A Bovespa foi o melhor investimento do mês de março. Seu índice principal, o Ibovespa, acumulou rentabilidade de 7,18%. Não é pegadinha, nem brincadeira de primeiro de abril. Em meio a notícias e previsões acerca do crescimento da economia do Brasil e do mundo, a bolsa de valores de São Paulo reage e mostra fôlego. Inevitavelmente surge a dúvida: será a bolsa brasileira uma boa opção de investimentos para o ano de 2009?
Obviamente, o resultado de março não deve ser encarado como uma tendência absoluta; a cautela deve continuar pautando nossas decisões. Nos próximos meses, a Bovespa, bem como as bolsas do mundo, passará por períodos de grande instabilidade e volatilidade. Mas sem dúvidas o sinal é positivo. A esperança surge novamente.
Ressurgindo das cinzas
O resultado de março é o melhor desempenho desde abril de 2008, quando o Brasil foi elevado ao chamado Grau de Investimento pela Agência de Rating Standard & Poor`s. De lá pra cá, a crise mundial se agravou e a Bovespa despencou, levando milhões de investidores ao desespero.
quinta-feira, abril 02, 2009
terça-feira, março 31, 2009
Posto de renegociação de dívidas
Achei esta reportagem http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2009/03/31/04023270D4819326.jhtm muito interessante para quem está com problemas de renegociação de dívidas.
Quem precisar de ajuda basta ir lá ...
Quem precisar de ajuda basta ir lá ...
segunda-feira, março 30, 2009
Os juros e os investimentos em títulos do governo
A redução do juro básico brasileiro (Selic) e a expectativa de que o governo continue a cortá-lo para estimular a economia têm feito as taxas oferecidas nos títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto caírem vertiginosamente desde outubro, conforme mostra infográfico abaixo.
Apesar desse declínio, os especialistas são convictos: quem está investindo de olho no longo prazo ainda encontra, nos papéis indexados à inflação, uma boa oportunidade. Para quem tem compromissos no curto prazo, os títulos prefixados são os mais indicados.
Para quem possui uma despesa no curto prazo, os títulos prefixados são a melhor opção. Estes papéis têm a taxa de juros definida no momento da compra. O título à venda, que tem vencimento mais rápido, janeiro de 2010, paga 9,88% ao ano. “As próximas quedas do juro estão embutidas no papel, o que traz menos risco para quem quer apenas garantir o poder de compra”, explica o diretor-executivo da BI Invest, Reinaldo Zakalski.
O funcionário público Licurgo Carvalho é um investidor que compra títulos prefixados porque já sabe exatamente quando terá de pagar a parcela para a entrega das chaves de seu novo apartamento, em 2010. Por isso, sempre que sobra dinheiro no mês, ele escolhe esses papéis no Tesouro Direto.
Inflação define retorno
Os títulos indexados à inflação (NTN-B e NTN-B Principal) também pagam ao investidor uma taxa de juros definida na compra, mais a variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até o vencimento do papel. Por isso, diz-se que os juros oferecidos neste tipo de título são reais, pois são livres do efeito da alta dos preços na economia.
Atualmente, a taxa oferecida nos papéis atrelados à inflação está entre 6,5% e 7% ao ano, dependendo do prazo de vencimento. Esse retorno estava no patamar de 11% ao ano em outubro do ano passado, quando a taxa Selic era de 13,75% ao ano. Desde então, recuou ininterruptamente. “Mas é preciso ter em mente que conseguir a correção da inflação, acrescida de juros de 6,8% ou 6,9% ao ano é uma remuneração muito boa”, afirma o diretor da corretora Petra, Ricardo Binelli. Basta recordar que a maior parte dos fundos de previdência adota como meta de rentabilidade 6% mais inflação.
"Dificilmente os papéis subirão para o patamar de 11% novamente”, diz o diretor da corretora Renascença, Waldir Muniz. “Quem comprou a esta taxa, fez uma boa aplicação, mas quem adquirir títulos agora ainda conseguirá taxas altas.” A sugestão é reforçada pela expectativa do mercado de que a inflação fique sob controle. “No curto prazo, a possibilidade de descontrole é quase nula. Por isso, títulos de inflação são indicados para aplicações acima de três anos”, comenta Zakalski.
Papéis vinculados à inflação são adequados, por exemplo, para os interessados em garantir recursos para a aposentadoria ou a faculdade dos filhos ou ainda para investidores preocupados em proteger o valor do dinheiro no tempo, como diz o professor do Ibmec São Paulo, Ricardo Almeida. “É o caso, por exemplo, de quem vai pagar no futuro o apartamento que está na planta. Não quer antecipar o pagamento por conta do risco de a construção não vingar, mas quer deixar o dinheiro reservado.”
Há disponíveis para compra no Tesouro Direto títulos de inflação com vencimentos entre 2012 e 2045 – lembrando que quanto mais longo o papel, maior a volatilidade do seu valor (devido às mudanças na economia) e, consequentemente, o risco de perder dinheiro numa venda antecipada. Quem não mantém o título até o vencimento, não recebe os juros definidos na compra. Ganha o que o mercado estiver pagando na venda antecipada.
Quem, ao contrário do mercado, achar que a inflação é um risco iminente, pode optar pelos títulos de inflação para prazos menores, mas deve ter em mente que o vencimento mais próximo é agosto de 2012. Considerando as taxas de juros futuros, negociadas na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e as oferecidas nos títulos públicos de inflação, o professor de finanças do Ibmec São Paulo, Liao Yu Chieh, calcula que o mercado estima uma inflação média perto de 4,30% ao ano até meados de 2012. “Para quem acredita que a alta dos preços pode superar este patamar até lá, vale a pena comprar um papel vinculado ao IPCA. Se, ao contrário, a expectativa for de inflação menor, é melhor um título prefixado”, explica.
Apesar desse declínio, os especialistas são convictos: quem está investindo de olho no longo prazo ainda encontra, nos papéis indexados à inflação, uma boa oportunidade. Para quem tem compromissos no curto prazo, os títulos prefixados são os mais indicados.
Para quem possui uma despesa no curto prazo, os títulos prefixados são a melhor opção. Estes papéis têm a taxa de juros definida no momento da compra. O título à venda, que tem vencimento mais rápido, janeiro de 2010, paga 9,88% ao ano. “As próximas quedas do juro estão embutidas no papel, o que traz menos risco para quem quer apenas garantir o poder de compra”, explica o diretor-executivo da BI Invest, Reinaldo Zakalski.
O funcionário público Licurgo Carvalho é um investidor que compra títulos prefixados porque já sabe exatamente quando terá de pagar a parcela para a entrega das chaves de seu novo apartamento, em 2010. Por isso, sempre que sobra dinheiro no mês, ele escolhe esses papéis no Tesouro Direto.
Inflação define retorno
Os títulos indexados à inflação (NTN-B e NTN-B Principal) também pagam ao investidor uma taxa de juros definida na compra, mais a variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até o vencimento do papel. Por isso, diz-se que os juros oferecidos neste tipo de título são reais, pois são livres do efeito da alta dos preços na economia.
Atualmente, a taxa oferecida nos papéis atrelados à inflação está entre 6,5% e 7% ao ano, dependendo do prazo de vencimento. Esse retorno estava no patamar de 11% ao ano em outubro do ano passado, quando a taxa Selic era de 13,75% ao ano. Desde então, recuou ininterruptamente. “Mas é preciso ter em mente que conseguir a correção da inflação, acrescida de juros de 6,8% ou 6,9% ao ano é uma remuneração muito boa”, afirma o diretor da corretora Petra, Ricardo Binelli. Basta recordar que a maior parte dos fundos de previdência adota como meta de rentabilidade 6% mais inflação.
"Dificilmente os papéis subirão para o patamar de 11% novamente”, diz o diretor da corretora Renascença, Waldir Muniz. “Quem comprou a esta taxa, fez uma boa aplicação, mas quem adquirir títulos agora ainda conseguirá taxas altas.” A sugestão é reforçada pela expectativa do mercado de que a inflação fique sob controle. “No curto prazo, a possibilidade de descontrole é quase nula. Por isso, títulos de inflação são indicados para aplicações acima de três anos”, comenta Zakalski.
Papéis vinculados à inflação são adequados, por exemplo, para os interessados em garantir recursos para a aposentadoria ou a faculdade dos filhos ou ainda para investidores preocupados em proteger o valor do dinheiro no tempo, como diz o professor do Ibmec São Paulo, Ricardo Almeida. “É o caso, por exemplo, de quem vai pagar no futuro o apartamento que está na planta. Não quer antecipar o pagamento por conta do risco de a construção não vingar, mas quer deixar o dinheiro reservado.”
Há disponíveis para compra no Tesouro Direto títulos de inflação com vencimentos entre 2012 e 2045 – lembrando que quanto mais longo o papel, maior a volatilidade do seu valor (devido às mudanças na economia) e, consequentemente, o risco de perder dinheiro numa venda antecipada. Quem não mantém o título até o vencimento, não recebe os juros definidos na compra. Ganha o que o mercado estiver pagando na venda antecipada.
Quem, ao contrário do mercado, achar que a inflação é um risco iminente, pode optar pelos títulos de inflação para prazos menores, mas deve ter em mente que o vencimento mais próximo é agosto de 2012. Considerando as taxas de juros futuros, negociadas na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e as oferecidas nos títulos públicos de inflação, o professor de finanças do Ibmec São Paulo, Liao Yu Chieh, calcula que o mercado estima uma inflação média perto de 4,30% ao ano até meados de 2012. “Para quem acredita que a alta dos preços pode superar este patamar até lá, vale a pena comprar um papel vinculado ao IPCA. Se, ao contrário, a expectativa for de inflação menor, é melhor um título prefixado”, explica.
quarta-feira, março 11, 2009
Ações de segunda e terceira linha ganham força
Além de apostas conservadoras em ações de primeira linha, como Petrobras, Vale e empresas de energia elétrica, sete das oito corretoras consultadas recomendam papéis de empresas de segunda e terceira linha, que antes apareciam menos entre as sugestões. Algumas dessas companhias ganham força por serem voltadas para o mercado interno que resiste melhor à crise do que as empresas exportadoras.
Entre as ações recomendadas, aparecem, como destaque, os papéis da concessionária de estradas CCR e da Perdigão, sugeridos por três corretoras. Em seguida, vem as ações da Redecard, com duas recomendações. Os papéis da Aços Villares, Lojas Americanas e Weg também aparecem nas carteiras das corretoras, com uma indicação cada.
“Historicamente, as ações de primeira linha se recuperam mais rápido quando o mercado começa a melhorar. Vimos bastante disso no início desse ano”, diz o analista da corretora Spinelli, Jayme Alves. “Para diminuir a volatilidade e o risco, no entanto, optamos por colocar empresas voltadas para o mercado interno, como a CCR”, completa.
“Dados da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) mostram moderada recuperação no tráfego de veículos nas rodovias que a CCR possui pedágios, especialmente de veículos leves”, aponta a equipe da corretora do HSBC, em relatório. Segundo a Spinelli, o volume de tráfego nas rodovias em que a CCR atua cresce entre 1,2 a 1,3 vezes o PIB.
A Ativa é uma das corretoras que recomenda ações da Perdigão, tendo inclusive aumentado o peso do papel na carteira em relação ao último mês. Em março, a ação representa 7,5% do composição da carteira contra 6,6% em fevereiro.
“Apesar da expectativa de resultados mais fracos no primeiro trimestre de 2009, em decorrência da queda de preços das carnes no mercado externo, acreditamos que a Perdigão deverá continuar a apresentar performance diferenciada em relação às demais empresas”, diz a equipe da corretora, em relatório. Segundo a Ativa, o setor possui características defensivas em momentos de crise, pois a carne de frango, devido ao menor preço, pode ser utilizada como substituta à carne bovina.
Para a corretora Planner, a empresa de alimentos é uma das sugestões com maior potencial de alta. De acordo com cálculos da corretora, a ação da Perdigão pode se valorizar pouco 121% até o fim do ano.
As ações da siderúrgica Aços Villares, que já haviam sido recomendadas em fevereiro, tiveram forte recuperação no último mês, de 8,08%. “Houve uma queda exagerada nos últimos meses, mas o papel está se recuperando”, diz a equipe da Win. Segundo o economista da corretora, José Góes, o papel da siderúrgica é uma aposta de small cap.
“No curto prazo, a receita da empresa deve sentir um pouco o recuo das vendas de automóveis, um de seus principais mercados. Sugerimos as ações para o longo prazo, pois a empresa possui múltiplos baixíssimos e baixo endividamento. Após o período turbulento, a companhia deve se recuperar”, analisa Góes. Ainda há a vantagem, segundo ele, de a empresa possuir um porcentual pequeno de ações negociadas na Bolsa (12,5%). “No futuro, a controladora pode querer comprar as ações do mercado, com um prêmio”, diz.
Vedetes de sempre
As ações da Petrobras aparecem nas oito carteiras recomendadas deste mês. “Ainda observamos uma situação instável o mercado, de medo dos investidores. Por isso, nem pensar em recomendar segunda e terceira linha por enquanto”, diz o diretor técnico da corretora Geral, Ivanor Torres. A Geral foi a única corretora a limitar-se a ações blue chips.
“As ações da petrolífera vêm apresentando um desempenho superior ao do Ibovespa, reflexo do fluxo positivo de entrada de capital estrangeiro e da ligeira recuperação do preço do petróleo, ainda muito voláteis”, diz a SLW. No ano até ontem (dia 5), as ações preferenciais da Petrobras avançaram 13,84% contra uma queda de 0,48% do Ibovespa.
Apesar de sugerir as ações da Petrobras, a Ativa reduziu a sua participação na carteira.
“Reduzimos a participação em commodities, em especial em Petrobras, basicamente em função da estimativa de divulgação de resultados ruins no quarto trimestre de 2008”, justifica. Para a Ativa, a petrolífera pode devolver os ganhos vistos nos últimos meses.
A terceira ação mais negociada da Bolsa, a da BM&F Bovespa, é recomendada pela Spinelli. “Por conta da unificação das operações e melhor mix de produtos, nesse ano, a companhia prevê uma queda de 24% os custos e, em 2010, a economia pode atingir 26%”, comenta a corretora. Contribui ainda para a indicação o fato de o papel já ter sido bem castigado. Em 2008, as ações recuaram 75,6%. Segundo a Spinelli, os papéis negociados no patamar de R$ 6 podem chegar a R$ 10,40.
Entre as ações recomendadas, aparecem, como destaque, os papéis da concessionária de estradas CCR e da Perdigão, sugeridos por três corretoras. Em seguida, vem as ações da Redecard, com duas recomendações. Os papéis da Aços Villares, Lojas Americanas e Weg também aparecem nas carteiras das corretoras, com uma indicação cada.
“Historicamente, as ações de primeira linha se recuperam mais rápido quando o mercado começa a melhorar. Vimos bastante disso no início desse ano”, diz o analista da corretora Spinelli, Jayme Alves. “Para diminuir a volatilidade e o risco, no entanto, optamos por colocar empresas voltadas para o mercado interno, como a CCR”, completa.
“Dados da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) mostram moderada recuperação no tráfego de veículos nas rodovias que a CCR possui pedágios, especialmente de veículos leves”, aponta a equipe da corretora do HSBC, em relatório. Segundo a Spinelli, o volume de tráfego nas rodovias em que a CCR atua cresce entre 1,2 a 1,3 vezes o PIB.
A Ativa é uma das corretoras que recomenda ações da Perdigão, tendo inclusive aumentado o peso do papel na carteira em relação ao último mês. Em março, a ação representa 7,5% do composição da carteira contra 6,6% em fevereiro.
“Apesar da expectativa de resultados mais fracos no primeiro trimestre de 2009, em decorrência da queda de preços das carnes no mercado externo, acreditamos que a Perdigão deverá continuar a apresentar performance diferenciada em relação às demais empresas”, diz a equipe da corretora, em relatório. Segundo a Ativa, o setor possui características defensivas em momentos de crise, pois a carne de frango, devido ao menor preço, pode ser utilizada como substituta à carne bovina.
Para a corretora Planner, a empresa de alimentos é uma das sugestões com maior potencial de alta. De acordo com cálculos da corretora, a ação da Perdigão pode se valorizar pouco 121% até o fim do ano.
As ações da siderúrgica Aços Villares, que já haviam sido recomendadas em fevereiro, tiveram forte recuperação no último mês, de 8,08%. “Houve uma queda exagerada nos últimos meses, mas o papel está se recuperando”, diz a equipe da Win. Segundo o economista da corretora, José Góes, o papel da siderúrgica é uma aposta de small cap.
“No curto prazo, a receita da empresa deve sentir um pouco o recuo das vendas de automóveis, um de seus principais mercados. Sugerimos as ações para o longo prazo, pois a empresa possui múltiplos baixíssimos e baixo endividamento. Após o período turbulento, a companhia deve se recuperar”, analisa Góes. Ainda há a vantagem, segundo ele, de a empresa possuir um porcentual pequeno de ações negociadas na Bolsa (12,5%). “No futuro, a controladora pode querer comprar as ações do mercado, com um prêmio”, diz.
Vedetes de sempre
As ações da Petrobras aparecem nas oito carteiras recomendadas deste mês. “Ainda observamos uma situação instável o mercado, de medo dos investidores. Por isso, nem pensar em recomendar segunda e terceira linha por enquanto”, diz o diretor técnico da corretora Geral, Ivanor Torres. A Geral foi a única corretora a limitar-se a ações blue chips.
“As ações da petrolífera vêm apresentando um desempenho superior ao do Ibovespa, reflexo do fluxo positivo de entrada de capital estrangeiro e da ligeira recuperação do preço do petróleo, ainda muito voláteis”, diz a SLW. No ano até ontem (dia 5), as ações preferenciais da Petrobras avançaram 13,84% contra uma queda de 0,48% do Ibovespa.
Apesar de sugerir as ações da Petrobras, a Ativa reduziu a sua participação na carteira.
“Reduzimos a participação em commodities, em especial em Petrobras, basicamente em função da estimativa de divulgação de resultados ruins no quarto trimestre de 2008”, justifica. Para a Ativa, a petrolífera pode devolver os ganhos vistos nos últimos meses.
A terceira ação mais negociada da Bolsa, a da BM&F Bovespa, é recomendada pela Spinelli. “Por conta da unificação das operações e melhor mix de produtos, nesse ano, a companhia prevê uma queda de 24% os custos e, em 2010, a economia pode atingir 26%”, comenta a corretora. Contribui ainda para a indicação o fato de o papel já ter sido bem castigado. Em 2008, as ações recuaram 75,6%. Segundo a Spinelli, os papéis negociados no patamar de R$ 6 podem chegar a R$ 10,40.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Total de cheques devolvidos cresceu no Brasil
Cheques devolvidos são um termômetro para saber se as pessoas sabem ou não gastar com equilíbrio. Quando o Serasa solta notícias como esta é porque tudo está fora de ordem. O dado que vocês irão ler abaixo se refere o volume de cheques devolvidos em todo o Brasil. Dado ao fato que apenas 40% da população brasileira tem conta em banco e menos da metade tem talão de cheques então posso concluir que este número é alto.
Ana Luísa Westphalen - Agência Estado
SÃO PAULO - O volume de cheques devolvidos por falta de fundos em todo o País cresceu 20,5% em janeiro em relação ao mesmo período de 2008, informou nesta quarta-feira, 18, a Serasa. Segundo a empresa de análise de crédito, em janeiro foram devolvidos 22,9 cheques sem fundos por mil compensados, enquanto em janeiro do ano passado voltaram 19 por mil.
Na avaliação do assessor econômico da entidade Carlos Henrique de Almeida, o aumento da inadimplência com cheques mostra que o consumidor não foi cauteloso nas compras de Natal e optou por parcelar, não considerando as despesas sazonais de início de ano como IPTU, IPVA e matrícula escolar. Para ele, a menor oferta de crédito incentivou o brasileiro a privilegiar o parcelamento com cheque pré-datado.
Em janeiro, um total de 2,41 milhões de cheques foram devolvidos por falta de fundos, enquanto 104,98 milhões foram compensados em todo o País.
Na comparação com o mês anterior, a inadimplência com cheques aumentou 13,4%. Em dezembro, foram devolvidos 20,2 cheques para cada mil compensados.
Ana Luísa Westphalen - Agência Estado
SÃO PAULO - O volume de cheques devolvidos por falta de fundos em todo o País cresceu 20,5% em janeiro em relação ao mesmo período de 2008, informou nesta quarta-feira, 18, a Serasa. Segundo a empresa de análise de crédito, em janeiro foram devolvidos 22,9 cheques sem fundos por mil compensados, enquanto em janeiro do ano passado voltaram 19 por mil.
Na avaliação do assessor econômico da entidade Carlos Henrique de Almeida, o aumento da inadimplência com cheques mostra que o consumidor não foi cauteloso nas compras de Natal e optou por parcelar, não considerando as despesas sazonais de início de ano como IPTU, IPVA e matrícula escolar. Para ele, a menor oferta de crédito incentivou o brasileiro a privilegiar o parcelamento com cheque pré-datado.
Em janeiro, um total de 2,41 milhões de cheques foram devolvidos por falta de fundos, enquanto 104,98 milhões foram compensados em todo o País.
Na comparação com o mês anterior, a inadimplência com cheques aumentou 13,4%. Em dezembro, foram devolvidos 20,2 cheques para cada mil compensados.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Corretoras usam cautela na compra de ações
Passado o primeiro mês do ano de euforia nas bolsas – depois da forte expectativa de mudanças na economia com a posse de Barack Obama -, as corretoras começaram fevereiro com recomendações mais cautelosas.
As carteiras sugeridas para este mês trazem ações de setores tradicionais, como bancos, além de Petrobras e Vale. As empresas boas pagadoras de dividendos, como Ambev e Cemig, também estão na lista “top ten” das corretoras. Poucas carteiras se arriscam a fugir desses setores. As que mudam os segmentos apostam em empresas voltadas ao mercado interno.
Unânime nas recomendações, as ações preferenciais da Petrobras são as únicas que aparecem em todas as carteiras em fevereiro. A aprovação do pacote de ajuda para a infraestrutura por Obama foi o motivo encontrado pela SLW para indicar os papéis da petrolífera. “A ajuda pode trazer um ânimo de curto prazo aos mercados”, diz o relatório da corretora. “As ações da companhia podem ser beneficiadas com o retorno do investidor estrangeiro.”
Confira as carteiras de dividendos das corretoras
Para o analista da corretora Spinelli Jayme Alves, o cenário ainda conturbado exige aplicações somente em ações de primeira linha, como bancos. “É esperado um aumento da inadimplência, mas, mesmo assim, os grandes bancos nacionais devem apresentar resultados melhores do que o dos estrangeiros”, avalia Alves.
Vale
As ações preferenciais série A da Vale aparecem em cinco das sete carteiras recomendadas. Para a Planner, por exemplo, uma das corretoras que ainda não sugere o investimento nesses papéis, o momento ainda é de muita volatilidade. “Apesar das notícias de que os estoques na China estão baixos e da melhora das compras das siderúrgicas, em abril a Vale anuncia os novos preços dos contratos com empresas chineses e pode haver surpresas negativas. Preferimos esperar até lá”, sugere o gerente de pesquisas da Planner Corretora Ricardo Martins.
O setor siderúrgico, que trouxe grandes perdas às carteiras no segundo semestre de 2008 voltou a ganhar mais peso nas sugestões para fevereiro. “Em janeiro, Usiminas tinha peso de 5% na carteira. Aumentamos para 10% em decorrência da melhora no setor e ao fato de a Usiminas ser voltada ao mercado interno”, diz o gerente da Planner.
Nas carteiras recomendadas de fevereiro, as ações blue chips mesclam-se com as de companhias boas pagadoras de dividendos. “Sugerimos algumas elétricas, mas também Redecard. A empresa distribuiu 90% do lucro líquido em dividendos nos últimos exercícios”, lembra Martins, da Planner.
Primeira linha
Assim como há unanimidade em concentrar a carteira em ações de primeira linha, os setores considerados arriscados também são os mesmos. “Não vemos uma performance interessante entre os pequenos bancos, que estão com dificuldade de crédito”, afirma Alves, da Spinelli.
As construtoras, que têm enfrentado dificuldade desde o ano passado, também preocupam. “As ações perderam muita liquidez na Bolsa. Em relação ao negócio em si, muitas vendem para a classe média e alta, que está mais seletiva nas compras”, relata Martins.
Os especialistas lembram que as carteiras são indicadas para o longo prazo. “As sugestões mensais servem para o investidor fazer pequenos ajustes de acordo com as mudanças no cenário”, afirma o analista da Spinelli.
As carteiras sugeridas para este mês trazem ações de setores tradicionais, como bancos, além de Petrobras e Vale. As empresas boas pagadoras de dividendos, como Ambev e Cemig, também estão na lista “top ten” das corretoras. Poucas carteiras se arriscam a fugir desses setores. As que mudam os segmentos apostam em empresas voltadas ao mercado interno.
Unânime nas recomendações, as ações preferenciais da Petrobras são as únicas que aparecem em todas as carteiras em fevereiro. A aprovação do pacote de ajuda para a infraestrutura por Obama foi o motivo encontrado pela SLW para indicar os papéis da petrolífera. “A ajuda pode trazer um ânimo de curto prazo aos mercados”, diz o relatório da corretora. “As ações da companhia podem ser beneficiadas com o retorno do investidor estrangeiro.”
Confira as carteiras de dividendos das corretoras
Para o analista da corretora Spinelli Jayme Alves, o cenário ainda conturbado exige aplicações somente em ações de primeira linha, como bancos. “É esperado um aumento da inadimplência, mas, mesmo assim, os grandes bancos nacionais devem apresentar resultados melhores do que o dos estrangeiros”, avalia Alves.
Vale
As ações preferenciais série A da Vale aparecem em cinco das sete carteiras recomendadas. Para a Planner, por exemplo, uma das corretoras que ainda não sugere o investimento nesses papéis, o momento ainda é de muita volatilidade. “Apesar das notícias de que os estoques na China estão baixos e da melhora das compras das siderúrgicas, em abril a Vale anuncia os novos preços dos contratos com empresas chineses e pode haver surpresas negativas. Preferimos esperar até lá”, sugere o gerente de pesquisas da Planner Corretora Ricardo Martins.
O setor siderúrgico, que trouxe grandes perdas às carteiras no segundo semestre de 2008 voltou a ganhar mais peso nas sugestões para fevereiro. “Em janeiro, Usiminas tinha peso de 5% na carteira. Aumentamos para 10% em decorrência da melhora no setor e ao fato de a Usiminas ser voltada ao mercado interno”, diz o gerente da Planner.
Nas carteiras recomendadas de fevereiro, as ações blue chips mesclam-se com as de companhias boas pagadoras de dividendos. “Sugerimos algumas elétricas, mas também Redecard. A empresa distribuiu 90% do lucro líquido em dividendos nos últimos exercícios”, lembra Martins, da Planner.
Primeira linha
Assim como há unanimidade em concentrar a carteira em ações de primeira linha, os setores considerados arriscados também são os mesmos. “Não vemos uma performance interessante entre os pequenos bancos, que estão com dificuldade de crédito”, afirma Alves, da Spinelli.
As construtoras, que têm enfrentado dificuldade desde o ano passado, também preocupam. “As ações perderam muita liquidez na Bolsa. Em relação ao negócio em si, muitas vendem para a classe média e alta, que está mais seletiva nas compras”, relata Martins.
Os especialistas lembram que as carteiras são indicadas para o longo prazo. “As sugestões mensais servem para o investidor fazer pequenos ajustes de acordo com as mudanças no cenário”, afirma o analista da Spinelli.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Corretora lista ações que podem subir de preço
As ações do setor bancário têm boas perspectivas de ganhos até o final do ano para os investidores que aplicam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo um boletim divulgado nesta semana pela corretora Link Investimentos, Bradesco e Itausa têm perspectivas de valorização superior a 100% para aplicações até dezembro deste ano.
A estimativa da Link aponta que a ação preferencial do Bradesco, que reportou nesta segunda uma queda de 4,87% no lucro líquido em 2008, deve encerrar dezembro cotada a R$ 42, evolução de 101,9% sobre o valor da abertura de segunda (R$ 20,80).
Já as ações preferenciais da controladora do Itaú, a Itausa, devem fechar o ano, segundo a estimativa da corretora, em R$ 15,50, uma valorização de 111,7% sobre a abertura desta segunda (R$ 7,32).
Segundo análise da Link, a tendência de queda da taxa básica de juros (Selic) diminui diretamente o custo de captação dos bancos, mas o spread (diferença que chega ao consumidor) vai ser corrigido de forma mais lenta por causa do cenário de inadimplência, que deve crescer em 2009.
"Os dois já passaram por crises e souberem controlar a inadimplência. Além disso, a fusão Itaú-Unibanco deve gerar muitos ganhos de sinergia. Entre os grandes, o Banco do Brasil (BB) tem historicamente os piores índices de rentabilidade, precisa digerir as aquisições de bancos públicos e deve anunciar mais alguma em 2009. A estrutura do BB também é mais burocrática e sofre muita pressão do governo", explicou a corretora.
Outras ações com potencial de valorização próximo a 100% são do setor de transportes (ALL Logística) e de alimentação (Perdigão). No caso da ação ordinária da empresa de alimentos, a valorização estimada pelo boletim da corretora é de 75%, passando de R$ 32 para R$ 56.
De acordo com o analista Rafael Cintra, a carne de frango é uma das mais baratas e, em momento de turbulência e expectativa de queda na renda, o consumo deste tipo de carne sofre menos. Além disso, a empresa investiu também na parte de laticínios, em uma estratégia de diversificação.
"O negócio de carne sempre tem as barreiras sanitárias, que é um risco presente. A diversificação reduz a exposição a este problema. Se o mercado fechar para os produtos brasileiros, o impacto na Perdigão vai ser menor que na Sadia", afirmou Cintra.
Já no caso do papel unitário da ALL a previsão é de ganhos de 81,8%, com a ação partindo de R$ 8,80 para R$ 16, em dezembro. A analista do setor de logística Maria Tereza Azevedo aponta a crescente migração dos transportes rodoviários para ferroviários e a grande liquidez dos papéis como diferenciais da companhia.
"As linhas ferroviária são mais interessantes para médias e longas distâncias. Este tipo de transporte tem apresentado crescimento forte, acima do mercado. A ALL deve continuar crescendo a taxas elevadas até encontrar uma harmonia na matriz de transportes. Em 2009, espera-se um crescimento de 10% no volume transportado", disse.
Segundo Cintra, a corretora se baseia em informações do fluxo de caixa, dos demonstrativos financeiros, de conversas com a empresa e entidades do setor para projetar um lucro para frente e remeter o para o final de 2009.
A estimativa da Link aponta que a ação preferencial do Bradesco, que reportou nesta segunda uma queda de 4,87% no lucro líquido em 2008, deve encerrar dezembro cotada a R$ 42, evolução de 101,9% sobre o valor da abertura de segunda (R$ 20,80).
Já as ações preferenciais da controladora do Itaú, a Itausa, devem fechar o ano, segundo a estimativa da corretora, em R$ 15,50, uma valorização de 111,7% sobre a abertura desta segunda (R$ 7,32).
Segundo análise da Link, a tendência de queda da taxa básica de juros (Selic) diminui diretamente o custo de captação dos bancos, mas o spread (diferença que chega ao consumidor) vai ser corrigido de forma mais lenta por causa do cenário de inadimplência, que deve crescer em 2009.
"Os dois já passaram por crises e souberem controlar a inadimplência. Além disso, a fusão Itaú-Unibanco deve gerar muitos ganhos de sinergia. Entre os grandes, o Banco do Brasil (BB) tem historicamente os piores índices de rentabilidade, precisa digerir as aquisições de bancos públicos e deve anunciar mais alguma em 2009. A estrutura do BB também é mais burocrática e sofre muita pressão do governo", explicou a corretora.
Outras ações com potencial de valorização próximo a 100% são do setor de transportes (ALL Logística) e de alimentação (Perdigão). No caso da ação ordinária da empresa de alimentos, a valorização estimada pelo boletim da corretora é de 75%, passando de R$ 32 para R$ 56.
De acordo com o analista Rafael Cintra, a carne de frango é uma das mais baratas e, em momento de turbulência e expectativa de queda na renda, o consumo deste tipo de carne sofre menos. Além disso, a empresa investiu também na parte de laticínios, em uma estratégia de diversificação.
"O negócio de carne sempre tem as barreiras sanitárias, que é um risco presente. A diversificação reduz a exposição a este problema. Se o mercado fechar para os produtos brasileiros, o impacto na Perdigão vai ser menor que na Sadia", afirmou Cintra.
Já no caso do papel unitário da ALL a previsão é de ganhos de 81,8%, com a ação partindo de R$ 8,80 para R$ 16, em dezembro. A analista do setor de logística Maria Tereza Azevedo aponta a crescente migração dos transportes rodoviários para ferroviários e a grande liquidez dos papéis como diferenciais da companhia.
"As linhas ferroviária são mais interessantes para médias e longas distâncias. Este tipo de transporte tem apresentado crescimento forte, acima do mercado. A ALL deve continuar crescendo a taxas elevadas até encontrar uma harmonia na matriz de transportes. Em 2009, espera-se um crescimento de 10% no volume transportado", disse.
Segundo Cintra, a corretora se baseia em informações do fluxo de caixa, dos demonstrativos financeiros, de conversas com a empresa e entidades do setor para projetar um lucro para frente e remeter o para o final de 2009.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
A escolha entre o aluguel e o financiamento
Com a redução do ritmo de negócios no mercado de imóveis, mas ao mesmo tempo o aumento do custo dos financiamentos, investidores se perguntam se o momento atual é propício para deixar de morar de aluguel. “A princípio, o brasileiro tem uma necessidade de ter uma casa própria, mas nem sempre é o melhor negócio”, defende o professor de finanças Ricardo Rocha, do Ibmec São Paulo.
Para o diretor da consultoria imobiliária FPS, Alexandre Pádua, o primeiro passo antes da tomada da decisão é comparar o valor pago de aluguel e o da prestação do financiamento. “Se a prestação for próxima ou menor que o aluguel, o financiamento torna-se interessante”, pondera. Às vezes, é melhor continuar morando de aluguel porque quanto maior a entrada, menor é o pagamento de juros. “Quanto mais dinheiro o interessado conseguir economizar para dar de entrada, menor será o juro e melhor a compra”, diz.
Para se ter uma idéia, para financiar um imóvel de R$ 220 mil – algo em torno de 70 metros quadros, dois quartos e uma vaga na Pompéia, na zona Oeste de São Paulo - é preciso dispor de R$ 44 mil – já que a maioria dos bancos só empresta 80% do valor. Em um financiamento de 15 anos, com taxa de juros de 11,5% ao ano, a prestação ficaria em R$ 2.701, dinheiro suficiente para pagar o aluguel de uma unidade semelhante (cerca de R$ 1,3 mil por mês) e economizar R$ 1,4 mil ao mês para aumentar o valor de entrada.
Nesta hipótese, depois de um ano, o interessado teria R$ 60 mil para dar de entrada, o que faria a prestação cair para R$ 2,45 mil. Vale lembrar que depois de 12 meses, se os valores do aluguel e do imóvel fossem mantidos, ainda valeria a pena continuar no aluguel e ir aumentando a poupança.
Veja nosso simulador e faça sua comparação aqui
Mas ter uma grande quantia para dar de entrada no financiamento ou mesmo pagar o imóvel à vista nem sempre significa que a aquisição ainda é o melhor negócio. Rocha dá um exemplo de compra desvantajosa: “Supondo que um comprador possua R$ 500 mil e aplique em investimentos conservadores com juro de 10% ao ano, teria R$ 50 mil de rendimento ao ano”, calcula. Mesmo com o Imposto de Renda, ele irá possuir uma renda mensal de R$ 3.020. “Com R$ 1.500, ele já consegue alugar um bom imóvel e ainda sobra um rendimento”, diz.
Segundo a última pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), em novembro, o aluguel de um apartamento de três dormitórios foi de, em média, R$ 1.537,69, na zona E da capital paulista, que inclui bairros como Paraíso, Pinheiros e Vila Mariana.
Fatores pessoais
Quem está na dúvida entre as duas opções ainda deve dimensionar a real necessidade de comprar determinados imóveis. “Vejo muitos recém-casados financiando imóveis maiores do que precisam porque pensam que a família vai crescer um dia”, exemplifica Rocha.
O recomendado, segundo o especialista, é pagar menos e poupar mais. “O casal poderia adquirir um imóvel menor em menos tempo. Em geral, os casais ainda demoram alguns anos para ter filhos. Quando isso ocorrer, eles podem já ter feito uma poupança e comprar um imóvel ainda maior do que o pensado anteriormente”, afirma.
Segundo especialistas, há ainda o erro de comprar um imóvel em um local distante. “O comprador compara o valor do aluguel com a prestação e vê que é possível financiar o bem, mas se esquece de levar em conta que o imóvel que cabe no bolso fica a 25 quilômetros do trabalho e ele terá outros gastos com transporte a partir da compra”, diz Rocha.
Renda
Nesses tempos de crise, outra questão importante e não comprometer grande parcela da renda com financiamentos. Atualmente, a família pode comprometer entre 25% e 30% da renda no pagamento mensal das parcelas. Para Rocha, porém, essa porcentagem deveria representar todos os financiamentos e não somente o imobiliário. “O pagamento do imóvel deve representar no máximo 20% da renda”, aconselha o professor do Ibmec São Paulo.
Ele ainda lembra que quem optar por financiar o imóvel deve depender o mínimo possível da renda de outras pessoas da família. “É difícil controlar os gastos que não são seus. Em um mês a pessoa pode se descontrolar e comprometer o pagamento”, diz.
Para o diretor da consultoria imobiliária FPS, Alexandre Pádua, o primeiro passo antes da tomada da decisão é comparar o valor pago de aluguel e o da prestação do financiamento. “Se a prestação for próxima ou menor que o aluguel, o financiamento torna-se interessante”, pondera. Às vezes, é melhor continuar morando de aluguel porque quanto maior a entrada, menor é o pagamento de juros. “Quanto mais dinheiro o interessado conseguir economizar para dar de entrada, menor será o juro e melhor a compra”, diz.
Para se ter uma idéia, para financiar um imóvel de R$ 220 mil – algo em torno de 70 metros quadros, dois quartos e uma vaga na Pompéia, na zona Oeste de São Paulo - é preciso dispor de R$ 44 mil – já que a maioria dos bancos só empresta 80% do valor. Em um financiamento de 15 anos, com taxa de juros de 11,5% ao ano, a prestação ficaria em R$ 2.701, dinheiro suficiente para pagar o aluguel de uma unidade semelhante (cerca de R$ 1,3 mil por mês) e economizar R$ 1,4 mil ao mês para aumentar o valor de entrada.
Nesta hipótese, depois de um ano, o interessado teria R$ 60 mil para dar de entrada, o que faria a prestação cair para R$ 2,45 mil. Vale lembrar que depois de 12 meses, se os valores do aluguel e do imóvel fossem mantidos, ainda valeria a pena continuar no aluguel e ir aumentando a poupança.
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Mas ter uma grande quantia para dar de entrada no financiamento ou mesmo pagar o imóvel à vista nem sempre significa que a aquisição ainda é o melhor negócio. Rocha dá um exemplo de compra desvantajosa: “Supondo que um comprador possua R$ 500 mil e aplique em investimentos conservadores com juro de 10% ao ano, teria R$ 50 mil de rendimento ao ano”, calcula. Mesmo com o Imposto de Renda, ele irá possuir uma renda mensal de R$ 3.020. “Com R$ 1.500, ele já consegue alugar um bom imóvel e ainda sobra um rendimento”, diz.
Segundo a última pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), em novembro, o aluguel de um apartamento de três dormitórios foi de, em média, R$ 1.537,69, na zona E da capital paulista, que inclui bairros como Paraíso, Pinheiros e Vila Mariana.
Fatores pessoais
Quem está na dúvida entre as duas opções ainda deve dimensionar a real necessidade de comprar determinados imóveis. “Vejo muitos recém-casados financiando imóveis maiores do que precisam porque pensam que a família vai crescer um dia”, exemplifica Rocha.
O recomendado, segundo o especialista, é pagar menos e poupar mais. “O casal poderia adquirir um imóvel menor em menos tempo. Em geral, os casais ainda demoram alguns anos para ter filhos. Quando isso ocorrer, eles podem já ter feito uma poupança e comprar um imóvel ainda maior do que o pensado anteriormente”, afirma.
Segundo especialistas, há ainda o erro de comprar um imóvel em um local distante. “O comprador compara o valor do aluguel com a prestação e vê que é possível financiar o bem, mas se esquece de levar em conta que o imóvel que cabe no bolso fica a 25 quilômetros do trabalho e ele terá outros gastos com transporte a partir da compra”, diz Rocha.
Renda
Nesses tempos de crise, outra questão importante e não comprometer grande parcela da renda com financiamentos. Atualmente, a família pode comprometer entre 25% e 30% da renda no pagamento mensal das parcelas. Para Rocha, porém, essa porcentagem deveria representar todos os financiamentos e não somente o imobiliário. “O pagamento do imóvel deve representar no máximo 20% da renda”, aconselha o professor do Ibmec São Paulo.
Ele ainda lembra que quem optar por financiar o imóvel deve depender o mínimo possível da renda de outras pessoas da família. “É difícil controlar os gastos que não são seus. Em um mês a pessoa pode se descontrolar e comprometer o pagamento”, diz.
terça-feira, janeiro 27, 2009
A estratégia de poupar
da AE Investimentos
O poupador ativo tem à disposição, atualmente, um leque crescente de alternativas de investimento: fundos de renda fixa e de renda variável, ações com diferentes perfis, CDBs, Tesouro Direto, imóveis.
A busca furiosa pela melhor rentabilidade, porém, pode dar pouco resultado, se não for precedida por um sólido planejamento financeiro. “É de um bom planejamento, com definição clara de objetivos, prazos e recursos disponíveis, que sai a estratégia financeira a ser seguida”, explica o consultor de finanças e empreendedorismo José Carlos Dornelas.
Especialistas em finanças detectam enganos muito comuns nessa etapa anterior à definição da estratégia financeira. Um deles é a ausência de metas claras, realistas e relevantes (ou seja, que façam diferença na vida do poupador). “Muitos investidores pensam em termos de números mágicos, como o famoso R$ 1 milhão, em vez de definir objetivos concretos”, alerta o consultor financeiro Caio Torralvo. Outra falha bastante comum é a avaliação inadequada do próprio perfil de investidor.
O servidor público Luís Fernando Costa, por exemplo, gostaria de aplicar mais em ações. Ao mesmo tempo, teme fazer investimentos mais ousados, por estar vivendo em Dourados (MS), onde, acredita, tem menor acesso a informação do que em sua cidade natal, o Rio de Janeiro.
Torralvo elogia a prudência de Costa, mas lista diversos fatores que deveriam incentivar o investidor a assumir mais risco neste momento: Costa não tem dependentes, possui renda regular e está vivendo numa cidade com custo de vida menor que o do Rio (para onde pretende voltar um dia). O mercado está em baixa e acesso a informação não é problema, graças à internet. “Quem não tem filhos precisa aproveitar esse momento da vida, que passa, para investir mais”, diz Torralvo.
O momento atual, em que ações parecem baratas, dificulta a tarefa dos poupadores (principalmente aqueles mais tolerantes com a renda variável) de definir o nível de risco razoável para seu perfil. O médico Marcos Ishi tem essa dúvida. “Com a queda da Bolsa, talvez seja este o momento para arriscar mais”, avalia.
A lógica do investidor é impecável, mas, novamente, um especialista recomenda ponderação. Ishi tem dois filhos pequenos e não possui renda regular, já que ele e sua mulher são profissionais autônomos. “Os filhos terão demanda de consumo crescente”, adverte o professor de finanças George Ohanian, da Business School São Paulo. “O investidor precisa garantir uma reserva de segurança em renda fixa, com alta liquidez, equivalente a pelo menos seis meses de despesa da família.” Além disso, precisa proteger o patrimônio que já conquistou.
A economista Rita Mundim, entusiasta de ações, recomenda que pessoas com filhos e mais de 30 anos de idade preservem 70% de seu capital na renda fixa e confiem na renda variável apenas para gastos de longo prazo.
O poupador ativo tem à disposição, atualmente, um leque crescente de alternativas de investimento: fundos de renda fixa e de renda variável, ações com diferentes perfis, CDBs, Tesouro Direto, imóveis.
A busca furiosa pela melhor rentabilidade, porém, pode dar pouco resultado, se não for precedida por um sólido planejamento financeiro. “É de um bom planejamento, com definição clara de objetivos, prazos e recursos disponíveis, que sai a estratégia financeira a ser seguida”, explica o consultor de finanças e empreendedorismo José Carlos Dornelas.
Especialistas em finanças detectam enganos muito comuns nessa etapa anterior à definição da estratégia financeira. Um deles é a ausência de metas claras, realistas e relevantes (ou seja, que façam diferença na vida do poupador). “Muitos investidores pensam em termos de números mágicos, como o famoso R$ 1 milhão, em vez de definir objetivos concretos”, alerta o consultor financeiro Caio Torralvo. Outra falha bastante comum é a avaliação inadequada do próprio perfil de investidor.
O servidor público Luís Fernando Costa, por exemplo, gostaria de aplicar mais em ações. Ao mesmo tempo, teme fazer investimentos mais ousados, por estar vivendo em Dourados (MS), onde, acredita, tem menor acesso a informação do que em sua cidade natal, o Rio de Janeiro.
Torralvo elogia a prudência de Costa, mas lista diversos fatores que deveriam incentivar o investidor a assumir mais risco neste momento: Costa não tem dependentes, possui renda regular e está vivendo numa cidade com custo de vida menor que o do Rio (para onde pretende voltar um dia). O mercado está em baixa e acesso a informação não é problema, graças à internet. “Quem não tem filhos precisa aproveitar esse momento da vida, que passa, para investir mais”, diz Torralvo.
O momento atual, em que ações parecem baratas, dificulta a tarefa dos poupadores (principalmente aqueles mais tolerantes com a renda variável) de definir o nível de risco razoável para seu perfil. O médico Marcos Ishi tem essa dúvida. “Com a queda da Bolsa, talvez seja este o momento para arriscar mais”, avalia.
A lógica do investidor é impecável, mas, novamente, um especialista recomenda ponderação. Ishi tem dois filhos pequenos e não possui renda regular, já que ele e sua mulher são profissionais autônomos. “Os filhos terão demanda de consumo crescente”, adverte o professor de finanças George Ohanian, da Business School São Paulo. “O investidor precisa garantir uma reserva de segurança em renda fixa, com alta liquidez, equivalente a pelo menos seis meses de despesa da família.” Além disso, precisa proteger o patrimônio que já conquistou.
A economista Rita Mundim, entusiasta de ações, recomenda que pessoas com filhos e mais de 30 anos de idade preservem 70% de seu capital na renda fixa e confiem na renda variável apenas para gastos de longo prazo.
terça-feira, janeiro 20, 2009
Um momento histórico para o mundo
Permita-me fazer um aposto nos comentários econômicos que faço diariamente neste blog para poder falar deste momento inédito na política internacional. É o momento Barack Obama. Um negro que venceu com muito estudo e que será o que quase ninguém previa que iria acontecer ao menos neste século. Obama é o espelho para todos, negros em especial, e um exemplo que o povo dos Estados Unidos deu ao mundo.
Deram uma chance para aqueles que têm condições de colocar a vida nos eixos.
Mostrar que caminhos da excelência existem e não é preciso ser guiado pelo dinheiro, mas sim ser sóbrio e inteligente para encontrar justiça e liberdade de ação para ajudar o próximo.
Este é o ano da atitude. É o ano dos que necessitam retomar suas vidas, depois de desequilíbrios. É momento para você, cidadão comum, fazer história como Barack Obama fez ao ser eleito presidente da nação com maior poder de decisão sobre a vida das pessoas no mundo.
Isso é um exemplo para o Brasil, país onde grande parte da população é feita de negros, que não tem oportunidade para mostrar seu talento, mostrar que pode ser parte integrante de um mundo onde as pessoas com inteligência não distinguem cor e sim seu caráter e sua atitude perante ao outro ser humano.
Sim, nós podemos. É a frase certa para todos que estão dispostos a ser alguém na vida. É frase para quem está desestimulado com a vida. Que ainda não recebeu a oportunidade desejada, mas está próximo.
Rezem, peçam para Deus iluminar suas vidas e não olhem para trás. Façam o que é melhor para vocês dentro das possibilidades imagináveis. Sejam bons, sejam energéticos, tenham atitude, demonstrem compaixão para com o próximo, sem ser idiota é claro.
Desejem união entre os povos do mundo. De respeito e pelo fim das expectativas, no qual pessoas morreram em prol deste momento. Vamos rezam para a esperança vencer o medo.
Deram uma chance para aqueles que têm condições de colocar a vida nos eixos.
Mostrar que caminhos da excelência existem e não é preciso ser guiado pelo dinheiro, mas sim ser sóbrio e inteligente para encontrar justiça e liberdade de ação para ajudar o próximo.
Este é o ano da atitude. É o ano dos que necessitam retomar suas vidas, depois de desequilíbrios. É momento para você, cidadão comum, fazer história como Barack Obama fez ao ser eleito presidente da nação com maior poder de decisão sobre a vida das pessoas no mundo.
Isso é um exemplo para o Brasil, país onde grande parte da população é feita de negros, que não tem oportunidade para mostrar seu talento, mostrar que pode ser parte integrante de um mundo onde as pessoas com inteligência não distinguem cor e sim seu caráter e sua atitude perante ao outro ser humano.
Sim, nós podemos. É a frase certa para todos que estão dispostos a ser alguém na vida. É frase para quem está desestimulado com a vida. Que ainda não recebeu a oportunidade desejada, mas está próximo.
Rezem, peçam para Deus iluminar suas vidas e não olhem para trás. Façam o que é melhor para vocês dentro das possibilidades imagináveis. Sejam bons, sejam energéticos, tenham atitude, demonstrem compaixão para com o próximo, sem ser idiota é claro.
Desejem união entre os povos do mundo. De respeito e pelo fim das expectativas, no qual pessoas morreram em prol deste momento. Vamos rezam para a esperança vencer o medo.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Analistas não recomendam ações de empresas petroquímicas
A indústria petroquímica nacional ingressa em 2009 com as mesmas incertezas que a crise econômica gerou para os demais setores, porém há fatores específicos que engrossam a lista de preocupações desse segmento e ampliam as dúvidas quanto ao desempenho do setor neste ano.
Além da redução da demanda causada pelo agravamento da crise mundial e a variação do câmbio, fatores determinantes para todas as indústrias brasileiras, outras duas variáveis devem ditar o ritmo de negócios das petroquímicas brasileiras: variação do preço do petróleo e aumento da oferta mundial de petroquímicos. Essa combinação de fatores, aliada ao início do ciclo de baixa da petroquímica mundial, leva analistas a descartarem as ações do setor como um investimento atrativo para este ano.
O ano de 2009 dará início a um período de redução nas margens das petroquímicas que deverá durar até 2011 ou 2012, segundo previsões de analistas e direção de grandes empresas brasileiras, Braskem e Unipar. Esse cenário, considerado preocupante mas já previsto pelo mercado, ficou ainda mais adverso com o agravamento da crise da economia mundial. A redução da atividade econômica global resultou em retração na demanda por petroquímicos básicos e resinas termoplásticas. Para fazer frente à nova conjuntura do mercado, as duas companhias anunciaram medidas de redução de produção.
A Braskem paralisou duas de suas quatro linhas de produção de eteno. Com isso, passou a operar com 55% da capacidade instalada. A decisão também se refletiu no volume de produção de polietilenos (PE) e de polipropileno (PP). A Quattor, empresa controlada pela Unipar, por sua vez, concedeu férias coletivas temporárias a funcionários de unidades de PP. As medidas visam a contribuir para a redução nos níveis dos estoques na cadeia.
Aumento da oferta
Mas essas medidas podem ter impacto limitado diante do cenário de aumento de oferta que se desenha, tanto no Brasil quanto no exterior. Em território brasileiro, a capacidade de produção de petroquímicos básicos (casos de eteno e propeno) crescerá com a conclusão da expansão da Petroquímica União (PQU), empresa que compõe a Quattor. Juntamente a essa expansão, haverá aumento de oferta de polietilenos (pela Polietilenos União) e polipropileno (Quattor Petroquímica). Além disso, a Braskem realizou paradas para manutenção nas duas centrais petroquímicas ao longo de 2008 e já opera com níveis mais altos de produtividade.
No mercado internacional, o aumento de capacidade ocorrerá principalmente no Oriente Médio e na Ásia, onde a oferta de eteno deverá crescer de 8 milhões a 10 milhões de toneladas entre 2009 e 2010, segundo estimativa da Bradesco Corretora. E esse aumento da capacidade mundial, de aproximadamente 7%, chegará em um momento de crise. "O que era para ser um ciclo de baixa suave deve ser um ciclo de baixa entre os mais profundos dos últimos tempos", afirma o analista Auro Rozenbaum, da Bradesco, para quem este não é o momento de se investir no setor.
Outro agravante, continua Rozenbaum, é o fato de a oscilação das ações das petroquímicas estar fundamentada no cenário de negócios do setor, e não na evolução do Ibovespa. "Tradicionalmente, as ações acompanham os ciclos, por isso não é hora para o setor agora", diz. O cenário deve começar a melhorar apenas a partir de 2010, dizem os analistas que acompanham o setor.
Para fazer frente às dificuldades previstas no novo ciclo de baixa, a petroquímica brasileira ganhou novas formas: a Braskem adquiriu os ativos petroquímicos do grupo Ipiranga e a Unipar uniu suas empresas com atuação nesse segmento com a Petrobras, que havia comprado a Suzano Petroquímica, criando a Quattor. Em seguida, Braskem e Quattor intensificaram negociações com a Petrobras para que a estatal revisse sua política de preços - a Petrobras é a única fornecedora nacional de nafta, insumo que dá origem aos petroquímicos básicos. Mas as empresas ainda não chegaram a um consenso.
Preços
A principal crítica ao modelo adotado pela Petrobras é a demora com que os preços internos se ajustam aos valores praticados no exterior, uma vez que a estatal leva um mês para repassar as variações da nafta registradas no mercado europeu. E como os preços estão em queda, os fabricantes brasileiros têm operado com custo de produção superior ao dos concorrentes de outras regiões do mundo.
A mesma tendência de queda de preços é vista nas resinas. Por isso, espera-se que fábricas menos competitivas não consigam se manter em operação. "As novas unidades vão fechar a produção das pequenas fábricas", destaca Rozenbaum.
A derrocada nos preços das resinas, além de refletir os novos valores do petróleo e da nafta - cujos preços caíram de mais de US$ 1.100 em julho para menos de US$ 300 este mês na Europa -, também confirma a retração do consumo mundial. "A demanda se contraiu e novos ajustes de preços devem ocorrer em 2009", afirma o analista-chefe da Link Investimentos, Andres Kikuchi. Segundo projeções da Tendências Consultoria, o consumo aparente de resinas termoplásticas no Brasil deve apresentar crescimento de 4,2% em 2009 sobre 2008, ritmo três vezes inferior ao registrado este ano, quando o consumo deve registrar alta de 12,4%.
Em contrapartida, a valorização do dólar sobre o real beneficia as petroquímicas. As exportações se tornam mais competitivas e as importações, menos atrativas. Mas isso não significa que os transformadores plásticos deixarão de comprar resinas no exterior, segundo Kikuchi. "O mercado brasileiro é atrativo, e mesmo com um real mais fraco, os produtos importados são muito competitivos", diz. Devido à retração da demanda mundial, é provável que as petroquímicas estrangeiras olhem para o Brasil como um novo mercado para seus produtos.
Para os analistas que acompanham o setor, a melhor opção no mercado de capitais são as ações da Braskem. "O momento do setor não é benéfico para 2009, mas para quem deseja uma carteira diversificada, a Braskem é uma opção", afirma o analista da Coinvalores, Marco Saravalle. "Entre Unipar e Braskem, preferimos a segunda, em função do porte da empresa e da posição de liderança no mercado local", destaca a Fator Corretora em relatório.
Ultrapar
A outra empresa do setor químico com ação listada na Bolsa de Valores de São Paulo é a Ultrapar, que em menos de 20 meses, a partir de março de 2007, adquiriu a rede de combustíveis da Ipiranga e a marca Texaco. Com isso, tornou-se vice-líder de um mercado no qual não atuava até então. "Essas aquisições dão estabilidade de fluxo de caixa à companhia, que passa a ter um novo panorama", ressalta Kikuchi.
Além de ser uma empresa com receita líquida anual de quase R$ 30 bilhões, a Ultrapar atua em segmentos promissores, como a distribuição de combustíveis e GLP. "A Ultrapar vai ter sempre um crescimento mais gradual, mas um crescimento mais esperado", afirma o analista da Link. Em momentos de incertezas, empresas mais previsíveis são mais bem vistas pelos investidores.
Apesar disso, Saravalle, da Coinvalores, não acredita que as ações da Ultrapar sejam um bom investimento em 2009. Como grande parte da receita é proveniente da venda de combustíveis, a desaceleração nos indicadores de vendas de automóveis pode repercutir negativamente nos papéis. "No curto prazo, há um fator de redução nas vendas, mas a Ultrapar é um ativo interessante no longo prazo, após 2009", destaca.
Além da redução da demanda causada pelo agravamento da crise mundial e a variação do câmbio, fatores determinantes para todas as indústrias brasileiras, outras duas variáveis devem ditar o ritmo de negócios das petroquímicas brasileiras: variação do preço do petróleo e aumento da oferta mundial de petroquímicos. Essa combinação de fatores, aliada ao início do ciclo de baixa da petroquímica mundial, leva analistas a descartarem as ações do setor como um investimento atrativo para este ano.
O ano de 2009 dará início a um período de redução nas margens das petroquímicas que deverá durar até 2011 ou 2012, segundo previsões de analistas e direção de grandes empresas brasileiras, Braskem e Unipar. Esse cenário, considerado preocupante mas já previsto pelo mercado, ficou ainda mais adverso com o agravamento da crise da economia mundial. A redução da atividade econômica global resultou em retração na demanda por petroquímicos básicos e resinas termoplásticas. Para fazer frente à nova conjuntura do mercado, as duas companhias anunciaram medidas de redução de produção.
A Braskem paralisou duas de suas quatro linhas de produção de eteno. Com isso, passou a operar com 55% da capacidade instalada. A decisão também se refletiu no volume de produção de polietilenos (PE) e de polipropileno (PP). A Quattor, empresa controlada pela Unipar, por sua vez, concedeu férias coletivas temporárias a funcionários de unidades de PP. As medidas visam a contribuir para a redução nos níveis dos estoques na cadeia.
Aumento da oferta
Mas essas medidas podem ter impacto limitado diante do cenário de aumento de oferta que se desenha, tanto no Brasil quanto no exterior. Em território brasileiro, a capacidade de produção de petroquímicos básicos (casos de eteno e propeno) crescerá com a conclusão da expansão da Petroquímica União (PQU), empresa que compõe a Quattor. Juntamente a essa expansão, haverá aumento de oferta de polietilenos (pela Polietilenos União) e polipropileno (Quattor Petroquímica). Além disso, a Braskem realizou paradas para manutenção nas duas centrais petroquímicas ao longo de 2008 e já opera com níveis mais altos de produtividade.
No mercado internacional, o aumento de capacidade ocorrerá principalmente no Oriente Médio e na Ásia, onde a oferta de eteno deverá crescer de 8 milhões a 10 milhões de toneladas entre 2009 e 2010, segundo estimativa da Bradesco Corretora. E esse aumento da capacidade mundial, de aproximadamente 7%, chegará em um momento de crise. "O que era para ser um ciclo de baixa suave deve ser um ciclo de baixa entre os mais profundos dos últimos tempos", afirma o analista Auro Rozenbaum, da Bradesco, para quem este não é o momento de se investir no setor.
Outro agravante, continua Rozenbaum, é o fato de a oscilação das ações das petroquímicas estar fundamentada no cenário de negócios do setor, e não na evolução do Ibovespa. "Tradicionalmente, as ações acompanham os ciclos, por isso não é hora para o setor agora", diz. O cenário deve começar a melhorar apenas a partir de 2010, dizem os analistas que acompanham o setor.
Para fazer frente às dificuldades previstas no novo ciclo de baixa, a petroquímica brasileira ganhou novas formas: a Braskem adquiriu os ativos petroquímicos do grupo Ipiranga e a Unipar uniu suas empresas com atuação nesse segmento com a Petrobras, que havia comprado a Suzano Petroquímica, criando a Quattor. Em seguida, Braskem e Quattor intensificaram negociações com a Petrobras para que a estatal revisse sua política de preços - a Petrobras é a única fornecedora nacional de nafta, insumo que dá origem aos petroquímicos básicos. Mas as empresas ainda não chegaram a um consenso.
Preços
A principal crítica ao modelo adotado pela Petrobras é a demora com que os preços internos se ajustam aos valores praticados no exterior, uma vez que a estatal leva um mês para repassar as variações da nafta registradas no mercado europeu. E como os preços estão em queda, os fabricantes brasileiros têm operado com custo de produção superior ao dos concorrentes de outras regiões do mundo.
A mesma tendência de queda de preços é vista nas resinas. Por isso, espera-se que fábricas menos competitivas não consigam se manter em operação. "As novas unidades vão fechar a produção das pequenas fábricas", destaca Rozenbaum.
A derrocada nos preços das resinas, além de refletir os novos valores do petróleo e da nafta - cujos preços caíram de mais de US$ 1.100 em julho para menos de US$ 300 este mês na Europa -, também confirma a retração do consumo mundial. "A demanda se contraiu e novos ajustes de preços devem ocorrer em 2009", afirma o analista-chefe da Link Investimentos, Andres Kikuchi. Segundo projeções da Tendências Consultoria, o consumo aparente de resinas termoplásticas no Brasil deve apresentar crescimento de 4,2% em 2009 sobre 2008, ritmo três vezes inferior ao registrado este ano, quando o consumo deve registrar alta de 12,4%.
Em contrapartida, a valorização do dólar sobre o real beneficia as petroquímicas. As exportações se tornam mais competitivas e as importações, menos atrativas. Mas isso não significa que os transformadores plásticos deixarão de comprar resinas no exterior, segundo Kikuchi. "O mercado brasileiro é atrativo, e mesmo com um real mais fraco, os produtos importados são muito competitivos", diz. Devido à retração da demanda mundial, é provável que as petroquímicas estrangeiras olhem para o Brasil como um novo mercado para seus produtos.
Para os analistas que acompanham o setor, a melhor opção no mercado de capitais são as ações da Braskem. "O momento do setor não é benéfico para 2009, mas para quem deseja uma carteira diversificada, a Braskem é uma opção", afirma o analista da Coinvalores, Marco Saravalle. "Entre Unipar e Braskem, preferimos a segunda, em função do porte da empresa e da posição de liderança no mercado local", destaca a Fator Corretora em relatório.
Ultrapar
A outra empresa do setor químico com ação listada na Bolsa de Valores de São Paulo é a Ultrapar, que em menos de 20 meses, a partir de março de 2007, adquiriu a rede de combustíveis da Ipiranga e a marca Texaco. Com isso, tornou-se vice-líder de um mercado no qual não atuava até então. "Essas aquisições dão estabilidade de fluxo de caixa à companhia, que passa a ter um novo panorama", ressalta Kikuchi.
Além de ser uma empresa com receita líquida anual de quase R$ 30 bilhões, a Ultrapar atua em segmentos promissores, como a distribuição de combustíveis e GLP. "A Ultrapar vai ter sempre um crescimento mais gradual, mas um crescimento mais esperado", afirma o analista da Link. Em momentos de incertezas, empresas mais previsíveis são mais bem vistas pelos investidores.
Apesar disso, Saravalle, da Coinvalores, não acredita que as ações da Ultrapar sejam um bom investimento em 2009. Como grande parte da receita é proveniente da venda de combustíveis, a desaceleração nos indicadores de vendas de automóveis pode repercutir negativamente nos papéis. "No curto prazo, há um fator de redução nas vendas, mas a Ultrapar é um ativo interessante no longo prazo, após 2009", destaca.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
As ações que perderam espaço em 2008
Crise financeira internacional, aperto de crédito e fuga de estrangeiros fizeram de 2008 um marco na quebra do ciclo de consecutivas altas da Bolsa paulista. As baixas das ações foram generalizadas. Alguns papéis, porém, tiveram um desempenho bem pior que a média do mercado. Enquanto o principal índice de ações brasileiro – o Ibovespa – acumula queda de aproximadamente 37% no ano, os chamados “micos” chegaram a despencar mais de 60%.
As ações no vermelho não são só aquelas de fora do índice. Segundo levantamento da Economática, dentro do Ibovespa, as ações da B2W, Sadia, Cyrela Realty e Duratex apresentaram as maiores baixas, todas acima de 60%, até o fechamento de ontem. Lojas Renner registrou queda um pouco menor (aproximadamente – 53%), mas, mesmo assim, bem acima do Ibovespa.
As cinco empresas haviam exibido grande valorização em 2007, que variou entre 19% e 45%. Em 2008, tanto o cenário econômico negativo quanto algumas trapalhadas das companhias contribuíram para o resultado ruim para o investidor.
“O mercado vendeu as ações da B2W, já antecipando possíveis resultados negativos no balanço do quarto trimestre”, diz Peter Ho. Apesar de a empresa afirmar que seu público pertence às classes A e B, para Ho, os consumidores da companhia são sensíveis à restrição ao crédito. Com o dinheiro mais caro na praça, a tendência é que os compradores optem por adquirir produtos parcelados em mais vezes. Assim, as redes varejistas se tornariam grandes competidoras dos portais de compra.
Além disso, o analista acredita que no setor há certo canibalismo. “A B2W atua através da Americanas.com, Shoptime e Submarino. Perdeu-se um pouco da identidade da empresa”, avalia. “Há muito canibalismo no setor e o que se percebe é que há uma migração muito grande de consumidores entre os sites, mas pouco crescimento bruto de público”, completa.
Sadia PN (-62,71%)
Sadia registrou prejuízo de R$ 760 mi com derivativos
Os problemas que atingiram a Sadia não foram exclusivos da empresa, mas a companhia foi uma das que saíram com maior prejuízo. A Sadia investiu em derivativos de câmbio, apostando na queda, para, segundo ela, se proteger da variação do dólar. Com a alta expressiva da moeda, o resultado foi o inverso.
Houve um prejuízo de R$ 760 milhões, que não foi bem visto pelo mercado. “A partir daí houve uma venda em massa das ações”, relata o analista Peter Ping Ho, da corretora Planner. Para os especialistas, o prejuízo, além de afetar o caixa, comprometeu a atividade da empresa. “A atitude comprometeu a atividade da empresa para os próximos meses”, avalia.
Cyrela Realty ON (-61,79%)
A Cyrela Realty não foi a única do setor de construção civil a sofrer grandes perdas na Bolsa paulista. “Com o aumento da preocupação quanto ao futuro das vendas das construtoras, as empresas do segmento diminuíram o ritmo de lançamentos e revisaram as projeções”, afirma a equipe de análise da corretora Banif.
A companhia diminuiu a previsão de lançamentos e vendas no ano de R$ 7 bilhões para um valor entre R$ 5,25 bilhões a R$ 5,6 bilhões. A meta de vendas também foi cortada de R$ 5,5 bilhões para entre R$ 4,675 bilhões e R$ 4,95 bilhões. “Também contribuiu para a queda o fato de as ações estarem concentradas nas carteiras dos estrangeiros, que em 2008, se desfizeram de muitos papéis líquidos da Bovespa”, avalia a equipe da Banif. Na abertura de capital em 2005 (IPO na sigla em inglês), 72% das ações foram vendidas para estrangeiros.
Crise fez companhia diminuir a previsão de lançamentos e vendas
“A somatória de fatores criou uma expectativa negativa para a empresa e um cenário nítido de desaceleração no setor como um todo”, diz a corretora Banif. “Há uma leitura no mercado de que o resultado do quarto trimestre, anunciado no início de 2009, trará vendas fracas.”
Duratex PN (-60,08%)
A Duratex teve dois problemas em 2008. No primeiro semestre, quando o preço do petróleo subiu à casa de US$ 150, os custos de produção da fabricante de produtos de madeira, louça e metais sanitários aumentaram, já que algumas das matérias-primas utilizadas pela empresa são a resina de uréia (derivado de petróleo) e o gás natural.
Na segunda metade do ano, o que pesou sobre as ações da companhia foi a preocupação com o setor de construção civil. O vice-presidente da Duratex informou que as obras que já estão em andamento garantem a demanda de produtos da Deca (divisão da empresa) por mais um ou dois anos. O segmento corresponde a apenas 20% das vendas. Segundo o executivo, a demanda por parte de revendas e reformas, porém, pode sofrer impactos maiores da crise.
Com o negócio diretamente relacionado com o setor imobiliário brasileiro, a Duratex não tem um cenário tão favorável nos próximos meses, já que várias empresas de construção anunciaram redução no número de lançamentos.
Lojas Renner ON (-52,81%)
Desistência de compra de outra varejista prejudicou ações da Lojas Renner
Desistir da compra de uma concorrente custou caro para a Lojas Renner. No início do ano, a rede varejista anunciou o início do processo de compra da Lojas Leader, do Rio de Janeiro. O objetivo era aumentar a participação da companhia nos segmentos da classes C e D.
Com o avanço da crise, a empresa voltou atrás e, em outubro, informou que o negócio não iria mais sair. “O planejamento estratégico da empresa contava com a aquisição. A estratégia dela acabou praticamente”, lembra o analista Peter Ho, que ressalta que a previsão de vendas foi revisada para baixo.
“O mercado também antecipou um possível resultado negativo no quarto trimestre, caso haja redução nas vendas durante a época do Natal”, explica. Por enquanto, o aperto de crédito ainda não atingiu os negócios da empresa, mas há uma expectativa de que o ritmo de vendas diminua.
As ações no vermelho não são só aquelas de fora do índice. Segundo levantamento da Economática, dentro do Ibovespa, as ações da B2W, Sadia, Cyrela Realty e Duratex apresentaram as maiores baixas, todas acima de 60%, até o fechamento de ontem. Lojas Renner registrou queda um pouco menor (aproximadamente – 53%), mas, mesmo assim, bem acima do Ibovespa.
As cinco empresas haviam exibido grande valorização em 2007, que variou entre 19% e 45%. Em 2008, tanto o cenário econômico negativo quanto algumas trapalhadas das companhias contribuíram para o resultado ruim para o investidor.
“O mercado vendeu as ações da B2W, já antecipando possíveis resultados negativos no balanço do quarto trimestre”, diz Peter Ho. Apesar de a empresa afirmar que seu público pertence às classes A e B, para Ho, os consumidores da companhia são sensíveis à restrição ao crédito. Com o dinheiro mais caro na praça, a tendência é que os compradores optem por adquirir produtos parcelados em mais vezes. Assim, as redes varejistas se tornariam grandes competidoras dos portais de compra.
Além disso, o analista acredita que no setor há certo canibalismo. “A B2W atua através da Americanas.com, Shoptime e Submarino. Perdeu-se um pouco da identidade da empresa”, avalia. “Há muito canibalismo no setor e o que se percebe é que há uma migração muito grande de consumidores entre os sites, mas pouco crescimento bruto de público”, completa.
Sadia PN (-62,71%)
Sadia registrou prejuízo de R$ 760 mi com derivativos
Os problemas que atingiram a Sadia não foram exclusivos da empresa, mas a companhia foi uma das que saíram com maior prejuízo. A Sadia investiu em derivativos de câmbio, apostando na queda, para, segundo ela, se proteger da variação do dólar. Com a alta expressiva da moeda, o resultado foi o inverso.
Houve um prejuízo de R$ 760 milhões, que não foi bem visto pelo mercado. “A partir daí houve uma venda em massa das ações”, relata o analista Peter Ping Ho, da corretora Planner. Para os especialistas, o prejuízo, além de afetar o caixa, comprometeu a atividade da empresa. “A atitude comprometeu a atividade da empresa para os próximos meses”, avalia.
Cyrela Realty ON (-61,79%)
A Cyrela Realty não foi a única do setor de construção civil a sofrer grandes perdas na Bolsa paulista. “Com o aumento da preocupação quanto ao futuro das vendas das construtoras, as empresas do segmento diminuíram o ritmo de lançamentos e revisaram as projeções”, afirma a equipe de análise da corretora Banif.
A companhia diminuiu a previsão de lançamentos e vendas no ano de R$ 7 bilhões para um valor entre R$ 5,25 bilhões a R$ 5,6 bilhões. A meta de vendas também foi cortada de R$ 5,5 bilhões para entre R$ 4,675 bilhões e R$ 4,95 bilhões. “Também contribuiu para a queda o fato de as ações estarem concentradas nas carteiras dos estrangeiros, que em 2008, se desfizeram de muitos papéis líquidos da Bovespa”, avalia a equipe da Banif. Na abertura de capital em 2005 (IPO na sigla em inglês), 72% das ações foram vendidas para estrangeiros.
Crise fez companhia diminuir a previsão de lançamentos e vendas
“A somatória de fatores criou uma expectativa negativa para a empresa e um cenário nítido de desaceleração no setor como um todo”, diz a corretora Banif. “Há uma leitura no mercado de que o resultado do quarto trimestre, anunciado no início de 2009, trará vendas fracas.”
Duratex PN (-60,08%)
A Duratex teve dois problemas em 2008. No primeiro semestre, quando o preço do petróleo subiu à casa de US$ 150, os custos de produção da fabricante de produtos de madeira, louça e metais sanitários aumentaram, já que algumas das matérias-primas utilizadas pela empresa são a resina de uréia (derivado de petróleo) e o gás natural.
Na segunda metade do ano, o que pesou sobre as ações da companhia foi a preocupação com o setor de construção civil. O vice-presidente da Duratex informou que as obras que já estão em andamento garantem a demanda de produtos da Deca (divisão da empresa) por mais um ou dois anos. O segmento corresponde a apenas 20% das vendas. Segundo o executivo, a demanda por parte de revendas e reformas, porém, pode sofrer impactos maiores da crise.
Com o negócio diretamente relacionado com o setor imobiliário brasileiro, a Duratex não tem um cenário tão favorável nos próximos meses, já que várias empresas de construção anunciaram redução no número de lançamentos.
Lojas Renner ON (-52,81%)
Desistência de compra de outra varejista prejudicou ações da Lojas Renner
Desistir da compra de uma concorrente custou caro para a Lojas Renner. No início do ano, a rede varejista anunciou o início do processo de compra da Lojas Leader, do Rio de Janeiro. O objetivo era aumentar a participação da companhia nos segmentos da classes C e D.
Com o avanço da crise, a empresa voltou atrás e, em outubro, informou que o negócio não iria mais sair. “O planejamento estratégico da empresa contava com a aquisição. A estratégia dela acabou praticamente”, lembra o analista Peter Ho, que ressalta que a previsão de vendas foi revisada para baixo.
“O mercado também antecipou um possível resultado negativo no quarto trimestre, caso haja redução nas vendas durante a época do Natal”, explica. Por enquanto, o aperto de crédito ainda não atingiu os negócios da empresa, mas há uma expectativa de que o ritmo de vendas diminua.
Ações de longo prazo requer exercício da paciência
Ser paciente e investir de olho no longo prazo são as principais recomendações dos especialistas para quem investe em ações. Mas se engana quem pensa que essa sugestão signifique que o investidor deva comprar ações e só voltar a olhar a carteira no momento da venda - depois de, no mínimo, um ano. “É preciso ter uma visão de longo prazo, mas uma gestão de curto”, ensina o professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Alexandre Assaf Neto.
Neto é adepto de uma das recomendações do megainvestidor norte-americano Warren Buffett – detentor da maior fortuna do mundo, de US$ 62 bilhões, de acordo com a revista Forbes. Buffett diz que o investidor deve rever seu portfólio e fazer um giro anual entre 10% e 20% dos papéis em carteira. A estratégia faria com que o acionista trocasse todas ações num prazo entre cinco e dez anos. “A idéia de que se deve comprar uma ação e levá-la para o túmulo é equivocada”, reforça o professor Neto.
Se fazer a gestão de uma carteira fosse somente escolher os papéis para compra, o trabalho das consultorias de investimentos seria bem mais fácil. “A premissa básica é investir no longo prazo, mas balanceamos a carteira a cada seis meses, sempre adequando a carteira à estratégia do investidor”, explica o sócio da consultoria AZ Investimentos, Ricardo Zeno. Dentro da estratégia, o investidor pode, por exemplo, determinar um porcentual de rentabilidade que deseja obter com a ação. Quando atingir o lucro desejado, a recomendação é de venda.
Não há uma regra que determine quanto da carteira deve ser atualizada nas revisões. “Buffett recomenda até 20%, mas ele está em uma economia extremamente estável, apesar da crise”, pondera o professor de Mercados Financeiros Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios. “No Brasil, em que a instabilidade é maior, o giro deve ser ampliado. Aproximadamente um terço da carteira deve ser ajustado”, completa. Nesse ajuste, mesmo as ações mais líquidas, como Vale e Petrobras, podem ser vendidas.
Prejuízos e lucros
Prazo, perspectiva e porcentual dos papéis a serem vendidos são variáveis que devem ser levadas em consideração no momento de revisão da carteira. Os especialistas recomendam que o ajuste seja semestral, a partir da data de formação da carteira. Se o investidor fizer alterações em períodos menores, ignora a estratégia de longo prazo. “Deixa de ser investidor e se torna especulador”, afirma Zeno. Já se demorar um prazo maior, o cenário econômico poderá ter sofrido muitas modificações, o que dificulta avaliações, principalmente para os novatos.
Não há uma regra sobre quais papéis devem ser vendidos. “No momento de revisão, o acionista deve aprender a assumir prejuízos de papéis que podem cair ainda mais, e também a embolsar lucros, se no cenário futuro houver melhores investimentos”, ensina o sócio da AZ Investimentos. Assim, a perspectiva traçada para cada ação é fundamental no momento em que o investidor revê a carteira e decide o que vender.
Nessa estratégia, instrumentos que podem auxiliar o investidor são o stop loss e stop gain. No primeiro, o acionista estabelece um preço menor que o negociado num determinado momento. Se o papel cair e o valor for atingido, é disparada automaticamente uma ordem de venda, o que limita o prejuízo do investidor. No caso oposto, de alta do papel, o acionista pode utilizar o stop gain. Quando a ação sobe e alcança determinada cotação, o papel é vendido e o investidor embolsa o lucro.
Empresas e setores
Os especialistas recomendam que o investidor fique atento aos setores que compõem sua carteira de ações. “A carteira deve ter no mínimo quatro ações e um setor não deve representar mais que 50% da aplicação”, afirma Zeno. Não há consenso entre os profissionais de mercado sobre o número mínimo. Alguns falam em 12 ou até 20 papéis, o que dificultaria o acompanhamento.
A diversificação de setores é mais simples. O ideal é ter papéis de dois tipos de empresas: as influenciadas pela economia mundial, como produtoras de commodities (Petrobras e Vale, por exemplo), e as voltadas para o mercado doméstico. Assim, ao fazer a revisão da carteira, o investidor deve ajustar o porcentual dos setores. Caso uma ação se valorize muito e passe a ter um peso grande na carteira, o investidor pode vender, por exemplo, alguns papéis e distribuir o valor na compra de outros ativos.
Nesse segundo semestre de 2008, Zeno diz que as carteiras com exposição a setores ligados a commodities deveriam ter sido reduzidas. Havia perspectiva de que os preços das matérias-primas iriam despencar em decorrência da crise internacional.
Neto é adepto de uma das recomendações do megainvestidor norte-americano Warren Buffett – detentor da maior fortuna do mundo, de US$ 62 bilhões, de acordo com a revista Forbes. Buffett diz que o investidor deve rever seu portfólio e fazer um giro anual entre 10% e 20% dos papéis em carteira. A estratégia faria com que o acionista trocasse todas ações num prazo entre cinco e dez anos. “A idéia de que se deve comprar uma ação e levá-la para o túmulo é equivocada”, reforça o professor Neto.
Se fazer a gestão de uma carteira fosse somente escolher os papéis para compra, o trabalho das consultorias de investimentos seria bem mais fácil. “A premissa básica é investir no longo prazo, mas balanceamos a carteira a cada seis meses, sempre adequando a carteira à estratégia do investidor”, explica o sócio da consultoria AZ Investimentos, Ricardo Zeno. Dentro da estratégia, o investidor pode, por exemplo, determinar um porcentual de rentabilidade que deseja obter com a ação. Quando atingir o lucro desejado, a recomendação é de venda.
Não há uma regra que determine quanto da carteira deve ser atualizada nas revisões. “Buffett recomenda até 20%, mas ele está em uma economia extremamente estável, apesar da crise”, pondera o professor de Mercados Financeiros Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios. “No Brasil, em que a instabilidade é maior, o giro deve ser ampliado. Aproximadamente um terço da carteira deve ser ajustado”, completa. Nesse ajuste, mesmo as ações mais líquidas, como Vale e Petrobras, podem ser vendidas.
Prejuízos e lucros
Prazo, perspectiva e porcentual dos papéis a serem vendidos são variáveis que devem ser levadas em consideração no momento de revisão da carteira. Os especialistas recomendam que o ajuste seja semestral, a partir da data de formação da carteira. Se o investidor fizer alterações em períodos menores, ignora a estratégia de longo prazo. “Deixa de ser investidor e se torna especulador”, afirma Zeno. Já se demorar um prazo maior, o cenário econômico poderá ter sofrido muitas modificações, o que dificulta avaliações, principalmente para os novatos.
Não há uma regra sobre quais papéis devem ser vendidos. “No momento de revisão, o acionista deve aprender a assumir prejuízos de papéis que podem cair ainda mais, e também a embolsar lucros, se no cenário futuro houver melhores investimentos”, ensina o sócio da AZ Investimentos. Assim, a perspectiva traçada para cada ação é fundamental no momento em que o investidor revê a carteira e decide o que vender.
Nessa estratégia, instrumentos que podem auxiliar o investidor são o stop loss e stop gain. No primeiro, o acionista estabelece um preço menor que o negociado num determinado momento. Se o papel cair e o valor for atingido, é disparada automaticamente uma ordem de venda, o que limita o prejuízo do investidor. No caso oposto, de alta do papel, o acionista pode utilizar o stop gain. Quando a ação sobe e alcança determinada cotação, o papel é vendido e o investidor embolsa o lucro.
Empresas e setores
Os especialistas recomendam que o investidor fique atento aos setores que compõem sua carteira de ações. “A carteira deve ter no mínimo quatro ações e um setor não deve representar mais que 50% da aplicação”, afirma Zeno. Não há consenso entre os profissionais de mercado sobre o número mínimo. Alguns falam em 12 ou até 20 papéis, o que dificultaria o acompanhamento.
A diversificação de setores é mais simples. O ideal é ter papéis de dois tipos de empresas: as influenciadas pela economia mundial, como produtoras de commodities (Petrobras e Vale, por exemplo), e as voltadas para o mercado doméstico. Assim, ao fazer a revisão da carteira, o investidor deve ajustar o porcentual dos setores. Caso uma ação se valorize muito e passe a ter um peso grande na carteira, o investidor pode vender, por exemplo, alguns papéis e distribuir o valor na compra de outros ativos.
Nesse segundo semestre de 2008, Zeno diz que as carteiras com exposição a setores ligados a commodities deveriam ter sido reduzidas. Havia perspectiva de que os preços das matérias-primas iriam despencar em decorrência da crise internacional.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Histórias de Ano Novo
Prima de minha esposa, Vanessa, funcionária da Polícia Federal, tem como hobby gastar por compução. Já entrou em 2009 no cheque especial e seu cartão de crédito está em vias de estourar.
Disse-me que em pouco tempo vai começar a pagar suas dívidas, mas que antes precisava fazer mais umas comprinhas... Resultado: vai ficar ao menos o primeiro semestre de 2009 pagando contas...
Disse-me que em pouco tempo vai começar a pagar suas dívidas, mas que antes precisava fazer mais umas comprinhas... Resultado: vai ficar ao menos o primeiro semestre de 2009 pagando contas...
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Educadção financeira desde criança
O Brasil passa atualmente por um grande momento. Um momento ímpar, onde as pessoas começam a entender, algumas a duras penas, que o controle dos gastos para realização dos sonhos é o que realmente funciona quando o assunto são as finanças da casa. Descobrimos, ainda que lentamente, que a independência financeira é viável e que gerações de endividados podem se transformar, com determinação e disciplina, em investidores. A verdade é que todos podemos transformar a preguiça em resultados, mas quanto mais cedo começar, melhor. Não é?
Nesta semana do Natal, nosso foco está voltado para uma importante constatação: Tudo Isso é possível desde que tenhamos a oportunidade de escolher. E, quando falamos em escolhas, falamos imediatamente de conhecimento, que, mesmo de forma indireta, está muito mais acessível. Existem bons livros, bons sites e blogs, boas revistas e etc.
Mas, ainda a despeito do quanto já melhoramos, ainda existe um gargalo que, no meu modo de ver, é o principal problema do país na gestão de milhares de “analfabetos” financeiros: falta o foco na educação financeira[bb] desde os primeiros contatos com a escola.
Há mundo perfeito?
Não é segredo pra ninguém que a educação no Brasil é algo quase surreal. O ensino funciona como a velha expressão prática do jeitinho brasileiro. Infelizmente, muitos professores “fingem” que ensinam e os alunos “fingem” que aprendem. Antes que eu seja bombardeado, é verdade que existem exceções e que o professor é, em geral, pouco valorizado.
Além disso, existe todo um sistema falho na educação básica, que não oferece condições mínimas nem para o aluno, nem para o professor. A verdade é que não existe mundo perfeito, mas existe a consciência que estamos longe do aceitável. Pensando nessa maneira, existem algumas boas iniciativas, infelizmente ainda isoladas, que buscam diferenciar e capacitar os alunos para a vida e para o mundo.
Oportunidades e diferenciais
Dentro dessa linha surge uma grande oportunidade de levar para a sala de aula o ensino e a prática da educação financeira, fazendo com que as crianças tenham acesso às práticas inteligentes de lidar com dinheiro, empreendedorismo, controle e planejamento desde o ensino fundamental até a formação média.
Cabe destacar que, justamente com este objetivo, encontramos um dos primeiros livros de educação financeira para crianças. Trata-se do livro “O Menino do Dinheiro”, que mistura a história real da vida de seu autor, Reinaldo Domingos (Presidente do Instituto DiSOP), com lições valiosas de educação financeira:
“O menino do dinheiro é um garotinho que, mesmo muito pequenino, sabe o que quer e aprende a real importância de guardar suas moedinhas a fim de realizar os próprios sonhos. Em seu aniversário, ele recebe de sua mãe, a Dona Previdência, seu primeiro cofrinho e, com ele, a primeira lição sobre como lidar com sua pequena mesada.
Mas, é na escola, com seu professor Reymonei, que o menino conhece a metodologia DiSOP que o faz transformar a vida financeira de sua família, principalmente a de seu pai, o Senhor Desprevenido, que finalmente aprende a diagnosticar seus gastos, enxergar seus sonhos, lutar por eles, a orçar e a poupar seus ganhos.”
É legal lembrar que o autor está doando parte dos direitos autorais para a Fundação Rotary Internacional (para combater a paralisia infantil no mundo) e outra para o Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). O Dinheirama mais uma vez cumpre importante papel, divulgando iniciativas que realmente podem mudar a vida de muitos brasileiros. Parabéns Reinaldo e Editora Gente.
Compre o livro neste fim de ano e o dê de presente para seus amigos e entes queridos. Assim, você estará levando a educação financeira de forma divertida para quem você gosta e ao mesmo tempo contribuindo com duas instituições que realizam grandes e reconhecidos trabalhos sociais. E se você é autor de obras neste sentido e/ou conhece outras iniciativas como esta, deixe seu comentário e envie o material para nós. Faremos questão de divulgá-los.
Educação financeira também na escola
Fiquei sabendo que as escolas que tiverem interesse em colocar na grade curricular a educação financeira, terão oportunidade de levar o projeto piloto que o Instituto DiSOP está desenvolvendo, através das adaptações pedagógicas dos livros “O Menino do Dinheiro” (para uso nos ensinos fundamentais I e II) e “Terapia Financeira” (para o ensino médio). Este site traz mais detalhes.
Todos podemos fazer a diferença, viram? E você, o que anda fazendo pela educação financeira de seus filhos, netos, familiares e amigos?
Nesta semana do Natal, nosso foco está voltado para uma importante constatação: Tudo Isso é possível desde que tenhamos a oportunidade de escolher. E, quando falamos em escolhas, falamos imediatamente de conhecimento, que, mesmo de forma indireta, está muito mais acessível. Existem bons livros, bons sites e blogs, boas revistas e etc.
Mas, ainda a despeito do quanto já melhoramos, ainda existe um gargalo que, no meu modo de ver, é o principal problema do país na gestão de milhares de “analfabetos” financeiros: falta o foco na educação financeira[bb] desde os primeiros contatos com a escola.
Há mundo perfeito?
Não é segredo pra ninguém que a educação no Brasil é algo quase surreal. O ensino funciona como a velha expressão prática do jeitinho brasileiro. Infelizmente, muitos professores “fingem” que ensinam e os alunos “fingem” que aprendem. Antes que eu seja bombardeado, é verdade que existem exceções e que o professor é, em geral, pouco valorizado.
Além disso, existe todo um sistema falho na educação básica, que não oferece condições mínimas nem para o aluno, nem para o professor. A verdade é que não existe mundo perfeito, mas existe a consciência que estamos longe do aceitável. Pensando nessa maneira, existem algumas boas iniciativas, infelizmente ainda isoladas, que buscam diferenciar e capacitar os alunos para a vida e para o mundo.
Oportunidades e diferenciais
Dentro dessa linha surge uma grande oportunidade de levar para a sala de aula o ensino e a prática da educação financeira, fazendo com que as crianças tenham acesso às práticas inteligentes de lidar com dinheiro, empreendedorismo, controle e planejamento desde o ensino fundamental até a formação média.
Cabe destacar que, justamente com este objetivo, encontramos um dos primeiros livros de educação financeira para crianças. Trata-se do livro “O Menino do Dinheiro”, que mistura a história real da vida de seu autor, Reinaldo Domingos (Presidente do Instituto DiSOP), com lições valiosas de educação financeira:
“O menino do dinheiro é um garotinho que, mesmo muito pequenino, sabe o que quer e aprende a real importância de guardar suas moedinhas a fim de realizar os próprios sonhos. Em seu aniversário, ele recebe de sua mãe, a Dona Previdência, seu primeiro cofrinho e, com ele, a primeira lição sobre como lidar com sua pequena mesada.
Mas, é na escola, com seu professor Reymonei, que o menino conhece a metodologia DiSOP que o faz transformar a vida financeira de sua família, principalmente a de seu pai, o Senhor Desprevenido, que finalmente aprende a diagnosticar seus gastos, enxergar seus sonhos, lutar por eles, a orçar e a poupar seus ganhos.”
É legal lembrar que o autor está doando parte dos direitos autorais para a Fundação Rotary Internacional (para combater a paralisia infantil no mundo) e outra para o Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). O Dinheirama mais uma vez cumpre importante papel, divulgando iniciativas que realmente podem mudar a vida de muitos brasileiros. Parabéns Reinaldo e Editora Gente.
Compre o livro neste fim de ano e o dê de presente para seus amigos e entes queridos. Assim, você estará levando a educação financeira de forma divertida para quem você gosta e ao mesmo tempo contribuindo com duas instituições que realizam grandes e reconhecidos trabalhos sociais. E se você é autor de obras neste sentido e/ou conhece outras iniciativas como esta, deixe seu comentário e envie o material para nós. Faremos questão de divulgá-los.
Educação financeira também na escola
Fiquei sabendo que as escolas que tiverem interesse em colocar na grade curricular a educação financeira, terão oportunidade de levar o projeto piloto que o Instituto DiSOP está desenvolvendo, através das adaptações pedagógicas dos livros “O Menino do Dinheiro” (para uso nos ensinos fundamentais I e II) e “Terapia Financeira” (para o ensino médio). Este site traz mais detalhes.
Todos podemos fazer a diferença, viram? E você, o que anda fazendo pela educação financeira de seus filhos, netos, familiares e amigos?
sexta-feira, dezembro 12, 2008
As opiniões dos corretores nem sempre dão certo
Quem seguiu as sugestões de ações das corretoras neste ano perdeu dinheiro: de seis corretoras pesquisadas, apenas duas alcançaram um desempenho de carteira recomendada melhor do que a oscilação do Ibovespa, principal índice de ações brasileiro. Até o fechamento de novembro de 2008, o Ibovespa registrou queda de pouco mais de 42%, e, nesse período, nenhuma carteira conseguiu ficar no azul, de acordo com os últimos relatórios divulgados pelas corretoras. Entre aquelas que pelo menos caíram menos em comparação com a Bolsa paulista aparecem as sugestões da Planner e da SLW. No outro grupo - com baixas maiores do que o Ibovespa - estão Ágora, Ativa, Coinvalores e Spinelli.
Mensalmente, algumas corretoras costumam divulgar relatórios com sugestões de papéis em que apostam na valorização. Em geral, a recomendação vem acompanhada de uma explicação do por que a corretora indica a ação ou o setor. Essas carteiras servem de guias para muitos investidores que confiam na análise dos profissionais especializados. A crise, no entanto, que derrubou as Bolsas no mundo todo, não ajudou na previsão das melhores apostas.
“Num momento de queda generalizada do mercado, é muito difícil ficar positivo por conta das poucas opções de investimento”, diz o analista e gerente da área de pesquisas da Planner Ricardo Martins.
Algumas corretoras conseguiram acertar mais na indicação, mas mesmo assim ficaram no vermelho. Foi o caso da SLW, cuja aposta nas siderúrgicas ajudou. “No primeiro semestre, as ações das siderúrgicas ajudaram bastante no desempenho da carteira”, comenta a economista-chefe da SLW Kelly Cristina Neander Trentin. Até maio, algumas siderúrgicas tiveram desempenho melhor do que o Ibovespa no mês, segundo Trentin. No período, a corretora chegou a sugerir até duas ações do setor em cada carteira.
“Os papéis subiram mais que o índice ou caíram menos que o indicador”, lembra a economista. Em março, por exemplo, a Bovespa recuou 3,97%, enquanto Gerdau PN caiu apenas 2% e Usiminas PNA avançou 1,35%. Ambas as ações estavam na carteira da SLW.
Liquidez
Diante da crise, a rentabilidade não foi a prioridade para algumas corretoras. “No primeiro semestre, priorizamos a liquidez. Por isso, apostamos em Vale, Petrobras e siderúrgicas”, diz Martins, da Planner. A petroquímica contribuiu positivamente para o desempenho da carteira, avançando 8,8%, mas a mineradora Vale se desvalorizou 5%.
Apesar do bom desempenho das principais siderúrgicas no primeiro semestre (CSN avançou 39%, Gerdau subiu 49% e Usiminas se valorizou 46%), a partir das Olimpíadas da China o cenário mudou para o setor. “Durante as competições, o ritmo da China desacelerou e depois ficou evidente que haveria mais quedas na produção”, lembra Martins.
Com disso, perdeu menos quem percebeu a mudança de perspectiva. Algumas corretoras optaram por reduzir a participação dos setores mais atingidos pela crise, como é o caso do segmento ligado a matérias-primas (commodities).
Em junho, por exemplo, Petrobras, Vale e siderúrgicas representavam 45% da carteira sugerida da Planner. Na recomendação de dezembro, a participação da Petrobras já havia diminuído de 15% para 6%; Vale, antes com 15%, representou 5%; e as siderúrgicas nem figuravam mais entre as sugestões. No lugar destas ações, como ocorre comumente em momentos de crise, apareceram setores considerados mais seguros, como energia elétrica e telecomunicações.
Ajustes
Quem demorou a fazer os ajustes na composição ou ainda mantém altos os porcentuais de setores ligados a commodities na carteira aparece na lanterninha dos desempenhos. Ativa, Ágora e Coinvalores, por exemplo, reduziram um pouco a participação, de três, quatro pontos porcentuais.
Na Ativa, por exemplo, Petrobras e Vale ainda somam mais de 20% da carteira. A Ágora diminuiu a participação da petrolífera de 18,83% em novembro para 16,6% em dezembro, mas ainda recomenda Vale e Gerdau. Na Coinvalores, o porcentual caiu de 18% para 14% no caso da Petrobras e de 16% para 12% no caso da Vale. Há ainda uma siderúrgica (Usiminas), com 5% da participação do portfólio. Na Spinelli, que faz sugestões de ações desde março, não é atribuído nenhum peso aos papéis. No ano, desde a criação a carteira da corretora caiu 42,7%, contra uma queda de 42,36% do Ibovespa no período.
“Essas ações foram muito penalizadas e tendem a se recuperar mais rápido em uma eventual alta do mercado”, justifica o analista Jayme Alves, da Spinelli. Segundo ele, como esses papéis têm um peso muito grande no Ibovespa, não colocá-los no portfólio pode fazer com que a carteira tenha um comportamento muito descolado do mercado. “Começamos a indicar ações do setor elétrico e telecomunicações, mas mantivemos Petrobras, Vale e alguma siderúrgica na carteira”, diz.
Mensalmente, algumas corretoras costumam divulgar relatórios com sugestões de papéis em que apostam na valorização. Em geral, a recomendação vem acompanhada de uma explicação do por que a corretora indica a ação ou o setor. Essas carteiras servem de guias para muitos investidores que confiam na análise dos profissionais especializados. A crise, no entanto, que derrubou as Bolsas no mundo todo, não ajudou na previsão das melhores apostas.
“Num momento de queda generalizada do mercado, é muito difícil ficar positivo por conta das poucas opções de investimento”, diz o analista e gerente da área de pesquisas da Planner Ricardo Martins.
Algumas corretoras conseguiram acertar mais na indicação, mas mesmo assim ficaram no vermelho. Foi o caso da SLW, cuja aposta nas siderúrgicas ajudou. “No primeiro semestre, as ações das siderúrgicas ajudaram bastante no desempenho da carteira”, comenta a economista-chefe da SLW Kelly Cristina Neander Trentin. Até maio, algumas siderúrgicas tiveram desempenho melhor do que o Ibovespa no mês, segundo Trentin. No período, a corretora chegou a sugerir até duas ações do setor em cada carteira.
“Os papéis subiram mais que o índice ou caíram menos que o indicador”, lembra a economista. Em março, por exemplo, a Bovespa recuou 3,97%, enquanto Gerdau PN caiu apenas 2% e Usiminas PNA avançou 1,35%. Ambas as ações estavam na carteira da SLW.
Liquidez
Diante da crise, a rentabilidade não foi a prioridade para algumas corretoras. “No primeiro semestre, priorizamos a liquidez. Por isso, apostamos em Vale, Petrobras e siderúrgicas”, diz Martins, da Planner. A petroquímica contribuiu positivamente para o desempenho da carteira, avançando 8,8%, mas a mineradora Vale se desvalorizou 5%.
Apesar do bom desempenho das principais siderúrgicas no primeiro semestre (CSN avançou 39%, Gerdau subiu 49% e Usiminas se valorizou 46%), a partir das Olimpíadas da China o cenário mudou para o setor. “Durante as competições, o ritmo da China desacelerou e depois ficou evidente que haveria mais quedas na produção”, lembra Martins.
Com disso, perdeu menos quem percebeu a mudança de perspectiva. Algumas corretoras optaram por reduzir a participação dos setores mais atingidos pela crise, como é o caso do segmento ligado a matérias-primas (commodities).
Em junho, por exemplo, Petrobras, Vale e siderúrgicas representavam 45% da carteira sugerida da Planner. Na recomendação de dezembro, a participação da Petrobras já havia diminuído de 15% para 6%; Vale, antes com 15%, representou 5%; e as siderúrgicas nem figuravam mais entre as sugestões. No lugar destas ações, como ocorre comumente em momentos de crise, apareceram setores considerados mais seguros, como energia elétrica e telecomunicações.
Ajustes
Quem demorou a fazer os ajustes na composição ou ainda mantém altos os porcentuais de setores ligados a commodities na carteira aparece na lanterninha dos desempenhos. Ativa, Ágora e Coinvalores, por exemplo, reduziram um pouco a participação, de três, quatro pontos porcentuais.
Na Ativa, por exemplo, Petrobras e Vale ainda somam mais de 20% da carteira. A Ágora diminuiu a participação da petrolífera de 18,83% em novembro para 16,6% em dezembro, mas ainda recomenda Vale e Gerdau. Na Coinvalores, o porcentual caiu de 18% para 14% no caso da Petrobras e de 16% para 12% no caso da Vale. Há ainda uma siderúrgica (Usiminas), com 5% da participação do portfólio. Na Spinelli, que faz sugestões de ações desde março, não é atribuído nenhum peso aos papéis. No ano, desde a criação a carteira da corretora caiu 42,7%, contra uma queda de 42,36% do Ibovespa no período.
“Essas ações foram muito penalizadas e tendem a se recuperar mais rápido em uma eventual alta do mercado”, justifica o analista Jayme Alves, da Spinelli. Segundo ele, como esses papéis têm um peso muito grande no Ibovespa, não colocá-los no portfólio pode fazer com que a carteira tenha um comportamento muito descolado do mercado. “Começamos a indicar ações do setor elétrico e telecomunicações, mas mantivemos Petrobras, Vale e alguma siderúrgica na carteira”, diz.
terça-feira, dezembro 09, 2008
Coin valores divulga carteira semanal com recomendações
A corretora Coinvalores divulgou nesta segunda-feira (8) sua carteira recomendada semanal, trazendo cinco ações que, segundo seus analistas, oferecem atrativo potencial de valorização. A listagem é válida para o período de 8 a 12 de dezembro.
Em relação ao portfólio anterior, a corretora alterou todos os papéis recomendados, retirando da lista as ações de Perdigão (PRGA3), São Carlos (SCAR3), Cteep (TRPL4), Bradesco (BBDC4) e Lupatech (LUPA3).
Confira as recomendações
Empresa Código Preço-alvo Upside* Recomendação
CCR CCRO3 R$ 39,00 66% Elevar participação
Duratex DURA4 - - Reduzir participação
Souza Cruz CRUZ3 R$ 61,00 23% Elevar participação
Itaú ITAU4 - - Elevar participação
Copasa CSMG3 R$ 30,00 70% Elevar participação
*Com base em 5 de dezembro.
Por que essas recomendações?
* CCR
Conforme destacado, os elevados índices de rentabilidade, aliados à disciplina de capital, fundamentam o viés positivo com qual a instituição financeira enxerga a CCR. Além disso, os analistas crêem que a companhia manterá seu ritmo de crescimento em 2009.
* Duratex
A Coinvalores vê forte retração para o segmento de materiais de construção durante o próximo ano, o que prejudica a performance da companhia. A diminuição dos investimentos e dos guidances das construtoras deverá afetar os próximos resultados operacionais.
* Souza Cruz
A companhia continuará apresentando forte geração de caixa e confortável situação financeira, dadas as exportações crescentes do fumo, artigo no qual a Souza Cruz lidera a lista de vendedoras na balança comercial brasileira. "Destacamos que a empresa é uma ótima opção para estes momentos de alta volatilidade do mercado", concluem os analistas.
* Itaú
De acordo com a Coin, o banco receberá benefícios do recente acordo realizado com a Marisa, no qual vinga a exclusividade no fornecimento de produtos e serviços financeiros do Itaú aos clientes da varejista durante os próximos dez anos.
* Copasa
Conforme destacado, a companhia deverá assinar um contrato para a prestação de serviços sanitários em Patos de Minas, no estado de Minas Gerais, o que corroborará para seu horizonte de rendimentos. "A Copasa apresenta baixo nível de endividamento e boa parte dos investimentos programados para o biênio entre 2009 e 2010 já está contratada a custos baixos".
Em relação ao portfólio anterior, a corretora alterou todos os papéis recomendados, retirando da lista as ações de Perdigão (PRGA3), São Carlos (SCAR3), Cteep (TRPL4), Bradesco (BBDC4) e Lupatech (LUPA3).
Confira as recomendações
Empresa Código Preço-alvo Upside* Recomendação
CCR CCRO3 R$ 39,00 66% Elevar participação
Duratex DURA4 - - Reduzir participação
Souza Cruz CRUZ3 R$ 61,00 23% Elevar participação
Itaú ITAU4 - - Elevar participação
Copasa CSMG3 R$ 30,00 70% Elevar participação
*Com base em 5 de dezembro.
Por que essas recomendações?
* CCR
Conforme destacado, os elevados índices de rentabilidade, aliados à disciplina de capital, fundamentam o viés positivo com qual a instituição financeira enxerga a CCR. Além disso, os analistas crêem que a companhia manterá seu ritmo de crescimento em 2009.
* Duratex
A Coinvalores vê forte retração para o segmento de materiais de construção durante o próximo ano, o que prejudica a performance da companhia. A diminuição dos investimentos e dos guidances das construtoras deverá afetar os próximos resultados operacionais.
* Souza Cruz
A companhia continuará apresentando forte geração de caixa e confortável situação financeira, dadas as exportações crescentes do fumo, artigo no qual a Souza Cruz lidera a lista de vendedoras na balança comercial brasileira. "Destacamos que a empresa é uma ótima opção para estes momentos de alta volatilidade do mercado", concluem os analistas.
* Itaú
De acordo com a Coin, o banco receberá benefícios do recente acordo realizado com a Marisa, no qual vinga a exclusividade no fornecimento de produtos e serviços financeiros do Itaú aos clientes da varejista durante os próximos dez anos.
* Copasa
Conforme destacado, a companhia deverá assinar um contrato para a prestação de serviços sanitários em Patos de Minas, no estado de Minas Gerais, o que corroborará para seu horizonte de rendimentos. "A Copasa apresenta baixo nível de endividamento e boa parte dos investimentos programados para o biênio entre 2009 e 2010 já está contratada a custos baixos".
Boas decisões financeiras só podem ser tomadas se o investidor cumprir um pré-requisito: saber planejar
O poupador ativo tem à disposição, atualmente, um leque crescente de alternativas de investimento: fundos de renda fixa e de renda variável, ações com diferentes perfis, CDBs, Tesouro Direto, imóveis. A busca furiosa pela melhor rentabilidade, porém, pode dar pouco resultado, se não for precedida por um sólido planejamento financeiro.
“É de um bom planejamento, com definição clara de objetivos, prazos e recursos disponíveis, que sai a estratégia financeira a ser seguida”, explica o consultor de finanças e empreendedorismo José Carlos Dornelas.
Especialistas em finanças detectam enganos muito comuns nessa etapa anterior à definição da estratégia financeira. Um deles é a ausência de metas claras, realistas e relevantes (ou seja, que façam diferença na vida do poupador). “Muitos investidores pensam em termos de números mágicos, como o famoso R$ 1 milhão, em vez de definir objetivos concretos”, alerta o consultor financeiro Caio Torralvo. Outra falha bastante comum é a avaliação inadequada do próprio perfil de investidor.
O servidor público Luís Fernando Costa, por exemplo, gostaria de aplicar mais em ações. Ao mesmo tempo, teme fazer investimentos mais ousados, por estar vivendo em Dourados (MS), onde, acredita, tem menor acesso a informação do que em sua cidade natal, o Rio de Janeiro.
Torralvo elogia a prudência de Costa, mas lista diversos fatores que deveriam incentivar o investidor a assumir mais risco neste momento: Costa não tem dependentes, possui renda regular e está vivendo numa cidade com custo de vida menor que o do Rio (para onde pretende voltar um dia). O mercado está em baixa e acesso a informação não é problema, graças à internet. “Quem não tem filhos precisa aproveitar esse momento da vida, que passa, para investir mais”, diz Torralvo.
O momento atual, em que ações parecem baratas, dificulta a tarefa dos poupadores (principalmente aqueles mais tolerantes com a renda variável) de definir o nível de risco razoável para seu perfil. O médico Marcos Ishi tem essa dúvida. “Com a queda da Bolsa, talvez seja este o momento para arriscar mais”, avalia. A lógica do investidor é impecável, mas, novamente, um especialista recomenda ponderação. Ishi tem dois filhos pequenos e não possui renda regular, já que ele e sua mulher são profissionais autônomos.
“Os filhos terão demanda de consumo crescente”, adverte o professor de finanças George Ohanian, da Business School São Paulo. “O investidor precisa garantir uma reserva de segurança em renda fixa, com alta liquidez, equivalente a pelo menos seis meses de despesa da família.” Além disso, precisa proteger o patrimônio que já conquistou. A economista Rita Mundim, entusiasta de ações, recomenda que pessoas com filhos e mais de 30 anos de idade preservem 70% de seu capital na renda fixa e confiem na renda variável apenas para gastos de longo prazo.
“É de um bom planejamento, com definição clara de objetivos, prazos e recursos disponíveis, que sai a estratégia financeira a ser seguida”, explica o consultor de finanças e empreendedorismo José Carlos Dornelas.
Especialistas em finanças detectam enganos muito comuns nessa etapa anterior à definição da estratégia financeira. Um deles é a ausência de metas claras, realistas e relevantes (ou seja, que façam diferença na vida do poupador). “Muitos investidores pensam em termos de números mágicos, como o famoso R$ 1 milhão, em vez de definir objetivos concretos”, alerta o consultor financeiro Caio Torralvo. Outra falha bastante comum é a avaliação inadequada do próprio perfil de investidor.
O servidor público Luís Fernando Costa, por exemplo, gostaria de aplicar mais em ações. Ao mesmo tempo, teme fazer investimentos mais ousados, por estar vivendo em Dourados (MS), onde, acredita, tem menor acesso a informação do que em sua cidade natal, o Rio de Janeiro.
Torralvo elogia a prudência de Costa, mas lista diversos fatores que deveriam incentivar o investidor a assumir mais risco neste momento: Costa não tem dependentes, possui renda regular e está vivendo numa cidade com custo de vida menor que o do Rio (para onde pretende voltar um dia). O mercado está em baixa e acesso a informação não é problema, graças à internet. “Quem não tem filhos precisa aproveitar esse momento da vida, que passa, para investir mais”, diz Torralvo.
O momento atual, em que ações parecem baratas, dificulta a tarefa dos poupadores (principalmente aqueles mais tolerantes com a renda variável) de definir o nível de risco razoável para seu perfil. O médico Marcos Ishi tem essa dúvida. “Com a queda da Bolsa, talvez seja este o momento para arriscar mais”, avalia. A lógica do investidor é impecável, mas, novamente, um especialista recomenda ponderação. Ishi tem dois filhos pequenos e não possui renda regular, já que ele e sua mulher são profissionais autônomos.
“Os filhos terão demanda de consumo crescente”, adverte o professor de finanças George Ohanian, da Business School São Paulo. “O investidor precisa garantir uma reserva de segurança em renda fixa, com alta liquidez, equivalente a pelo menos seis meses de despesa da família.” Além disso, precisa proteger o patrimônio que já conquistou. A economista Rita Mundim, entusiasta de ações, recomenda que pessoas com filhos e mais de 30 anos de idade preservem 70% de seu capital na renda fixa e confiem na renda variável apenas para gastos de longo prazo.
segunda-feira, novembro 17, 2008
Nota da curiosidade
Abaixo dá para saber porque os banqueiros brasileiros são cautelosos. Muitos querem manter a posição que têm frente ao ranking que podem ler abaixo. Sou um eterno defensor de que todos devem controlar seus dividendos porque os bancos ganham e muito e em tudo.
Cinco bancos brasileiros estão entre 20 mais lucrativos do continente americano
Folha Online
Os cinco maiores bancos brasileiros estão as 20 instituições financeiras mais lucrativas do continente americano, revela levantamento da consultoria Economática. Bradesco, Banco do Brasil, Itaú ocupam, respectivamente, a terceira, a quarta e a quinta posição nesse ranking, que considera os resultados apurados até o terceiro trimestre deste ano. A amostra considera os bancos dos EUA e da América Latina, sem incluir as instituições financeiras canadenses.
O Unibanco e a filial brasileira do grupo espanhol Santander são o décimo e décimo-sexto bancos mais lucrativos da região, ainda segundo a Economática.
As primeiras posições desse ranking são dos bancos norte-americanos Wells Fargo e Bank of America. Apesar da crise financeira global, que teve seu epicentro nos EUA, as instituições financeiras norte-americanas ainda dominam o ranking dos 20 bancos mais lucrativos do continente, com 11 representantes. Depois dos EUA, o Brasil, com cinco bancos, o México e o Chile, cada um com dois bancos, são os países mais representados na lista.
Veja a lista dos 20 bancos mais lucrativos do continente americano (em US$ milhões)
* Wells Fargo - 1.637
* Bank of America - 1.177
* Bradesco - 997,9
* Itaú - 965,2
* Goldman Sachs - 845
* US Bancorp - 576
* JP Morgan - 527
* State Street - 477
* Unibanco - 367,5
* BB&T - 358
* Santander Serfin - 324,1
* SunTrust Banks - 312,4
* Charles Schwab - 304
* Bank of NY Mellon - 303
* Santander Brasil - 259,5
* PNC Bank - 248
* GFBanorte - 209,1
* Bsantander - 174,7
* Chile - 168,6
Cinco bancos brasileiros estão entre 20 mais lucrativos do continente americano
Folha Online
Os cinco maiores bancos brasileiros estão as 20 instituições financeiras mais lucrativas do continente americano, revela levantamento da consultoria Economática. Bradesco, Banco do Brasil, Itaú ocupam, respectivamente, a terceira, a quarta e a quinta posição nesse ranking, que considera os resultados apurados até o terceiro trimestre deste ano. A amostra considera os bancos dos EUA e da América Latina, sem incluir as instituições financeiras canadenses.
O Unibanco e a filial brasileira do grupo espanhol Santander são o décimo e décimo-sexto bancos mais lucrativos da região, ainda segundo a Economática.
As primeiras posições desse ranking são dos bancos norte-americanos Wells Fargo e Bank of America. Apesar da crise financeira global, que teve seu epicentro nos EUA, as instituições financeiras norte-americanas ainda dominam o ranking dos 20 bancos mais lucrativos do continente, com 11 representantes. Depois dos EUA, o Brasil, com cinco bancos, o México e o Chile, cada um com dois bancos, são os países mais representados na lista.
Veja a lista dos 20 bancos mais lucrativos do continente americano (em US$ milhões)
* Wells Fargo - 1.637
* Bank of America - 1.177
* Bradesco - 997,9
* Itaú - 965,2
* Goldman Sachs - 845
* US Bancorp - 576
* JP Morgan - 527
* State Street - 477
* Unibanco - 367,5
* BB&T - 358
* Santander Serfin - 324,1
* SunTrust Banks - 312,4
* Charles Schwab - 304
* Bank of NY Mellon - 303
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Curso de Iniciação ao Mercado de Ações
www.calilecalil.com.br
APRESENTAÇÃO:
O curso voltado a orientação e desmistificação do mercado acionário, contém exemplos e exercícios práticos, e tem por objetivo conferir ao participante os conhecimentos e controles necessários para que este dê seus primeiros passos rumo a formação de patrimônio baseado no mercado de ações.
Professor Mauro Calil, Membro Orientador INI – Instituto Nacional de Investidores.
PROGRAMA:
1. O Sistema Financeiro Nacional.
2. O que é uma ação e porquê as empresas abrem capital.
3.Estrutura do mercado.
4.Porquê investir em ações.
5.Eventos societários.
6.Mecânica de Cálculo do IBOVESPA.
7.Como comprar e vender.
8.Codificação dos papéis.
9.Home Broker.
10.Segurança e Custo das Operações.
11.Tributação no mercado À Vista.
12.Objetivos e Metodologias de Investimento.
13.Informação – Onde encontrar gratuitamente.
14.Ferramentas Bloomberg.
DETALHES DO CURSO
Data: 26 e 27 de Novembro de 2008.
Horário: das 19:00 às 21:30 horas em ambos os dias.
Local: Bloomberg TV – Auditório de Treinamento – Av. das Nações Unidas, 12.551, 21º andar, no W.T.C. - Mesmo Prédio do Shopping D&D – Marginal Pinheiros.
Inscrições: E-mail de contato exclusivo para o curso: eventos@calilecalil.com.br ou fone/fax 5052.2902 em horário comercial.
Calil e Calil – Centro de Estudos e Formação de Patrimônio.
No e-mail informar:
Curso de interesse:Iniciação ao Mercado de Ações
Data:26 e 27/11/08
NOME COMPLETO:
RG.:
E-MAIL: (usado como login no INI)
TEL.:
STATUS: (Associado ou não ao INI)
Valor do Investimento:
- R$ 150,00 para Associados INI e Clientes Rio Grande A.A.I.
- R$ 170,00 para demais interessados.
Todos participantes recebem gratuitamente apostila com os slides do curso.
Desconto de R$ 20,00 para pagamento via depósito/DOC até 21/11.
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2. O que é uma ação e porquê as empresas abrem capital.
3.Estrutura do mercado.
4.Porquê investir em ações.
5.Eventos societários.
6.Mecânica de Cálculo do IBOVESPA.
7.Como comprar e vender.
8.Codificação dos papéis.
9.Home Broker.
10.Segurança e Custo das Operações.
11.Tributação no mercado À Vista.
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13.Informação – Onde encontrar gratuitamente.
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