sexta-feira, julho 06, 2007

A carteira da corretora Link


A corretora Link publicou relatório na quarta-feira (4) com sua carteira recomendada composta por quatorze sugestões de investimentos em ações para o mês de julho.

A carteira foi mantida pela corretora sem qualquer alteração, com os mesmos papéis e pesos reiterados em relação à alocação anterior.

A carteira recomendada da corretora apresenta valorização de cerca de 19% em 2007, um desempenho levemente inferior ao do Ibovespa, que avançou 25% no mesmo período.

Destaques da carteira
A maior participação da carteira é dos papéis da Itaúsa, com 15% do portfolio. A holding que controla o Banco Itaú é seguida pelos papéis da ALL, da Aracruz, da CPFL Energia e da Embraer, todos com 10% de participação na carteira recomendada

Vendido no futuro
Para os investidores que desejam aplicar em ações, a Link recomenda uma exposição "short" (vendido) no índice futuro de 30% do portfolio total, de modo que a exposição líquida sugerida ao mercado acionário é de 70%.

Confira as sugestões da carteira:

Empresa Código Participação
ALL ALLL11 10%
Aracruz ARCZ6 10%
Bradesco BBDC4 5%
CCR CCRO3 5%
Cemig CMIG4 5%
Cesp CESP6 5%
CPFL Energia CPFE3 10%
Itausa ITSA4 15%
Duratex DURA4 5%
Lojas Americanas LAME4 5%
Embraer EMBR3 10%
M Dias Branco MDIA3 5%
Petrobras PETR4 5%
Totvs TOTS3 5%
Agenda econômica para hoje


SÃO PAULO - A agenda econômica desta sexta-feira (6) reserva grande movimentação de indicadores, com destaque para os dados norte-americanos para o mercado de trabalho, com taxa de desemprego, empregos gerados e dados de remuneração e horas trabalhadas, todos aguardados às 9h30.

Internamente, é esperada apenas a divulgação do IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor - Terceira Idade), às 8h00; e do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), para as 9h30.

A data também marca o encerramento do período de reservas do banco Indusval, como ocorrência em ofertas públicas de ações.
O otimismo em torno do atual momento vivido pela economia brasileira e em relação ao que o futuro reserva para o país é evidente entre os investidores, assim como a percepção de que os preços dos ativos domésticos de renda variável muito provavelmente deverão seguir repercutindo tal situação, repetindo nos próximos meses em maior ou menor grau a tendência de valorização verificada nos últimos meses.

Sem a pretensão de ir contra a percepção da maioria, que neste caso leva em consideração pesquisas realizadas com analistas e com participantes do mercado, um exercício pertinente ao momento é olhar na direção contrária. Não é exatamente nos períodos de maior percepção de segurança que baixamos a guarda e ficamos mais vulneráveis?

Sendo assim, algumas questões ganham importância: o que pode dar errado? Como agir para evitar que seus investimentos se percam caso as elevadas expectativas de crescimento dos lucros corporativos não se concretizem ou sejam revertidas para uma expectativa menos promissora?

Como identificar os possíveis riscos?
Na opinião dos analistas da HSBC Corretora, a primeira coisa a se fazer é identificar os possíveis riscos. Para realizar tal tarefa de forma mais eficiente, uma segregação de ambientes se faz necessária.

No front externo, o atual momento é de grande liquidez e busca por ativos mais rentáveis, como os de países emergentes, segmento no qual o Brasil se destaca. Dessa forma, internamente, uma redução no fluxo de recursos penalizaria o custo de capital e o volume de investimentos, assim como a taxa de câmbio e o interessante ambiente inflacionário.

Na opinião dos analistas da HSBC Corretora, atualmente, o balanço de riscos que poderia gerar um mal estar global concentra-se em três possibilidades de tamanho e impactos distintos: alteração no rumo da economia e da política monetária norte-americana; prolongamento acima do esperado no aperto monetário regido por alguns países europeus; e, por fim, uma desaceleração significativa no ritmo da China.

Não que a aposta seja de que as hipóteses anteriormente citadas vão se concretizar. Mas o fato é que elas merecem atenção, uma vez que podem sim criar as bases para um movimento de ajuste de posições mais forte no qual os mercados emergentes muito possivelmente seriam os mais afetados.

Escândalos políticos e crescimento de longo prazo
Internamente, mesmo considerando que os mercados estão praticamente ignorando os escândalos que freqüentemente atingem o meio político, os analistas lembram que a performance do Estado, que por sua vez é regido pelos políticos, tem influência direta na sustentabilidade do crescimento de longo prazo.

"Caso continuemos a assistir ao Congresso Nacional focado em seus próprios problemas, deixando de votar as reformas essenciais para a manutenção do crescimento econômico, poderemos ver o fim da boa vontade dos investidores e uma alteração na performance dos mercados e da dinâmica econômica".

"Muito embora as conseqüências negativas originárias deste front sejam sentidas somente no longo prazo, esse movimento deve ser acompanhado com atenção pelo investidor", reforçam os analistas.

Fragilidades inerentes à área econômica interna
Passando a avaliar as fragilidades inerentes à área econômica interna, os principais possíveis focos de tensão perceptíveis seriam o câmbio e a inflação. Ou seja, mudanças no fluxo de capitais e na relação entre a oferta e demanda por produtos devem ser sempre avaliados com cuidado, mesmo quando grande parte das premissas sugere relativa tranqüilidade quanto a estas variáveis.

Outro ponto considerado pelos analistas da HSBC Corretora diz respeito ao quadro corporativo e a atenção das empresas às boas práticas de governança corporativa. "A boa vontade dos mercados em relação às empresas domésticas acabou colocando em segundo plano questões relevantes como governança corporativa, precisão nos guidances, e responsabilidade sócio-ambiental".

"Contudo, cedo ou tarde, os grandes investidores globais terão de ser mais seletivos no momento de alocar seu capital e, dessa forma, estes comportamentos poderão se tornar potenciais fontes de risco".

E o que fazer para se proteger de tudo isso?
Após analisarmos brevemente as fragilidades das áreas econômica, corporativa, política e externa e percebermos que, apesar do bom momento da economia brasileira, não estamos livres de risco, a segunda etapa seria encontrar formas para minimizar o impacto destes aos seus investimentos.

Na opinião da HSBC Corretora, o melhor a se fazer é, além de estar atento ao comportamento dos mesmos, seguir uma estratégia de investimentos com diversificação de portfólio, focada em empresas cujo potencial de apreciação seja tão relevante quanto alguns requisitos como: internacionalização, governança corporativa e um management experiente.

"É importante lembrar que nos últimos 5 anos, por exemplo, a performance de empresas com essas características na Bovespa superou de forma significativa a própria performance da economia doméstica", completam os analistas, que neste mês de julho recomendam posicionamento em Petrobras, Vale do Rio Doce, GOL, Cosan e Bradesco

terça-feira, julho 03, 2007

A crise da aviação não tem fim, aliás está longe de ter.. Está num buraco branco sem fundo e desce cada vez mais.
Ontem, o presidente da Infraero, cujo nome não me lembro, disse que a crise está longe de acabar. Creio que ele tem razão. Há muita gente sofrendo. Mas a culpa de tudo é do próprio governo. A estabilidade economica propicia com que mais e mais gente entre nessa de gastar grana com viagens e conhecer o Brasil.
Necessitamos de gente inteligente e experiente para colocar um fim nessa história de caos aéreo.

quinta-feira, junho 28, 2007

Cenas de selvageria no Rio
A policia do Rio realizou ontem uma megaoperação no Complexo do Alemão, zona norte da cidade, para conter o poder do tráfico de drogas na região. A situação, que parece estar controlada, mostra que a boa vontade dos policiais em colocar ordem na casa também evidencia a atitude de um governador com vontade de resolver o problema..
Entretanto, não basta resolver com força o problema da violencia, é necessário o estado ter outro tipo de atitude para sociabilizar o complexo e iniciar a partir dali uma vderdadeira ''desregulamentação" do poder do tráfico de drogas.....

segunda-feira, junho 25, 2007

Playboys, espancaram uma mulher, empregada doméstica. A moça foi hospitalizada, apos ser atacada a socos e ponta-pés pelos acusados.. Só no Brasil acontece isso né.... É foda

segunda-feira, junho 18, 2007

Para Lula, economia do Pais vive melhor momento

do G1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18), durante seu programa semanal “Café com o presidente”, que a economia brasileira “vive o seu melhor momento desde que a República foi proclamada”.

“Eu posso hoje dizer ao povo brasileiro, com muita tranqüilidade, que mesmo aqueles que são pessimistas ou mesmo aqueles que querem torcer contra o governo, porque a verdade é que tem gente que gosta que as coisas não dêem certo para eles poderem dizer que têm razão, é que o Brasil vive o seu melhor momento desde que a República foi proclamada”, afirmou o presidente.

Para Lula, os dados do primeiro trimestre do PIB indicam que o país tem possibilidade de crescimento também nos próximos três trimestres. “Me indica uma melhor situação para a economia brasileira, o que me deixa acreditando que a gente vai ter mais crescimento econômico, mais geração de emprego, mais distribuição de renda, mais exportação, mais importação, portanto, mais riqueza será produzida neste país para o bem de todo o povo brasileiro”, disse.

O presidente destacou ainda o crescimento “combinado com estabilidade econômica”. “Todo mundo está percebendo que nós conseguimos combinar crescimento com controle da inflação. E mais importante, todo mundo conseguiu perceber que nós estamos fazendo o crescimento das exportações e o crescimento das importações e o crescimento do mercado interno.”

Segundo Lula, outros destaques da economia brasileira são o crescimento do crédito e da construção civil, o desenvolvimento da agricultura e a queda do risco-país. “Nós não vamos brincar com a economia, não tem mágica na economia, a economia significa seriedade. E tudo aquilo que precisar fazer com muita seriedade para que a economia brasileira seja mais séria, tenha mais respeitabilidade tanto externa quanto interna, nós vamos fazer.”
Educar do Wallace
É voltado para qualquer pessoa, em idade escolar ou não, que queira saber mais sobre planejamento de finanças pessoais, hábitos de poupança e tipos de investimento.

O principal objetivo do projeto é fomentar uma cultura de poupança e formação de patrimônio, explicando à população como administrar suas finanças. Participando do Educar, crianças, jovens e adultos aprenderão como controlar desde a mesada até o orçamento familiar.
SÃO PAULO - A exemplo das últimas semanas, a terceira semana de junho começou com desvalorização do iene. A moeda japonesa atingiu novo piso histórico frente ao euro, com cotação de ¥165,50 frente à moeda européia, nesta segunda-feira (18).

O iene também sofreu fortes desvalorizações frente ao dólar australiano e da Nova Zelândia, atingindo os menores patamares em mais de quinze anos. Na última sexta-feira (15), o Bank of Japan decidiu manter a taxa básica de juros local em 0,5% ao ano, a menor taxa de juros entre os países desenvolvidos.

O diferencial entre rendimentos de ativos japoneses e do resto do mundo faz os investidores aplicarem no exterior, com financiamentos em iene. Estas operações, denominadas de carry trade, estimulam a saída de divisas do país asiático e força a desvalorização da moeda japonesa.

Para os analistas, a tendência é que a moeda japonesa enfrente novas desvalorizações, já que as projeções do mercado apontam para elevação dos juros japoneses apenas no segundo semestre.

Iene em queda
No pregão desta segunda-feira o iene opera em alta de 0,02% frente ao dólar norte-americano. Com isso a desvalorização acumulada do iene no ano é 3,67% frente ao dólar, visto que no final de 2006 o iene estava cotado em 119,08.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Os EUa ainda estao com medo de ataques terroristas, as pessoas andam com medo , sentem medo de tudo e de todos e ainda nao assimilaram que sao o primeiro pais do mundo em todos os sentidos.....
TV aqui eh igual ao Brasil, soh passa merda e quando passa algo inteligente e decente eh de poucas horas.... Mas no geral senti que as pessoas dos EUA estao mais conectadas com o mundo , fato que nao era assim antes das torres cairem. A agora grande parte da midia sente que sao o maior pais do mundo e correm para se atualizar....
Andando por NY vi coisas que nao vejo no Brasil e sinto que isso vai demorar para chegar... Tecnologia aqui por exemplo eh de primeira linha ..Todos tem fone celular, embora achei que sao mais escravos do nos brasileiros, e tambem computador, mas aqui isso eh barato , perdi uma oportunidade de comprar , mas tudo bem.. O sol nao brilha para todos...mas brilha para quem quer trabalhar , quem quer fazer as coisas com vontade e atitude....
Enfim, no pais com mais havidos consumidores do mundo as pessoas nao pensam muito em se divertir ou mesmo se sentirem a vontade..Ainda sao muito frios nao conversam entre si e ou mesmo se conprimentam.....
os EUA nao mudou em nada desde que estive aqui.. O que vejo eh que muitas pessoas estao batalhando por coisas novas por coisas que lhes satisfazem na busca da vida melhor...Sentem que os caminhos sao do trabalho arduo , mas com consciencia....
Tenho minha vida no Brasil e seria muito dificil fazer algo para viver aqui...Tudo bem? ser um cidadao americano seria um dos objetivos , poi ai poderia estar normal ..Cidadao sem documento ainda eh um problema aqui...

terça-feira, julho 04, 2006

Matéria da Agencia de Notícias AFP

Hamas: um governo quase clandestino por medo de ataques israelenses
Por Beatriz Lecumberri GAZA, 4 jul (AFP) - Escondidos na casa de amigos, privados do uso de telefones celulares e obrigados a deixar de freqüentar o local de trabalho: a vida do premier Ismail Haniyeh e a de outros líderes do Hamas mais parece a de um grupo clandestino do que a de um governo eleito."Estamos adotando cada vez mais medidas de proteção, devido às ameaças israelenses. Nossas vidas estão em perigo, mas é o que acontece com todos os palestinos desde o começo da ocupação", comentou o ministro da Informação, Yussef Rizqa.Segundo o ministro, os membros do governo tentam continuar trabalhando normalmente e "honrar seu compromisso com o povo palestino", apesar do assédio israelense que sofrem os territórios palestinos desde que um soldado de Israel foi seqüestrado, em 25 de junho."Muitos ministros não podem trabalhar em seus gabinetes porque têm medo de serem alvos de um ataque com mísseis. Haniyeh pediu a todos que multiplicassem as medidas de proteção", indicou outra autoridade do governo, segundo a qual, devido à falta de segurança na Faixa de Gaza, os ministros e deputados dormem a cada noite em um local diferente e mudam constantemente de carro e hábitos.Com os tanques israelenses posicionados a pouca distância, aguardando apenas uma ordem para entrar em Gaza e tentar libertar o cabo Gilad Shalit, o governo palestino decidiu cancelar a reunião semanal de terça-feira. Mas o Executivo teve um encontro surpresa, para evitar ataques israelenses.Nesse ambiente de tensão, a detenção, na semana passada, de 64 ministros, deputados e prefeitos do Hamas na Cisjordânia, realizada por Israel, eliminou um terço do governo do Hamas e reduziu a já escassa margem de manobra do Executivo.Os membros do governo evitam usar o celular, por medo de serem localizados, comunicam-se por fax e mantêm reuniões em lugares secretos, decididas na última hora e longe das câmeras. Alguns, como o vice-premier, Hasserdin al-Shaer, têm o paradeiro desconhecido na Cisjordânia desde a semana passada."Todos nós sabemos que Israel gostaria de assassinar Haniyeh, mas se decidisse fazer isso neste momento, colocaria em risco ainda maior a vida de seu soldado", estimou o professor Mjaimar Abu Sada, da universidade Al-Azhar, de Gaza.Haniyeh tem bons motivos para ter cautela. Israel não titubeou em assassinar há três anos o xeque Ahmed Yassin, líder espiritual do movimento, lançando um míssil contra seu carro em Gaza, e, semanas depois, em matar seu sucessor, Abdelaziz Rantissi.O professor lembrou que o governo palestino está "paralisado há meses", porque, desde que tomou posse, no começo do ano, seus ministros de Gaza e Cisjordânia nunca puderam se reunir em um mesmo local, e porque sempre existe o medo de ataques israelenses."Os palestinos entendem o que está acontecendo e aceitam que a prioridade atual de seu governo seja outra que não garantir o fornecimento de água ou energia na Faixa de Gaza", explicou Abu Sada. Ele estima que, "apesar de Estados Unidos e Europa considerarem o Hamas uma organização terrorista, a maioria de seus membros não tem relação com o braço militar do Hamas, as Brigadas Ezzedin Al-Qassam. Por isso, a comunidade internacional e os países árabes deveriam estar mais presentes nessa crise e pedir a Israel que deixe de lado a obsessão de eliminar este governo."


Em resumo : estão mais fudidos
O Brasil perdeu nas quarta-de -final para a França e está fora da Copa de 2006... Não torci muito por sempre achei que o Parreira não é um bom técnico de futebol.... Não gosto do estilo de jogo que esse treinador impõe.... Estou torcendo para França...

terça-feira, junho 13, 2006

Matéria do Le Monde Diplomatique



Bem-vindos ao fim da Era Petróleo
O esgotamento das reservas é muito mais rápido que se supunha. Mas o consumo não para de crescer e podem surgir, entre os grandes importadores, disputas pelas fontes que restam
Nicolas Sarkis
Durante os três últimos anos, aumentaram consideravelmente as preocupações com o esgotamento das reservas petrolíferas. Agora, elas não se restringem às importações do Oriente Médio, região de turbulências crônicas. Abrangem o conjunto mundial de produção, refino e transporte de petróleo e gás natural. O sinal de alarme é acionado cada vez mais freqüentemente, tanto pelos dirigentes políticos quanto por especialistas independentes. Em seu último relatório bienal “Perspectivas Energéticas Mundiais”, publicado em 7 de setembro de 2005 e relativo ao período de 2004 a 2030, a Agência Internacional de Energia (AIE) expressa um sentimento quase generalizado, ao afirmar que “ os riscos para a segurança energética aumentarão muito, em curto espaço de tempo”, e que “a vulnerabilidade a perturbações no nível de reservas se acentuará com o aumento do comércio global [1]”. Durante seu discurso de ano novo, no dia 5 de abril de 2006, o presidente francês Jacques Chirac, por sua vez, expressou a “necessidade de preparar-se para a era pós-petróleo” como a grande questão do século.
Considerado o principal substituto para o petróleo, o gás natural ainda suscita preocupações, sobretudo depois de o maior exportador mundial, a Rússia, suspender as entregas para a Ucrânia e a Geórgia e as reduzir para a Hungria, Áustria e Itália, por insuficiência de estoque. Essas perturbações foram consideradas sérias o bastante para que o problema da segurança energética dominasse a pauta do encontro do G-8 em fevereiro de 2006, em San Petersburgo.
No discurso sobre o estado da União de 31 de janeiro, o presidente norte-americano George W. Bush preconizou, baseado no habitual apelo à segurança, a necessidade de os Estados Unidos reduzirem sua dependência face às importações de hidrocarbonetos e de “ir além do petróleo”. A mesma opinião pode ser ouvida na Europa, onde uma reunião de especialistas em energia, realizada no dia 15 de fevereiro, em Berlim, destacou “o interesse estratégico” na diminuição da dependência européia de importações do Oriente Médio e da Rússia, e no reforço das medidas de segurança que se tornaram “cruciais”, segundo Luc Werring, alto funcionário da União Européia.
Mais guerreiros e mais dependentes
Por que todo esse desconforto, quando a águia estadunidense estende suas asas de um extremo ao outro do Oriente Médio, da Ásia Central e da África, e os países exportadores não hesitam em abrir as comportas para enfrentar a rápida aceleração da demanda e evitar uma escassez de oferta?
Esse sentimento súbito e generalizado de insegurança é o oposto do que muitos previam ou esperavam, antes da guerra contra o Iraque e da tomada, por Washington, do país que possui as maiores reservas mundiais de petróleo, depois da Arábia Saudita, Ele também contraria as certezas que prevaleciam logo após a guerra do golfo (1990-1991) e da libertação do Kwait pelos Estados Unidos e seus aliados.
Nessa época, ficou famosa uma frase James Schlesinger, ex-secretário da Defesa e diretor da CIA (governo Nixon) e ex-secretário de Energia (governo Carter). Ele afirmou, diante do 15º congresso do Conselho Mundial de Energia, (setembro de 1992, Madrid), que, na opinião de altos funcionários do governo de Bush pai, “o povo americano aprendeu com a guerra do golfo que é muito mais fácil e divertido dar um pé na bunda do pessoal do Oriente Médio que fazer sacrifícios para limitar a dependência em relação ao petróleo importado”.
Schlesinger explicitou seu raciocínio destacando que, depois da queda da União Soviética e da ameaça soviética às reservas do Oriente Médio, os temores em relação à segurança das reservas de petróleo enfraqueceram consideravelmente nos Estados Unidos. Acotação relativamente baixa do preço do produto, que contribui para um aumento do nível de importações e para a queda da produção nacional, não era mais razão de inquietações.
A última constatação é que o cenário mudou profundamente ao longo dos três últimos anos. Ao invés de viabilizar um forte aumento da produção iraquiana e uma conseqüente baixa nos preços, a invasão do Iraque, em março de 2003, foi seguida por uma série de sabotagens, tomou a dimensão de uma guerra civil e acabou provocando uma baixa na produção de petróleo — de 2,5 milhões para 1,5 milhões de barris [2] por dia, em um dos principais países exportadores.
Aliados a outros fatores, esse fenômeno levou a uma explosão das cotações. Na média calculuada pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), elas passaram de 24,36 dólares o barril, em 2002, US$ 50,58, em 2005.
Um mundo viciado em óleo
Ao contrário das crises de petróleo de 1973-1974 e de 1979-1980, esta alta completamente inesperada e o desconforto com relação à segurança de suprimento não são conseqüências de um embargo, de uma baixa nas exportações ou da utilização do “ouro negro” como arma por determinado país produtor. Ela encontra suas origens numa série de fatores – especialmente nos atentados e na instabilidade política no Oriente Médio, nas tensões em torno do programa nuclear iraniano, nos conflitos étnicos na Nigéria [3]], etc. Há razões ainda mais preocupantes e duradouras, já que envolvem o equilíbrio entre oferta e procura.
Vivemos uma aceleração inesperada do ritmo de aumento das demandas de consumo. Após um crescimento médio de 1,54% ao ano, durante o período 1992-2002, a demanda mundial aumentou 1,93% em 2003 e 3,7% em 2004. Atingiu um recorde de 82,1 milhões de barris por dia em 2005. Em apenas três anos, a demanda por petróleo aumentou em 5,5 milhões de barris por dia. O crescimento foi assombroso especialmente na China, com um salto de 7,6% em 2003 e 15,8% em 2004.
Este aumento da demanda levou os países produtores a extrair até o limite de sua capacidade. Eles não têm como obter mais petróleo. A esse fator adiciona-se a saturação da capacidade de transporte e refino, sobretudo nos Estados Unidos, que aumentou naturalmente a espiral ascendente dos preços.
As estimativas disponíveis, sobretudo as da Agência Internacional de Energia (AIE) e do Departamento norte-americano de Energia (DoE) prevêem um aumento de cerca de 50% no nível mundial de consumo, durante os próximos 25 anos. Isso provocaria um salto de 83,2 milhões de barris/dia, em 2005, para 115,4 milhões, em 2030, segundo a AIE (ou 131 milhões, de acordo com o DoE). Como bem diz um anuncio publicitário recente do grupo norte-americano Chevron Texaco: foram necessários 125 anos para que o mundo consumisse o primeiro trilhão de barris de petróleo, mas serão necessários apenas 30 anos para que se consuma o segundo — o que corresponde ao total das reservas comprovadas.
Como e a que custo poderíamos responder a essa rápida escalada da demanda? A resposta a essa questão depende de duas variáveis: de um lado, a confiabilidade dos números existentes sobre a estimativa das reservas; de outro, o possível aumento da capacidade de produção.
E se as reservas forem ainda menores?
Apesar de não serem novas, as suspeitas a respeito do real volume de reservas foram recentemente reforçadas por revisões para baixo anunciadas por algumas empresas petroleiras, e por novas estimativas feitas por geólogos independentes. No que se refere aos membros da OPEP, as dúvidas a respeito das estimativas oficiais remontam aos anos 80, quando os países do Golfo Pérsico realizaram, um após outro, reavaliações espetaculares de suas reservas, sem que isso jamais fosse respaldado por novas descobertas, altas de preço ou novos estudos.
Entre 1985 e 1986, os Emirados Árabes Unidos aumentaram a estimativa oficial de suas reservas de 33,9 para 97,2 bilhões de barris. A Arábia Saudita aumentou a sua estimativa de reservas em 50%, levando-a de 169,6 bilhões (1987) para 254,9 bilhões de barris (1988). O Iraque dobrou seus cálcuos, que passaram de 32 bilhões de barris (1981) para 65 bilhões (a partir de 1983), chegando depois a 115 bilhões (2001). Esse inchamento das estimativas ocorreu em uma época em que os países-membros da OPEP fixavam suas quotas nacionais de produção essencialmente em função das reservas comprovadas de cada país. Entre 1983 e 1988, o total das reservas estimadas pela OPEP aumentou em 62%, saltando de 470 para 764,4 bilhões de barris. Novas reavaliações, nos mesmos países, elevaram em seguida estas reservas para 896,6 bilhões de barris em primeiro de janeiro de 2005.
Algumas dessas revisões certamente foram conseqüência de novas descobertas, ou de progressos tecnológicos que influenciaram a capacidade de extração. Outras são objeto de desconfiança, mesmo porque a quase totalidade dessas reservas é controlada por empresas estatais, que recusam qualquer controle ou análise externa. As estimativas oficiais das reservas da OPEP ditas “comprovadas” são superiores em cerca de 400 bilhões de barris às feitas por entidades independentes, entre elas a Association for the Study of Peak Oil (ASPO). Os volumes chamados por alguns especialistas de “barris fictícios”, correspondem a 44% do total das estimativas oficiais da OPEP. Isso evidentemente não significa que os números apresentados pelos orgãos independentes sejam mais próximos da realidade que os anunciados pelos países em questão. De todo modo, a enorme diferença entre os estimativas permite ter idéia da complexidade dos critérios técnicos e econômicos utilizados, e das dúvidas que cercam os dados disponíveis.
As transnacionais também superestimam
Tais dúvidas são reforçadas pelo fato de os números publicados por certos membros da OPEP permanecerem inalterados durante períodos muito longos, como se cada barril extraído fosse miraculosamente substituído naquele instante por uma nova descoberta ou reavaliação. O Iraque, por exemplo manteve sua estimativa em 100 bilhões de barris ao longo de todo o período de 1987 a 1995, quando a elevou para 115 bilhões. Não menos surpreendente é o exemplo do Kwait, que manteve intacta, entre 1991 e 2002, a estimativa de 96,5 bilhões de barris em suas reservas comprovadas — apesar de uma extração acumulada de 8,4 bilhões de barris, no período. Baseando-se em dados que teriam sido fornecidos por altos funcionários do governo do Kwait, o semanário americano Petroleum Intelligence Weekly sustenta que as estimativas oficiais são uma mescla de reservas comprovadas, prováveis e possíveis. As reservas realmente comprovadas não passariam de 48 bilhões de barris...
O volume das reservas comprovadas da Federação Russa permanece incerto, devido tanto à falta de transparência das estatísticas do país quanto ao método de avaliação utilizado. De acordo com fontes ocidentais, o volume real das reservas seria de 30 a 40% inferior às estimativas oficiais, de 72,3 bilhões de barris.
Mesmo no que diz respeito às empresas multinacionais, com ações negociadas na bolsa e submetidas a controles contábeis e empresas de auditoria, há fortes dúvidas – sobretudo depois do caso Shell. Depois de uma forte queda na produção de suas jazidas de Yebal, em Omã, e outras perdas em todo o mundo, a companhia teve que reconhecer, em janeiro de 2004, que suas reservas haviam sido superestimadas em algo próximo de um terço. Poucos meses mais tarde, a empresa americana El Paso anunciou também uma reavaliação para baixo em cerca de 11%. Mais recentemente (janeiro de 2006) o grupo espanhol Repsol-YPF teve também que diminuir em 1,25 bilhões de barris suas supostas reservas — isto é, 25% do total do que fora estimado antes. Assim como ocorrera com a Shell, o grupo foi alvo de uma avalanche de ações judiciais por parte de seus acionistas.
Extração supera as novas descobertas
Uma outra causa de preocupação é o fato de que o volume de petróleo extraído do subsolo é, há 20 anos, superior ao volume descoberto. Algumas multinacionais, com dificuldades em manter o nível de produção, compram, quando podem, ativos de outras empresas. O episódio mais recente foi o da ChevronTexaco, que pagou alto preço para adquirir, em 2005, a empresa norte-americana Unocal, cobiçada pela estatal chinesa CNOOC. Sem esta aquisição, a taxa de renovação de reservas da ChevronTexaco não ultrapassaria os 40-45% em 2005.
Junto com a desaceleração das descobertas e com a baixa, lenta mais inexorável, da proporção reservas/extração, um outro risco pesa sobre o mercado do petróleo. Trata-se do declínio na produção, num bom número de países, e da insuficiência de investimentos voltados para desenvolver as novas tecnologias necessárias para o suprimento da demanda.
Por causa da baixa na produção e do aumento de suas necessidades nacionais, certos países, antes grandes exportadores de petróleo, tornaram-se importadores (Indonésia, Egito e Tunísia; sem esquecer, é claro, os Estados Unidos), ou estão em vias de se tornar (Gabão, Omã e Síria). No México, um estudo realizado em 2005 pela companhia nacional Pemex, alerta para o risco de um declínio na extração muito mais rápido que o previsto – principalmente no campo de Cantarell, que, com 2 bilhões de barris, representa cerca de 60% do total da produção no país. No Mar do Norte, a AIE prevê o declínio das reservas, de 6,6 bilhões de barris (2002) para 4,8 bilhões (2010) e apenas 2,2 bilhões (2030).
Este declínio poderia ser compensado a tempo por países exportadores? Não há nada mais incerto. No que diz respeito ao Oriente Médio, cuja produção deveria supostamente dobrar até 2025, para saciar a crescente demanda global, as projeções da AIE e do departamento americano de Energia parecem ser totalmente irrealistas. Somente a Arábia Saudita pôs em marcha um programa que visa o aumento de sua capacidade — dos atuais 10,8 bilhões de barris dia para 12,5 bilhões de barris dia em 2009. Nos demais países, a situação é bem menos promissora, sobretudo no Irã, Iraque e Kwait. A situação política no Iraque e as tensões envolvendo o programa nuclear iraniano comprometem a capacidade produtiva desses países. O famoso “projeto Kuwait”, que deveria dobrar a produção do país, avança lentamente há dez anos, enquanto as antigas jazidas de Burgan e de Raudhatain, que totalizam 67% da produção do país, começam a dar sinais de esgotamento.
Nesse contexto, marcado por uma demanda cada vez maior e recursos cada vez mais raros, os principais perigos que rondam a segurança do abastecimento são o desequilíbrio entre a oferta e a procura e a concorrência e risco de conflitos, entre os principais países consumidores. Essa rivalidade explica a corrida em que se lançaram os Estados Unidos, os países europeus, a China, o Japão e a Índia, para pôr os pés nos países detentores de reservas e controlar as rotas marítimas e terrestres entre os centros de produção e as grandes zonas de consumo. A guerra do Iraque, que permitiu a Washington livrar-se da presença francesa, russa e italiana naquele país; o novo oleoduto Bakou-Tbilissi-Ceyhan (BTC); e o recente acordo entre Alemanha e Rússia sobre o gasoduto norte-europeu (GNE), que será construído sob o Báltico, são exemplos de grandes manobras tendo em vista a segurança de abastecimento energético dos países envolvidos.
Depois da crise de 1973/1974, os perigos mudaram de natureza. A palavra embargo foi banida do vocabulário dos países exportadores. Por maior que seja a ironia, são os países industrializados que utilizam o petróleo como arma, contra os países exportadores. Isso se deu, por exemplo, por meio das sanções da ONU contra o Iraque (no período 1990-2003) ou de sanções norte-americanas contra Irá, Líbia — por meio do ato de sanção contra a Líbia e o Irã (ILSA) [4] — e Sudão. Ao contrário do que supõe um preconceito tão absurdo quanto perigoso, há uma verdadeira complementaridade entre os países importadores e exportadores. À legitima preocupação dos primeiros, para garantir suas importações de petróleo e gás, corresponde a não menos legítima e não menos vital preocupação dos segundos, interessados em garantir seus mercados e receitas de exportação, indispensáveis para o desenvolvimento de suas economias. Quanto às divergências sobre os preços, elas mesmas têm se atenuado. A nova tendência de alta favorece uma necessidade imperativa. Ela permite conseguir aprovação para investimentos colossais no desenvolvimento da capacidade de produção e de outras fontes de energia mais caras.
Com o petróleo destinado a se tornar cada dia mais caro e mais raro, o problema da segurança de abastecimento requer um comportamento político bem diferente daquele de trinta anos atrás. Os antagonismos e os riscos de conflitos situam-se hoje bem menos entre os países produtores e os importadores. Concentram-se entre os próprios países importadores, cujo aumento de demanda e o declínio na produção doméstica levam inevitavelmente a depender ainda mais de importações, sobretudo provenientes de países do Oriente Médio. Algumas velhas receitas para a manutenção da segurança, entre elas a diversificação das fontes de abastecimento ou o exercício da pressão sobre os países produtores a fim de se beneficiar de petróleo abundante e barato, tornaram-se ineficazes. Os novos desafios somente podem ser enfrentados mediante relações baseadas no equilíbrio de interesses entre os países soberanos.

terça-feira, junho 06, 2006

O julgamento de Suzane Von Richtofen e dos irmãos Cravinhos foi adiado para a segunda quinzena de julho.. Creio que os advogados estão ganhando tempo, mas a condenação será inevitável...
Na minha opinião eles mataram os pais da menina a mando da moça, que estava apaixonada pelo cara...
Cara, isso é desvio de conduta... Paixão é uma merda.... mas ao mesmo tempo muito bom....
Os mercados estão assustados com as declarações do presidente do Federal Reserve (FED) Ben Bernanke (não se é assim que se escreve) e a volatilidade está a toda prova.. Vamos ver o que acontece...
A notícia é sempre a mesma


O brasileiro Rubens Barrichello espera manter neste ano o seu retrospecto positivo no circuito de Silverstone. O Grande Prêmio da Inglaterra está marcada para o próximo domingo.
Atualmente na Honda, o piloto conseguiu nos seus tempos de Ferrari uma vitória (2003), duas poles (2000 e 2003), duas voltas mais rápidas (2002 e 2003) e quatro pódios (2001, 2002, 2003 e 2004) no circuito inglês, um de seus preferidos na Fórmula 1.
"Silverstone é um circuito fantástico, de alta velocidade e curvas desafiantes, embora ultrapassar seja um pouco difícil. É uma pista na qual realmente gosto de pilotar", declarou.
"Tenho boas memórias de Silverstone, desde os tempos em que era jovem. A lembrança mais especial, é claro, é a vitória partindo da pole position em 2003", acrescentou o brasileiro.
Oitavo colocado no Mundial deste ano, com 13 pontos, Barrichello ficou satisfeito com os últimos testes no circuito de Barcelona. "Tivemos um sólido teste na semana passada, em que focamos o acerto do carro e a escolha de pneus para Silverstone. Estou me sentindo bem para o fim de semana", concluiu.
fonte: Jornal Terra

quinta-feira, junho 01, 2006

Cenário para 2010, Lula apóia Aécio Neves para presidente.. Pt não tem candidato....
E....... Brasil........
Muita coisa pode mudar.... Ou seja Lula já conta que será reeleito este ano..