sábado, dezembro 08, 2007

Miles Davis: O gênio do jazz

Pela primeira vez vou falar de jazz neste blog. Desde que aprendi a ouvir boa música, após um longo na "escuridão" de um gênero um tanto quanto sombrio resolvi encarar coisas novas depois que sai, pela primeira vez, deste país que amo.

Como todos sabem sou fã da cultura norte-americana e do way of life daquele país. Nele aprendi a ouvir jazz. Fui a pubs, jazz clubs entre outros lugares ouvir a boa música. Nessas minhas idas e vindas ouvi pela primeira vez John Coltrane. Fiquei louco. Paixão à primeira vista.

O jazz me mostrou que instrumentos de sopro são as maravilhas da música. Até gosto da guitarra, baixo, mas creio que o instrumentos de sopro me fazem sentir melhor a respeito do que quero do mundo. Calma e atitude são coisas que faltam muito às pessoas deste mundo. Encontro isso no jazz.

Quando definitivamente me engajei ao gênero não parei mais de ouvir. Coltrane, Miles Davis, Art Blakey, Bill Evans entre outros fazem parte de minha coleção de tantos cds. Ouvir jazz é ouvir o entendimento de grandes músicos, como os que já citei. É interessante. Mostrou-me um novo caminho. Uma nova posição quanto ao que posso entender de música. Não que não goste mais de outros gêneros, como hip hop, brazilian music em geral, mas creio que jazz é um doce que não dá mais vontade de tirar da boca. (hahaha).

Dicas
Miles Davis, o músico é fora de série. Quem não ouvir falar dele. Se puderem ouçam Kind Of Blue. Para mim é antológico. O mais perfeito álbum de jazz já produzido por músicos do gênero. Vou dando mais toques ao longo dos finais de semana.
Carteira de ações do Wallace

Estou com muita vontade de criar uma carteira de ações. Entretanto, preciso de sugestões de todos, que estão lendo minhas postagens neste blog, para saber quais os papéis devo colocar nesta carteira. Para variar, será simples. A idéia é acompanhar todos os dias, ou toda semana, ainda estou pensando no formato de como farei para que todos entendam os resultados da mesma.

Como sei que todos, ou pelo menos 90% dos que me lêem , têm ações da Vale e da Petrobras creio que elas serão as tops. Mas quero fugir um pouco das ações "comuns". Tenho insistido com meus clientes a compra de papéis da Redecard, que apresentou uma valorização bastante boa nos últimos seis meses. Se alguém mais quiser dar umas dicas de quais ações devo acompanhar estou à disposição. A carteira deve conter os dez papeis mais valorizados da bolsa durante seis meses. A partir dai mudaremos as ações.

Como o ano está acabando e creio que todos estão com grana no bolso por conta do 13* salário (hehehe) vejo que não será muito difícil ter adeptos. Sugiro que deixem seus comentários aqui mesmo. Podem ficar no anonimato.
Ações da Net caem por conta das novas regras da Anatel

As ações da Net sofreram forte queda após a notícia divulgada na última quarta-feira (5) pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) referente ao novo regulamento sobre direitos dos clientes de TV por assinatura.

O novo regimento, que proibirá a cobrança pelo ponto extra de recepção dos sinais e entrará em vigor a partir de junho de 2008, não foi bem recebido pelo mercado e, em conseqüência, os papéis da companhia acabaram sendo penalizados.

Depois do fraco desempenho dos ativos na última sessão,analistas de diversas instituições comentaram o novo regulamento e mostraram opiniões diferentes sobre os possíveis impactos do anúncio para a Net.

Perda de receita
Segundo a corretora Ativa, o novo regimento da Anatel implicará redução de receitas das empresas de TV paga, o que é prejudicial para a Net. Embora a companhia não discrimine o percentual das receitas obtidas através da cobrança do ponto extra, os analistas estimam que o valor seja de cerca de 3% a 5% da receita total anual da empresa.

Além disso, os analistas lembram que o novo regulamento também afeta os concorrentes da empresa, não alterando em nada o quadro das empresas de TV paga no país, em que a Net ocupa posição de destaque.

O Credit Suisse reitera a recomendação outperform - acima da média - para as ações da empresa e estima um preço-alvo de R$ 37,00, deixando um potencial de valorização de 48% para o final de 2008

No entanto, os analistas acreditam que as medidas vão incentivar as companhias a buscarem uma maior eficiência operacional, uma vez que elas serão punidas através de deduções das mensalidades por falta de sinal em um período prolongado.
Bovespa ainda com fôlego até o fim do ano?

Oito altas em nove pregões colocaram o Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores de São Paulo, de volta aos recordes, flertando com os 66 mil pontos. Boa parte dessa recuperação se deve à pausa nas más notícias em relação ao subprime e à proximidade do encontro dos membros do Federal Reserve, o banco central daquele país que devem definir a nova taxa de juros.

O engraçado é que a taxa de juros deles serve de parâmetro para os mercados do mundo todo. Marcada para o dia 11, terça-feira, a reunião é fundamental para o fim de ano, pois projeções ousadas para uma nova redução da taxa de juro norte-americana. Analistas financeiros crêem em um corte de 0,50 ponto percentual.

Isso funciona como no Brasil, taxa reduzida todos contentes. Tal decisão certamente impulsionaria a renda variável internacional, mas é tida como pouco provável pela maioria dos mesmos. Principalmente diante da falta de dados convincentes indicando recessão nos EUA.
Se o País párar o mundo pára. O motivo: Eles são os maiores consumidores do globo.

Ibovespa ao preço justo?

De fato, a precificação do afrouxo monetário deu fôlego ao Ibovespa nos últimos pregões. A sexta-feira registrou uma ligeira queda, de 0,23%. O analista da TOV calcula que, ao patamar atual, o P/L (preço/lucro) do índice está em 13x, "o que parece justo em relação à renda fixa". As estimativas tomam como base o lucro projetado para 2007.

Isso não significa estabilização, mas altas generalizadas tornam-se menos prováveis. "Agora passamos a apostar mais em fatores pontuais, com destaque para notícias envolvendo Vale e Petrobras", afirma André.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Gastos com compras de Natal e Ano Novo
Creio que o melhor das festas são ganhar os presentes. Mas quem vai comprar. Bem, eu tenho que comprar o meu, que neste ano não deverá ser muito caro.
Tenho algumas dicas. Além da conhecida e necessária pesquisa de preços, o cliente precisa ficar atento aos seus direitos, garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor.

As principais regras que devem ser seguidas pelo lojista ou fornecedor e exigidas pelo consumidor estão ligadas à propaganda, preço, qualidade e segurança do produto e/ou do serviço a ser adquirido.

O cliente deve ter acesso fácil e direto ao preço dos produtos colocados à venda num estabelecimento comercial. Desta maneira, os lojistas são obrigados a colocar os preços nas peças expostas no interior da loja e, especialmente, na vitrine.

As leis também protegem o consumidor quanto ao defeito do produto ou serviço. Assim, é garantido o direito à troca por defeito do produto, por outro da mesma espécie ou a sua reparação.

No caso de ausência de produto idêntico ou na impossibilidade de sanar o defeito, é garantida ao cliente a devolução do valor pago ou o abatimento do seu preço.

Dicas básicas

  • Procure sempre comparar os preços, antes de efetuar suas compras, e não se iluda com os pagamentos "a perder de vista", pois nele sempre haverá encargos embutidos;

  • Sempre que efetuar uma compra, peça nota fiscal dos produtos ou serviços e se informe a respeito da garantia e locais de assistência técnica;

  • Procure vistoriar o produto sempre que possível, ainda dentro da loja e antes de efetuar o pagamento, na busca de defeitos supostamente aparentes;

  • Em caso de produtos elétricos ou eletrônicos, procure solicitar a demonstração de seu funcionamento, ainda dentro da loja e antes do pagamento, evitando o desconforto de uma possível troca;

  • Para os produtos que apresentem defeitos não aparentes, evite violar o lacre de garantia, procurando imediatamente o fornecedor, para não ultrapassar o tempo previsto no termo de garantia;

  • Nunca esqueça que a relação de consumo, por mais informal que seja, é uma relação jurídica que gera direitos e obrigações e, como tal, está amparada por lei;
  • Relatório Unibanco de investimentos

    Com as vendas de natal em foco, o Unibanco divulgou relatório mostrando boas perspectivas para a performance do setor varejista brasileiro no último trimestre, tradicionalmente o melhor do ano.

    Além da época favorável para as vendas, os analistas citam o sólido cenário macroeconômico do país, com o aumento da renda da população e a expansão do crédito, para justificar as expectativas positivas para o final de 2007.

    Cautela com Lojas Renner e Guararapes

    No entanto, em relação a algumas das principais empresas do setor, as expectativas do Unibanco se dividem. Destaque para a maior cautela dos analistas com Lojas Renner e Guararapes.

    Apesar de admitirem o potencial de crescimento da Renner para os próximos anos, com a abertura de novas lojas e fortes margens operacionais, os analistas acreditam que a atual cotação dos papéis já reflete o cenário favorável.

    Já para a Guararapes, a avaliação do banco é mais preocupante. Para o Unibanco, além de não existir nenhum catalisador para os papéis no curto prazo, o terceiro trimestre mostrou um fraco desempenho nas vendas da companhia, o que deve continuar nos próximos trimestres.

    Otimismo com Lojas Americanas, B2W e Pão de Açúcar

    Para Lojas Americanas, B2W e Pão de Açúcar, as projeções são mais otimistas. Segundo os analistas, os ganhos de sinergia resultantes da fusão das operações deve continuar incrementando as margens das duas primeiras companhias.

    Ademais, apesar do tímido crescimento nas vendas de outubro, a incorporação da rede Assai e o desempenho da rede Sendas devem ser importantes catalisadores para que o Pão de Açúcar mostre uma performance mais robusta em 2008.

    Confira as recomendações para as varejistas brasileiras:

    Empresa Código Preço-alvo Upside* Recomendação
    Lojas Renner LREN3 R$ 48,50 12% Manutenção
    Guararapes GUAR3 R$ 84,50 38% Manutenção
    Lojas Americanas LAME4 R$ 22,50 23% Compra
    B2W BTOW3 R$ 117,50 45% Compra
    Pão de Açúcar PCAR4 R$ 42,50 41% Compra
    *Potencial de valorização com base nas cotações do pregão da segunda-feira (3)

    As informações são do Infomoney.












    sexta-feira, novembro 30, 2007

    Vem ai a oferta pública de ações do Banco do Brasil

    Os investidores que desejam participar da nova oferta de ações ordinárias do Banco do Brasil podem realizar seus pedidos de reserva a partir desta sexta-feira, 30 de novembro. Os papéis objeto da oferta, que serão listados sob o código BBAS3, estréiam no novo novo mercado da Bovespa no pregão do dia 17 de dezembro.

    A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding, e levará em conta a cotação das ações já listadas na Bolsa e as indicações de interesse dos investidores.

    Tomando por base a cotação de encerramento dos papéis listados na Bovespa em 29 de novembro (R$ 28,80), a operação deve movimentar, no mínimo, R$ 2,51 bilhões. Contudo, caso as opções de lote suplementar e adicional sejam integralmente exercidas, a captação poderá atingir R$ 3,39 bilhões.

    Operação da Oferta Quantidade de papéis
    Distribuição Pública Secundária * 87.217.391 ações ordinárias
    Opção de Lote Suplementar ** Até 13.082.608 ações ordinárias
    Opção de Lote Adicional *** Até 17.443.478 ações ordinárias
    Intervalo de Investimentos aceitos na Oferta de Varejo R$ 1.000,00 -
    R$ 300.000,00
    Investimentos aceitos na Oferta Institucional Não há intervalo mínimo ou máximo nos Pedidos de
    Reserva de Investidores Institucionais****

    *
    Sendo 72.173.913 ações de titularidade do BNDESPar e 15.043.478 ações de titularidade da Previ
    **Até 15% da quantidade de ações inicialmente ofertada, sendo até 10.826.086 papéis de titularidade do BNDESPar e até 2.256.522 papéis de titularidade da Previ
    *** Até 20% da quantidade de ações inicialmente ofertada, de titularidade do BNDESPar
    ****Exceto para pessoas físicas e determinadas pessoas jurídicas, além de clubes de investimentos, cujos investimentos devem exceder o montante de R$ 300 mil

    A oferta é destinada a investidores pessoa física e jurídica e clubes de investimentos, sendo que também serão realizados esforços de venda das ações no exterior.

    O coordenador líder da oferta é o BB Investimentos, sendo que os bancos de investimentos UBS Pactual e Deutsche Bank atuam como coordenadores. Banif, Espírito Santo Investment, Banco do Nordeste e Banco Safra também participam da oferta, como coordenadores contratados.

    Critérios de rateio
    Os empregados e clientes do banco que optarem pela participação direta na oferta terão seus pedidos de reserva integralmente atendidos, sem rateio, desde que sua reserva seja igual ou inferior a 10% do montante de papéis inicialmente destinados aos investidores de varejo e que, caso tenham condicionado um preço máximo por ação, este seja igual ou superior ao valor estabelecido no procedimento de bookbuilding.

    Contudo, caso a totalidade de pedidos de reserva de ações realizados por este grupo de investidores de varejo ultrapasse os 10% dos papéis inicialmente alocados entre os investidores de varejo, o critério de rateio que será utilizado será a divisão igualitária sucessiva deste montante de ações, até o limite de R$ 6 mil.

    Após o atendimento deste critério, os papéis remanescentes serão rateados proporcionalmente aos valores de pedidos de reservas entre todos os empregados e funcionários do BB. Entre os demais investidores de varejo, os critério de rateio serão os mesmos.

    Já entre os investidores institucionais, a particularidade fica com as "Pessoas Vinculadas", que poderão participar da oferta caso não seja verificado um excesso de demanda superior a um terço da quantidade de papéis inicialmente ofertados, observando o limite máximo de 10% das ações objeto da oferta.

    Confira a agenda da oferta:

    Eventos da Oferta Data
    Publicação de Aviso ao Mercado e Início do Procedimento de Bookbuilding 21 de novembro
    Início do Período de Reservas 28 de novembro
    Encerramento do Período de Reservas 11 de dezembro
    Fixação do Preço por Ação (encerramento do Procedimento de Bookbuilding) 13 de dezembro
    Início do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 14 de dezembro
    Início das negociações das novas ações na Bovespa 17 de dezembro
    Liquidação Financeira da Operação 19 de dezembro
    Encerramento do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 11 de janeiro
    Data limite para a publicação do anúncio de encerramento da oferta 22 de janeiro
    Dividendos BM&F (Parte 2)

    Tenho dito há algum tempo que o mercado de ações contínua crescendo no Brasil com muita força. Antes da oferta pública de ações (OPA) da Bovespa Holding, a venda de papéis em seu pregão de estréia parecia depender - ao menos para quem não tinha horizonte de investimento de longo prazo - majoritariamente da variação no preço dos papéis na ocasião da estréia.

    Na última quinta-feira, investidores de varejo com prioridade tomaram conhecimento do montante de ações que levariam na oferta publica Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apenas R$ 1.820,00 ou 91 ações ordinárias da empresa.

    O montante causou decepção entre muitos que esperavam obter ganhos absolutos similares àqueles registrados na oferta da Bovespa, que trouxe lucros de cerca de R$ 6.000,00 apenas no pregão de estréia para quem recebeu o limite máximo no varejo e vendeu no pico da valorização do dia da estréia.

    A notícia do rateio bastante limitado levou muitos investidores a se questionarem se seria melhor não vender as ações na estréia e esperar por preços ainda melhores. Para obter os R$ 6.000,00 que a oferta da Bovespa retornou a quem levou os R$ 12.000,00 do rateio, as ações da BM&F teriam que avançar 330%, ou mais do que quadruplicar seu valor, já que cada papel teria que atingir R$ 86,00. Este não é um movimento comum no curto prazo e menos ainda no intraday.

    Segurar ou vender?

    Uma ponderação ex-post da oferta da Bovespa, por exemplo, sugere que quem resistiu à valorização de 52,13% que os papéis registraram em seu pregão de estréia e não os vendeu até o dia 31 de outubro, um dia após a data de liquidação, acumulou, até então, ganhos de 41,30%. Os papéis voltaram a subir depois disso.

    Em todo caso, a tendência que as ações apresentarão após suas estréia não depende de um fator único, mas estará sujeita, sobretudo, às condições do mercado e do perfil da empresa, seu desempenho operacional e financeiro e as perspectivas para seus negócios.

    Portanto, avaliar se vale ou não a pena vender os papéis da BM&F em seu pregão de estréia, ou se estes apresentam boas perspectivas de longo prazo, está longe de se limitar a avaliar o desempenho passado de ofertas públicas de ações anteriores.

    Afora o próprio perfil do investidor, o custo de oportunidade e as perspectivas para o cenário macroeconômico, que se configura como um risco ao mercado acionário em geral, não se limitando, portanto, apenas a esta ou aquela empresa, é preciso olhar com algum cuidado para a empresa, seus negócios e resultados, e com a BM&F não é diferente.

    Atenção ao que é fato

    (em R$ milhões) 9T06 9T07 %
    Receita Líquida 219,6 292,6 +33,24%
    Ebitda* 64,9 136,5 110,32%
    Lucro Líquido 143,1 222 55%
    * Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

    De acordo com a empresa, sua principal fonte de receitas são os emolumentos, isto é, a cobrança de taxas pela utilização de seus sistemas de negociação e pelos serviços prestados por suas Clearings, que atuam como contraparte central garantidoras das operações registradas, as quais decorrem taxas que representam os custos operacionais de seus clientes, como taxa de registro, taxa de permanência e taxa de liquidação.

    Estratégias de negócios
    Em relação à sua estratégia, a BM&F esclarece em prospecto que os pontos-chave desta são a ampliação do volume negociado por clientes estrangeiros, através do desenvolvimento - já em andamento - de mecanismos que diminuirão seus custos que facilitarão sua participação nos mercados da BM&F e o desenvolvimento de nova plataforma eletrônica de negociação, com início de funcionamento previsto para 2008.

    Está previsto também o desenvolvimento de nova plataforma de registro de operações de derivativos de balcão, o lançamento de novos produtos, como o contrato futuro de credit default swap (CDS) da dívida externa brasileira, expansão das atividades de Clearing de Ativos, expansão da atuação do Banco BM&F e busca de novas alianças e parcerias.

    Não se pode perder de vista, porém, que tão importante quanto avaliar as qualidades e características da empresa, é a avaliação dos riscos inerentes aos negócios da empresa. Conhecer a empresa, seu mercado de atuação, seus riscos e os cenários aos quais esta pode estar exposta é essencial para quem planeja ter em sua carteira ativos cujo horizonte de retorno é de longo prazo.
    Ações da BM&F com sinais de forte valorização

    Os compradores de papéis da Bolsa Mercantil e Futuros (BM&F) não podem estar mais contentes. Os papéis da bolsa estréiam na Bovespa e a expectativa de valorização é uma das maiores possíveis.

    As ações da holding costumam responder com expressiva valorização. Com base no fato de que o início da negociação envolvendo os ativos da BM&F promete agitar os negócios no mercado acionário, muitos investidores buscaram comprar os papéis da Bovespa.

    Vale lembrar que, na data da IPO da Bovespa, o volume financeiro da bolsa encerrou superior a R$ 10 bilhões. O pregão da sexta-feira promete movimento próximo, tendo em vista que a oferta pública da BM&F, com R$ 5,98 bilhões captados, representa a segunda maior estréia no quesito da bolsa, atrás somente da própria Bovespa Holding, que captou R$ 6,62 bilhões.

    Os rumores de que uma fusão entre a Bovespa e a BM&F pode estar próxima vieram após o jornal Wall Street Journal publicar matéria considerando a possibilidade.

    De acordo com o jornal, depois da abertura de capital, a BM&F e a Bovespa devem se unir. Para Rodrigo Pasin, sócio da Value Consultoria, a possibilidade da união é muito grande. Pasin afirma, inclusive, que foi estudada a possibilidade de uma abertura de capital em conjunto.

    Atualmente, a maior bolsa do mundo é o grupo Nyse Euronext, resultado de uma fusão entre a Nyse Group e a européia Euronext. O cenário de consolidação das bolsas em âmbito global também favorece os rumores de que a união das bolsas brasileiras pode ser anunciada em breve.


    Parabéns a todos pela boa escolha e pelos futuros dividendos
    Último dia de uma semana de grandes volatilidade

    Na manhã desta sexta-feira (30), os contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos negociados na Chicago Mercantile Exchange (CME), como o S&P 500 e o Nasdaq 100, indicam uma abertura em alta das bolsas dos EUA.

    O otimismo dos investidores nesta sessão provém das declarações do presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA) , Ben Bernanke, na última quinta-feira (29) que reforçaram as expectativas de um novo corte na taxa básica de juros norte-americana na próxima reunião do colegiado.

    quarta-feira, novembro 28, 2007

    Quarta-feira de incertezas nos mercados de capitais

    Para quem pensa que dia de fortes emoções na Bolsa acabaram por conta da proximidade do final do ano está redondamente enganado. Creio que seja agora o momento em que todos devem ficar atentos aos movimentos especulativos dos grandes investidores.

    Ontem, terça-feira, tivemos momentos de sobe e desce do principal indicador da Bolsa paulista e esta quarta-feira não será diferente ao que parece. A agenda econômica desta quarta-feira traz importantes divulgações de indicadores e o grande destaque fica com os dados do mercado imobiliário norte-americano, com as vendas de casas existentes em outubro, às 13h00.

    A outra divulgação que promete mexer com os ânimos dos mercados globais é o Livro Bege do Fed, relatório que fala da atualidade econômica norte-americana, programado para as 17h00.

    Outros indicadores daquele país aguardados são os semanais estoques de petróleo, para as 13h30, e empréstimos para financiamento imobiliário, às 11h00. Os dados referentes aos Pedidos e Entregas de Bens Duráveis também são aguardados, para as 11h30.

    No Brasil, na ausência de um movimento mais expressivo de indicadores econômicos, o destaque fica com as ocorrências em ofertas públicas de ações, com foco na precificação dos papéis para a oferta pública da BM&F.
    Semana continua de emoções fortes na Bolsa

    A exemplo da segunda-feira, ontem foi mais um dia de elevada volatilidade nos mercados brasileiros. O período na manhã foi o mais crítico, com o dólar subindo mais de 2%, Bovespa caindo 1,6% e juros futuros apontando para cima.

    Os ânimos se acalmaram depois que os índices em Nova York, como tenho dito há algum tempo da influência, firmaram posição em território positivo (operando em alta sempre), com o ânimo vindo do setor financeiro, fonte de grande parte da incerteza, devido às perdas dos bancos com o crédito hipotecário de alto risco.

    A notícia ecoou no setor financeiro brasileiro, onde as ações dos principais bancos contribuíram para a valorização de 0,61% registrada pelo Ibovespa, que encerrou aos 59.431 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,37 bilhões.

    A valorização do Ibovespa não foi melhor em função do fraco desempenho para as ações da Petrobras e Vale do Rio Doce, que respondem por cerca de 25% do índice. A ação PN da estatal caiu 1,17%, para R$ 74,00, e a PNA da mineradora recuou 0,20%, para R$ 47,90.

    O dólar continua assustando os investidores ao registrar o quinto pregão consecutivo de apreciação. Nesses cinco dias, a moeda já subiu mais de 4,3%. Segundo os agentes, tem muita especulação, com agentes puxando o preço da divisa depois que o governo sinalizou que vai comprar US$ 10 bilhões para a formação de um fundo de renda soberana, que aplicará em títulos no exterior.

    segunda-feira, novembro 26, 2007

    Bovespa abre a semana em queda

    A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em forte queda nesta segunda-feira e perdeu o patamar dos 60 mil pontos, acompanhando de perto o fraco desempenho do mercado acionário dos Estados Unidos. O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, terminou a sessão encostado na mínima do dia, com baixa de 3,12%, aos 59.069 pontos, patamar mais baixo desde 25 de setembro.
    O volume financeiro na Bovespa foi de R$ 5,1 bilhões.

    Hoje as variações das blue chips (ações de primeira linha) brasileiras não são determinantes para o comportamento do índice. Os papéis preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras cediam 0,30%, embora o petróleo avançasse 0,02% em Nova York. Já as ações ordinárias (ON, com direito a voto) subiam 0,56%. As ações da Vale do Rio Doce figuravam entre as maiores valorizações do dia. Vale ON avançava 3,28% e Vale PNA ganhava 2,23%. O presidente da Vale, Roger Agnelli, traçou hoje um cenário de forte aumento da demanda por minério de ferro para os próximos anos.

    O ranking de maiores desvalorizações do Ibovespa, carteira teórica composta por 63 ações, era liderado por Perdigão, em baixa de 5,63%. A estréia da Bertin no segmento de lácteos, anunciada hoje por meio da compra do controle da Vigor, deixará o mercado mais competitivo justamente após uma investida da Perdigão nesta área, que se deu por meio da compra da Eleva, anunciada em outubro.

    O ranking de maiores desvalorizações do Ibovespa, carteira teórica composta por 63 ações, era liderado por Perdigão, em baixa de 5,63%. A estréia da Bertin no segmento de lácteos, anunciada hoje por meio da compra do controle da Vigor, deixará o mercado mais competitivo justamente após uma investida da Perdigão nesta área, que se deu por meio da compra da Eleva, anunciada em outubro.

    Ações de bancos em alta

    Não é surpresa para mim olhar e ler notícias sobre crescimento dos bancos brasileiros.
    Num claro momento em que a economia tupiniquim vai bem os bancos são as instituições que mais ganham grana. E ganham muito, podem perceber.

    http://www.estadao.com.br/economia/not_eco85988,0.htm

    Me perguntam se recomendo a compra de ações de bancos brasileiros. Respondo de forma enfática e irônica com outra pergunta; Porque bancos europeus e americanos querem fazer parte do sistema financeiro brasileiro.
    O legado Eric Hobsbawn (parte 1)

    Estou lendo novamente "A Era dos Extremos" de Eric Hobsbawn. Ainda na metade do livro, posso perceber e concluir, embora ainda não tenha chegado ao seu final, que o mundo dá muitas voltas mas, de certa maneira, vivencia-se basicamente as mesmas coisas.

    O século XX, rico em fatos idiotas, me mostra que o dinheiro é, de fato, o motor do mundo em todos os aspectos e alguns ainda acham que fatos políticos são o alicerce do mundo. Vinte anos atrás, o Império do Mal (adivinhem quem é?) Já causava preocupação aos polícias do mundo... O senhor das armas era o ator Ronald Reagan seguido pela sua fiel escudeira Maggie Thatcher.

    Enquanto isso, o mundo ainda persoadia na mediocridade..... A julgar pelos fatos, a mediocridade deverá continuar
    Mas vamos ao que interessa... Finanças na próxima postagem....

    Analistas recomendam ações do Banco do Brasil


    Quem comprou as ações do Banco do Brasil em junho do ano passado está hoje com o sorriso de orelha a orelha. Em menos de um ano e meio, os papéis subiram 79%, oferecendo aos investidores ganhos acima dos registrados pelo Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). Tal desempenho atiçou a cobiça em muitos investidores, mas fez surgir também a dúvida: ainda há espaço para mais valorização?

    A resposta, segundo os especialistas, é sim. "As ações devem figurar entre as maiores da Bovespa, ao lado de Vale do Rio Doce e Petrobras. A instituição deve continuar crescendo e isso vai gerar lucros para os acionistas", diz Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anafe).

    No último trimestre, o Banco do Brasil contabilizou lucro líquido de 1,4 bilhão de reais, valor 50% acima do verificado no mesmo período do ano passado. Segundo Oliveira, a busca por novos negócios - principalmente ligados a crédito consignado, que apresentam menor risco – está ampliando a competitividade do banco, que cresce também à medida em que melhora a percepção de eficiência da empresa. "Hoje o BB não é mais administrado de forma política como antigamente", diz o vice-presidente da Anefac.

    Na comparação com bancos privados, entretanto, o Banco do Brasil ainda apresenta desvantagens. Sua margem bruta de lucro, por exemplo, é de 36%, ante 43,5% do Bradesco. "O desempenho do BB tende a ser inferior ao dos bancos privados porque, como empresa pública, ele tem um cunho social. Já os bancos privados operam sempre com o objetivo de maximizar seu lucro ao máximo", diz Fausto Gouveia, analista da corretora Alpes.

    O que torna a oferta pública do BB interessante, segundo Gouveia, é o desconto que os investidores poderão obter nas ações. Na oferta realizada no ano passado, os papéis tiveram seu preço fixado 5,5% abaixo da cotação de mercado. "O desconto, juntamente com a previsão de alta para a Bolsa nas próximas semanas, deve trazer um retorno razoável para o investidor", afirma o analista.

    Diferentemente das ofertas públicas primárias (IPO, em inglês, quando a empresa coloca suas ações na Bolsa pela primeira vez), na oferta secundária o mercado já dispõe de informações suficientes para precificar e projetar o desempenho futuro para as ações. "Por isso, não adianta tentar flippar (participar da oferta para vender os papéis em seguida e obter lucro rápido). O ganho, nesse caso, virá no médio e longo prazo", diz Gouveia.

    Amanhã termina oferta de ações da BM&F


    Termina amanhã o período de reserva de ações da oferta pública (IPO) relativa à abertura de capital da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A reserva pode ser feita em bancos e corretoras e também pela internet, por meio do homebroker das corretoras. Na sexta-feira passada (dia 23), os rumores no mercado eram de que a demanda superava em três vezes a oferta. A expectativa é de que essa relação aumente nesses dois últimos dias de reservas, se a Bolsa reduzir as perdas sofridas na semana passada. As ações da BM&F vão estrear na Bovespa sexta-feira (dia 30).

    O preço de referência por ação está estimado no prospecto entre R$ 14,50 e R$ 16,50, considerado muito baixo por analistas. Por isso, há expectativa de que neste início de semana seja divulgada revisão para cima desse preço inicial, tal como ocorreu com a Bovespa.

    O preço final será fixado na quarta-feira (dia 28) pelo procedimento do livro de oferta, que reflete o valor oferecido por investidores institucionais. O valor mínimo de investimento é de R$ 5 mil e o máximo, R$ 300 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    quinta-feira, novembro 22, 2007

    Todos estão de olho nas ações da BM&F (parte 1)

    A BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) S.A. anunciou nesta sexta-feira (9) os termos de sua oferta pública secundária de ações ordinárias, que serão listadas no Novo Mercado da Bovespa sob o código BMEF3.

    A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding. Porém, os coordenadores da oferta estimam que o preço do papel deverá ficar entre R$ 14,50 e R$ 16,50, de maneira que a operação deve movimentar, no mínimo, R$ 3,77 bilhões.

    Contudo, se considerado o limite superior do intervalo estimativo de preços e se a opção de lote suplementar for exercida, a captação desta operação poderá atingir R$ 4,93 bilhões.

    Com isto, a BM&F ocuparia o segundo lugar no posto das maiores captações por meio de ofertas públicas desde a reabertura dos mercados, em 2004, ficando atrás somente da Bovespa Holding.

    Operação da Oferta Quantidade de papéis
    Distribuição Pública Secundária 260.160.736 ações ordinárias
    Opção de Lote Suplementar * Até 39.024.120 ações ordinárias
    Intervalo de Investimentos aceitos na Oferta de Varejo R$ 5.000,00 -
    R$ 300.000,00
    Investimentos aceitos na Oferta Institucional Não há intervalo mínimo ou máximo nos Pedidos de
    Reserva de Investidores Institucionais**
    * Até 15% da quantidade de ações inicialmente ofertada, em caráter de oferta secundária
    **Exceto para pessoas físicas e determinadas pessoas jurídicas, além de clubes de investimentos, cujos investimentos devem exceder o montante de R$ 300 mil

    A oferta é destinada a investidores pessoa física e jurídica, clubes de investimentos, sendo que também serão realizados esforços de venda das ações no exterior.(...)
    Desculpas por não ter postado nada nos últimos dois dias

    Quero externar aqui minhas sinceras desculpas por não publicar nenhuma notícia sobre economia neste dois últimos dias.
    A regularidade será posta à prova, com certeza nesta semana.
    Há potencial para a bolsa subir mais até o final do ano? É um bom momento para investir em ações?

    Neste ano, até o final de setembro, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 8,95%. Também no último dia útil de setembro, o Ibovespa foi cotado a 36.449 pontos. A Fator Corretora projeta 41 mil pontos para o índice até o final do ano, se o mercado internacional “não atrapalhar” e se não houver grandes surpresas no cenário interno, principalmente, durante o andamento do segundo turno da eleição para presidente do País. Portanto, dos 36 mil pontos até os 41 mil pontes, há expectativa de alta da bolsa.

    Mas, não é simples a pessoa física encontrar o melhor momento para aplicar em ações, pois não há como prometer “ganhos” no futuro em renda variável, explica o analista da Geração Futuro, Wagner Salaverry. Além disso, os pequenos investidores não costumam ter o volume de recursos necessários para investir de uma única vez. “O ideal é criar o costume de investir um pouco todo mês. Assim, o investimento vai se tornar rotina”, diz.

    Salaverry explica que, ao investir com peridiocidade, a pessoa física evita picos de alta e de baixa da bolsa e, lá na frente, veria um ganho médio mensal. Para ele, o importante é tirar o foco do ganho no curto prazo e ter uma visão de longo prazo.

    Segundo Salaverry, o investidor que fez aporte mensal de R$ 100,00 em um clube de investimento Programado I da Geraçao Futuro, durante 67 meses até agosto de 2006, colocou ao todo R$ 6,7 mil. No periodo, o clube rendeu 385%. “Portanto, esse investidor acumulou até agosto passado R$ 32 mil no clube de investimento sob gestão ativa, ou seja, que não segue índices do mercado”, afirma.

    No mesmo período, se o mesmo investidor tivesse feito aportes mensais de R$ 100,00 na caderneta de poupança, ele teria em agosto R$ 8,6 mil. Em aplicações que seguem o CDI, o montante acumulado, seguindo as mesmas condiçoes acima, seria de R$ 11 mil. Em algum fundo indexado ao Ibovespa, a rentabilidade em agosto corresponderia a R$ 16,5 mil.

    E, se tivesse aplicado, em dólar, o mesmo investidor teria perdido dinheiro. Do total aplicado de R$ 6,7 mil ao longo dos 67 meses até agosto de 2006, por meio de parcelas de R$ 100,00 mensais, o investidor teria R$ 5,3 mil. “No acumulado dos 5 anos, o dólar teria sido um péssimo investimento”, diz Salaverry.

    Com aplicações mensais de R$ 100,00 no clube de investimento da Geração Futuro, durante últimos 67 meses, o investidor teria acumulado até agosto de 2006:

    Tipo de investimento

    Valor acumulado (em R$ )

    Dólar

    5.300,00*

    Caderneta de poupança

    8.600,00

    CDI

    11.100,00

    Fundo de ações ou clube de investimentos indexados ao Ibovespa

    16.500,00

    Clube de ações Programado I, sob gestão ativa da Geração Futuro

    32.000,00**

    Fonte: Geração Futuro

    *O valor de R$ 5.300,00 é inferior aos R$ 6,7 mil – soma das parcelas mensais de R$ 100,00, aplicadas no clube durante os 67 meses.

    **A Geração Futuro informa que o Clube Programado I rendeu 385% nos últimos 67 meses até agosto de 2006