sexta-feira, novembro 30, 2007

Vem ai a oferta pública de ações do Banco do Brasil

Os investidores que desejam participar da nova oferta de ações ordinárias do Banco do Brasil podem realizar seus pedidos de reserva a partir desta sexta-feira, 30 de novembro. Os papéis objeto da oferta, que serão listados sob o código BBAS3, estréiam no novo novo mercado da Bovespa no pregão do dia 17 de dezembro.

A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding, e levará em conta a cotação das ações já listadas na Bolsa e as indicações de interesse dos investidores.

Tomando por base a cotação de encerramento dos papéis listados na Bovespa em 29 de novembro (R$ 28,80), a operação deve movimentar, no mínimo, R$ 2,51 bilhões. Contudo, caso as opções de lote suplementar e adicional sejam integralmente exercidas, a captação poderá atingir R$ 3,39 bilhões.

Operação da Oferta Quantidade de papéis
Distribuição Pública Secundária * 87.217.391 ações ordinárias
Opção de Lote Suplementar ** Até 13.082.608 ações ordinárias
Opção de Lote Adicional *** Até 17.443.478 ações ordinárias
Intervalo de Investimentos aceitos na Oferta de Varejo R$ 1.000,00 -
R$ 300.000,00
Investimentos aceitos na Oferta Institucional Não há intervalo mínimo ou máximo nos Pedidos de
Reserva de Investidores Institucionais****

*
Sendo 72.173.913 ações de titularidade do BNDESPar e 15.043.478 ações de titularidade da Previ
**Até 15% da quantidade de ações inicialmente ofertada, sendo até 10.826.086 papéis de titularidade do BNDESPar e até 2.256.522 papéis de titularidade da Previ
*** Até 20% da quantidade de ações inicialmente ofertada, de titularidade do BNDESPar
****Exceto para pessoas físicas e determinadas pessoas jurídicas, além de clubes de investimentos, cujos investimentos devem exceder o montante de R$ 300 mil

A oferta é destinada a investidores pessoa física e jurídica e clubes de investimentos, sendo que também serão realizados esforços de venda das ações no exterior.

O coordenador líder da oferta é o BB Investimentos, sendo que os bancos de investimentos UBS Pactual e Deutsche Bank atuam como coordenadores. Banif, Espírito Santo Investment, Banco do Nordeste e Banco Safra também participam da oferta, como coordenadores contratados.

Critérios de rateio
Os empregados e clientes do banco que optarem pela participação direta na oferta terão seus pedidos de reserva integralmente atendidos, sem rateio, desde que sua reserva seja igual ou inferior a 10% do montante de papéis inicialmente destinados aos investidores de varejo e que, caso tenham condicionado um preço máximo por ação, este seja igual ou superior ao valor estabelecido no procedimento de bookbuilding.

Contudo, caso a totalidade de pedidos de reserva de ações realizados por este grupo de investidores de varejo ultrapasse os 10% dos papéis inicialmente alocados entre os investidores de varejo, o critério de rateio que será utilizado será a divisão igualitária sucessiva deste montante de ações, até o limite de R$ 6 mil.

Após o atendimento deste critério, os papéis remanescentes serão rateados proporcionalmente aos valores de pedidos de reservas entre todos os empregados e funcionários do BB. Entre os demais investidores de varejo, os critério de rateio serão os mesmos.

Já entre os investidores institucionais, a particularidade fica com as "Pessoas Vinculadas", que poderão participar da oferta caso não seja verificado um excesso de demanda superior a um terço da quantidade de papéis inicialmente ofertados, observando o limite máximo de 10% das ações objeto da oferta.

Confira a agenda da oferta:

Eventos da Oferta Data
Publicação de Aviso ao Mercado e Início do Procedimento de Bookbuilding 21 de novembro
Início do Período de Reservas 28 de novembro
Encerramento do Período de Reservas 11 de dezembro
Fixação do Preço por Ação (encerramento do Procedimento de Bookbuilding) 13 de dezembro
Início do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 14 de dezembro
Início das negociações das novas ações na Bovespa 17 de dezembro
Liquidação Financeira da Operação 19 de dezembro
Encerramento do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 11 de janeiro
Data limite para a publicação do anúncio de encerramento da oferta 22 de janeiro
Dividendos BM&F (Parte 2)

Tenho dito há algum tempo que o mercado de ações contínua crescendo no Brasil com muita força. Antes da oferta pública de ações (OPA) da Bovespa Holding, a venda de papéis em seu pregão de estréia parecia depender - ao menos para quem não tinha horizonte de investimento de longo prazo - majoritariamente da variação no preço dos papéis na ocasião da estréia.

Na última quinta-feira, investidores de varejo com prioridade tomaram conhecimento do montante de ações que levariam na oferta publica Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apenas R$ 1.820,00 ou 91 ações ordinárias da empresa.

O montante causou decepção entre muitos que esperavam obter ganhos absolutos similares àqueles registrados na oferta da Bovespa, que trouxe lucros de cerca de R$ 6.000,00 apenas no pregão de estréia para quem recebeu o limite máximo no varejo e vendeu no pico da valorização do dia da estréia.

A notícia do rateio bastante limitado levou muitos investidores a se questionarem se seria melhor não vender as ações na estréia e esperar por preços ainda melhores. Para obter os R$ 6.000,00 que a oferta da Bovespa retornou a quem levou os R$ 12.000,00 do rateio, as ações da BM&F teriam que avançar 330%, ou mais do que quadruplicar seu valor, já que cada papel teria que atingir R$ 86,00. Este não é um movimento comum no curto prazo e menos ainda no intraday.

Segurar ou vender?

Uma ponderação ex-post da oferta da Bovespa, por exemplo, sugere que quem resistiu à valorização de 52,13% que os papéis registraram em seu pregão de estréia e não os vendeu até o dia 31 de outubro, um dia após a data de liquidação, acumulou, até então, ganhos de 41,30%. Os papéis voltaram a subir depois disso.

Em todo caso, a tendência que as ações apresentarão após suas estréia não depende de um fator único, mas estará sujeita, sobretudo, às condições do mercado e do perfil da empresa, seu desempenho operacional e financeiro e as perspectivas para seus negócios.

Portanto, avaliar se vale ou não a pena vender os papéis da BM&F em seu pregão de estréia, ou se estes apresentam boas perspectivas de longo prazo, está longe de se limitar a avaliar o desempenho passado de ofertas públicas de ações anteriores.

Afora o próprio perfil do investidor, o custo de oportunidade e as perspectivas para o cenário macroeconômico, que se configura como um risco ao mercado acionário em geral, não se limitando, portanto, apenas a esta ou aquela empresa, é preciso olhar com algum cuidado para a empresa, seus negócios e resultados, e com a BM&F não é diferente.

Atenção ao que é fato

(em R$ milhões) 9T06 9T07 %
Receita Líquida 219,6 292,6 +33,24%
Ebitda* 64,9 136,5 110,32%
Lucro Líquido 143,1 222 55%
* Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

De acordo com a empresa, sua principal fonte de receitas são os emolumentos, isto é, a cobrança de taxas pela utilização de seus sistemas de negociação e pelos serviços prestados por suas Clearings, que atuam como contraparte central garantidoras das operações registradas, as quais decorrem taxas que representam os custos operacionais de seus clientes, como taxa de registro, taxa de permanência e taxa de liquidação.

Estratégias de negócios
Em relação à sua estratégia, a BM&F esclarece em prospecto que os pontos-chave desta são a ampliação do volume negociado por clientes estrangeiros, através do desenvolvimento - já em andamento - de mecanismos que diminuirão seus custos que facilitarão sua participação nos mercados da BM&F e o desenvolvimento de nova plataforma eletrônica de negociação, com início de funcionamento previsto para 2008.

Está previsto também o desenvolvimento de nova plataforma de registro de operações de derivativos de balcão, o lançamento de novos produtos, como o contrato futuro de credit default swap (CDS) da dívida externa brasileira, expansão das atividades de Clearing de Ativos, expansão da atuação do Banco BM&F e busca de novas alianças e parcerias.

Não se pode perder de vista, porém, que tão importante quanto avaliar as qualidades e características da empresa, é a avaliação dos riscos inerentes aos negócios da empresa. Conhecer a empresa, seu mercado de atuação, seus riscos e os cenários aos quais esta pode estar exposta é essencial para quem planeja ter em sua carteira ativos cujo horizonte de retorno é de longo prazo.
Ações da BM&F com sinais de forte valorização

Os compradores de papéis da Bolsa Mercantil e Futuros (BM&F) não podem estar mais contentes. Os papéis da bolsa estréiam na Bovespa e a expectativa de valorização é uma das maiores possíveis.

As ações da holding costumam responder com expressiva valorização. Com base no fato de que o início da negociação envolvendo os ativos da BM&F promete agitar os negócios no mercado acionário, muitos investidores buscaram comprar os papéis da Bovespa.

Vale lembrar que, na data da IPO da Bovespa, o volume financeiro da bolsa encerrou superior a R$ 10 bilhões. O pregão da sexta-feira promete movimento próximo, tendo em vista que a oferta pública da BM&F, com R$ 5,98 bilhões captados, representa a segunda maior estréia no quesito da bolsa, atrás somente da própria Bovespa Holding, que captou R$ 6,62 bilhões.

Os rumores de que uma fusão entre a Bovespa e a BM&F pode estar próxima vieram após o jornal Wall Street Journal publicar matéria considerando a possibilidade.

De acordo com o jornal, depois da abertura de capital, a BM&F e a Bovespa devem se unir. Para Rodrigo Pasin, sócio da Value Consultoria, a possibilidade da união é muito grande. Pasin afirma, inclusive, que foi estudada a possibilidade de uma abertura de capital em conjunto.

Atualmente, a maior bolsa do mundo é o grupo Nyse Euronext, resultado de uma fusão entre a Nyse Group e a européia Euronext. O cenário de consolidação das bolsas em âmbito global também favorece os rumores de que a união das bolsas brasileiras pode ser anunciada em breve.


Parabéns a todos pela boa escolha e pelos futuros dividendos
Último dia de uma semana de grandes volatilidade

Na manhã desta sexta-feira (30), os contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos negociados na Chicago Mercantile Exchange (CME), como o S&P 500 e o Nasdaq 100, indicam uma abertura em alta das bolsas dos EUA.

O otimismo dos investidores nesta sessão provém das declarações do presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA) , Ben Bernanke, na última quinta-feira (29) que reforçaram as expectativas de um novo corte na taxa básica de juros norte-americana na próxima reunião do colegiado.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Quarta-feira de incertezas nos mercados de capitais

Para quem pensa que dia de fortes emoções na Bolsa acabaram por conta da proximidade do final do ano está redondamente enganado. Creio que seja agora o momento em que todos devem ficar atentos aos movimentos especulativos dos grandes investidores.

Ontem, terça-feira, tivemos momentos de sobe e desce do principal indicador da Bolsa paulista e esta quarta-feira não será diferente ao que parece. A agenda econômica desta quarta-feira traz importantes divulgações de indicadores e o grande destaque fica com os dados do mercado imobiliário norte-americano, com as vendas de casas existentes em outubro, às 13h00.

A outra divulgação que promete mexer com os ânimos dos mercados globais é o Livro Bege do Fed, relatório que fala da atualidade econômica norte-americana, programado para as 17h00.

Outros indicadores daquele país aguardados são os semanais estoques de petróleo, para as 13h30, e empréstimos para financiamento imobiliário, às 11h00. Os dados referentes aos Pedidos e Entregas de Bens Duráveis também são aguardados, para as 11h30.

No Brasil, na ausência de um movimento mais expressivo de indicadores econômicos, o destaque fica com as ocorrências em ofertas públicas de ações, com foco na precificação dos papéis para a oferta pública da BM&F.
Semana continua de emoções fortes na Bolsa

A exemplo da segunda-feira, ontem foi mais um dia de elevada volatilidade nos mercados brasileiros. O período na manhã foi o mais crítico, com o dólar subindo mais de 2%, Bovespa caindo 1,6% e juros futuros apontando para cima.

Os ânimos se acalmaram depois que os índices em Nova York, como tenho dito há algum tempo da influência, firmaram posição em território positivo (operando em alta sempre), com o ânimo vindo do setor financeiro, fonte de grande parte da incerteza, devido às perdas dos bancos com o crédito hipotecário de alto risco.

A notícia ecoou no setor financeiro brasileiro, onde as ações dos principais bancos contribuíram para a valorização de 0,61% registrada pelo Ibovespa, que encerrou aos 59.431 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,37 bilhões.

A valorização do Ibovespa não foi melhor em função do fraco desempenho para as ações da Petrobras e Vale do Rio Doce, que respondem por cerca de 25% do índice. A ação PN da estatal caiu 1,17%, para R$ 74,00, e a PNA da mineradora recuou 0,20%, para R$ 47,90.

O dólar continua assustando os investidores ao registrar o quinto pregão consecutivo de apreciação. Nesses cinco dias, a moeda já subiu mais de 4,3%. Segundo os agentes, tem muita especulação, com agentes puxando o preço da divisa depois que o governo sinalizou que vai comprar US$ 10 bilhões para a formação de um fundo de renda soberana, que aplicará em títulos no exterior.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Bovespa abre a semana em queda

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em forte queda nesta segunda-feira e perdeu o patamar dos 60 mil pontos, acompanhando de perto o fraco desempenho do mercado acionário dos Estados Unidos. O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, terminou a sessão encostado na mínima do dia, com baixa de 3,12%, aos 59.069 pontos, patamar mais baixo desde 25 de setembro.
O volume financeiro na Bovespa foi de R$ 5,1 bilhões.

Hoje as variações das blue chips (ações de primeira linha) brasileiras não são determinantes para o comportamento do índice. Os papéis preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras cediam 0,30%, embora o petróleo avançasse 0,02% em Nova York. Já as ações ordinárias (ON, com direito a voto) subiam 0,56%. As ações da Vale do Rio Doce figuravam entre as maiores valorizações do dia. Vale ON avançava 3,28% e Vale PNA ganhava 2,23%. O presidente da Vale, Roger Agnelli, traçou hoje um cenário de forte aumento da demanda por minério de ferro para os próximos anos.

O ranking de maiores desvalorizações do Ibovespa, carteira teórica composta por 63 ações, era liderado por Perdigão, em baixa de 5,63%. A estréia da Bertin no segmento de lácteos, anunciada hoje por meio da compra do controle da Vigor, deixará o mercado mais competitivo justamente após uma investida da Perdigão nesta área, que se deu por meio da compra da Eleva, anunciada em outubro.

O ranking de maiores desvalorizações do Ibovespa, carteira teórica composta por 63 ações, era liderado por Perdigão, em baixa de 5,63%. A estréia da Bertin no segmento de lácteos, anunciada hoje por meio da compra do controle da Vigor, deixará o mercado mais competitivo justamente após uma investida da Perdigão nesta área, que se deu por meio da compra da Eleva, anunciada em outubro.

Ações de bancos em alta

Não é surpresa para mim olhar e ler notícias sobre crescimento dos bancos brasileiros.
Num claro momento em que a economia tupiniquim vai bem os bancos são as instituições que mais ganham grana. E ganham muito, podem perceber.

http://www.estadao.com.br/economia/not_eco85988,0.htm

Me perguntam se recomendo a compra de ações de bancos brasileiros. Respondo de forma enfática e irônica com outra pergunta; Porque bancos europeus e americanos querem fazer parte do sistema financeiro brasileiro.
O legado Eric Hobsbawn (parte 1)

Estou lendo novamente "A Era dos Extremos" de Eric Hobsbawn. Ainda na metade do livro, posso perceber e concluir, embora ainda não tenha chegado ao seu final, que o mundo dá muitas voltas mas, de certa maneira, vivencia-se basicamente as mesmas coisas.

O século XX, rico em fatos idiotas, me mostra que o dinheiro é, de fato, o motor do mundo em todos os aspectos e alguns ainda acham que fatos políticos são o alicerce do mundo. Vinte anos atrás, o Império do Mal (adivinhem quem é?) Já causava preocupação aos polícias do mundo... O senhor das armas era o ator Ronald Reagan seguido pela sua fiel escudeira Maggie Thatcher.

Enquanto isso, o mundo ainda persoadia na mediocridade..... A julgar pelos fatos, a mediocridade deverá continuar
Mas vamos ao que interessa... Finanças na próxima postagem....

Analistas recomendam ações do Banco do Brasil


Quem comprou as ações do Banco do Brasil em junho do ano passado está hoje com o sorriso de orelha a orelha. Em menos de um ano e meio, os papéis subiram 79%, oferecendo aos investidores ganhos acima dos registrados pelo Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). Tal desempenho atiçou a cobiça em muitos investidores, mas fez surgir também a dúvida: ainda há espaço para mais valorização?

A resposta, segundo os especialistas, é sim. "As ações devem figurar entre as maiores da Bovespa, ao lado de Vale do Rio Doce e Petrobras. A instituição deve continuar crescendo e isso vai gerar lucros para os acionistas", diz Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anafe).

No último trimestre, o Banco do Brasil contabilizou lucro líquido de 1,4 bilhão de reais, valor 50% acima do verificado no mesmo período do ano passado. Segundo Oliveira, a busca por novos negócios - principalmente ligados a crédito consignado, que apresentam menor risco – está ampliando a competitividade do banco, que cresce também à medida em que melhora a percepção de eficiência da empresa. "Hoje o BB não é mais administrado de forma política como antigamente", diz o vice-presidente da Anefac.

Na comparação com bancos privados, entretanto, o Banco do Brasil ainda apresenta desvantagens. Sua margem bruta de lucro, por exemplo, é de 36%, ante 43,5% do Bradesco. "O desempenho do BB tende a ser inferior ao dos bancos privados porque, como empresa pública, ele tem um cunho social. Já os bancos privados operam sempre com o objetivo de maximizar seu lucro ao máximo", diz Fausto Gouveia, analista da corretora Alpes.

O que torna a oferta pública do BB interessante, segundo Gouveia, é o desconto que os investidores poderão obter nas ações. Na oferta realizada no ano passado, os papéis tiveram seu preço fixado 5,5% abaixo da cotação de mercado. "O desconto, juntamente com a previsão de alta para a Bolsa nas próximas semanas, deve trazer um retorno razoável para o investidor", afirma o analista.

Diferentemente das ofertas públicas primárias (IPO, em inglês, quando a empresa coloca suas ações na Bolsa pela primeira vez), na oferta secundária o mercado já dispõe de informações suficientes para precificar e projetar o desempenho futuro para as ações. "Por isso, não adianta tentar flippar (participar da oferta para vender os papéis em seguida e obter lucro rápido). O ganho, nesse caso, virá no médio e longo prazo", diz Gouveia.

Amanhã termina oferta de ações da BM&F


Termina amanhã o período de reserva de ações da oferta pública (IPO) relativa à abertura de capital da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A reserva pode ser feita em bancos e corretoras e também pela internet, por meio do homebroker das corretoras. Na sexta-feira passada (dia 23), os rumores no mercado eram de que a demanda superava em três vezes a oferta. A expectativa é de que essa relação aumente nesses dois últimos dias de reservas, se a Bolsa reduzir as perdas sofridas na semana passada. As ações da BM&F vão estrear na Bovespa sexta-feira (dia 30).

O preço de referência por ação está estimado no prospecto entre R$ 14,50 e R$ 16,50, considerado muito baixo por analistas. Por isso, há expectativa de que neste início de semana seja divulgada revisão para cima desse preço inicial, tal como ocorreu com a Bovespa.

O preço final será fixado na quarta-feira (dia 28) pelo procedimento do livro de oferta, que reflete o valor oferecido por investidores institucionais. O valor mínimo de investimento é de R$ 5 mil e o máximo, R$ 300 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Todos estão de olho nas ações da BM&F (parte 1)

A BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) S.A. anunciou nesta sexta-feira (9) os termos de sua oferta pública secundária de ações ordinárias, que serão listadas no Novo Mercado da Bovespa sob o código BMEF3.

A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding. Porém, os coordenadores da oferta estimam que o preço do papel deverá ficar entre R$ 14,50 e R$ 16,50, de maneira que a operação deve movimentar, no mínimo, R$ 3,77 bilhões.

Contudo, se considerado o limite superior do intervalo estimativo de preços e se a opção de lote suplementar for exercida, a captação desta operação poderá atingir R$ 4,93 bilhões.

Com isto, a BM&F ocuparia o segundo lugar no posto das maiores captações por meio de ofertas públicas desde a reabertura dos mercados, em 2004, ficando atrás somente da Bovespa Holding.

Operação da Oferta Quantidade de papéis
Distribuição Pública Secundária 260.160.736 ações ordinárias
Opção de Lote Suplementar * Até 39.024.120 ações ordinárias
Intervalo de Investimentos aceitos na Oferta de Varejo R$ 5.000,00 -
R$ 300.000,00
Investimentos aceitos na Oferta Institucional Não há intervalo mínimo ou máximo nos Pedidos de
Reserva de Investidores Institucionais**
* Até 15% da quantidade de ações inicialmente ofertada, em caráter de oferta secundária
**Exceto para pessoas físicas e determinadas pessoas jurídicas, além de clubes de investimentos, cujos investimentos devem exceder o montante de R$ 300 mil

A oferta é destinada a investidores pessoa física e jurídica, clubes de investimentos, sendo que também serão realizados esforços de venda das ações no exterior.(...)
Desculpas por não ter postado nada nos últimos dois dias

Quero externar aqui minhas sinceras desculpas por não publicar nenhuma notícia sobre economia neste dois últimos dias.
A regularidade será posta à prova, com certeza nesta semana.
Há potencial para a bolsa subir mais até o final do ano? É um bom momento para investir em ações?

Neste ano, até o final de setembro, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 8,95%. Também no último dia útil de setembro, o Ibovespa foi cotado a 36.449 pontos. A Fator Corretora projeta 41 mil pontos para o índice até o final do ano, se o mercado internacional “não atrapalhar” e se não houver grandes surpresas no cenário interno, principalmente, durante o andamento do segundo turno da eleição para presidente do País. Portanto, dos 36 mil pontos até os 41 mil pontes, há expectativa de alta da bolsa.

Mas, não é simples a pessoa física encontrar o melhor momento para aplicar em ações, pois não há como prometer “ganhos” no futuro em renda variável, explica o analista da Geração Futuro, Wagner Salaverry. Além disso, os pequenos investidores não costumam ter o volume de recursos necessários para investir de uma única vez. “O ideal é criar o costume de investir um pouco todo mês. Assim, o investimento vai se tornar rotina”, diz.

Salaverry explica que, ao investir com peridiocidade, a pessoa física evita picos de alta e de baixa da bolsa e, lá na frente, veria um ganho médio mensal. Para ele, o importante é tirar o foco do ganho no curto prazo e ter uma visão de longo prazo.

Segundo Salaverry, o investidor que fez aporte mensal de R$ 100,00 em um clube de investimento Programado I da Geraçao Futuro, durante 67 meses até agosto de 2006, colocou ao todo R$ 6,7 mil. No periodo, o clube rendeu 385%. “Portanto, esse investidor acumulou até agosto passado R$ 32 mil no clube de investimento sob gestão ativa, ou seja, que não segue índices do mercado”, afirma.

No mesmo período, se o mesmo investidor tivesse feito aportes mensais de R$ 100,00 na caderneta de poupança, ele teria em agosto R$ 8,6 mil. Em aplicações que seguem o CDI, o montante acumulado, seguindo as mesmas condiçoes acima, seria de R$ 11 mil. Em algum fundo indexado ao Ibovespa, a rentabilidade em agosto corresponderia a R$ 16,5 mil.

E, se tivesse aplicado, em dólar, o mesmo investidor teria perdido dinheiro. Do total aplicado de R$ 6,7 mil ao longo dos 67 meses até agosto de 2006, por meio de parcelas de R$ 100,00 mensais, o investidor teria R$ 5,3 mil. “No acumulado dos 5 anos, o dólar teria sido um péssimo investimento”, diz Salaverry.

Com aplicações mensais de R$ 100,00 no clube de investimento da Geração Futuro, durante últimos 67 meses, o investidor teria acumulado até agosto de 2006:

Tipo de investimento

Valor acumulado (em R$ )

Dólar

5.300,00*

Caderneta de poupança

8.600,00

CDI

11.100,00

Fundo de ações ou clube de investimentos indexados ao Ibovespa

16.500,00

Clube de ações Programado I, sob gestão ativa da Geração Futuro

32.000,00**

Fonte: Geração Futuro

*O valor de R$ 5.300,00 é inferior aos R$ 6,7 mil – soma das parcelas mensais de R$ 100,00, aplicadas no clube durante os 67 meses.

**A Geração Futuro informa que o Clube Programado I rendeu 385% nos últimos 67 meses até agosto de 2006

segunda-feira, novembro 19, 2007

Fatores que explicam a queda da Bovespa nesta segunda-feira

Dois fatores explicam a queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira. Primeiro, o temor dos investidores sobre notícias pessimistas a respeito dos rumos da economia mundial.

Na verdade, a tal crise de crédito de alto risco, também conhecida como subprime, onde financeiras emprestam dinheiro para pessoas com histórico de crédito abaixo do que eles (os tomadores) consideram normal, ainda é um temor para os grandes investidores que ditam o tom dos mercados de capitais.

Eles (os investidores) querem de fato saber se os grandes bancos, que foram os avalistas dessas financeiras ficaram com prejuízo acima do esperado. Tal fato se confirma a partir do momento em que esses bancos divulgam seus balanços. Pelo que estou vendo ao longo dos últimos dias, várias instituições têm divulgado números nada satisfatórios.

Ai os investidores vão às suas respectivas bolsas e vendem ou compram suas ações. Tal fato determina movimento de alta ou de baixa. Outra questão que está sendo levada em consideração são os preços do barril de petróleo. Como ainda é o petróleo (ouro negro) é o combustível que movimenta as economias do mundo, um preço alto interessa somente aos produtores, que vendem mais do que nunca. Venezuela, de Hugo Cháves, e Irã, de Mahmud Ahmadinejad, são grandes produtores de petróleo e estão sorrindo com os preços nas alturas.

O curioso é que esses dois países não têm muito crédito no mercado, pois as nações que " mandam no mundo", para que se faça entender, têm medo que o senhor Cháves ou o senhor Ahmadinejad dêem calote em suas respectivas dívidas externas -- isso aconteceu com a Argentina de Carlos Menem e com o próprio Brasil --, mas eles vendem muito petróleo. Para se ter uma idéia da discrepância dos fatos a Venezuela, sim ela mesma, é o país que mais vende petróleo para os EUA.

Tais fatores influenciam os mercados e por conta disso há uma grande volatilidade (sobe e desce). Hoje, a Bovespa encerrou o pregão com queda de mais de 3%. Mas o giro de negócios ficou em torno dos R$ 6 bilhões o que surpreende, haja vista que os mercados brasileiros fecham amanhã em suas principais cidades por conta do feriado do dia da Consciência Negra.
Entendendo a Bolsa de Valores parte 2

Não tomem susto! Quem vai começar a operar no mercado acionário deve ter em mente que existem várias tarefas a serem observadas, passando pelas técnicas, métodos de análise, algum conhecimento de balanço, análise de porfólio das empresas, fatias de mercado das empresas e por aí vai.

Não que seja necessário conhecer profundamente cada item, mas, pelo menos, tomar conhecimento de doados com relação à empresa de interesse. Não se esqueça de que investimento em Bolsa de Valores deve ser primordialmente encarado como investimento de longo prazo. Evidentemente que os “tiros” curtos não estão afastados, mas entre a decisão por investir em ações de uma determinada empresa e colocar algum lucro no bolso, muita coisa vai acontecer. Esteja atento!

Existem diversos tipos de ações no mercado. Algumas apresentam alta volatilidade, ou seja, as cotações sobem e descem de maneira intempestiva, exigindo muita atenção na operação. Estas devem ser afastadas? Minha opinião é que tudo depende da disposição do investidor quanto a riscos, volume do capital a ser investido, etc.

Outras ações já podem ser consideradas mais "amigas". São as ações de empresas que se preocupam muito com o investidor em seus papéis e os remuneram muito bem, sob a forma de dividendos, independente das oscilações na Bolsa de Valores. São empresas que distribuem regularmente bons dividendos. São as chamadas "ações de viúvas", porque possibilitam aos seus detentores remuneração certa e generosa, seja mensal, semestral, ou anual.

Podemos dizer que cada ação tem sua "personalidade", devendo a escolha ser compatível com o perfil do investidor: conservador, moderado ou agressivo. Como descobrir? Só você pode fazer isso.

Para quem vai iniciar o ano de 2008 investindo em ações, há que considerar que o mercado financeiro brasileiro está hoje inserido no contexto internacional, face à globalização da economia. esta globalização, com relação ao mercado brasileiro, coloca-nos numa situação de ter que acompanhar o que acontece no mundo e quais os reflexos que cada uma das situações que ocorrem no dia-a-dia mundial apresentam por aqui.

Mas por quê isto ocorre? Vejamos. Nos dias atuais as transações financeiras são realizadas em questões de segundos. Assim , qualquer problema que ocorra na Ásia, com suspeitas de que possa afetar os mercados financeiros asiáticos, os investidores que possuem aplicações por lá identificam de imediato para onde podem migrar e o fazem rapidamente, para aqueles mercados que possuam pouca ou nenhuma influência da crise lá eclodida, face às conjunturas locais, os fundamentos da economia no outro mercado e assim vai.

Se o Brasil estiver com bons fundamentos econômicos –analistas afirmam que está--, naquele momento específico, os capitais migrarão para cá. O mesmo acontecendo com relação à outros mercados espalhados pelo mundo. O mercado financeiro brasileiro, principalmente o mercado acionário vive hoje bastante atrelado ao mercado norte-americano e porque não dizer dependente das oscilações por lá.

E hoje, como se comportará a BOVESPA?

Pois é, depois de pesados movimentos de baixa da Bovespa, acompanhando os mercados internacionais (realização de lucros? Acho que sim) ,ocorridos até sexta-feira, os quais já havia mencionado por aqui, em algum post passado, precisamos estar atentos a esta segunda-feira.

O quê poderá acontecer por aqui? Como sempre digo, estamos muito atrelados às Bolsas americanas e precisamos esperar os mercados de lá abrirem, o que só acontecerá às 12:00 horas de Brasília. Sendo assim, podemos inicialmente acompanhar as Bolsas européias, que abriram antes da nossa. Por lá já temos 2 horas de pregão, as Bolsas abriram em ligeira alta e estão se mantendo assim. Acredito que hoje venhamos a ver o índice Bovespa testar o forte suporte por volta de 70mil pontos. Caso rompa este suporte, precisamos estar atentos a um ajuste mais profundo pois dois novos suportes poderão ser testados. Isto é o que nos mostra a análise gráfica. Estejamos pois atentos!



Entendendo a Bolsa de Valores

Conforme prometido venho por meio deste explicar como funciona o "modus operandi" de uma bolsa de valores. As regras são praticamente as mesmas em todas as bolsas do mundo. Por conta do perde e ganha diário, e isso é inevitável, creio que o melhor caminho para se entender de mercado financeiro é conhecendo os mecanismos que nela podemos usufruir.

Detalhe, para quem habitualmente já sabe sobre o que é bolsa não se preocupe que irei aperfeiçoando as informações sobre mercados. Creio que devo inaugurar um centro de estatísticas.

Inicialmente, farei uma "tradução" dos dialetos para que se percebam como funciona e, ao longo da semana, as diretrizes do mercado.

A Bolsa de Valores é uma associação civil sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, que pode ser caracterizada como um veículo em que as empresas de pequeno, médio e grande porte obtêm capitais de forma mais barata que com empréstimos ou com investidores particulares. É nela que se vendem e se compram ações sem precisar de porcentagem mínima. Qualquer um pode investir, devendo apenas saber que o mercado oscila: pela manhã a ação pode valer milhões; à tarde um terço desse valor ou então dobrá-lo ou ainda mantê-lo.

Mas não são apenas as empresas e os investidores interessados nesse setor. A Bolsa de Valores é extremamente importante para o crescimento de um país, já que possibilita o acesso ao capital numa área com capacidade empreendedora.

A diferença entre países desenvolvidos e em desenvolvimento está refletida no mercado financeiro: se, por um lado, as empresas de pequeno porte dos Estados Unidos conseguem acesso ao capital (dinheiro) para desenvolver o seu negócio e geram mais empregos; por outro lado, há nações que não investem nas pequenas empresas e deixam de criar oportunidades. O crescimento empresarial faz o país se desenvolver e a economia se fortalecer. Por esse motivo a Bolsa de Valores é monitorada e acompanhada diariamente por governantes e administradores, pois ela é capaz de identificar e mudar os rumos econômicos de um Estado.


Pregão: Modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns, ou seja, é a forma que a bolsa de valores ou os órgãos públicos (prefeituras, governos estaduais ou federais) têm para selecionar uma empresa ou um produto que deseja comprar, desde que atenda a todas as especificações pedidas. Cada dia de funcionamento da bolsa, quando se vendem e compram ações, é um pregão.

Bolsa em alta: Quando o índice de fechamento do pregão é maior que o do pregão anterior. O contrário disso é chamado de "bolsa em baixa". Já a "bolsa estável" é quando o fechamento de dois pregões mantém o mesmo índice.

Ação: Porcentagem de uma empresa que mede quantos sócios ela tem, qual é majoritário (tem mais ações), qual é minoritário, qual a participação de cada um.

Corretoras: Instituição que compra e vende ações, negocia valores mobiliários.

Dividendos: Divisão dos lucros entre os acionistas, mantendo a proporção da quantidade de ações que eles possuem. A companhia deve distribuir pelo menos 25% do lucro líquido ajustado.

Subscrição: Aumento de capital definido por uma empresa por meio de novas ações para obter mais recursos. Pelo Direito de Subscrição, os acionistas podem comprar essas novas ações antes de outros investidores, na proporção que lhes for destinada, com preço e prazo decididos pela companhia.

Formador de mercado: Profissional ou empresa que garante liquidez mínima e referência de preço; pode ser contratado por companhias abertas, acionistas ou empresas controladas; mantém compra e venda de ações negociadas nas bolsas; não pode ter acesso a informações privilegiadas da empresa contratante.

Para quem deseja operar no mercado de capitais, é fundamental entender a economia do país, os indicadores financeiros (dólar, inflação, desemprego, juros bancários, níveis de produção que tenho mostrado por aqui nos (últimos dias ), os fatores que influenciam o mercado e as situações políticas que geram insegurança para a área econômica. Como os países e as bolsas podem ser influenciados de maneiras diferentes, são de extrema importância a leitura constante e o domínio de assuntos referentes à economia.

Para que esse texto não fique muito grande farei outra postagem

Índice de inadimplência sobe, segundo Serasa

O índice de inadimplência dos consumidores medido pela Serasa em outubro subiu 10,3% ante o resultado do mesmo mês de 2006. A alta no índice foi ainda maior na comparação com setembro, com 13,2%.

De acordo com a Serasa, a inadimplência da pessoa física acumula no ano elevação de 0,3% na comparação com o período entre janeiro e outubro de 2006. Essa foi a primeira alta no indicador depois de cinco meses seguidos de retração da inadimplência.

No período de janeiro a outubro deste ano, 39,5% da inadimplência dos consumidores esteve nas dívidas com os bancos. No segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência estão os débitos com cartões de crédito e financeiras, com 30,3%.

Os cheques sem fundos aparecem em seguida, com 27,6%. No final da lista, estão os títulos protestados, com 2,6% das dívidas. Nos primeiros dez meses de 2007, o valor médio das dívidas com bancos foi de R$ 1.276,92, o que representa um aumento de 11,4% sobre o valor apurado no mesmo período do ano passado.

Para as dívidas com cartões de crédito e financeiras, o aumento foi de 9,3%, chegando a um valor médio de R$ 366,69. Já para os cheques sem fundo, o valor médio neste período foi de R$ 605,88, representando uma alta de 4,8% diante da mesma base de comparação. Da mesma forma, com avanço de 12,3%, o valor médio dos títulos protestados chegou a R$ 884,90 nos primeiros dez meses do ano.
Semana de tensão para quem investe em mercado de capitais

A semana inicia-se com os grandes investidores sob tensão por conta dos alertas dos bancos de investimentos e também por conta da notícia do Presidente do Federal Reserve (FED, o Banco Central dos Estados Unidos) sobre os rumos da economia daquele país. Todos afirmam que deve haver uma "pequena" recessão no ano que vem. E quando acontece isso o mundo fica em alerta.

Na primeira semana de dezembro, o Fed divulgará outro documento considerado determinante para as expectativas do mercado internacional: a ata da reunião do comitê que decidiu, em 31 de outubro, cortar o juro básico norte-americano em 0,25 ponto percentual.

Como tenho dito há alguns dias, o Brasil globalizado se baliza pelo sobe e desce dos mercados internacionais entre eles os Estados Unidos por que nesta semana não haverá divulgação de dados de peso na economia brasileira. Além do mais, há dois feriados, -- Dia da Consciência negra em São Paulo e no Rio, amanhã, e o Dia de Ação de Graças na quinta-feira nos Estados Unidos--, que devem dar um a relativa calma.

Por conta disso, é preciso que pequenos investidores tenham calma e usem de cautela para fazer suas aplicações. A Bolsa ainda não abriu, inicia o pregão às 11hs e fecha às 18hs durante o horário de verão. O dia promete ser de volatilidade (sobe e desce) com tendência de queda. Amanhã, não haverá negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e, na quinta-feira, a Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) fica fechada.

A notícia mais prospera da semana foi a de que a Telebrás, holding estatal de telecomunicações, divulgou comunicado hoje pedindo o bloqueio dos negócios com suas ações à Bolsa de Valores de São Paulo. Os papéis tiveram alta de mais de 200% na sexta-feira.

O pedido da estatal foi feito depois que a Bovespa requeriu informações da empresa sobre a variação das ações ordinárias e preferenciais, que na sexta-feira subiram 218,18% e 200%, respectivamente. Para quem tem ações da empresa não é difícil falar em segurar pois mais a boa-ventura virá e rápido.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Semana interessante, apesar do feriado, para os investidores

A semana termina com o placar a favor para os investidores. A Bolsa de Valores de São Paulo terminou a sexta-feira (16) em leve queda, procurando se ajustar à movimentação da véspera em Nova York, em outro dia bastante volátil nos mercados acionários.

O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, encerrou o dia em baixa de 0,03%, a 64.609 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,4 bilhões, antes do vencimento de opções na segunda-feira. A sexta-feira assistiu a uma relativa tranquilidade no cenário externo, com alta moderada das bolsas em Nova York.

O mercado sofreu ajustes seguindo o fechamento das bolsas da véspera, quando por aqui foi feriado. Na quinta-feira, o índice de principais ADRs brasileiros fechou em queda de 2,6% na bolsa de Nova York, com destaque para as fortes quedas nos papéis das blue chips Companhia Vale do Rio Doce e Petrobras.

Esta semana houve, como havia dito em comentários anteriores muito "colamento" e creio que isso deverá ocorrer na próxima semana por conta do feriado do dia da consciência negra.

Dólar continua em queda

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, com os investidores cautelosos em um dia marcado pelo fraco volume de negócios. A moeda norte-americana subiu 0,69%, a R$ 1,746, e encerrou a semana estável. No mês, a moeda registra valorização de 0,46%.
Comprem dólar para viajar....