto social também defina dividendos prioritários mínimos ou fixos sobre o capital social ou o patrimônio líquido da companhia.

Dividendos fixos são aqueles cujo valor se encontra devidamente quantificado no estatuto, seja em montante certo em moeda corrente, seja em percentual certo do capital, do valor nominal da ação ou, ainda, do valor patrimonial da ação.

Nesta hipótese, tem o acionista direito apenas a tal valor, ou seja, uma vez atingido o montante determinado no estatuto, as ações preferenciais com direito ao dividendo fixo não participam dos lucros remanescentes, que serão distribuídos entre as ações ordinárias e preferenciais de outras classes, se houver.

Dividendo mínimo é aquele também previamente quantificado no estatuto, seja com base em montante certo em moeda corrente, seja em percentual certo do capital, do valor nominal da ação ou, ainda, do valor do patrimonial da ação.

Porém, ao contrário das ações com dividendo fixo, as que fazem jus ao dividendo mínimo participam dos lucros remanescentes, após assegurado às ordinárias dividendo igual ao mínimo.

Assim, após a distribuição do dividendo mínimo às ações preferenciais, às ações ordinárias caberá igual valor. O remanescente do lucro distribuído será partilhado entre ambas as espécies de ações, em igualdade de condições.

Bonificações

Ao longo das atividades, a Companhia poderá destinar parte dos lucros sociais para a constituição de uma conta de “Reservas” (termo contábil). Caso a companhia queira, em exercício social posterior, distribuir aos acionistas o valor acumulado na conta de Reservas, poderá fazê-lo na forma de Bonificação, podendo efetuar o pagamento em espécie ou com a distribuição de novas ações.

Subscrições de novas ações

É o ato de adquirir novas ações emitidas em decorrência de aumento de capital da Companhia. O aumento de capital tem como objetivo suprir as necessidades de recursos, seja para ampliar a capacidade produtiva, suprir as necessidades de capital de giro ou para sanear o passivo.

Os direitos de subscrição conferem aos seus detentores a possibilidade de exercer o direito de compra de novas ações e podem ser negociados no mercado, isoladamente das ações. Esses direitos deixam de ter valor para negociação assim que se encerra o prazo para a subscrição de novas ações, emitidas pela companhia aberta.

Se o aumento de capital for oferecido somente aos acionistas da companhia emissora das ações, será uma subscrição privada. No entanto, se as novas ações forem oferecidas junto ao público em geral, a subscrição será pública. Neste caso, o antigo acionista poderá ter o direito de preferência, ou seja, o direito de subscrever, antes dos novos acionistas, uma quantidade de ações proporcional à sua participação acionária na Companhia.

É importante lembrar que a Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/76) permite que nas companhias abertas com capital autorizado, em certas situações excepcionais previstas no art. 172 da referida lei, o direito de preferência seja excluído ou, ainda, que o prazo de 30(trinta) dias para o seu exercício seja reduzido, desde que haja previsão no estatuto social.

Bônus de Subscrição

É um direito dado ao acionista de subscrever novas ações numa data futura a um preço determinado. Esses bônus de subscrição podem ser alienados ou atribuídos, como vantagem adicional, aos subscritores de ações e debêntures, ou o investidor terá que pagar um preço por esse direito que, logicamente, será inferior ao preço da ação no mercado. Neste caso, o acionista deverá avaliar se vale a pena ou não exercer o direito.

Exemplo: Se o preço pago pelo Bônus foi de R$ 2,00, dando ao acionista o direito de subscrever a ação por R$ 3,00, o preço total de compra da ação seria de R$ 5,00. Se a cotação da ação no mercado estiver a R$ 6,00, valerá a pena o investidor exercer o direito. É importante mencionar que se o investidor não subscrever a ação ou subscrever sem a utilização do Bônus, perderá os R$ 2,00 pagos quando da compra do direito.

Como escolher uma ação

O mercado costuma diferenciar as ações pela facilidade que elas têm de ser negociadas publicamente, isto é, o volume negociado e o número de negócios em que a ação é comprada e vendida. As ações podem ser negociadas em bolsas de valores e em mercados de balcão organizados e não organizados. Em geral, as ações listadas em bolsas de valores possuem maior facilidade de serem negociadas. O nome dado para essa facilidade é liquidez. O mercado costuma classificar uma ação como de primeira ou segunda linha de acordo com a liquidez.

Ações de Primeira Linha

São as ações mais negociadas, aquelas de maior liquidez, mais fáceis de se comprar e de se vender, pois são negociadas em pelo menos 80% dos pregões. A melhor forma de se avaliar se a ação apresenta uma boa liquidez é verificar se ela compõe o Índice Bovespa (IBOVESPA).

As mais líquidas das ações de primeira linha são chamadas pelo mercado pelo termo em inglês “Blue Chips”.

Ações de Segunda Linha

São ações que apresentam menor liquidez que as de primeira linha, o que não significa que não seja um bom negócio adquiri-las. Algumas delas podem passar algum tempo sem ter negócios na bolsa e, quando são negociadas, costumam ter altas (ou quedas) mais acentuadas. A compra e a venda da ação a um bom preço depende muito do momento certo de negociar e da tolerância do acionista para esperar esse melhor momento.

IBOVESPA

O IBOVESPA é um índice, calculado desde 1968 pela Bolsa de Valores de São Paulo, que acompanha a evolução média das cotações das ações negociadas naquela bolsa. O IBOVESPA é o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira de ações composta pelas ações que, em conjunto, representam 80% do volume transacionado no mercado à vista nos últimos 12 meses anteriores à formação da carteira. A carteira é calculada a cada quatro meses quando é feita uma reavaliação de sua composição e peso das ações que a compõe. Atualmente é composta por cerca de 55 papéis.

Para compor o IBOVESPA, a ação deve obedecer cumulativamente a critérios de negociabilidade, com relação aos doze meses anteriores à formação da carteira, tais como:

  • estar entre as 80% ações mais negociadas no mercado;
  • estar presente nos negócios realizados em 80% dos pregões
  • ter participação, em termos de volume, de, no mínimo, 0,1% do volume total negociado em Bolsa.

Exemplo: Ações que compõe o IBOVESPA há mais de 5 anos:
Petrobrás , Vale do Rio Doce

Existem diversos outros índices calculados pela BOVESPA. Tais índices buscam refletir o retorno de uma carteira composta por ações de grupos específicos de empresas.

Exemplo:
IBRX - Índice Brasil - mede o retorno de uma carteira hipotética composta de 100 ações escolhidas entre as mais líquidas.
ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial - carteira de ações de empresas que investem em programas socialmente responsáveis, sustentáveis e em meio ambiente.
IGC - Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada - tem por objetivo medir o desempenho de uma carteira teórica composta por ações de empresas que apresentem bons níveis de governança corporativa.

Acesse o site da Bovespa para conhecer um pouco mais sobre esses índices.

Espécies de Ações

No Brasil, há três espécies de ações emitidas pelas companhias abertas. O que as diferencia são os direitos que concedem a seus acionistas. O Estatuto Social das Companhias, que é o conjunto de regras que deve ser cumprida pelos administradores e acionistas, define as características de cada espécie de ações.

Ação Ordinária (sigla ON)

Sua principal característica é conferir ao seu titular direito a voto nas Assembléias de acionistas.

Ação Preferencial (sigla PN)

Normalmente, o Estatuto retira dessa espécie de ação o direito de voto. Em contrapartida, concede outras vantagens, tais como:

  • Prioridade na distribuição dos dividendos (sua principal característica), o que significa que não podem ser pagos dividendos às ações ordinárias sem que se pague os dividendos às ações preferenciais;
  • Prioridade no reembolso do capital, o que significa que, no caso de liquidação da companhia, depois de pagos os credores, os recursos que sobrarem serão destinados primeiramente ao resgate das ações preferenciais.

Desde a Lei 10.303/01, , que alterou a redação do parágrafo 1º do art. 17 da Lei das Sociedades por Ações, as ações preferenciais somente podem ser admitidas à negociação no mercado de valores mobiliários se a elas for atribuída pelo menos uma das seguintes preferências ou vantagens:

I - direito de participar do dividendo a ser distribuído, correspondente a, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido do exercício, calculado na forma do art. 202, de acordo com o seguinte critério:

a) prioridade no recebimento dos dividendos mencionados neste inciso correspondente a, no mínimo, 3% (três por cento) do valor do patrimônio líquido da ação; e

b) direito de participar dos lucros distribuídos em igualdade de condições com as ordinárias, depois de a estas assegurado dividendo igual ao mínimo prioritário estabelecido em conformidade com a alínea a; ou

II - direito ao recebimento de dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% (dez por cento) maior do que o atribuído a cada ação ordinária; ou

III direito ao Tag Along, assegurado o dividendo pelo menos igual ao das ações ordinárias.

Cabe lembrar que, conforme decisões do Colegiado da CVM, as companhias abertas já existentes na data em que entrou em vigor a Lei nº 10.303/01, não precisaram adaptar imediatamente seus estautos ao disposto no parágrafo 1º do art. 17 da Lei das Sociedades por Ações, o que seria aplicável somente às novas ações emitidas a partir de tal data.

As ações preferenciais podem ser divididas em classes, tais como, classe “A”, “B” etc. Os direitos de cada classe constam do Estatuto Social.

Ações de Fruição

São ações que já foram amortizadas, ou seja, a companhia antecipou ao acionista a quantia a que ele teria direito no caso de liquidação da companhia. Somente o Estatuto ou a Assembléia Geral Extraordinária da companhia poderá autorizar esta operação.

Quanto à forma, as ações serão nominativas, emitidas em nome de seu titular, o qual estará inscrito no Livro de Registro de Ações Nominativas. O controle da posição dos titulares poderá também ser feito por instituições financeiras especificamente autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM, sendo essas ações apresentadas na forma escritural.

Quanto vale uma ação?

O preço das ações, chamado no mercado de “cotação”, oscila conforme a expectativa dos investidores em relação à companhia.

Vários fatores influenciam os investidores na decisão de comprar ou vender as ações, entre eles:

  • A perspectiva de lucro da companhia em suas atividades;
  • o fluxo de dividendos a serem distribuídos;
  • as projeções realizadas pelos analistas de mercado relativas aos rumos da Companhia;
  • análises das escolas que estudam a tendência do preço das ações;
  • a liquidez das ações no mercado;
  • o grau de alinhamento de interesses existente entre administradores, acionista controlador e demais acionistas;
  • indicadores de mercado.

Se o resultado desse conjunto de fatores for favorável, a procura por essas ações fará com que sua cotação suba. Se acontecer o contrário, sua cotação cairá.

Como negociar ações?

Os investidores devem comprar ou vender ações emitidas por companhias abertas através das corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários sociedades integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários que possuem registro na CVM.

As ordens dadas a sociedades distribuidoras serão repassadas às corretoras, quando a compra ou venda for efetuada no pregão da Bolsa de Valores.

A lista completa de corretoras e distribuidoras de valores mobiliários está disponível no site da CVM, assim como o cadastro de corretoras também poderá ser encontrado no site da Bovespa.

Como negociar através da Internet

Uma negociação on line obedece às mesmas regras aplicáveis às operações tradicionais em bolsas de valores. A corretora é obrigada a informar aos seus clientes todos os dispositivos e regras de negociação.

Consulte o site da Bolsa de Valores de São Paulo sobre “Regras de Negociação de Pregão” e a Instrução CVM nº 380.

Home Broker

Home broker é o sistema que possibilita ao investidor encaminhar ordens de compra e venda de ações e de opções pela Internet, através de corretoras de valores mobiliários credenciadas pela Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA).

O sistema home broker foi implantado em março de 1999 pela BOVESPA e é semelhante aos serviços de home banking oferecidos pela rede bancária. É um sistema de comunicação que funciona como um “canal de relacionamento” entre os investidores e as sociedades corretoras da BOVESPA. Os home brokers das corretoras estão interligados aos sistemas da BOVESPA.

O intuito de sua implantação foi agilizar e simplificar a atividade de compra e venda de ações permitindo que haja uma maior participação de pessoas físicas no mercado de valores mobiliários.

Principais Vantagens do Home Broker

  • Acesso às cotações on line. O investidor pode ter acesso às cotações (preços) das ações, porém, com algum atraso (cerca de 15 minutos). Assim, é recomendável que o investidor compare as cotações existentes em outras corretoras, em função do lapso de tempo que pode ocorrer entre uma divulgação e outra;
  • Recebimento, com maior rapidez, da confirmação das ordens executadas;
  • Resumo financeiro de todas as operações executadas e suas respectivas notas de corretagens;
  • Agilidade e praticidade no cadastramento e no trâmite de documentos, sendo, também recomendável, que o investidor procure a corretora para se cadastrar como cliente;
  • Possibilidade de consulta em casa ou no escritório das posições financeiras e de custódia;
  • Envio de ordens imediatas ou programadas, de compra e venda de ações, no Mercado à Vista (lote padrão e fracionário) e no Mercado de Opções (compra e venda de opções);
  • Acompanhamento imediato da carteira de ações.

Os diferentes tipos de ordens existentes

Ordem é a instrução dada por um cliente à sociedade corretora para a execução de uma compra ou uma venda de ações.

Os principais tipos de ordem existentes são os seguintes:

  • Ordem a Mercado: é aquela que especifica somente a quantidade e as características dos valores mobiliários a serem comprados ou vendidos, sem que seja fixado o preço, devendo ser executada a partir do instante em que for recebida;
  • Ordem Limitada: é aquela que deve ser executada por preço igual ou melhor do que o especificado pelo cliente preço maior ou igual, no caso de venda a limite, ou preço menor ou igual, no caso de compra a limite;
  • Ordem Casada: é aquela composta por uma ordem de compra e outra de venda, e só podem ser cumpridas integral e simultaneamente.

Quanto à validade, as ofertas (ordens encaminhadas à BOVESPA) podem ser:

  • Validade para o dia: só é válida para o dia em que foi encaminhada;
  • Validade até a data especificada: a oferta terá validade até a data especificada (máximo de 30 dias);
  • Validade até cancelar: a oferta terá validade até que o investidor a cancele (máximo de 30 dias);
  • Validade tudo ou nada: a oferta só tem validade no momento em que é encaminhada, sua execução é feita integralmente ou o sistema a cancelará;
  • Validade execute ou cancele: a oferta só tem validade no momento em que é encaminhada, o sistema executará a quantidade possível e cancelará o saldo remanescente automaticamente.

Observação: Nas negociações via Home Broker só são permitas as ordens limitadas e terão o comitente (investidor) especificado (identificado).

Além disso, a Internet permite a conexão com o sistema MEGABOLSA. É importante se observar, ainda, que os sistemas das corretoras podem emitir críticas a respeito das ordens recebidas antes de encaminhá-las para o MEGABOLSA, sendo que uma ordem recebida pela Internet pode ser reencaminhada por um operador, se a corretora assim julgar adequado. Por isso o cliente deve consultar sua corretora sobre a política de execução de ordens dela.

Os Diferentes Mercados

O investidor pode negociar no Mercado à Vista e também no Mercado de Opções.

Mercado à Vista (Lote Padrão e Fracionário):

Lote Padrão

No mercado de lote padrão, as ações são negociadas em lotes unitários ou de quantidades mínimas de 100 (cem), 1.000 (mil), 10.000 (dez mil) ou 100.000 (cem mil) ações, conforme especificação feita pela BOVESPA para cada companhia.

Fracionário

No mercado fracionário, são negociadas quantidades inferiores aos lotes padrões estabelecidos.

Observação: As ações podem ter seus preços para negociação informados por cotação unitária ou por lote de mil ações.

Mercado de Opções

No mercado de opções são negociados direitos de comprar ou vender, por um preço pré estabelecido, uma certa quantidade de uma determinada ação, ou de índices, em data previamente fixada pela BOVESPA. Para encerrar uma posição (que é um conjunto de direitos e obrigações) é necessário que o investidor realize uma operação inversa à original, apurando lucro ou prejuízo (diferença entre os preços pagos e recebidos nas negociações).

Existem dois tipos de opções nesse mercado:

  1. Opção de compra onde o “Titular” (comprador de opção) tem o direito de comprar do “Lançador” (vendedor da opção), obrigando que este lhe venda a quantidade correspondente de ações ao preço previamente estipulado, até a data prefixada;
  2. Opção de venda onde o “Titular” (comprador da opção) tem o direito de vender ao “Lançador” (vendedor da opção), exigindo que este lhe compre a quantidade de determinada ação ao preço previamente estipulado.

No mercado de opções, o que se negocia diariamente na bolsa é o preço de cada opção. Este preço se chama PRÊMIO.

O comprador de uma determinada opção de compra, paga à vista o prêmio, adquirindo o direito de comprar no futuro a ação-objeto ou índice, pelo preço de exercício fixado, até a data de vencimento da opção. O vendedor da opção de compra, recebe à vista o prêmio correspondente à venda da opção, ficando obrigado a vender a ação-objeto pelo preço de exercício fixado, desde que o comprador exerça o seu direito de compra dessas ações até a data de vencimento da opção. Quando o comprador da opção não vier a exercer o seu direito de compra, o que ocorre sempre que o preço da ação no mercado à vista fica abaixo do preço do exercício fixado, ele perde o prêmio anteriormente pago, ficando o vendedor da opção com esta importância, sem qualquer compromisso adicional.

Nas opções de venda o comprador da opção paga à vista o prêmio, adquirindo o direito de vender futuramente as ações-objeto ou índice, correspondentes, pelo preço de exercício, na data do vencimento da opção, e o vendedor da opção de venda recebe o prêmio, ficando obrigado a comprar as ações-objeto ou índice, pelo preço de exercício fixado, na data de vencimento, se o comprador das opções de venda quiser vendê-las. Até o vencimento, todas as opções são liquidadas ou pelo exercício por parte dos titulares, ou pelo não exercício por parte destes.

Os preços das opções são, em geral, muito mais voláteis do que os das ações. Por isso, o investidor que negocia pela Internet deve tomar um grande cuidado com esses produtos, em função do risco envolvido, dado que no atual estágio tecnológico as conexões pela Internet são lentas demais para acompanhar a rapidez do mercado de derivativos.

Periodicamente, a Bolsa de Valores de São Paulo seleciona ações, pelo critério de liquidez e presença em pregão, sobre as quais a BOVESPA abre opções.

Garantias do acionista

Quando a ordem a ser cumprida em Bolsa de Valores for de um cliente de uma sociedade corretora, o investidor terá direito à pedido de ressarcimento formulado ao Fundo de Garantia, que é mantido pela BOVESPA, com a finalidade exclusiva de assegurar aos investidores do mercado de valores mobiliários, até o limite do Fundo, o ressarcimento de prejuízos decorrentes da atuação de administradores, empregados ou prepostos de sociedade membro da Bolsa, em relação à intermediação de negociações realizadas em bolsa e aos serviços de custódia, especialmente nas seguintes hipóteses:

  1. inexecução ou infiel execução de ordens;
  2. uso inadequado de numerário, de títulos ou de valores mobiliários, inclusive em relação a operações de financiamento ou de empréstimos de ações para a compra ou venda em bolsa (conta margem);
  3. entrega ao investidor de títulos ou valores mobiliários ilegítimos ou de circulação proibida;
  4. endosso falso em título ou em valor mobiliário ou ilegitimidade de procuração ou documento necessário à sua transferência;
  5. decretação de liquidação extrajudicial pelo Banco Central do Brasil;
  6. encerramento das atividades

Ressarcimento de prejuízos

O investidor poderá pleitear o ressarcimento do seu prejuízo ao Fundo de Garantia da Bolsa de Valores, independentemente de qualquer medida judicial ou extrajudicial contra a sociedade membro ou a bolsa de valores. O pedido deve ser formulado no prazo de seis meses, a contar da ocorrência da ação ou omissão que tenha causado o prejuízo. Caso o investidor não tenha tido comprovadamente possibilidade de acesso a elementos que lhe permitam tomar ciência do prejuízo havido, o prazo estabelecido no parágrafo anterior poderá ser contado da data do conhecimento do fato.

Tópicos especiais

Novo Mercado

É um segmento especial da Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) destinado à negociação de ações emitidas por empresas que se comprometem, voluntariamente, com a adoção de boas práticas de governança corporativa e de um maior disclosure (divulgação de informações adicionais) em relação ao que é exigido pela legislação.

Governança Corporativa

É o sistema que permite aos acionistas ou cotistas o governo estratégico de sua empresa e a efetiva monitoração da direção executiva. A relação entre propriedade e gestão se dá através do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal. O objetivo é assegurar a todos os acionistas eqüidade, transparência, responsabilidade pelos resultados e obediência às leis. As companhias que aderem as boas práticas de governança corporativa objetivam:

  1. Atrair capital financeiro e humano;
  2. Desempenhar suas metas de forma eficaz
  3. Perpetuar sua capacidade de gerar valor a longo prazo
  4. Respeitar o interesse de todos os acionistas e da sociedade como um todo.

Eventos que geralmente ocorrem no mercado de ações

Desdobramento (Split)

Consiste em dividir as ações existentes, sem alterar o valor do investimento, também conhecido como “Split”. Esta operação é realizada quando a administração da companhia acredita que deve aumentar a quantidade de papéis em circulação no mercado para facilitar sua negociação. Com a divisão da ação, o valor dela no mercado também será dividido proporcionalmente.

Exemplo: se um acionista detém 100 ações ao preço de R$ 8,00 cada ação, terá um investimento total de R$ 800,00. Se a companhia resolve dividir cada ação em duas, o investidor passará a ter 200 ações ao preço de R$ 4,00, valendo sua aplicação os mesmos R$ 800,00.

Grupamento (Inplit)

É a operação contrária ao Desdobramento, consistindo em reunir várias ações em uma, conhecido como “Inplit”. O grupamento ocorre quando uma companhia decide elevar o preço da ação para facilitar sua negociação em bolsa pois, entende que o preço baixo está dificultando as operações. Da mesma forma que o desdobramento, a operação não altera o valor do investimento.

Exemplo: Se um acionista detém 100 ações ao preço de R$ 2,00 cada ação, terá um investimento total de R$ 200,00. Se a companhia resolve grupar duas ações em uma, o investidor passará a ter 50 ações ao preço de R$ 4,00 cada e seu investimento valerá os mesmos R$ 200,00.

segunda-feira, março 31, 2008

A boa notícia merece destaque


Ouro é o melhor investimento do 1º trimestre; Ibovespa aparece em último


SÃO PAULO - Em meio à crise nos mercados financeiros, o ouro figurou como o investimento mais rentável do primeiro trimestre deste ano, com uma alta de 6,40%, segundo o Valor Data. Um pouco mais abaixo aparece o euro, que teve valorização de 5,83%, seguido por CDB (+2,65%), CDI (+2,58%) e caderneta de poupança (+1,68%). Amargaram prejuízo os investidores que apostaram no dólar (-1,35%) e, principalmente, na Bolsa de Valores de São Paulo, cujo principal indicador, o Ibovespa, caiu 4,57% nos três primeiros meses do ano.

Se considerado apenas o mês de março, que acaba hoje, a ordem se altera um pouco, porém o Ibovespa continua na última posição, com desvalorização de 3,97%. No mês, o primeiro lugar ficou com o euro, que mostrou alta de 7,97%, seguido por dólar (+3,67%), CDB (+0,88%), CDI (+0,84%) e Poupança (+0,54%). Além do Ibovespa, apenas a aplicação em ouro deu prejuízo, com um recuo de 0,96%.

(Murillo Camarotto | Valor Online)
Dicas para você não entrar em desespero

* Lisandro Moraes é advogado e editor do site Endividado.com


Milhões de brasileiros estão endividados. Caíram na armadilha do “crédito fácil”, acharam que um empréstimo era um bom investimento, que o cartão de crédito era uma ótima opção para gastar e pagar contas, que o banco era seu amigo e os considerava ótimos clientes, por isso lhe deu cheque especial, cartão, financiamentos, empréstimos e portanto usaram todos estes recursos, sem pensar nas conseqüências.

Bem, se você é um destes milhões de brasileiros e está totalmente endividado, usando o limite do cartão para cobrir dívidas de lojas, usando o cheque especial para cobrir despesas de casa, tirando um empréstimo para quitar outro, com contas atrasando, se os juros estão multiplicando suas dívidas mês a mês, as cartas e ligações telefônicas de cobrança e ameaças de seus credores não param, seu nome já foi para o SPC e SERASA ou está prestes a ir e você já não consegue dormir, não consegue pensar, não sabe o que fazer, certamente sabe sobre do que estou falando.

Começa o desespero. Você está deixando de pagar contas importantes, como seguro do carro, colégio das crianças, condomínio, água, luz e deixando de comprar produtos necessários para sua família, pois está tentando tapar o buraco dos juros e dos juros sobre juros.

Se você continuar cedendo, aceitando renegociações e pagando mais juros sobre as dívidas, os meses e anos passarão, você gastará uma fortuna, talvez tenha que vender o carro e a casa, destruindo o patrimônio conquistado ao longo de anos de esforço além, é claro, o orçamento da sua família, e ainda continuará devendo.

Talvez seja o momento de você dar um basta na situação.

Quando as dívidas com juros começam a corromper o orçamento e prejudicar a subsistência da família, e você tem que escolher entre sobreviver ou pagar juros, a melhor escolha é sobreviver.

Portanto, é melhor parar de pagar estas dívidas que não param de crescer e parecem eternas e dedicar seus rendimentos apenas para pagar as dívidas básicas (moradia, alimentação, luz, água, etc).

Abra uma poupança e guarde tudo o que sobrar no final do mês. Esta reserva será muito importante para você poder começar a ajeitar sua vida e saldar as dívidas com seus credores.

Dever não é crime, quanto mais se sua dívida se originou da cobrança dos juros absurdos que são cobrados no Brasil e o pagamento destas dívidas está prejudicando a subsistência de sua família.

Bem, agora é hora de respirar e começar a enfrentar esta nova realidade.

Nos primeiros dias, você começará a receber uma avalanche de cartas e telefonemas de seus credores. As ligações são feitas sem respeitar horário ou local. Eles ligam para o seu telefone residencial, celular e para qualquer telefone que saibam onde você pode estar ou de alguém que possa conhecer você.

Eles vão infernizar a sua vida. É o trabalho deles! Vão ligar dia e noite e vão fazer ameaças: - Seu nome vai para o SPC e SERASA! Vamos entrar com um processo e um oficial de justiça vai na sua casa com dois policiais tirar seus bens! Você vai ser preso! Etc

Não se intimide com estas ameaças, na maioria dos casos não passam de simples “ameaças”.

Bem, em relação ao SPC e SERASA, não precisa nem de ameaça. Se você não pagar a dívida, a chance de seu nome ser cadastrado é de 99,9%. Mas existe um lado bom nisso: você não vai mais fazer dívidas, pois não terá crédito no mercado. Terá que comprar tudo à vista e aprender a controlar seu orçamento.

Quanto às ligações para seus telefones, evite aborrecimentos! Eles têm o direito de ligar para o seu telefone, mas você tem o direito de não atender. Portanto, no celular, basta bloquear a ligação e no telefone fixo coloque um identificador de chamadas ou, em último caso, troque o telefone e coloque em nome de outra pessoa. Ninguém é obrigado a ficar ouvindo desaforos e ameaças de um funcionário mal educado e que é pago para agir desta maneira.

Os bancos, cartões de crédito, financeiras e outras instituições do gênero não costumam entrar com ações de cobrança judicial, apenas em casos em que há um bem financiado (automóvel, máquina, etc) ou de grandes dívidas, e mesmo neste último caso, somente entram com ação de cobrança quando têm certeza que o devedor tem dinheiro ou bens para pagar.

Imagine se estas instituições financeiras tivessem que entrar com ações para cada pessoa que deve (dezenas de milhões de pessoas). Seria o caos, certamente reduziriam em muito sua margem de lucro, pois teriam que gastar com advogados e custas processuais (valores que são pagos para entrar com o processo na justiça) verdadeiras fortunas, sendo que grande parte dos devedores não tem bens para pagar, e mesmo que tenham, não vale a pena ter que estar correndo atrás de bens para levar a leilão e toda a burocracia da justiça.

Portanto, o melhor, mais rápido, barato e eficiente negócio para eles é colocar o nome do devedor no SPC e SERASA e infernizar a sua vida através de empresas de cobrança que ficam ligando dia e noite e fazendo ameaças.

Estas empresas somente recebem em cima do que conseguem cobrar (normalmente seus "honorários" são de 10% do que conseguem tirar do devedor).

Assim não há gastos com advogados ou com a justiça. Há somente lucro, porque as instituições financeiras só pagam 10% em cima do que for recuperado.

Em relação à ameaça de prisão, lembre-se: Dever não é crime! E você não ficou devendo por que quis, mas sim porque teve que fazer uma escolha entre pagar os juros absurdos cobrados ou colocar o alimento na mesa para sua família.

Mas ATENÇÃO aos seus direitos: Eles têm o direito de cobrar (ligar e mandar cartas), mas o direito deles vai até onde começa o seu. Portanto, cobranças que começam a incomodar você, que sejam em lugares ou horários impróprios não são permitidas e você pode buscar a Justiça para limitar estes abusos.

Eles também não podem ligar para seu trabalho, para familiares ou vizinhos, tampouco fazer você passar vergonha, isto é crime! (Leia mais em "É crime fazer o devedor passar vergonha")

Agora, passados alguns meses, você vai começar a colocar a sua vida em ordem e procurar os credores para quitar às dívidas.

Veja o quanto você conseguiu guardar na poupança (lembre-se de fazer a poupança, isto é muito importante, ou estes conselhos não servirão para nada). Faça uma listagem dos credores, em ordem da maior para a menor dívida. Comece pela menor. Entre em contato e veja a possibilidade de acordo com um bom desconto para pagamento à vista. Se não obtiver sucesso, passe para o próximo.

Coloque os mais flexíveis no topo da lista. Negocie com um de cada vez, e só aceite a proposta se for para pagamento à vista, com um bom desconto e que o valor caiba dentro do seu orçamento. (novos parcelamentos somente nos casos em que você tenha certeza de que são um "ótimo" negócio, em relação à dívida)

Não tente fazer acordos com vários credores ao mesmo tempo, a não ser que suas economias permitam que você consiga quitar as dívidas à vista.

Não tenha pressa, você se endividou ao longo de meses (ou anos) e não será da noite para o dia que irá resolver “todas as suas dívidas”.

Todavia, lembre-se de ter disciplina e força de vontade. Você tem que economizar e tem que correr atrás de seus credores para quitar as dívidas!

Assim, a médio prazo, você conseguirá saldar todas as suas dívidas e poderá começar uma vida nova.

Agora vai um último conselho: Não adianta limpar o nome e começar a gastar novamente, seja consciente com o quanto você ganha e o quanto pode gastar, tenha os pés no chão e nunca "dê o passo maior que a perna", assumindo algo que não poderá pagar sem folga no orçamento, e viva bem, sem preocupações, sem desespero e sem dívidas.


Dúvidas? Envie um e-mail para contato@endividado.com.br

domingo, março 30, 2008

ENTENDENDO OS RISCOS

Você pode ter certeza que se você não colocar seu dinheiro para trabalhar para você, alguém vai pegá-lo e transformá-lo em ganhos para ele próprio. Mas nunca pense que você pode colocar seus investimentos nos chamados “sem risco” e esquecer dele.

Em primeiro lugar, entenda que não existe investimento livre de risco. Em qualquer oportunidade aberta para se fazer um investimento rentável você terá a possibilidade de sofrer uma perda no investimento. Até com tipos de investimentos ditos “seguros” - como por exemplo a poupança - existe o risco dos juros não acompanharem a taxa da inflação - e você perde com isso.

RISCO é a possibilidade de perder uma parte ou todo o seu investimento. A maioria das pessoas pensa que um bom retorno nos investimentos pode ser conseguido com pouco ou nenhum risco. Infelizmente isto é impossível. Para alcançar seus objetivos, você precisa assumir certos riscos e evitar outros.

Se você procura retornos maiores nos seus investimentos, saiba que quanto maior o retorno, maior o risco. Você não pode evitar alguns riscos e é importante sempre manter isso em mente desde o começo.

Sabendo da existência do risco, porque investir nele?

Porque historicamente, a existência de grandes riscos é medida pelas grandes recompensas dos investidores. Mercados de fundos, poupanças, etc oferecem excelente segurança a curto prazo mas talvez não acompanhem a inflação a longo prazo.

Para qualquer investidor, risco é um fato da vida.

Veja aqui alguns riscos que estão sujeitos os investimentos:

Inflação é a perda do poder de compra. Se você teve um rendimento de 2% em um investimento e a inflação foi de 3%, seu dinheiro perdeu poder de compra.

Crédito é o risco que você corre do banco não honrar os compromissos e ficar inadimplente, ou seja, que o banco quebre antes de pagar seus clientes. Por isto é importante conhecer o banco e sua reputação.

Interesse é a chance dos investimentos perderem valor de mercado.

Liquidez é a facilidade de converter seus investimentos em dinheiro novamente. Um investimento tem maior liquidez quanto mais fácil for a conversão em dinheiro.

Risco de Mercado está ligado aos preços das ações e do dólar. Os preços podem subir ou cair (volatilidade).

Risco país: inclui instabilidades políticas e econômicas e está associado aos títulos emitidos pelo país no exterior.

Como você viu os investimentos sofrem influência de vários fatores. Todo investimento tem um certo grau de risco associado. Você pode diminuir os riscos se for capaz de entender as diferentes características dos vários tipos de investimentos. Aqueles que entendem os riscos podem sobrecarregar seus investimentos admitindo uma certa quantidade de incerteza.

sexta-feira, março 28, 2008

FAÇA SEU DINHEIRO TRABALHAR PARA VOCÊ!

Aprenda a diferença entre ativos e passivos

Se você deseja ser um investidor de sucesso compre ativos que se converterão em mais ativos ao longo do tempo.

O QUE SÃO ATIVOS?

Ativo é o total de bens de uma empresa ou pessoa. A riqueza de uma pessoa é medida pelo total de ativos que ela possui.

Dinheiro também pode ser descrito como um ativo. Os ativos são classificados em duas principais categorias: reais e financeiros . A diferença entre as duas é o que pode ser tocado fisicamente.

Ativos Reais, também conhecidos como ativos palpáveis, podem ser divididos em três grupos:

  • Patrimônio, bens

  • Commodities, como ouro e prata, etc e

  • Colecionáveis, como obras de arte, selos, moedas, etc.

Os ativos reais normalmente mostram melhor avaliação quando a inflação está alta.

Ativos Financeiros, algumas vezes referidos como impalpáveis, são separados em três áreas:

  • Ações,

  • Títulos (títulos da dívida pública ou particulares, fundos, etc) e

  • Dinheiro.

Cada categoria tem seu próprio risco e recompensa característicos, como veremos mais adiante.

O QUE SÃO PASSIVOS?

Passivos são todas as obrigações e dívidas de uma empresa ou pessoa.

Isto envolve todas as despesas que você tem com aluguel, vestimentas, diversão, impostos, transporte, empréstimos, etc.

Para que você tenha um patrimônio sempre crescente, você precisa distinguir os ativos (tudo o que põe dinheiro no seu bolso) dos passivos (tudo o que tira dinheiro do seu bolso). Compre mais ativos que obrigações. Procure pagar seus passivos com a renda dos seus ativos. Se você não fizer isso as suas obrigações irão sempre aumentar.

A maioria das pessoas não consegue distinguir os ativos dos passivos, como no exemplo abaixo:

João tem um dinheiro sobrando e compra um carro. Com este carro ele irá adquirir despesas extras como combustível, impostos, etc. Se em vez de comprar o carro João aplicasse seu dinheiro por um certo tempo (não muito longo) e conseguisse dobrar essa quantia, ele poderia comprar o carro e ter o dinheiro para suas despesas. Ou seja, João comprou um ativo que na verdade era uma obrigação.

É claro que isto envolve também o tempo, a disposição e as prioridades de cada um. No mercado financeiro existe uma variedade de investimentos, cada qual com seus ganhos e riscos próprios, que são conhecidos apenas por uma pequena parte das pessoas.

Os problemas financeiros não são resolvidos com dinheiro e sim com inteligência. Use sua cabeça e faça o seu dinheiro trabalhar para você, para isto o conhecimento financeiro é essencial.