quarta-feira, fevereiro 20, 2008


Entenda o que são derivativos no mercado financeiro


Por Juliana Rosa

Leia a série completa do "Entenda o Famoso"

Para tentar se defender de oscilações de preços futuros de um ativo financeiro ou até mesmo alavancar suas aplicações, investidores apostam em derivativos, que são ativos financeiros que derivam, como o próprio nome já diz, de um outro ativo.

As modalidades mais utilizadas são a termo e de opções nas bolsas de valores e as operações na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), como negociação de algumas commodities agrícolas, câmbio, ouro e índices como o futuro do Ibovespa.

Quem acha que o preço do ativo a ser negociado vai subir entra na operação como comprador. Assim, garante que, mesmo que daqui a um tempo o preço suba, ele comprará pelo preço combinado. Mas se o preço cair, o investidor pode ter que pagar pela quantia combinada, que pode ser maior do que a encontrada no mercado à vista.

Em opções, depois de pagar um prêmio ao vendedor, o comprador pode ou não exercer seu direito de compra, ou seja, pode optar. Os vencimentos ocorrem sempre na terceira segunda-feira dos meses pares do ano. Já no contrato a termo, passado o tempo combinado – os vencimentos acontecem normalmente 60 ou 90 dias a partir da assinatura do contrato – as duas partes são obrigadas a liquidar a operação.

No mercado a termo, é preciso depositar garantias. No caso do vendedor coberto (que já tem as ações), as próprias ações negociadas. Já as garantias do vendedor e do comprador descoberto são depositadas em dinheiro, títulos e cartas de fiança, por exemplo. No contrato de opções, o comprador tem que pagar uma quantia ao vendedor pelo direito, se quiser, de comprar as ações. Mesmo que não compre, o dinheiro do prêmio não é devolvido.

Liquidar antes do prazo

O economista Antônio Gonçalves explica que as operações a termo podem ser liquidadas antes do vencimento e, por isso, é definido no contrato quem pode pedir antecipação e se o valor a ser pago terá que ser integral ou proporcional ao número de dias combinado.

Os derivativos são usados para fazer hedge. Se uma empresa tem dívidas a pagar em dólar pode fechar na BM&F um contrato de dólar futuro para garantir que pagará a cotação desejada quando tiver que quitar a dívida. "Dessa forma, mesmo que a moeda americana ultrapasse a cotação fixada, a empresa comprará pelo preço combinado. Neste caso, ela estará protegida, ou seja, fez um hedge", explica Gonçalves.

Os derivativos, quando não são usados como hedge, são investimentos de alto risco. Vamos supor que alguém resolveu fechar um contrato futuro de café como vendedor e apostou que, se hoje vale R$ 14, vai custar R$ 12 daqui a 30 dias. Passado esse prazo, se a cotação cair apenas para R$ 13, e esse alguém não tiver o café, terá que comprar no mercado por R$ 13 para vender por R$ 12 (o valor combinado). Ou seja, vai perder dinheiro, explica o diretor de análise de investimentos da corretora Diferencial, Zulmir Tres.

Calmaria dos mercados

Ao que parece o mercado de ações anda meio calmo. Queda do dólar, que fechou em seu nível mais baixo desde março de 2000 (R$ 1,7240), em queda de 0,52%.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Retomo depois de algum tempo sem mexer nesse blog.

De volta à ativa depois de um tempo sem escrever sobre economia. Decidi entre outras coisas que tenho que me aperfeiçoar. Quero, a partir deste, dar mais base para os leigos como salvar-se dos problemas financeiros e, logicamente, investir no mercado de capital .
Por favor , mais uma vez peço a todos que estão me lendo que façam seus comentários . Dêem notícias (opiniões) sobre o que estou a escrever...
É isso

sábado, dezembro 29, 2007

Gastos no litoral

Andando pelas ruas de uma cidade do litoral sul de São Paulo, pude perceber que os preços estão, como diz meu amigo primo de minha esposa, pela hora da morte.
Por um frango assado paga-se, pasmém R$ 12, isso mesmo. As vezes o produto que será consumido em poucos minutos, se estivermos em mais de 8 pessoas pagamos por menos de 100 gramas R$ 2. Preços de classe média da região mais abastada de São Paulo.
Mais, gasolina para abastecer o veículo, R$ 2,54. Preços esses que são comparáveis aos lugares mais abastados de cidade de São Paulo. Abusos não é possivel de se tolerar.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Bolsa tem ganhos de 460% no governo Lula

De acordo com o consultor econômico Carlos Daniel Corardi, a bolsa de Valores de São Paulo obteve ganhos de 460% de 2003, início do governo Lula, até agora.
É um recorde e muita gente pode estar aproveitando seus rendimentos. Em resumo, investir em Bolsa é o melhor negócio para quem quer aproveitar suas aplicações.

A equipe de analistas da Spinelli Corretora divulgou na última sexta-feira (21) a sua carteira recomendada para o ano de 2008.

As apostas da corretora estão distribuídas entre os setores financeiro, mineração, energia e saneamento, tecnologia e internet, siderúrgico, transportes e industrial. Os dez ativos selecionados têm peso de 10% cada na carteira.

Confira as sugestões para 2008

Empresa Código Preço-alvo Upside* Peso
Eletrobrás ELET3 R$ 35,00 47,80% 10%
Aços Villares AVIL3 R$ 1,05 19,31% 10%
Vale do Rio Doce VALE5 R$ 65,00 27,95% 10%
Banco do Brasil BBAS3 R$ 36,00 16,27% 10%
Gerdau Metalúrgica GOAU4 R$ 78,00 10,63% 10%
ALL ALLL11 R$ 30,50 40,22% 10%
UOL UOLL4 R$ 15,00 30,43% 10%
Weg WEGE3 R$ 26,00 0,01% 10%
OHL Brasil OHLB3 R$ 38,89 66,55% 10%
Metal Leve LEVE4 R$ 42,00 34,61% 10%
*Com base no fechamento de 21/12/2007

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Os endividados que se cuidem

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), relata que o número de paulistanos endividados é maior entre os que ganham de três a dez salários mínimos, atingindo 55% em dezembro.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (19) pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, também apontam que este percentual é de 45% entre os que ganham menos de três salários mínimos.

A sondagem mostra ainda que que 33% dos consumidores que recebem menos de três salários mínimos têm sua renda comprometida com o pagamento das dívidas este mês e maior dificuldade de quitar seus débitos pendentes, sendo que 30% afirmam que não poderão pagar as contas em atraso.

Os que ganham até três salários mínimos também permanecem endividados por mais tempo: 34% possuem dívidas com prazos superiores a um ano. Este grupo também é o que demora mais para quitar seus débitos: 31% declaram ter dívidas vencidas há mais de 90 dias.

O nível de endividamento das mulheres (49%) é superior ao dos homens da capital paulista (48%). Por outro lado, em relação à inadimplência, o percentual é igual para ambos os sexos: 36%.

Por faixa etária, nota-se que os consumidores com menos de 35 anos estão mais endividados (51%) do que os com idade acima de 35 anos (45%). A inadimplência também é maior entre os mais jovens (37%), contra 34% da outra faixa etária citada.
Semana interessante para Bovespa

A semana está se configurando como muito interessante para ganhos de dividendos na Bovespa. Algumas ações, que vou citar ao terminar este texto, estão apresentando valorizações interessantes. Mas falamos disse no final da semana quando tiver terminado o pregão. Farei o devido balanço.

Natal e Ano Novo no exterior por conta do dólar baixo


Ouvi falar de amigos a seguinte frase: "a bolsa dólar vai ficar por mais um tempo".

Tal frase me deixou curioso para compreender que com o dólar baixo a cadeia produtiva dos investimentos em turismo aumenta de forma significativa. Sim, o motivo: US$ 1 = R$ 1.80.

Me pergunta se é só isso. Digo que para este Natal e Ano Novo quem quiser passar essas datas comemorativas deste ano fora do país aproveite. A queda do dólar continua contribuindo para estimular as viagens de turistas brasileiros no exterior, uma vez que os gastos efetuados lá fora cresceram 28,8% de janeiro a novembro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (19) o Banco Central.

Em novembro, os gastos somaram US$ 809 milhões e, de janeiro a novembro deste ano, US$ 7,4 bilhões, contra US$ 5,2 bilhões em igual período do ano passado.

A principal explicação para o aumento dos gastos de turistas brasileiros no exterior é o dólar, o que barateia as passagens aéreas - cotadas na moeda norte-americana - e também as despesas com hotéis. Por outro lado, o real valorizado, que torna as despesas de estrangeiros no Brasil mais caras, não tem impedido a chegada de novos turistas de outros países.

Os gastos dos estrangeiros no Brasil somaram US$ 440 milhões em novembro deste ano e US$ 4,4 bilhões nos onze primeiros meses de 2007, contra US$ 3,9 bilhões de janeiro a novembro de 2006. Neste caso, o crescimento de janeiro a novembro deste ano, porém, foi menor (14,5%) do que a elevação dos gastos de brasileiros no exterior.

As informações são do Banco Central andei fuçando um pouco o site da instituição.
.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Andima faz estudo sobre indicadores econômicos para o ano que vem

A respeitada Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima) anunciou ontem um relatório sobre os rumos da economia brasileira para 2008 .

Ao que parece, a economia brasileira deve manter o ritmo atual de expansão na casa de 4% a 5%, o saldo da balança comercial recuará mais um pouco, o dólar tende a ficar estável e a inflação deve permanecer relativamente controlada, com os juros caindo ligeiramente.

Com este panorama, tudo aponta para mais um ano positivo para a economia do país. Aparecem como sinais de atenção, no entanto, os efeitos que a crise do mercado de crédito subprime podem ter na economia norte-americana e global, além de alguma pressão de de alta de preços no mercado local.

No plano interno, o presidente do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), Marcelo Salomon, destaca o crescimento dos investimentos das companhias, que podem ser verificados nos dados sobre a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). "As empresas estão fazendo o dever de casa", afirma, lembrando que há alguns trimestres esta conta apresenta um crescimento acima do verificado no Produto Interno Bruto (PIB) como um todo. Na visão dele, é importante que este fato se repita no futuro, para que a taxa de investimento sobre o PIB chegue na casa de 22% a 25% daqui a cinco ou seis anos (atualmente está perto de 17%).

A previsão da entidade é de que o PIB do país registre expansão de 4,7% este ano e de 4,4% no ano que vem.

Em termos de balança comercial, a Andima trabalha com projeção de que o superávit encolha de US$ 40,7 bilhões este ano, para US$ 34 bilhões em 2008. Esta redução levaria o saldo de transações correntes a cair de US$ 7,1 bilhões este ano, para um nível de próximo de zero (US$ 100 milhões) no ano que vem.

Apesar do vigor menor das contas externas, Salomon ressalta que o nível das reservas internacionais, na casa de US$ 175 bilhões, é suficiente para cobrir com folga a necessidade de financiamento do país, não havendo riscos na questão do balanço de pagamentos.

Já o efeito do saldo comercial menor será visto na taxa de câmbio, que a Andima projeta que fique em R$ 1,7664 na média ao longo de 2008. "O período de maior apreciação do real ficou para trás", afirma o economista.

Para a inflação, a entidade prevê variação do IPCA de 4,20% este ano e de 4,10% para o ano que vem. A manutenção do índice sob controle permitiria que o Banco Central cortasse os juros dos atuais 11,25% para 10,45% (previsão média). O economista da Andima ressalta, entretanto, que é importante ficar atento aos índices de preços, que estão mostrando que a pressão de alta não está concentrada apenas nos alimentos.

Em termos de cenário global, Salomon diz que a grande questão hoje no mundo é saber se os emergentes vão conseguir manter o bom ritmo de expansão econômica mesmo com os países desenvolvidos mostrando desaceleração. Os canais de transmissão dos problemas dos países ricos para os países de renda média e pobres podem ser tanto o menor fluxo comercial, como também um movimento de aversão a risco, que deve trazer volatilidade para os mercados financeiros.

O presidente da Andima, Alfredo Neves Penteado Moraes, lembra também que a expansão global menor pode afetar as expectativas futuras das empresas brasileiras, diminuindo o apetite por novos investimentos. "Hoje as empresas estão tirando os projetos do papel e os pondo em prática. Se a demanda global piorar, essa disposição pode mudar", afirma o executivo.

Dizendo falar em seu nome e não da Andima, Salomon disse ainda que prevê que a elevação do Brasil para a categoria de grau de investimento é mais provável que ocorra no início de 2009 do que em meados de 2008, como espera a maioria dos analistas. Para chegar lá, ele diz que a receita é o país continuar a crescer de forma sustentada.

As informações são do Valor online.
Porto Seguro registra lucro líquido

A Porto Seguro, maior seguradora do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 376,3 milhões de janeiro a outubro deste ano, um aumento de 10,3% ante o mesmo período no ano passado.

Nos dez primeiros meses de 2007, as receitas totais somaram R$ 4,15 bilhões, o que corresponde a um avanço de 11,5% na comparação com igual intervalo de 2006, que apontou uma receita total de R$ 3,72 bilhões.

No período, os prêmios auferidos pela Porto Seguro em seguros de veículos cresceram 15,3% se comparados aos dez primeiros meses do ano anterior. Já a performance em seguros de saúde apresentou baixa de 16,4%.

Exceção
De um modo geral, o desempenho dos demonstrativos financeiros da empresa ficou acima do registrado no ano passado. Com exceção da rentabilidade sobre o patrimônio, que recuou 5,9 pontos percentuais, para 27,5%.
Bradesco lista suas ações preferidas

A Bradesco Corretora divulgou sua carteira recomendada de ações para dezembro, com cinco sugestões. O portfólio não trouxe mudanças em relação ao mês passado, com os analistas optando por manter os papéis de Unibanco, Eletropaulo, Vale, Porto Seguro e Tractebel.

As apostas da corretora estão nos setores de Mineração e Energia & Saneamento. Os cincos ativos selecionados têm peso de 20% cada na carteira.

Confira as sugestões para dezembro

Empresa Código Peso
Unibanco UBBR11 20%
Eletropaulo ELPL6 20%
Vale VALE5 20%
Porto Seguro PSSA3 20%
Tractebel TBLE3 20%

sábado, dezembro 08, 2007

Miles Davis: O gênio do jazz

Pela primeira vez vou falar de jazz neste blog. Desde que aprendi a ouvir boa música, após um longo na "escuridão" de um gênero um tanto quanto sombrio resolvi encarar coisas novas depois que sai, pela primeira vez, deste país que amo.

Como todos sabem sou fã da cultura norte-americana e do way of life daquele país. Nele aprendi a ouvir jazz. Fui a pubs, jazz clubs entre outros lugares ouvir a boa música. Nessas minhas idas e vindas ouvi pela primeira vez John Coltrane. Fiquei louco. Paixão à primeira vista.

O jazz me mostrou que instrumentos de sopro são as maravilhas da música. Até gosto da guitarra, baixo, mas creio que o instrumentos de sopro me fazem sentir melhor a respeito do que quero do mundo. Calma e atitude são coisas que faltam muito às pessoas deste mundo. Encontro isso no jazz.

Quando definitivamente me engajei ao gênero não parei mais de ouvir. Coltrane, Miles Davis, Art Blakey, Bill Evans entre outros fazem parte de minha coleção de tantos cds. Ouvir jazz é ouvir o entendimento de grandes músicos, como os que já citei. É interessante. Mostrou-me um novo caminho. Uma nova posição quanto ao que posso entender de música. Não que não goste mais de outros gêneros, como hip hop, brazilian music em geral, mas creio que jazz é um doce que não dá mais vontade de tirar da boca. (hahaha).

Dicas
Miles Davis, o músico é fora de série. Quem não ouvir falar dele. Se puderem ouçam Kind Of Blue. Para mim é antológico. O mais perfeito álbum de jazz já produzido por músicos do gênero. Vou dando mais toques ao longo dos finais de semana.
Carteira de ações do Wallace

Estou com muita vontade de criar uma carteira de ações. Entretanto, preciso de sugestões de todos, que estão lendo minhas postagens neste blog, para saber quais os papéis devo colocar nesta carteira. Para variar, será simples. A idéia é acompanhar todos os dias, ou toda semana, ainda estou pensando no formato de como farei para que todos entendam os resultados da mesma.

Como sei que todos, ou pelo menos 90% dos que me lêem , têm ações da Vale e da Petrobras creio que elas serão as tops. Mas quero fugir um pouco das ações "comuns". Tenho insistido com meus clientes a compra de papéis da Redecard, que apresentou uma valorização bastante boa nos últimos seis meses. Se alguém mais quiser dar umas dicas de quais ações devo acompanhar estou à disposição. A carteira deve conter os dez papeis mais valorizados da bolsa durante seis meses. A partir dai mudaremos as ações.

Como o ano está acabando e creio que todos estão com grana no bolso por conta do 13* salário (hehehe) vejo que não será muito difícil ter adeptos. Sugiro que deixem seus comentários aqui mesmo. Podem ficar no anonimato.
Ações da Net caem por conta das novas regras da Anatel

As ações da Net sofreram forte queda após a notícia divulgada na última quarta-feira (5) pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) referente ao novo regulamento sobre direitos dos clientes de TV por assinatura.

O novo regimento, que proibirá a cobrança pelo ponto extra de recepção dos sinais e entrará em vigor a partir de junho de 2008, não foi bem recebido pelo mercado e, em conseqüência, os papéis da companhia acabaram sendo penalizados.

Depois do fraco desempenho dos ativos na última sessão,analistas de diversas instituições comentaram o novo regulamento e mostraram opiniões diferentes sobre os possíveis impactos do anúncio para a Net.

Perda de receita
Segundo a corretora Ativa, o novo regimento da Anatel implicará redução de receitas das empresas de TV paga, o que é prejudicial para a Net. Embora a companhia não discrimine o percentual das receitas obtidas através da cobrança do ponto extra, os analistas estimam que o valor seja de cerca de 3% a 5% da receita total anual da empresa.

Além disso, os analistas lembram que o novo regulamento também afeta os concorrentes da empresa, não alterando em nada o quadro das empresas de TV paga no país, em que a Net ocupa posição de destaque.

O Credit Suisse reitera a recomendação outperform - acima da média - para as ações da empresa e estima um preço-alvo de R$ 37,00, deixando um potencial de valorização de 48% para o final de 2008

No entanto, os analistas acreditam que as medidas vão incentivar as companhias a buscarem uma maior eficiência operacional, uma vez que elas serão punidas através de deduções das mensalidades por falta de sinal em um período prolongado.
Bovespa ainda com fôlego até o fim do ano?

Oito altas em nove pregões colocaram o Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores de São Paulo, de volta aos recordes, flertando com os 66 mil pontos. Boa parte dessa recuperação se deve à pausa nas más notícias em relação ao subprime e à proximidade do encontro dos membros do Federal Reserve, o banco central daquele país que devem definir a nova taxa de juros.

O engraçado é que a taxa de juros deles serve de parâmetro para os mercados do mundo todo. Marcada para o dia 11, terça-feira, a reunião é fundamental para o fim de ano, pois projeções ousadas para uma nova redução da taxa de juro norte-americana. Analistas financeiros crêem em um corte de 0,50 ponto percentual.

Isso funciona como no Brasil, taxa reduzida todos contentes. Tal decisão certamente impulsionaria a renda variável internacional, mas é tida como pouco provável pela maioria dos mesmos. Principalmente diante da falta de dados convincentes indicando recessão nos EUA.
Se o País párar o mundo pára. O motivo: Eles são os maiores consumidores do globo.

Ibovespa ao preço justo?

De fato, a precificação do afrouxo monetário deu fôlego ao Ibovespa nos últimos pregões. A sexta-feira registrou uma ligeira queda, de 0,23%. O analista da TOV calcula que, ao patamar atual, o P/L (preço/lucro) do índice está em 13x, "o que parece justo em relação à renda fixa". As estimativas tomam como base o lucro projetado para 2007.

Isso não significa estabilização, mas altas generalizadas tornam-se menos prováveis. "Agora passamos a apostar mais em fatores pontuais, com destaque para notícias envolvendo Vale e Petrobras", afirma André.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Gastos com compras de Natal e Ano Novo
Creio que o melhor das festas são ganhar os presentes. Mas quem vai comprar. Bem, eu tenho que comprar o meu, que neste ano não deverá ser muito caro.
Tenho algumas dicas. Além da conhecida e necessária pesquisa de preços, o cliente precisa ficar atento aos seus direitos, garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor.

As principais regras que devem ser seguidas pelo lojista ou fornecedor e exigidas pelo consumidor estão ligadas à propaganda, preço, qualidade e segurança do produto e/ou do serviço a ser adquirido.

O cliente deve ter acesso fácil e direto ao preço dos produtos colocados à venda num estabelecimento comercial. Desta maneira, os lojistas são obrigados a colocar os preços nas peças expostas no interior da loja e, especialmente, na vitrine.

As leis também protegem o consumidor quanto ao defeito do produto ou serviço. Assim, é garantido o direito à troca por defeito do produto, por outro da mesma espécie ou a sua reparação.

No caso de ausência de produto idêntico ou na impossibilidade de sanar o defeito, é garantida ao cliente a devolução do valor pago ou o abatimento do seu preço.

Dicas básicas

  • Procure sempre comparar os preços, antes de efetuar suas compras, e não se iluda com os pagamentos "a perder de vista", pois nele sempre haverá encargos embutidos;

  • Sempre que efetuar uma compra, peça nota fiscal dos produtos ou serviços e se informe a respeito da garantia e locais de assistência técnica;

  • Procure vistoriar o produto sempre que possível, ainda dentro da loja e antes de efetuar o pagamento, na busca de defeitos supostamente aparentes;

  • Em caso de produtos elétricos ou eletrônicos, procure solicitar a demonstração de seu funcionamento, ainda dentro da loja e antes do pagamento, evitando o desconforto de uma possível troca;

  • Para os produtos que apresentem defeitos não aparentes, evite violar o lacre de garantia, procurando imediatamente o fornecedor, para não ultrapassar o tempo previsto no termo de garantia;

  • Nunca esqueça que a relação de consumo, por mais informal que seja, é uma relação jurídica que gera direitos e obrigações e, como tal, está amparada por lei;
  • Relatório Unibanco de investimentos

    Com as vendas de natal em foco, o Unibanco divulgou relatório mostrando boas perspectivas para a performance do setor varejista brasileiro no último trimestre, tradicionalmente o melhor do ano.

    Além da época favorável para as vendas, os analistas citam o sólido cenário macroeconômico do país, com o aumento da renda da população e a expansão do crédito, para justificar as expectativas positivas para o final de 2007.

    Cautela com Lojas Renner e Guararapes

    No entanto, em relação a algumas das principais empresas do setor, as expectativas do Unibanco se dividem. Destaque para a maior cautela dos analistas com Lojas Renner e Guararapes.

    Apesar de admitirem o potencial de crescimento da Renner para os próximos anos, com a abertura de novas lojas e fortes margens operacionais, os analistas acreditam que a atual cotação dos papéis já reflete o cenário favorável.

    Já para a Guararapes, a avaliação do banco é mais preocupante. Para o Unibanco, além de não existir nenhum catalisador para os papéis no curto prazo, o terceiro trimestre mostrou um fraco desempenho nas vendas da companhia, o que deve continuar nos próximos trimestres.

    Otimismo com Lojas Americanas, B2W e Pão de Açúcar

    Para Lojas Americanas, B2W e Pão de Açúcar, as projeções são mais otimistas. Segundo os analistas, os ganhos de sinergia resultantes da fusão das operações deve continuar incrementando as margens das duas primeiras companhias.

    Ademais, apesar do tímido crescimento nas vendas de outubro, a incorporação da rede Assai e o desempenho da rede Sendas devem ser importantes catalisadores para que o Pão de Açúcar mostre uma performance mais robusta em 2008.

    Confira as recomendações para as varejistas brasileiras:

    Empresa Código Preço-alvo Upside* Recomendação
    Lojas Renner LREN3 R$ 48,50 12% Manutenção
    Guararapes GUAR3 R$ 84,50 38% Manutenção
    Lojas Americanas LAME4 R$ 22,50 23% Compra
    B2W BTOW3 R$ 117,50 45% Compra
    Pão de Açúcar PCAR4 R$ 42,50 41% Compra
    *Potencial de valorização com base nas cotações do pregão da segunda-feira (3)

    As informações são do Infomoney.












    sexta-feira, novembro 30, 2007

    Vem ai a oferta pública de ações do Banco do Brasil

    Os investidores que desejam participar da nova oferta de ações ordinárias do Banco do Brasil podem realizar seus pedidos de reserva a partir desta sexta-feira, 30 de novembro. Os papéis objeto da oferta, que serão listados sob o código BBAS3, estréiam no novo novo mercado da Bovespa no pregão do dia 17 de dezembro.

    A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding, e levará em conta a cotação das ações já listadas na Bolsa e as indicações de interesse dos investidores.

    Tomando por base a cotação de encerramento dos papéis listados na Bovespa em 29 de novembro (R$ 28,80), a operação deve movimentar, no mínimo, R$ 2,51 bilhões. Contudo, caso as opções de lote suplementar e adicional sejam integralmente exercidas, a captação poderá atingir R$ 3,39 bilhões.

    Operação da Oferta Quantidade de papéis
    Distribuição Pública Secundária * 87.217.391 ações ordinárias
    Opção de Lote Suplementar ** Até 13.082.608 ações ordinárias
    Opção de Lote Adicional *** Até 17.443.478 ações ordinárias
    Intervalo de Investimentos aceitos na Oferta de Varejo R$ 1.000,00 -
    R$ 300.000,00
    Investimentos aceitos na Oferta Institucional Não há intervalo mínimo ou máximo nos Pedidos de
    Reserva de Investidores Institucionais****

    *
    Sendo 72.173.913 ações de titularidade do BNDESPar e 15.043.478 ações de titularidade da Previ
    **Até 15% da quantidade de ações inicialmente ofertada, sendo até 10.826.086 papéis de titularidade do BNDESPar e até 2.256.522 papéis de titularidade da Previ
    *** Até 20% da quantidade de ações inicialmente ofertada, de titularidade do BNDESPar
    ****Exceto para pessoas físicas e determinadas pessoas jurídicas, além de clubes de investimentos, cujos investimentos devem exceder o montante de R$ 300 mil

    A oferta é destinada a investidores pessoa física e jurídica e clubes de investimentos, sendo que também serão realizados esforços de venda das ações no exterior.

    O coordenador líder da oferta é o BB Investimentos, sendo que os bancos de investimentos UBS Pactual e Deutsche Bank atuam como coordenadores. Banif, Espírito Santo Investment, Banco do Nordeste e Banco Safra também participam da oferta, como coordenadores contratados.

    Critérios de rateio
    Os empregados e clientes do banco que optarem pela participação direta na oferta terão seus pedidos de reserva integralmente atendidos, sem rateio, desde que sua reserva seja igual ou inferior a 10% do montante de papéis inicialmente destinados aos investidores de varejo e que, caso tenham condicionado um preço máximo por ação, este seja igual ou superior ao valor estabelecido no procedimento de bookbuilding.

    Contudo, caso a totalidade de pedidos de reserva de ações realizados por este grupo de investidores de varejo ultrapasse os 10% dos papéis inicialmente alocados entre os investidores de varejo, o critério de rateio que será utilizado será a divisão igualitária sucessiva deste montante de ações, até o limite de R$ 6 mil.

    Após o atendimento deste critério, os papéis remanescentes serão rateados proporcionalmente aos valores de pedidos de reservas entre todos os empregados e funcionários do BB. Entre os demais investidores de varejo, os critério de rateio serão os mesmos.

    Já entre os investidores institucionais, a particularidade fica com as "Pessoas Vinculadas", que poderão participar da oferta caso não seja verificado um excesso de demanda superior a um terço da quantidade de papéis inicialmente ofertados, observando o limite máximo de 10% das ações objeto da oferta.

    Confira a agenda da oferta:

    Eventos da Oferta Data
    Publicação de Aviso ao Mercado e Início do Procedimento de Bookbuilding 21 de novembro
    Início do Período de Reservas 28 de novembro
    Encerramento do Período de Reservas 11 de dezembro
    Fixação do Preço por Ação (encerramento do Procedimento de Bookbuilding) 13 de dezembro
    Início do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 14 de dezembro
    Início das negociações das novas ações na Bovespa 17 de dezembro
    Liquidação Financeira da Operação 19 de dezembro
    Encerramento do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 11 de janeiro
    Data limite para a publicação do anúncio de encerramento da oferta 22 de janeiro
    Dividendos BM&F (Parte 2)

    Tenho dito há algum tempo que o mercado de ações contínua crescendo no Brasil com muita força. Antes da oferta pública de ações (OPA) da Bovespa Holding, a venda de papéis em seu pregão de estréia parecia depender - ao menos para quem não tinha horizonte de investimento de longo prazo - majoritariamente da variação no preço dos papéis na ocasião da estréia.

    Na última quinta-feira, investidores de varejo com prioridade tomaram conhecimento do montante de ações que levariam na oferta publica Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apenas R$ 1.820,00 ou 91 ações ordinárias da empresa.

    O montante causou decepção entre muitos que esperavam obter ganhos absolutos similares àqueles registrados na oferta da Bovespa, que trouxe lucros de cerca de R$ 6.000,00 apenas no pregão de estréia para quem recebeu o limite máximo no varejo e vendeu no pico da valorização do dia da estréia.

    A notícia do rateio bastante limitado levou muitos investidores a se questionarem se seria melhor não vender as ações na estréia e esperar por preços ainda melhores. Para obter os R$ 6.000,00 que a oferta da Bovespa retornou a quem levou os R$ 12.000,00 do rateio, as ações da BM&F teriam que avançar 330%, ou mais do que quadruplicar seu valor, já que cada papel teria que atingir R$ 86,00. Este não é um movimento comum no curto prazo e menos ainda no intraday.

    Segurar ou vender?

    Uma ponderação ex-post da oferta da Bovespa, por exemplo, sugere que quem resistiu à valorização de 52,13% que os papéis registraram em seu pregão de estréia e não os vendeu até o dia 31 de outubro, um dia após a data de liquidação, acumulou, até então, ganhos de 41,30%. Os papéis voltaram a subir depois disso.

    Em todo caso, a tendência que as ações apresentarão após suas estréia não depende de um fator único, mas estará sujeita, sobretudo, às condições do mercado e do perfil da empresa, seu desempenho operacional e financeiro e as perspectivas para seus negócios.

    Portanto, avaliar se vale ou não a pena vender os papéis da BM&F em seu pregão de estréia, ou se estes apresentam boas perspectivas de longo prazo, está longe de se limitar a avaliar o desempenho passado de ofertas públicas de ações anteriores.

    Afora o próprio perfil do investidor, o custo de oportunidade e as perspectivas para o cenário macroeconômico, que se configura como um risco ao mercado acionário em geral, não se limitando, portanto, apenas a esta ou aquela empresa, é preciso olhar com algum cuidado para a empresa, seus negócios e resultados, e com a BM&F não é diferente.

    Atenção ao que é fato

    (em R$ milhões) 9T06 9T07 %
    Receita Líquida 219,6 292,6 +33,24%
    Ebitda* 64,9 136,5 110,32%
    Lucro Líquido 143,1 222 55%
    * Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

    De acordo com a empresa, sua principal fonte de receitas são os emolumentos, isto é, a cobrança de taxas pela utilização de seus sistemas de negociação e pelos serviços prestados por suas Clearings, que atuam como contraparte central garantidoras das operações registradas, as quais decorrem taxas que representam os custos operacionais de seus clientes, como taxa de registro, taxa de permanência e taxa de liquidação.

    Estratégias de negócios
    Em relação à sua estratégia, a BM&F esclarece em prospecto que os pontos-chave desta são a ampliação do volume negociado por clientes estrangeiros, através do desenvolvimento - já em andamento - de mecanismos que diminuirão seus custos que facilitarão sua participação nos mercados da BM&F e o desenvolvimento de nova plataforma eletrônica de negociação, com início de funcionamento previsto para 2008.

    Está previsto também o desenvolvimento de nova plataforma de registro de operações de derivativos de balcão, o lançamento de novos produtos, como o contrato futuro de credit default swap (CDS) da dívida externa brasileira, expansão das atividades de Clearing de Ativos, expansão da atuação do Banco BM&F e busca de novas alianças e parcerias.

    Não se pode perder de vista, porém, que tão importante quanto avaliar as qualidades e características da empresa, é a avaliação dos riscos inerentes aos negócios da empresa. Conhecer a empresa, seu mercado de atuação, seus riscos e os cenários aos quais esta pode estar exposta é essencial para quem planeja ter em sua carteira ativos cujo horizonte de retorno é de longo prazo.
    Ações da BM&F com sinais de forte valorização

    Os compradores de papéis da Bolsa Mercantil e Futuros (BM&F) não podem estar mais contentes. Os papéis da bolsa estréiam na Bovespa e a expectativa de valorização é uma das maiores possíveis.

    As ações da holding costumam responder com expressiva valorização. Com base no fato de que o início da negociação envolvendo os ativos da BM&F promete agitar os negócios no mercado acionário, muitos investidores buscaram comprar os papéis da Bovespa.

    Vale lembrar que, na data da IPO da Bovespa, o volume financeiro da bolsa encerrou superior a R$ 10 bilhões. O pregão da sexta-feira promete movimento próximo, tendo em vista que a oferta pública da BM&F, com R$ 5,98 bilhões captados, representa a segunda maior estréia no quesito da bolsa, atrás somente da própria Bovespa Holding, que captou R$ 6,62 bilhões.

    Os rumores de que uma fusão entre a Bovespa e a BM&F pode estar próxima vieram após o jornal Wall Street Journal publicar matéria considerando a possibilidade.

    De acordo com o jornal, depois da abertura de capital, a BM&F e a Bovespa devem se unir. Para Rodrigo Pasin, sócio da Value Consultoria, a possibilidade da união é muito grande. Pasin afirma, inclusive, que foi estudada a possibilidade de uma abertura de capital em conjunto.

    Atualmente, a maior bolsa do mundo é o grupo Nyse Euronext, resultado de uma fusão entre a Nyse Group e a européia Euronext. O cenário de consolidação das bolsas em âmbito global também favorece os rumores de que a união das bolsas brasileiras pode ser anunciada em breve.


    Parabéns a todos pela boa escolha e pelos futuros dividendos