segunda-feira, abril 28, 2008

Glossário financeiro para os leigos

A/V - ad valorem
De acordo com o valor. Expressão latina usada para significar que os cargos e taxas são calculados em razão do valor da mercadoria.
A/W - actual weight
Peso Real.
ABAMEC
Associação Brasileira de Mercado de Capitais (ABAMEC), fundada em 1970, é uma associação sem fins lucrativos que congrega analistas do mercado de capitais, busca colaborar no desenvolvimento, aprimoramento e fortalecimento do Mercado de Capitais no Brasil. O endereço da ABAMEC na internet é http://www.abamec.org.br .
ABDE
Associação Brasileira de Bancos de Desenvolvimento (ABDE)
Abertura de Capital
Processo de democratização ao Capital Social de uma empresa, cujas ações pertencem a um determinado número de acionistas. Considera-se de capital aberto a companhia sociedade anônima que tem os valores mobiliários de sua emissão (ações, debêntures, etc.) admitidos à negociação em bolsa ou no mercado de balcão.
ABRAPP
Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (ABRAPP), fundada em março de 1978, com sede na cidade de São Paulo, é uma entidade civil de âmbito nacional, sem finalidades lucrativas, reune entidades fechadas de previdência privada. O endereço da ABRAPP na internet é http://www.abrapp.org.br .
ABRASCA
Associação Brasileira das Companhias Abertas (ABRASCA), fundada em setembro de 1971, com sede na cidade de São Paulo, é uma entidade civil de âmbito nacional, sem finalidades lucrativas, reune empresas legalmente registradas como Companhias Abertas. O endereço da ABRASCA na internet é http://www.abrasca.com.br .
Abroad
Exterior. No exterior, para o exterior, no estrangeiro.
Ação
Título representativo de uma fração do capital social de uma companhia. As ações, conforme a natureza dos direitos ou vantagens que confiram a seus titulares, são ordinárias, preferenciais ou de fruição. Todas as ações devem ser emitidas e circular sob a forma nominativa.
Ação 1ª linha
Veja Blue Chips.
Ação 2ª linha
Ações de empresas privadas de médio porte com liquidez e procura no mercado de ações.
Ação 3ª linha
Ações de empresas privadas de pequeno porte e com baixa liquidez.
Ação cheia (com)
Ação cujos direitos (dividendos, bonificação, subscrição) ainda não foram exercidos.
Ação com valor nominal
É aquela cujo valor é declarado no estatuto social da companhia e que figura nos certificados representativos das ações, devendo esse valor ser igual para todas as ações da companhia.
Ação escritural
Ação nominativa de uma empresa, mantida em conta depósito em nome de seu titular, na instituição depositária que for designada pelo Estatuto da companhia sem emissão de certificados.
Ação golden share
Ação "dourada" é uma classe especial, que detém o direito do controle.
Ação listada em bolsa
Ação negociada no pregão de uma bolsa de valores.
Ação nominativa
Ação que identifica o nome de seu proprietário, que é registrado no Livro de Registro de Ações Nominativas da empresa.
Ação ordinária (ON)
São as menos negociadas. Dão direito a voto na Assembléia Geral (AGE ou AGO), o que permite participar da eleição da diretoria (conselho) da empresa que emitiu. No entanto, quando ocorre uma distribuição de dividendos, os proprietários de ações ordinárias só os receberão depois que os titulares das ações preferenciais tenham recebido o seu percentual fixo.
Ação preferencial (PN)
São as mais negociadas. O proprietário destes papéis tem o direito a um percentual fixo dos lucros e os recebe antes que os acionários titulares de ações ordinárias. No entanto, não têm direito a voto na eleição da diretoria. Algumas empresas diferenciam as séries de papéis lançados no mercado por letras, como por exemplo PNA, PNB, PNC.
Ação sem valor nominal
Nela não há menção do valor expresso em dinheiro, como ocorre com as ações de valor nominal. O preço dessa ação será fixado, na constituição da sociedade pelos fundadores, e no aumento de capital, pela Assembléia Geral ou pelo Conselho de Administração da companhia.
Ação vazia (Ex)
Ação cujos direitos (dividendo, bonificação, subscrição) já foram exercidos.
Ação-objeto
Ação sobre a qual se refere a opção negociada no pregão de uma Bolsa de Valores.
Accomodation bill
Letra de câmbio a favor. Mesmo que Accomodation Note.
Account
Conta. O freguês ou cliente de uma firma que compra regularmente e paga mediante acordo prévio em conta corrente. Também títulos contábeis.
Aceite
Declaração que o devedor em um título de crédito assina, concordando com os termos do mesmo título (valor, vencimento e praça de pagamento) e reconhecendo a dívida adquirida.
Acionista
Aquele que possui ações de uma Sociedade Anônima.
Acionista majoritário
Conhecido também como acionista controlador por possuir o controle acionário de uma empresa, ou seja, detém quantidade suficiente de ações com direito a voto que lhe permita manter o controle acionário de uma empresa. Pode existir mais de um acionista majoritário em alguns casos.
Acionista minoritário
Aquele que é detentor de uma quantidade não expressiva (em termos de controle acionário) de ações com direito a voto.
ACREFI
Associação das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (ACREFI ), fundada em 1958 com o objetivo de congregar as empresas do setor, desenvolver treinamentos, programandos e realizar cursos, seminários, palestras, simpósios, debates e congressos em diversas áreas empresariais; Administração-contábil, financeira, comercial, industrial; recursos humanos etc., pois uma vez que conta na sua equipe de colaboradores com profissionais que representam o que há de melhor na sua especialidade. O endereço da ACREFI na internet é www.acrefi.com.br .
Acumulação de ações
Compra maciça de ações de determinada empresa, por parte de poucos investidores em acordo uns com os outros. Depois de dominarem o mercado, põem à venda essas ações junto à massa de investidores, com isso obtendo grandes lucros
Addition
Adição, Acréscimo.
Adelic
Operação financeira com duração de um dia, na qual aplica-se dinheiro a uma taxa previamente combinada entre as partes, sendo lastreada em títulos públicos federais e liquidada financeiramente através de um cheque .
ADEVAL
Associação das Empresas Distribuidoras de Valores (ADEVAL)
Adiantamento sobre Contratos de Câmbio (ACC)
Adiantamento sobre contratos de câmbio É a antecipação do preço da moeda estrangeira que o banco negociador das dívidas concede ao exportador, amparado por uma linha de crédito externa, intermediada pelo banco negociador, que é autorizado a operar em câmbio.
Administração ativa
Tipo de estratégia para se administrar um fundo de investimento, na qual o administrador compra e vende ações tentando obter uma rentabilidade que supere a do índice estabelecido como referência. A diferença com a administração passiva, é que na ativa não há a réplica da carteira do índice, este sendo tomado apenas como um referencial cuja administração ativa tenta atingir e/ou superar.
Administração passiva
Tipo de estratégia para se administrar um fundo de investimento, na qual o administrador do fundo investe em ações buscando replicar a carteira de um índice previamente definido. Desta maneira, o retorno do fundo corresponderá aproximadamente ao retorno do índice escolhido. A diferença com administração ativa, é que na passiva há a réplica da carteira do índice.
Administrador de fundos
É a instituição responsabilizada por cumprir o regulamento do fundo, disponibiliza direta ou indiretamente profissionais / equipes especializadas em compra e venda de papéis no mercado financeiro com o objetivo de rentabilizar da melhor maneira possível o dinheiro do cotista (investidor).
Administration
Administração.
Advanced freight
Frete antecipado, pago adiantadamente.
Aforo
Capacidade. Em determinados países da América Latina é o valor base para as mercadorias sujeitas a imposto de importação.
After date
Depois da data, ou do dia. Usado em título de crédito ou cambial para indicar que o mesmo é pagável em um certo número de dias depois da data de emissão.
After sight
Depois de vista. Significa que o título terá como prazo de pagamento logo depois de visto, ou pagamento à vista.
Age
Idade, vencimento.
Agente emissor de certificado
Instituição financeira devidamente autorizada, contratada por uma sociedade anônima que realiza serviços de escrituração, guarda dos livros, registros. Também fica responsável por transferências de ações e emissão de certificados, agindo em nome da empresa.
Ágio
Diferença positiva entre o valor pago e o valor nominal do título
Ágio na subscrição de ações
No momento da subscrição de ações, representa a diferença a maior que é paga pelos acionistas por determinado título, em relação ao seu valor de mercado.
Agreement
Acordo, contrato, pacto.
Air freight
Frete aéreo.
Ajuste fiscal
Nome dado ao conjunto de medidas adotadas pelo Governo Federal visando gastar menos recursos do que os arrecadados.
Alavancagem
1) Utilização de recursos de terceiros para aumentar as possibilidades de lucro de uma empresa, aumentando, conseqüentemente, o grau de risco da operação; 2) Possibilidade de controle de um lote de ações, com o emprego de uma fração de seu valor (nos mercados de opções, termo e futuro), enquanto o aplicador se beneficia da valorização desses papéis, que pode implicar significativa elevação de sua taxa de retorno. Por exemplo, tendo uma carteira de R$10.000,00 (dez mil reais), pode-se fazer operações que totalizem R$20.000,00 (vinte mil reais), ou até mais, através do mercado futuro.
Alavancagem operacional
É a possibilidade que tem a instituição financeira de efetuar o giro de recursos de acordo com o seu patrimônio liquido.
Alavancagem patrimonial
ver Alavancagem
Alienação fiduciária
Transferência ao credor do domínio e posse de um bem, em garantia de pagamento por uma obrigação que lhe é devida por alguém. O bem é devolvido a seu antigo proprietário depois que a dívida for resgatada.
All charges to goods
Todas as despesas incluídas na mercadoria.
All risks
Todos os riscos. Cláusula de seguro que abrange a cobertura de todos os riscos a que pode estar sujeita uma mercadoria embarcada. O mesmo que AGAINST ALL RISKS.
Allotment
Designação. Parcelamento.
Allowance
Concessão. Abatimento. Crédito concedido em lugar de reembolso em dinheiro à parte insatisfeita. Usado no sentido de tolerância, e às vezes, de desconto, sobretudo nos créditos documentários.
Alocação de Recusos
Expressão utilizada pelos profissionais do mercado para referência à escolha dos ativos que comporão as carteiras. Trata-se justamente da seleção dos ativos que serão parte integrante de uma carteira de investimentos e em que quantidade.
Altista
Tendência em um mercado de ações quando, pela predominância da demanda, o preço dos papéis sofre alta. O termo em inglês vem de "bull" (touro). Um touro ataca com movimentos de baixo para cima, erguendo seu rival no ar, daí a origem do termo
Amendment
Emenda. Correção. Aditivo de alteração em Carta de Crédito. AMOUNT Importância. Valor.
American Depositary Receipts
American Depositary Receipts (ADRs), são recibos que representam ações de um emissor estrangeiro que se encontram depositadas e sob custódia de um determinado banco no país de origem. Tais recibos são emitidos por um banco americano e negociados nos EUA. Negocia-se também de Londres e do Brasil, porém, para isso é necessário um sistema americano de negociação.
American Stock Exchange (AMEX)
American Stock Exchange (AMEX), segunda maior bolsa de valores nos Estados Unidos (a primeira é a Bolsa de Nova York), transacionando cerca de 10% de todas as ações negociadas no país.
Amortização
Redução gradual do principal (valor nominal da dívida, sem contar os juros) de uma dívida por meio de pagamentos periódicos combinados entre o credor e o devedor
Análise de balanço
Avaliação dos elementos patrimoniais de uma empresa, visando o conhecimento minucioso de sua composição qualitativa e de sua expressão quantitativa, com o objetivo de conhecer os fatores determinantes da situação atual e traçar as perspectivas da empresa.
Análise Fundamentalista
A análise fundamentalista é o estudo das causas que explicam o comportamento dos preços das ações. A metodologia de análise utiliza como principal fonte de informação o balanço da empresa, de onde extrai informações sobre lucros, receitas, despesas, dividendos, patrimônio líquido, atuação da diretoria etc. É utilizada para a determinação do preço justo da ação, fundamentando-se na expectativa de resultados futuros da empresa e do mercado, avaliando inclusive se o preço da ação está subavaliada ou superavaliada em relação ao seu preço atual de mercado.
Análise grafista
Projeção do comportamento de preços de ações a partir de cotações passadas para se chegar a uma opinião de compra ou venda destes títulos. A expressão grafista vem do fato de que essas análises são baseadas em gráficos contruídos a partir da variação das cotações passadas, procurando-se identificar padrões gráficos que sinalizem o comportamento futuro do papel. Também conhecida por análise técnica.
Análise técnica
A análise técnica visa prever as tendências futuras dos preços de um ativo. A metodologia utiliza os gráficos de preços das ações e volumes negociados, baseando-se no princípio de que os preços se movem em tendências persistentes ao longo do tempo. Uma vez determinada a tendência, é possivel saber qual o melhor momento para comprar ou vender uma ação.
ANBID
Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID), entidade de representação do segmento das instituições financeiras que operam no mercado de capitais. Seus associados são, basicamente, os bancos de investimento e os bancos múltiplos com carteira de investimento.
ANCOR
Associação Nacional das Corretoras de Valores (ANCOR), fundada em Agosto de 1972, é uma associação sem fins lucrativas voltada para a defesa dos legítimos interesses de suas associadas. Além de representar e assistir suas associadas junto aos poderes públicos, a ANCOR promove a ampliação dos seus mercados de atuação através da realização de palestras e da participação de seminários junto às principais universidades do país. O endereço da ANCOR na internet é http://www.ancor.com.br .
Âncora cambial
Instrumento de política econômica utilizado para estabilizar o valor de uma moeda fixando seu valor na taxa cambial. O instrumento é empregado nos casos de inflação acelerada ou de hiperinflação, em conjunto com outras políticas para estabilizar preços e controlar a desvalorização da moeda nacional.
Andar de lado
Mercado fraco, sem tendência definida, estagnado.
ANDIMA
Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (ANDIMA).
Antecipate
Antecipar.
Ao par
Quando o valor de um ativo no mercado está igual ao seu valor nominal
Aplicação
Emprego da poupança na aquisição de títulos, com o objetivo de obter rendimentos.
Appraisal report
Laudo de Avaliação.
Apregoação
Ato de apregoar a compra ou venda de ações, mencionando-se o papel, o tipo, a quantidade de títulos e o preço pelo qual se pretende fechar o negócio. É executada por um operador, representante de sociedade corretora, na sala de negociações (pregão) de uma bolsa.
Arbitragem
1. Operação em que um investidor obtem lucro sem risco, realizando transações simultâneas em dois ou mais mercados. 2. Operação em que um agente econômico compra ações em uma praça e as vende em outra distinta. Para isso é necessário que as bolsas desses locais tenham convênio firmado entre si que possibilite a liqüidação física e financeira dos ativos nas duas praças.
Arbitragem cambial
É a operação de compra de uma quantidade de moeda local e venda de outra quantidade de moeda estrangeira, de tal forma que, aplicando-se a paridade entre elas, obtenha-se equivalência.
Arrangement
Ajuste. Acordo. Combinação.
Arrangement fee
Comissão paga a um emprestador pela abertura de uma linha de crédito, ou por colocá-la à disposição do beneficiário (tomador) também equivalente a "commitment fee".
Assembléia Geral Extraordinária - AGE
Assembléia Geral Extraordinária (AGE), reunião dos acionistas, convocada e instalada de acordo com a lei e os estatutos, a fim de deliberar sobre qualquer matéria de interesse da empresa. Sua convocação não é obrigatória, dependendo apenas das necessidades específicas da empresa.
Assembléia Geral Ordinária - AGO
Assembléia Geral Ordinária (AGO), convocada obrigatoriamente pela diretoria de uma sociedade anônima para verificação dos resultados, leitura, discussão e votação dos relatórios de diretoria e eleição do conselho fiscal da diretoria. Deve ser realizada até quatro meses após o encerramento do exercício social.
Asset allocation
Expressão utilizada pelos profissionais do mercado para referência à escolha dos ativos que comporão as carteiras. Trata-se justamente da seleção dos ativos que serão parte integrante de uma carteira de investimentos e em que quantidade.
Asset management unit
Unidade empresarial criada pelos bancos para separar as áreas de gestão de recursos dos clientes e gestão de recursos da tesouraria das instituições financeiras (materialização do conceito de chinese wall). A resolução 2451 do Banco Central, de 11/97, tornou obrigatória a criação destas unidades para instituições administradoras de fundos.
Assignable
Transferível. Diz-se para créditos documentários.
Association
Associação; sociedade.
Ativo / Asset
Conjunto de bens, valores, créditos e semelhantes, que formam o patrimônio de uma firma, opondo-se ao passivo (dívidas, obrigações, etc.).
Ativo circulante
Compreende o dinheiro em caixa de uma empresa, os saldos bancários e todos os valores que podem ser convertidos em dinheiro imediatamente.
Ativo financeiro
Todo e qualquer título representativo de parte patrimonial ou dívida.
Ativo-fixo / Ativo-permanente
São os imóveis, os equipamentos, os utensílios, as ferramentas, as patentes, tudo aquilo que é essencial para a empresa continuar operando e não pode ser convertido em dinheiro imediatamente.
Ativo-objeto
Valor mobiliário a que se refere uma opção. Pode ser uma "commodity" (produtos agrícolas, como a soja, até metais, como o ouro), uma taxa de câmbio, uma taxa de juros, o Ibovespa, entre outros.
Atuário
O Atuário é um profissional que utiliza principalmente o estudo de probabilidades matemáticas para definir a probabilidade da ocorrência de eventos específicos, e transformar tais cálculos em atos de adequação para os possíveis custos futuros de uma instituição (definição de custo de seguros, de valores de contribuições previdenciárias). A ciência atuária tem grande de uso pelas companhias de seguro, assim como em entidades de previdência
Auditoria
Trata-se de uma análise da saúde financeira e econômica de uma instituição. É realizada de forma independente, ou seja, os auditores não devem possuir vínculo de natureza permanente com a instituição analisada. Tem por fim gerar maior credibilidade nas informações divulgadas pela empresa, bem como garantir a maior segurança possível para os usuários e investidores das mesmas.
Aumento de capital
Incorporação de reservas e/ou novos recursos ao capital da empresa. Dá origem, em geral, a bonificações, elevação do valor nominal das ações ou lançamento de ações para subscrição. Também pode ocorrer a partir da incorporação de outras empresas.
Aumento do valor nominal
Alteração do valor nominal de uma ação em conseqüência da incorporação de reservas ao capital de uma empresa sem emissão de novas ações.
Auto-financiamento
Procedimento financeiro que consiste na não distribuição dos lucros aos acionistas para aplicação na empresa. Busca o aumento da capacidade produtiva e, conseqüentemente, multiplicação dos lucros.
Average
Em linguagem de seguros significa avaria. Em linguagem matemática e estatística: média.
Average adjustment
Em seguros, o documento que fixa o desconto indenização devida ao segurador.
Average bond
Carta de garantia para pagamento de avaria.
Average cost
Custo médio
Average price
Preço médio.
Average rate
Taxa média.
Aversão ao risco
É uma característica do investidor que não quer correr riscos em ralação a determinado papel, em determinado momento, submetendo-se conseqüentemente a menor retorno de seus investimentos.
Aviso de Movimentação de Ações - AMA
Aviso de Movimentação de Ações (AMA), é um comunicado emitido e enviado pela Bolsa de Valores aos investidores sempre que uma negociação é realizada em seu nome no mercado. Através deste documento, o investidor obtém informações precisas e seguras sobre suas operações além de valer como comprovante. É enviado pela bolsa diretamente ao investidor, sem o intermédio da corretora.
Aviso de Negociação de Ações - ANA
Aviso de Negociação de Ações (ANA), comprovante de operação enviado pela Bolsa de Valores ao investidor.
Aviso Prévio
Valor correspondente a um mês de salário.
ABECIP
Associação Brasileira das Entidades e Crédito Imobiliário e Poupança
Acionista Majoritário
Aquele que detém o controle acionário de uma empresa.
Aniversário
Período que determina quando o imposto de renda é recolhido pela instituição. Marca o 30º dia da aplicação.
ADR
ver American Depositary Receipt
Amplitude
É a diferença entre os preços atingidos por uma determinada ação (máximo e mínimo) em determinado período de tempo.
Associação Nacional das Bolsas de Valores - CNBV
Associação Nacional das Bolsas de Valores (CNBV), entidade civil sem fins lucrativos, que tem a função de representar os interesses das bolsas de valores do País perante as autoridades monetárias e reguladoras do mercado.
Acionista
Quem possui ações de uma sociedade anônima
Ágio
Diferença positiva entre o valor pago e o valor nominal de um título.
letra B


O Banco Central do Brasil (BACEN) foi criado em 1964, para atuar como orgão executivo central do sistema financeiro nacional. Suas principais atribuições são : 1) Emitir papel moeda e moeda metálica; 2) Executar compra e venda de Títulos Federais (através de operações de Open Market) tanto para executar Política Monetária como para o próprio financiamento do Tesouro Nacional; 3) Receber depósitos compulsórios e voluntários do sistema bancário, assim como realizar operações de redesconto e outros tipos de empréstimos às instituições financeiras. 4) Ser o depositário das Reservas Internacionais do País. 5) Autorizar o funcionamento, fiscalizar e aplicar as penalidades previstas a instituições financeiras. Todas essas atividades do Banco Central, no Brasil, são reguladas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). O Banco Central do Brasil pode ser acessado através do http://www.bcb.gov.br
Back to back
Na expressão back to back credit , trata-se de um crédito documentário vinculado a um primeiro crédito chamado “Crédito Principal”. O beneficiário do primeiro crédito é geralmente um intermediário que abre, por sua vez, um segundo crédito a favor do fornecedor da mercadoria.
Bad debt
Dívida incobrável.
Balança comercial
Relação entre as exportações e as importações de um país. Quando o valor das exportações excede o das importações, o país apresenta um superávit e torna-se credor do estrangeiro quando, ao contrário, as importações superam as exportações, o país está em dívida com o estrangeiro e apresenta um déficit em sua balança comercial.
Balance
Saldo em conta, diferença. Balance of payment - diferença entre exportações e importações de um país.
Balancete
Balanço parcial da situação econômica e do estado patrimonial de uma empresa, referente a um período de seu exercício social.
Balanço
Demonstrativo contábil dos valores do ativo, do passivo e do patrimônio líquido de uma entidade jurídica, relativo a um exercício social completo.
Balanço de pagamentos
O Balanço de Pagamentos é o resumo, expresso em unidades monetárias (US$), das transações ocorridas entre o país e o resto do mundo. Ele apresenta duas grandes contas: o saldo em transações correntes, que se refere às transações de bens e serviços realizadas pelos brasileiros com o exterior e, o saldo de capitais que reflete o fluxo de moedas entre o país e o resto do mundo. A estrutura do Balanço de Pagamentos é a seguinte: 1) Saldo da Balança Comercial; 2) Saldo do Balanço de Serviços (que engloba pagamento de juros ao exterior, fretes, dólares gastos em turismo, etc); 3) Transferências unilaterais (que envolve transferências de pessoas / instituições entre o Brasil e outros países, sem contrapartida, ou seja, sem a necessidade de pagamento posterior); 4) Saldo em transações correntes ( que equivale a 1+2+3); 5) Conta de Capital; 6) Erros e Omissões; 7) Resultado (que equivale a 4+5+6, e reflete a variação das Reservas Cambiais).
Balanço de transações correntes
É o saldo da balança comercial (exportações menos importações) e de serviços como pagamento de juros da dívida externa.
Banco múltiplo
Criado através da Res. Nº. 1.524/88, emitida pelo BC por decisão do CMN, a fim de racionalizar a administração das instituições financeiras. As carteiras de um banco múltiplo abrangem a carteira comercial, a carteira de investimento, a carteira de crédito imobiliário, a carteira de aceite, a carteira de desenvolvimento e a carteira de leasing.
Banco Mundial
Criado em 1944, o Banco Mundial rege, ao lado do Gatt (que deu origem à Organização Mundial de Comércio), o sistema financeiro internacional.
Banda cambial
É a banda ou limite determinado pelo Governo para a flutuação do real frente ao dólar. Foi criada quando da implantação do Plano Real, objetivando o controle da entrada de recursos externos.
Bank
Banco. Estabelecimento de crédito.
Bank note
Cédula. Papel-moeda.
Bank rate
Taxa de desconto.
Banker
Banqueiro.
Banking
Operação ou negócio bancário.
Banking charges
Taxas bancárias
Banking expenses
Despesas bancárias.
Bankrutcy
Falência, Quebra, bancarrota, insolvência.
Barter
Escambo; comércio de troca; permuta.
Barter deal
Negócio por troca.
Base monetária
A base monetária corresponde à criação primária de moeda (pelo Banco Central). Ela é divulgada em dois conceitos pelo BC: num conceito mais restrito, por convenção, corresponde ao total de papel-moeda em circulação somado às reservas bancárias, e, num mais amplo, corresponde ao total da base restrita, mais os depósitos compulsórios em espécie e títulos federais (tanto do BACEN, quanto do Tesouro) fora do Banco Central. A atuação sobre a base monetária, no sentido de estimular sua expansão ou promover sua contração, desempenha um papel de grande importância em qualquer política de combate à inflação.
Bônus do Banco Central - BBC
Bônus do Banco Central (BBC), papel com taxas pre-fixadas com prazo mínimo de 28 dias. Os bancos dizem qual a taxa que querem para comprar o papel e o Banco Central aceita ou não. O BBC é utilizado na execução da política monetária.
Bolsa Brasileira de Futuros - BBF
Bolsa Brasileira de Futuros
Bearer
Portador de título de crédito.
Bearish
Gíria dos operadores de Chicago para designar aqueles que acreditam numa tendência de baixa no mercado.
Below standart in quality
Qualidade abaixo do padrão. Expressão que segundo os fundamentos da FDA, dos EUA, deve constar nos rótulos dos produtos alimentícios de qualidade considerada abaixo do normal.
Benchmark
Signfica um ponto de referência ou unidades padrão para que se estabeleçam comparações entre produtos, serviços, processos, títulos, taxas de juros, etc., com a finalidade de saber se os demais produtos, serviços, títulos, etc. encontram-se acima ou abaixo em relação ao que serve como referência. Por exemplo, dizemos que o bencnmark de um FIF é o CDI, ou seja, a rentabilidade do fundo deve ser igual ou superior ao CDI para que este tenha cumprido seu objetivo.
Beneficiary
Beneficiário. O favorecido para receber o valor de uma carta de crédito, ou qualquer direito.
Benefícios
Dividendos, bonificações e/ou direitos de subscrição distribuídos, dados por uma empresa a seus acionistas.
BENELUX
Sigla abreviativa de Belgium (Bélgica), Netherlands (Holanda) e Luxemburg (Luxemburgo). Indica a união aduaneira desses três países criada após a Segunda Guerra Mundial e parcialmente alterada com a entrada deles no Mercado Comum Europeu.
Bens de capital
São os bens que servem para produzir outros bens, tais como máquinas, equipamentos, material de transporte e construção.
Bens intermediários
São aqueles bens que são utilizados na produção de outros, como o açúcar nas balas, os componentes na televisão, etc.
Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), instituição internacional sediada em Washington. Foi criada em 1959 para prestar ajuda financeira aos países da América Latina e do Caribe.
Bid
Oferta; concorrência; lance.
Bid bond
Fiança exigida para participação em concorrência.
Bid price
Oferecido para compra.
Bill
Nota; conta; fatura.
Bill of charges
Nota de despesas.
Bill of exchange
Ou simplesmente BILL - letra de câmbio. Título de crédito emitido pelo credor contra o devedor, em cobertura de operação financeira ou comercial. A letra de câmbio é indispensável nas operações de exportação, figurando entre os documentos apresentados aos bancos na liquidação de carta de crédito.
Bill of sale
Contrato de venda. Documento fazendo constar que a venda é perfeita.
Bill payable
Conta a pagar.
Bill receivable
Conta à receber
Billing
Ato de tirar ou emitir um nota ou fatura ou enviá-la ao comprador. Faturamento.
Biz
Abreviatura de BUSINESS - negócio.
Black market
Mercado negro, mercado paralelo, mercado ilícito.
Blan endorsed
Endossado em branco.
Blank check
Cheque em branco, assinado sem valor declarado.
Blocked currency
Moeda bloqueada, congelada.
Block-trade
Leilão de grande lote de ações nas bolsas de valores
Bloqueio de posição
Operação através da qual um aplicador impede o exercício de sua posição mediante a compra, em pregão, de uma opção contrária e da mesma série da anteriormente lançada.
Bloquete
Aviso de cobrança de títulos emitidos pelo banco.
Blue-chips ou Primeira-Linha
Termo utilizado nas Bolsas de Valores para designar as ações mais negociadas, as mais valorizadas pelo público. No Brasil, podemos citar as ações da Telebrás, Petrobrás e Eletrobrás.
Bolsa de Mercadorias e Futuros - BM&F
São associações exatamente com as Bolsa de Valores, porém em vez de negociar ações, as Bolsas de Mercadorias e Futuros negociam somente ativos no mercado futuro (para entrega em determinada data), com exceção do ouro, que tem cotação à vista. A Bolsa de Mercadorias e Futuros - BM&F de São Paulo é uma das maiores Bolsas de Futuros do mundo. Nela atuam as corretoras de mercadorias (ou commodities), que negociam ouro, índice Bovespa futuro, dólar comercial futuro, DI futuro (índice de taxa de juros), açúcar, boi gordo, bezerro, café, soja e algodão.
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), fundado em 1952, é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que tem como objetivo financiar à longo prazo os empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país. O BNDES possui duas subsidiárias: a BNDESPAR que objetiva fortalecer a estrutura de capital das empresas privadas e desenvolver o mercado de capitais, e a FINAME, que financia a comercialização de máquinas e equipamentos e administra as operações de financiamento à exportação. O BNDES vem financiando os grandes empreedimentos industriais e de infra-estrutura tendo marcante posição no apoio aos investimentos na agricultura, no comércio e serviço e nas micro, pequenas e médias empresas. Atualmente, o foco de sua ação está voltado para: 1) a ampliação e diversificação das exportações; 2) reestruturação da indústria; 3) expansão e adequação da infra-estrutura - a cargo da iniciativa privada, com ênfase nos investimentos em energia e telecomunicações; 4) melhoria dos canais de acesso ao crédito para as micros, pequenas e médias empresas; 5) fortalecimento do mercado de capitais; 6) atenuação dos desequilíbrios regionais; 7) gerenciamento dos programas de privatização; 8) apoio aos investimentos sociais direcionados para a educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e ambiental e transporte coletivo de massa.
Board of directors
Diretoria. Conselho Diretor.
Bolsa de mercadorias
Mercado centralizado para transações com mercadorias, sobretudo os produtos primários de maior importância no comércio internacional e interno, como café, açúcar, algodão, cereais, etc. Realizando negócios tanto com estoques existentes quanto com mercados futuros, as bolsas de mercadorias exercem papel estabilizador no mercado, minimizando as variações de preço provocadas pelas flutuações de procura e reduzindo os riscos dos comerciantes.
Bolsa de valores
Instituição em que se negociam títulos e ações. As Bolsas de Valores são importantes nas economias de mercado por permitirem a canalização rápida das poupanças para sua transformação em investimentos. E constituem, para os investidores, um meio prático de jogar lucrativamente com a compra e venda de títulos e ações, escolhendo os momentos adequados de baixa ou alta nas cotações.
Bolsa de Valores de Nova York
ver NYSE
Bolsa em alta
Quando o índice de fechamento de determinado pregão é superior ao índice de fechamento anterior.
Bolsa em baixa
Quando o índice de fechamento de determinado pregão é inferior ao índice de fechamento anterior.
Bolsa estável
Quando o índice de fechamento de determinado pregão está no mesmo nível do índice de fechamento anterior.
Bond
Títulos, bônus, acordo, carta de fiança.
Bond of indemnty
Fiança.
Bonificação
Sistema de distribuição de novas ações aos sócios da empresa, por ocasião de um aumento do capital social realizado pela incorporação de reservas ou outros recursos próprios. Essa distribuição é realizada de forma proporcional a quantidade de ações possuídas pelos acionistas, de maneira que cada acionista permaneça com o percentual de participação igual ao anterior à bonificação.
Bonificação em ações (filhotes)
Ações emitidas por uma empresa em decorrência de aumento de capital, realizado por incorporação de reservas e/ou de outros recursos, e distribuídas gratuitamente aos acionistas, na proporção de quantidade de ações que já possuem.
Bonificação em dinheiro
Distribuição aos acionistas, além dos dividendos, de valor em dinheiro referente a reservas até então não incorporadas.
Bônus
Bonificação em ações concedida aos acionistas de uma empresa quando esta aumenta seu capital. No Brasil, os bônus são também os títulos da dívida pública emitidos em séries ao portador e com vencimento em data pré-determinada. Eles servem para pagamento de débitos fiscais e são uma forma de o governo antecipar a receita.
Bônus de subscrição
Título negociável que dá direito à subscrição de novas ações, emitido por uma Empresa, dentro do limite de aumento de capital autorizado por um estatuto.
Bônus do Tesouro Nacional - BTN
Bônus do Tesouro Nacional (BTN), indicador com variação diária utilizado para correção de contratos e impostos. Atualmente extinto e, em seu lugar, surgiu a TR (taxa referencial).
Book
Livro Contábil.
Boom
Fase de crescimento brusco no mercado de ações, o volume de transações ultrapassa acentuadamente os níveis médios em determinado período, com expressivo aumento das cotações.
Both dates incuded - BDI
Indica que as datas de vencimento e de expedição de uma transação estão incluídas na data mencionada.
BOVESPA
Bolsa de Valores de São Paulo
Brand
Marca, marca de fábrica, marca registrada.
Broker
Corretor de negócios, de mercadorias, de seguros, de cambio.
Banco de Títulos Calipsa - BTC
Banco de Títulos Calipsa (BTC), serviço oferecido pela Calispa através do qual os investidores têm a possibilidade de disponibilizar suas ações custodiadas na BOVESPA (doadores) para empréstimo a outros investidores interessados (tomadores).
Buck
Gíria americana para significar dólar. Grana.
Budget
Orçamento; programa financeiro.
Bullish
1) Tendência em um mercado de ações quando, pela predominância da demanda, o preço dos papéis sofre alta. O termo em inglês vem de "bull" (touro). Um touro ataca com movimentos de baixo para cima, erguendo seu rival no ar, daí a origem do termo. 2) Gíria dos operadores da Bolsa de Chicago, para designar as pessoas que acreditam em tendência de alta no mercado.
Business
Negócio, atividade comercial.
Buy
Compra, comprar.
Buyer
Comprador.
Buyer’s credit
Crédito do Comprador.
Buyer’s market
Mercado do Comprador. Situação de mercado em que a oferta é maior que a procura.
BVRJ
Bolsa de Valores do Rio de Janeiro
By-laws
Estatuto de uma Companhia. Contrato Social.
By-product
Subproduto. Produto derivado de outro.
letra C

Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF). É o cadastro mantido pelo Banco Central, que possui dados dos emitentes de cheques sem fundos. Se algum cheque for devolvido pelos motivos 12 (cheque sem fundos - 2a. Apresentação), 13 (conta encerrada) e 14 (prática espúria), o nome do emitente será automaticamente incluído no CCF. No caso de conta conjunta, serão incluídos os CPF's de todos os titulares da conta.
Carência
Período mínimo determindo para o investidor ficar com os recursos aplicados tendo direito a rentabilidade integral do período. Caso o investidor deseje efetuar o resgate antes do término da carência, ele pode perder a rentabilidade do investimento e resgatar somente o principal ou o valor da cota do dia do resgate, caso seja menor que a cota de aplicação. Na indústria de fundos, alguns administradores estabelecem taxas que penalizam os cotistas que resgatam antes do prazo estipulado como carência.
Cupom Cambial
É o prémio pago ao investidor por assumir o risco da moeda em que ele está aplicando. Este prêmio geralmente é adicionado a uma aplicação considerada sem risco, por exemplo as Letras do Tesouro Americano. O cupom cambial tende a se elevar quanto maior for o risco da moeda.
Contas públicas
As contas públicas são a contabilidade dos gastos e das receitas internos do país. Nessas contas estão inclusos a arrecadação de impostos e outras fontes de captação de recursos do governo, além de qualquer tipo de gasto interno (construção de escolas, estradas, pagamento de títulos públicos, etc.) de todas as esferas do poder público. No caso de o governo ter gasto mais do que arrecadado, tem-se uma situação deficitária. Se, ao contrário, for arrecadado mais do que foi gasto, a situação é superavitária. Essa contabilidade pode ser dividida em três níveis: 1) Nominal: corresponde ao resultado nominal das contas do setor público, ou seja, está incluso o efeito da inflação e do pagamento de juros sobre o fluxo de receitas e despesas do governo; 2) Operacional: corresponde ao resultado primário das contas públicas adicionado o pagamento de juros e excluindo-se o efeito da inflação; 3) Primário: corresponde ao resultado real (ou primário) das contas públicas, ou seja, excluindo-se a despesa com juros, que o Governo tem que pagar sobre as suas dívidas, e a inflação. Assim, o resultado puro das contas do Governo diz se foi gasto mais ou menos do que a sua receita permitia. Entretanto, com as altas taxas de juros praticadas e o crescimento da dívida mobiliária, o acompanhamento do resultado no conceito operacional vem sendo cada vez mais relevante, uma vez que a despesa com juros representa uma grande fonte de gastos para o Governo. A medida que a estabilidade de preços for se firmando no país, o conceito de resultado nominal ganhará maior relevância, pois o efeito diminuto da inflação deverá dar novo sentido a essa estatística - tendendo a substituir, em importância, o conceito operacional.
Contribuição Sindical
Descontada dos empregados anualmente, um dia de salário. Patronal. Ver alíquota em tabela progressiva no respectivo sindicato.
Controle acionário
Posse, por um acionista ou grupo de acionistas, da maior parcela de ações, com direito a voto, de uma empresa, garantindo o poder de decisão sobre ela.
Convênio
Ato administrativo que permite a liberação do recurso previsto no OGU. Quando o Governo vai, por exemplo, financiar uma obra em um município, assina um convênio com o prefeito.
Conversão
Mudança das características de um título. No caso de ações, pode ser sua transformação, quanto à forma (de nominativa para escritural) ou à espécie ( de ordinárias em preferenciais ou vice-versa) dependendo de deliberação de assembléia geral extraordinária e do disposto no estatuto social de uma sociedade anônima.
Conversão de Dívida
Substituição dos títulos de dívida pública (vencidos ou a vencer) por outros com novos e mais longos prazos de vencimento. É a clássica "rolagem".
Comitê de Política Monetária - COPOM
Comitê de Política Monetária do BACEN, é o órgão que decide a política da taxa de juros.
Corretagem
Taxa de remuneração de um intermediário financeiro na compra ou venda de títulos.
Corretor
Intermediário na compra e venda de títulos.
Cost
Custo, gasto, encargo.
Cost and freight (Candf)
Custo e frete. O mesmo que C&F. Condição de preço que inclui o custo da mercadoria e o do frete até o destino.
Cost and freight and comission (Candfc)
Custo, frete e comissão, incluídos no preço. O mesmo que “C&FC”.
Cost, insurance and freight (CFI)
Custo, seguro e frete. Condição de venda cuja menção é seguida do nome do porto de destino; expressão utilizada na cotação de preços, significa por preço se entende a mercadoria posta no porto de destino, frete pago e seguro coberto
Cost, insurance, freight and comission (CIFC)
Modalidade de cláusula CIF. Incluídos no preço estão custo, seguro, frete e comissão.
Costumer
Cliente.
Cota
Fração do patrimônio de um clube ou fundo de investimento. O valor da cota é igual ao patrimônio líquido dividido pelo número de cotas emitidas.
Cotação
Preço registrado no momento da negociação com títulos em bolsa de valores.
Cotação de abertura
Cotação de um título na primeira operação realizada em um dia de negociação.
Cotação de fechamento
Cotação de um título na última operação realizada em um dia de negociação.
Cotação máxima
A maior cotação atingida por um título no decorrer de um dia de negociação.
Cotação média
Cotação média de um título, constatada no decorrer de um dia de negociação.
Cotação mínima
A menor cotação de um título, constatada no decorrer de um dia de negociação.
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira - CPMF
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
Crack
Rachar, quebrar, falir. Expressão usada normalmente, quando as cotações das ações declinam velozmente para níveis extremamente baixos.
Crash
Denominação dada a uma forte queda nas bolsas de valores. O mais famoso teve início de no dia 24 de outubro de 1929, na Bolsa de Valores de Nova York, inaugurando a grande crise econômica mundial dos anos 30
Crawling peg
Expressão empregada para designar a desvalorização cambial periódica. Política cambial que consiste em reajustar a renda dos exportadores, desestimular a especulação e evitar os movimentos de hot money, através do câmbio. Mesmo que flexible exchange rate, taxa de câmbio flexível.
Credit
Crédito.
Credit advice
Aviso de crédito.
Credit rating
Índice de crédito. Avaliação ou classificação de pessoas ou firmas quanto a sua capacidade de cumprir obrigações financeiras e comerciais assumidas.
Credit terms
Condições estabelecidas com referência à forma de pagamento a crédito.
Creditor
Credor.
Critério de desempenho
São as metas do acordo com o FMI pelas quais o Brasil é avaliado. O descumprimento destas metas significa a interrupção dos repasses das parcelas de empréstimos e necessidade de nova renegociação.
Crossed check
Cheque cruzado.
CSL / CSLL
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Imposto administrado pela Secretaria da Receita Federal.
Currency
Divisa, moeda.
Currency rate
Taxa de câmbio vigorante por ocasião do fechamento de uma operação cambial.
Currency unit
Unidade monetária.
Current account
Conta Corrente.
Curva do papel
Curva que reflete a valorização de um título ao longo do tempo, do instante da compra até seu vencimento.
Custeio
São as chamadas despesas do dia-a-dia do Governo. As despesas necessárias para que possam funcionar os ministérios, departamentos e órgãos da administração pública. No OGU, essas despesas aparecem com o nome de "outras despesas correntes". Não entram aí a
Custódia
Nada mais é do que a guarda de um título. Existem empresas especializadas a guardar estes títulos, o CETIP custodia títulos de renda fixa e as bolsas de valores mantém suas próprias câmaras de custódia para as ações negociadas em seu pregão. A Bolsa de Valores de São Paulo tem a Calispa e a BVRJ criou a CLC (Câmara de Liquidação e Custódia). Estas câmaras são responsáveis pela manutenção e atualização dos direitos das ações (Dividendos, Bonificaçães, subscrição, etc.). Além do extrato mensal discriminando a posição do cliente, a cada movimentação é emitido um aviso que segue direto para o endereço determinado pelo acionista. Por isto é muito importante manter o cadastro sempre atualizado. Assim como uma conta corrente, ninguém pode mexer na sua conta de custódia sem sua autorização. Estes serviços se sofisticaram bastante, a CLC do RJ mantém um serviço de fax custódia através do qual o acionista pode receber sua posição atualizada - é necessário saber o nº da conta além do código de acesso.
Custódia fungível
É o registro eletrénico de uma posição em ações. Não há emissão de um certificado em papel, como era antigamente. Esta forma evita a necessidade do investidor Ter que fazer uma procuração autorizando transferência das ações para uma outra bolsa, e até mesmo a venda. Tudo passou a ser feito eletronicamente.
Custódia infungível
Serviço de custódia onde os valores mobiliários depositados são mantidos discriminadamente pelo depositante.
Cut price
Preço rebaixado.
Comissão de Valores Mobiliários - CVM
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), orgão normativo, criado em 1976 para desenvolver, disciplinar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários não emitidos pelo sistema financeiro ou pelo Tesouro - basicamente o mercado de ações e debêntures. A sede da CVM está localizada no Rio de Janeiro (R. Sete de Setembro, 111 - 2º And. - Rio de Janeiro/RJ, Cep: 20159-900, telefone (21) 212-0200, fax (21) 221-6769) possuindo duas superintendências regionais: São Paulo ( R. Formosa, 367 - 20º e 21º Andares - São Paulo/SP, Cep: 01049-000, telefone (11) 3226-2000, fax (11) 3226-2048) e Brasília (SCN Quadra 02 - 4º And. - Módulo 404 - Bl. A - Ed. Corporate Financial Center, Brasília/DF, Cep: 70712-900, telefone (61) 327-2031 e 327-2034, fax (61) 327-2040). O endereço da CVM na internet é http://www.cvm.gov.br e o e-mail: soi@cvm.gov.br.
Cadastro
Conjunto de dados e informações gerais sobre os clientes das sociedades corretoras.
Caderneta de poupança
Depósito de poupança, em dinheiro, que acumula juros e correção monetária, cujos recursos são destinados ao financiamento da construção e da compra de imóveis.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
Caixa de liqüidação
Entidades subordinadas às bolsas de valores, que fazem a liqüidação das operações a termo e a compensação das operações (à vista ou a termo), realizadas entre as corretoras. Também recebem e guardam os valores dados como margem de garantia nas operações feitas no pregão, emitem certificados, realizam o desdobramento e conversões e fazem a transferência de títulos negociados.
Caixa de registro e liquidação
Empresa responsável pelo liqüidação e compensação das negociações à vista, a termo e de opções, realizadas em Bolsa.
Calendar year
Ano Civil.
CALIPSA
Empresa controlada pela Bolsa de Valores de São Paulo. Sua função é compensar e liqüidar financeiramente as operações realizadas na BOVESPA.
Call
Ver Opção de Compra de Ações.
Call system
Sistema de negociação da bolsa de valores que consiste na distribuição dos operadores em lugares pré-fixadosao redor de um balcão circular, conhecido como corbeille, de onde apregoam. O diretor do pregão delimita um pequeno intervalo de tempo para negociação de cada título. Geralmente, este tipo de sistema é adequado para bolsas de pequeno porte.
Câmara de compensação
Organização que reúne vários bancos de uma localidade com o objetivo de liquidar os débitos entre eles. Compensa todos os cheques emitidos contra cada um dos seus membros mesmo que tenham sido apresentados para cobrança em qualquer um dos outros.
Câmara de Liquidação e Custódia - CLC
Câmara de Liquidação e Custódia (CLC)
Câmbio
Operação pela qual se adquire, se troca ou se compra a moeda de um país por outra em curso na praça em que a operação ocorre para remetê-la ao local, onde dela se precisa. É também o nome que se dá ao valor índice da moeda estrangeira (taxa cambial) em relação à moeda nacional sobre determinada praça.
Câmbio comercial
É a cotação do dólar usada para o fechamento dos contratos de exportação e importação. O câmbio comercial também registra as operações de empréstimos de empresas no exterior, investimentos estrangeiros diretos, as entradas e saídas dos investimentos estra
Câmbio fixo
Um sistema de câmbio em que o Banco Central de um país estabelece um valor fixo para a paridade entre a moeda local e o dólar. Esse sistema funciona na Argentina e em Hong Kong.
Câmbio flutuante
É o mercado através do qual saem as remessas de lucros das multinacionais para o exterior. O câmbio flutuante também inclui operações de empréstimos e o comércio de jóias e pedras preciosas.
Câmbio livre
Regime de operações do mercado de divisas sem interferência das autoridades monetárias. A liberação da taxa cambial faz com que o valor das moedas estrangeiras flutue de acordo com o interesse que despertem no mercado, segundo a oferta e a procura.
Câmbio manual
Refere-se às operações que envolvem a compra e a venda de moedas estrangeiras em espécie, isto é: quando a troca se efetua com moedas metálicas ou cédulas de outros países. É o caso do turista que troca uma nota de cem dólares pelo seu equivalente em reais
Câmbio paralelo
É o mercado que existe quando o país não tem uma política de câmbio 100% livre.
Câmbio sacado
Ocorre quando, na troca, existem documentos ou títulos representativos da moeda. Neste tipo de operação, as trocas se processam pela movimentação de uma conta bancária em moeda estrangeira. Portanto, o câmbio sacado pode ser entendido como operações que se processam através de saques, como: as letras de câmbio ou cambiais, as cartas de crédito ou crédito documentários, as ordens de pagamento e os cheques.
Capacidade instalada
É o potencial de produção de determinado setor da economia. Dizer que a indútria está trabalhando com 79,04% da sua capacidade é o mesmo que dizer que está com 20,96% de sua capacidade de produção ociosa.
Capital
É a soma de todos os recursos, bens e valores, mobilizados para a constituição de uma empresa.
Capital aberto (Companhia de)
Característica do tipo de sociedade anônima em que o capital, representado por ações que podem ser negociadas na Bolsas de Valores, é dividido entre muitos e indeterminados acionistas.
Capital autorizado
Limite definido por estatuto, de competência de assembléia geral ou do conselho de Administração, para aumentar o capital social de uma empresa.
Capital de giro
Parte dos bens de uma empresa representados pelo estoque de produtos e pelo disponível (imediatamente e a curto prazo). É a soma de recursos, em dinheiro ou em estoque de giro, que dispõe a empresa para satisfazer suas obrigações ou atender a seus negócios.
Capital de risco
Capital investido em atividades nas quais existe a possibilidade de perdas.
Capital fechado (Companhia de)
Empresa com capital de propriedade restrita, cujas ações não podem ser negociadas em bolsas de valores apenas no mercado de balcão.
Capital social
Montante de capital de uma sociedade anônima que os acionistas vinculam a seu patrimônio como recursos próprios, destinados ao cumprimento dos objetivos da empresa.
Capital social subscrito a integralizar
Parcela de subscrição que o acionista deverá pagar, de acordo com determinação do órgão que autorizou o aumento de capital de uma sociedade.
Capital social subscrito e realizado
Montante de capital social acrescido da parcela de subscrição paga pelo acionista.
Capitalização
Ampliação do patrimônio, por meio de reinvestimento de dividendos ou captação de recursos, pela emissão de ações. Em termos societários corresponde à incorporação de reservas ou lucros do capital social. Em acepção especial, também designa-se a incorporação ao valor do principal dos juros da operação.
Captação
Obtenção de recursos para ampliação a curto, médio ou longo prazo do capital de uma empresa.
Carga tributária
É o esforço fiscal do governo. O montante de impostos arrecadados no país. A carga é medida em percentual do PIB. No Brasil, a arrecadação de impostos representa cerca de um terço das riquezas produzidas no país.
Cargo pool
Acordo de transporte para rateio de cargas.
Carta de crédito
A carta de crédito é aquela em que uma pessoa (remetente ou autor) autoriza a outra (destinatária), para que conceda, sob sua garantia, a uma terceira pessoa (acreditada ou favorecida) determinada importância em dinheiro ou em mercadoria.
Carteira
Conjunto de ativos financeiros de renda fixa ou variável de propriedade de uma pessoa física ou jurídica.
Carteira de ações
Conjunto de ações de diferentes empresas, de propriedade de pessoas físicas ou jurídicas.
Carteira de investimento
Conjunto de títulos de renda fixa e/ou variável que formam e definem o tipo de fundo.
Carteira de títulos
Conjunto de títulos de rendas fixa e variável, de propriedade de pessoas físicas ou jurídicas.
Carteira própria
É toda a carteira de títulos de uma instituição, vinculada a acordos de recompra, ou bancada com recursos próprios. Os papéis são escolhidos, principalmente, levando-se em conta a alavancagem e os custos de financiamento para sua bancagem.
Cash
Dinheiro contado à vista; pagamento à vista.
Cash basis
Venda à dinheiro.
Cash discount
Desconto para pagamento à vista.
Cash Flow
Designação da operação de entrada e saída de dinheiro de uma empresa e sua utilização para sustentar o capital de giro.
Cash on delivery (COD)
Entrega de mercadoria contra pagamento.
Cash sale
Pagamento à vista.
Cash with order
Pagamento feito na ordem da compra.
Cash-yield ou dividend-yield
Dividendo por ação/cotação da ação.Retorno porcentual dos dividendos recebidos com relação à cotação da ação no mercado. Muitos investidores buscam cada vez mais empresas que pagam altos dividendos, especialmente quando as taxas de juros de mercado estão em baixa, o que torna a ação um investimento com retorno (por conta dos dividendos) bem interessante. Deve-se analisar juntamente com o Pay-Out.
CATS Bovespa
Ver Pregão Eletrônico.
Caução
Depósito de títulos ou valores em nome do credor, visando garantir o cumprimento de obrigação assumida.
Cautela
Instrumento que representa provisoriamente um certificado de múltiplos de ações.
C-Bonds
Título da dívida externa brasileira mais negociados no mercado internacional.
CC5
São as contas correntes mantidas por pessoas físicas e jurídicas que não residem no Brasil. Em momentos de crise, grande parte dos recursos saem do país por intermédio dessas contas.
Cedente
Pessoa física ou jurídica que cede um direito do qual é titular, decorrente de um título de crédito, de um contrato, etc.
Cédula Rural Hipotecária (CRH)
É um título de crédito vinculado a financiamento rural, no qual o emitente ou um terceiro presta garantia hipotecária.
Cédula Rural Pignoratícia (CRP)
É um título de crédito vinculado a financiamento rural, no qual o emitente ou um terceiro presta garantia pignoratícia.
Certificado
Documento que comprova a existência e a posse de determinada quantidade de ações.
Certificado de depósito
Título representativo das ações depositadas em uma instituição financeira. Algumas empresas do Mercosul são negociadas nas bolsas de valores brasileiras por meio desse mecanismo.
Certificado de Depósito Bancário - CDB
Certificado de Depósito Bancário (CDB) são títulos de captação de recursos do setor privado, cujas taxas são expressas em % ao ano. É o mais procurado pelo fato de ser transferível por endosso nominativo, ou seja: pode ser vendido a qualquer hora dentro do prazo contratado com pequeno deságio. É conhecido como depósito a prazo, pode ser prefixado ou pós-fixado. Seu prazo varia para cada caso. Dependendo da classificação da qualidade de crédito do emissor, pode ser classificado como de 1ª ou 2ª linha.
Certificado de Depósito Interbancário - CDI
Títulos de emissão das instituições financeiras monetárias e não-monetárias, que lastreiam as operações do mercado interbancário. Suas características são idênticas às do CDB, mas sua negociação é restrita ao mercado interbancário. Sua função é, portanto, transferir recursos de uma instituição financeira para outra. Em outras palavras: a instituição que tem dinheiro sobrando empresta para aquela que não tem, garantindo a liqüidez do mercado.
Certificado de desdobro
Comprovante do desdobramento de um certificado de ações em vários outros.
Cesta básica
Conjunto de bens satisfazem as necessidades básicas de uma família de trabalhadores. O conceito de necessidades básicas varia conforme o nível médio de renda da população alvo. Como exemplo pode-se citar a cesta básica elaborada pelo Procon-São Paulo, que computa o preço médio de uma cesta de produtos alimentares, de higiene e limpeza consumidos por uma família padrão de quatro pessoas com renda total de 10,3 salários mínimos, na região metropolitana de São Paulo.
Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos - CETIP
Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (CETIP), exerce o controle financeiro e de custódia de títulos privados.
Chamada de bônus
Resgate de bônus pelo emitente, mediante o pagamento antes do vencimento.
Chamada de capital
Quando um empresa subscreve ações para aumentar seu capital.
Change
Mudança, alteração, variação. O mesmo que EXCHANGE - câmbio.
Charm price
Preço de promoção.
Chinese wall
Separação clara entre a administração dos recursos da tesouraria das instituições financeiras e a administração dos recursos de terceiros. Para minimizar tais conflitos de interesses, os Fundos estão autorizados a aplicar, apenas um percentual previamente definido do seu patrimônio em títulos de renda fixa de emissão de instituições financeiras coligadas.
Cisão
É o processo de transferência, por uma empresa, de parcelas de seu patrimônio a uma ou mais sociedades, já existentes ou constituídas para esse fim, extinguindo-se a empresa cindida se houver versão de todo o seu patrimônio.
Clearance sale
Venda de liquidação.
Clearing
A clearing ou caixa de liquidação é o sistema adotado pelas bolsas para garantir o fiel cumprimento de todos os negócios nelas realizados. A clearing pode ser tanto um departamento interno da instituição, quanto uma organização independente, controlada ou não pela bolsa a qual está ligada.
Clube de investimentos
Sociedade que congrega investidores com a finalidade de operar no mercado de ações. Difere dos fundos mútuos de investimento por não haver obrigatoriedade de patrimônio mínimo. Administrados pelos próprios sócios, os clubes de investimento são supervisionados por sociedades corretoras que atuam nas bolsas de valores, podem operar com um número máximo de 150 cotistas. Embora seja tibutado da mesma forma que os fundos de ações regulamentados pela CVM, os clubes de investimentos apresentam custos menores por não exigirem auditoria.
Conselho Monetário Nacional - CMN
Conselho Monetário Nacional (CMN), orgão normativo responsável pela fixação das diretrizes da política Monetária, Cambial e de Crédito do País, de forma a compatibilizá-las com as metas econômicas do Governo Federal. Seu orgão executor é o Banco Central. Atualmente o CMN é composto pelo Presidente do Banco Central e pelos Ministros da Fazenda e do Planejamento.
Cobertura
Depósito da totalidade dos títulos referentes a posição de venda nos mercados a prazo (termo, futuro e opções)
COFINS
Contribuição para Financiamento da Seguridade Social. Imposto administrado pela Secretaria da Receita Federal.
Coin
Moeda Metálica.
Colocação direta
Aumento de capital realizado mediante subscrição de ações, pelos atuais acionistas, diretamente em uma empresa.
Colocação indireta
Aumento de capital realizado mediante subscrição, no qual a totalidade das ações é adquirida por uma instituição financeira ou por um grupo reunido em consórcio, para posterior colocação no mercado secundário.
Combinação de opções
Compra ou venda de duas ou mais séries de opções sobre a mesma ação-objeto, porém com preços de exercício e/ou datas de vencimento diferentes
COMEX
Commodity Exchange
Comission
Comissão, remuneração percentual, de empregado ou agente, sobre volume de negócios, vendas ou cobranças.
Comission fee
Taxa de comissão.
Comitente
Cliente de uma sociedade corretora. Uma operação realizada na bolsa de valores obrigatoriamente é identificada por um comitente, tanto comprador quanto vendedor
Commercial Papers
Título emitido por uma sociedade anônima, para captar recursos, visando investimento ou o financiamento do capital de giro. O rendimento de cada commercial paper depende das condições particulares de cada emissão. Este título possui características que assemelham se com as debêntures, tendo como principal diferença um prazo de emissão geralmente menor.
Commitment fee
Comissão paga a um emprestador pela abertura de uma linha de crédito, ou pro sua colocação à disposição do beneficiário (tomador) também equivale a "arrangement fee".
Commodities
Mercadorias, no sentido de “grandes produtos”, produtos primários, como café, algodão, açúcar, metais não ferrosos, etc., geralmente transacionado em bolsa.
Commodities market
Mercado de matérias-primas, transacionadas sob regime de bolsa.
Commodity
Nas relações comerciais internacionais, o termo designa um tipo particular de mercadoria em estado bruto ou produto primário de importância comercial, como é o caso do café, algodão, estanho, cobre, etc ...
Common market
Mercado Comum. Forma de integração econômica , na qual os países compromissados eliminam, entre si, todas as restrições ao comércio e adotam igualmente tarifas externas comuns.
Comodato
Empréstimo gratuito de bens específicos e individualizáveis os quais devem ser restituídos no tempo convencionado.
Companhia aberta
Ver Capital Aberto
Company
Empresa, Companhia.
Competition
Concorrência, competição. Ato de disputar o mercado com outros iguais.
Compra em margem
Aquisição de ações a vista, com recursos obtidos pelo investidor através de fiinanciamento junto a uma sociedade corretora que opere em Bolsa. É uma modalidade de operação de Conta Margem.
Conditons of sale
Condições de venda. O mesmo que SALE CONDITIONS.
Confirmação
Aviso que o corretor dá ao cliente da efetivação de uma negociação com ações.
Confirmed credit
Crédito confirmado. Diz-se quando o banco correspondente assegura ao beneficiado o pagamento do crédito que lhe for aberto por terceiros.
Consumer
Consumidor.
Consumer goods
Produtos de consumo freqüente.
Consuption goods
Bens de consumo.
Conta de serviços
Além das receitas e despesas com viagens internacionais, registra também os gastos sobre a dívida, a contratação de fretes e seguros e as remessas de lucros e dividendos das empresas brasileiras.
Conta margem
Forma de negociação de ações, que possibilita ao investidor obter, junto a uma sociedade corretora, financiamento para compra dos títulos e/ou empréstimo dos papéis para venda. Essas operações são feitas no mercado a vista de bolsa. O custo e liquidação do financiamento, bem como a remuneração do empréstimo dos títulos e sua devolução, são pactuados diretamente entre o investidor e a corretora
Conta turismo
Mostra os gastos de brasileiros em viagens internacionais e as receitas obtidas pelo país quando estrangeiros visitam o Brasil.
Contrato de Investimentos Coletivo
São títulos lastreados em quaisquer produtos ou subprodutos destinados à comercialização e que geram direito a participação, parceria ou remuneração, inclusive de prestação de serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros. Cabe ressaltar que esses títulos não devem ser confundidos com os contratos de parceria rural, nos termos do Estatuto da Terra e da Legislação sobre Parceria Pecuária do Código Civil Brasileiro. Apenas as empresas constituídas sob a forma de sociedade por ações (S.A.) e que possuam registro na CVM, nos termos da Instrução CVM n. 270/98. A distribuição dos contratos de emissão dessas empresas devem observar as condições estabelecidas pela Instrução CVM n. 296/98. Os investidores (pessoas físicas) devem sempre que procurados pelos vendedores dessas empresas, observar se o contrato possui o número de registro na CVM e se está assinado pelo representante legal da companhia. Antes de investir nesse tipo de aplicação, o investidor deverá consultar o prospecto elaborado pela companhia emissora do contrato e verificar a presença de algumas informações básicas, tais como: dados sobre a companhia (seu histórico, a qualificação dos acionistas e administradores, a estrutura de capital e a situação financeira, bem como, a estrutura de custos e a eficiência do sistema produtivo do empreendimento), os contratos firmados e a forma como será processada a distribuição dos papeis.
CDB swapado
É o nome dado ao Certificado de Depósito Bancário (CDB) que troca sua rentabilidade prefixada para pós-fixada, através do mercado futuro, se indexando à variação dos juros.
Circuit Breaker
Normativo adotado pelas Bolsas onde o pregão é imediatamente interrompido toda vez que a variação atingir um limite (tanto na alta como na baixa). No caso das bolsas de valores o limite oscilação é 10%. Já na BM&F este limite depende do ativo financeiro negociado (dólar, índice futuro de ações, etc.).
letra D

Documento de Arrecadação Federal (DARF)
Data de exercício da opção
Data de registro em pregão da operação de compra ou de venda a vista das ações-objeto da opção.
Data de vencimento da opção
O dia que se extingue o direito de uma opção.
Data ex-direito
Data em que uma ação começará a ser negociada ex-direito (dividendo, bonificação, subscrição), na bolsa de valores.
Day-trade
Conjugação de operações de compra e de venda realizadas em um mesmo dia, dos mesmos títulos, para um mesmo comitente, através de uma mesma sociedade corretora, cuja liquidação é exclusivamente financeira. Exemplo: Milton comprou 100.000 ações de Petrobrás PN a R$ 270,00 e vendeu as mesmas 100.000 ações por R$ 280,00. Sua posição de ações permaneceu igual, e Milton recebeu o lucro deste day trade.
DCTF
Declaração de Contribuições e Tributos Federais.
Deal
Negócio, Transação.
Dealer
Instituição financeira que opera no mercado monetário, selecionada pelo Banco Central para ser seu instrumento de regulação de liquidez.
Dear
Preço caro.
Debêntures
Títulos que garantem ao comprador uma renda fixa, ao contrário das ações, cuja renda é variável. O portador de uma debênture é um credor da empresa que a emitiu, ao contrário do acionista, que é um de seus proprietários .
Debêntures conversíveis em ações
Aquelas que, por opção de seu portador, podem ser convertidas em ações, em épocas e condições pré-determinadas.
Debit
Débito, obrigação de pagar alguém.
Deduções estatutárias
Parte dos lucros de uma empresa que, conforme determinação de seu estatuto social, não é distribuída aos acionistas.
Default
Falta, omissão, negligência. Qualquer dívida não paga de acordo em seus termos. Calote, no jargão do mercado financeiro.
Déficit Comercial
Reflete a diferença entre o que o país arrecadou com as exportações e o que gastou com as importações. Quando o resultado é negativo (as importações são maiores que as exportações) denominamos déficit comercial. Se o resultado positivo chamamos de superáv
Déficit em Conta Corrente
É o resultado das transações comerciais do país como o mundo (incluindo as exportações e as importações), mais os serviços e as chamadas transferências unilaterais. Reflete a quantia, em dólares, que falta ao Governo para quitar seu saldo negativo na bal
Déficit nominal
É o conceito de déficit público que, além das receitas e despesas, inclui os gastos com o pagamento de juros da dívida pública. No caso do Brasil, ao final de 1998, esse déficit supera os 8% do PIB.
Déficit previdenciário
É a diferença entre o que o Governo arrecada com a contribuição do funcionalismo público e o que paga através de benefícios aos servidores públicos ativos e inativos.
Déficit primário
É o resultado das contas públicas que inclui o Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central.
Deflação
É a variação negativa dos preços da economia. Significa a produção e o consumo decrescentes de bens e serviços produzidos num país. Constante, conduz à diminuição e ao agravamento do padrão de vida das pessoas e à recessão.
Delivery note
Nota fiscal.
Demand
Procura
Democratização do capital
Processo pelo qual a propriedade de uma empresa fechada se transfere, total ou parcialmente, para um grande número de pessoas que desejam dela participar e que não mantém, necessariamente, relações entre si, com o grupo controlador ou com a própria companhia.
Demonstrações Financeiras Padronizadas - DFP
Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP), informações contábeis apresentadas pelas sociedades anônimas à CVM e ao mercado em geral. Essas demonstrações são obrigatórias e a CVM exige que sejam apresentadas em formulários padronizados, para facilitar e tornar uniformes as informações consideradas imprescindíveis.
DIEESE
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE), instituto de pesquisas criado em 1955 com o objetivo de assessorar os sindicatos de trabalhadores. Fornece periodicamente dados relativos a custo de vida, desemprego, produtividade e nível de salário real. O escritório nacional do DIEESE fica na R. Ministro Godói, 310, São Paulo/SP, Cep: 05001-900, telefone (11) 262-8666, fax (11) 3872-3218. Na internet o endereço é http://www.dieese.org.br e o e-mail: en@dieese.org.br.
Depósito compulsório
Os bancos mantém parte de seus depósitos no Banco Central. Parte destes depósitos são voluntários - para cobrir eventuais diferenças na compensação bancária - e parte são compulsórios. As Reservas Compulsórias são uma proporção dos depósitos à vista e a prazo (sendo que durante algum tempo também exigiu-se compulsórios sobre operações de empréstimos, avais e fianças) que os bancos têm obrigatoriamente que recolher no Bacen. Quem fixa este percentual é o CMN, com o propósito de limitar a expansão das operações de crédito na economia.
Derivativos
São os valores mobiliários cujos valores e características de negociação estão ligados aos ativos que lhes servem de referência, ou seja, são instrumentos financeiros que derivam de outros instrumentos financeiros mais básicos. As estratégias mais utilizadas definem um ganho pequeno com risco limitado (apostas que adicionam rentabilidade mas com baixo risco de perda).
Deságio
Diferença negativa entre o valor nominal e o preço de compra de um título de crédito.
Desdobramento de cautelas
Sistema de desdobramento de ações, efetuado pelas bolsas de valores, de modo a adequar a quantidade de ações a um lote-padrão.
Desempenho histórico
São as rentabilidades passadas proporcionadas pelo fundo. É importante salientar que as rentabilidades passadas não são garantias de rentabilidade futura.
Despatch
Despacho. Mesmo que despacho.
Diferencial
Combinação de possíveis compras e vendas de opções sobre a mesma ação-objeto, porém de séries diferentes.
DIPI
Declaração de Informações do Imposto sobre Produtos Industrializados.
Direito de retirada
Direito de um acionista de se retirar de uma empresa, mediante o reembolso do valor de suas ações, quando for dissidente de deliberação de assembléia que aprovar determinadas matérias definidas na legislação pertinente.
Direito de subscrição
Prioridade dada pelo empresa ao acionista, quando é realizada uma subscrição para aumento de capital da empresa. O acionista tem o direito de subscrever uma quantidade de ações de forma proporcional a quantidade que possui. Esse direito é negociável nas bolsas de valores
Direitos
Ver Benefícios
DIRF
Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte.
Disclosure
É o mesmo que abertura, ou transparência. Procedimentos de divulgação de informações por parte de uma empresa, possibilitando uma tomada de decisão consciente pelo investidor e aumentando a sua proteção.
Distribuição dos rendimentos
Lucros distribuídos aos cotistas de um fundo resultantes da venda dos títulos presentes na carteira do fundo.
Distribution cost
Custo de Distribuição.
Diversificação
Prática de investir em um número variado de títulos, buscando reduzir riscos.
Diversificação da Carteira
Constituir a carteira de um fundo com diferentes ativos. Diversificar o portfólio de um investimento é uma das formas de se diluir o risco. Isto também pode ser feito pelo investidor ao escolher diversos fundos com características diferentes.
DIVEX
Títulos da Dívida Externa
Dívida externa
Somatória dos débitos de um país, garantidos pelo seu governo, resultantes de empréstimos e financiamentos contraídos com residentes no exterior. Os débitos podem ter origem no próprio governo, em empresas estatais e em empresas privadas. Neste último caso, isso ocorre com aval do governo para fornecimento das divisas que servirão às amortizações e ao pagamento de juros.
Dívida interna
Somatória dos débitos assumidos pelo governo junto às pessoas físicas e jurídicas residentes no próprio país. Sempre que as despesas superam as receitas, há necessidade de dinheiro para cobrir o déficit. Para isso, as autoridades econômicas podem optar por três soluções : emissão de papel- moeda, aumento da carga tributária (impostos) e lançamento de títulos.
Dívida mobiliária
É o volume de títulos que o Governo emitiu e vendeu ao mercado.
Dívida pública
Tudo o que o Governo gasta com empréstimos e emissões de títulos.
Dividendo
Valor distribuído aos acionistas, em dinheiro, na proporção da quantidade de ações possuídas. Normalmente, é resultado dos lucros obtidos por uma empresa, no exercício corrente ou em exercícios passados.
Dividendo cumulativo
Dividendo que, caso não seja pago em um exercício, se transfere para outro.
Dividendo pro-rata
Dividendo distribuído às ações emitidas dentro do exercício social proporcionalmente ao tempo transcorrido até o seu encerramento.
Dólar cabo
Estabelece o parâmetro de compra e venda de moeda que será utilizada para transferência direta do exterior e para o exterior via ordem de pagamento e, portanto, sem o manuseio do dólar papel. A cotação é expressa em R$ por US$.
Dólar comercial
Estabelece o parâmetro para operações oficiais de compra e venda de moeda no comércio exterior, geradas pelos seguintes tipos de negócio: exportação, importação, emissão de passagens aéreas e marítimas, bônus, commercial paper. A cotação é expressa em R$ por US$.
Dólar Flutuante
Estabelece o parâmetro para as operações de compra e venda da moeda estrangeira destinadas ao turismo e algumas operações definidas pelo Banco Central, tais como: execução de garantias internacionais, swaps, movimento de contas de não residentes (CC5) etc.
Dólar paralelo ou papel
Estabelece o parâmetro para operações de compra e venda de moeda adquirida fora dos meios oficiais, ou seja, via doleiros. É importante salientar que a cotação do dólar paralelo é influênciada pela cotação do ouro no mercado externo. A cotação é expressa em R$ por US$.
Dólar turismo
Estabelece o parâmetro para operações de compra e venda de moeda para pessoas que vão viajar para o exterior.A cotação é expressa em R$ por US$.
Dotação orçamentária
A quantia determinada no OGU, para atender a cada despesa.
Dow Jones
Índice utilizado para acompanhar a evolução dos negócios na Bolsa de Valores de Nova York . Seu cálculo é feito a partir de uma média das cotações entre as trinta empresas de maior importância na bolsa de valores, as vinte companhias ferroviárias mais destacadas e as quinze maiores empresas concessionárias de serviços público
Draw back
Reembolso de direitos alfandegários. O imposto isento a determinadas mercadorias importadas para reexportação depois de sua transformação ou incorporação a outro produto.
Due
Devido, que deve ser pago. Dívida.
Due date
Data de pagamento.
Dumping
Venda sistemática abaixo do preço com o objetivo de submeter a concorrência. Em sentido estrito, venda efetuada no estrangeiro, por um fornecedor, a um preço nitidamente inferior ao das mesmas mercadorias em seu próprio mercado. No sentido amplo, políticas ou mediadas que tendem a rebaixar artificialmente o preço da exportação.
Dólar Futuro
Valor esperado para a taxa de câmbio entre o dólar e o real numa determinada data no futuro. Os contratos de dólar futuro têm vencimento todo início de mês - os contratos têm valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) e R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais).

terça-feira, abril 15, 2008

Analistas mostram potenciais empresas para investimentos

O sobe-desce nos mercados predominou nos últimos pregões e configurou-se na única certeza nestes tempos de crise. Para quem busca oportunidades de compra no curto prazo, uma análise técnica pode ser uma boa ferramenta para se detectar as boas opções presentes no mercado.

Você como investidor deve privilegiar não somente papéis com perspectivas favoráveis de valorização, mas também ativos que possuam boa liquidez. Um exemplo, são as ações preferenciais da Gerdau Metalúrgica, que se configuram num excelente investimento.

Não é para menos. Os ativos da siderúrgica se mostram resistentes às atuais turbulências na bolsa e representam boa oportunidade de investimentos para aqueles que desejam aplicar recursos no altamente volátil mercado acionário atual.

O analista de siderurgia Otávio Focques, da Focques Analistas Técnicos, ressalta que os pápeis ordinários da CSN "continuam com tendência revertida para alta total", que no entanto, depende da superação da zona dos R$ 69,10 para se manter.

As sugestões de compra da análise técnica não se limitam às siderúrgicas brasileiras. Marcelo Grande, sócio fundador da Traderclass, acredita que diversas ações testam atualmente seus suportes, e por isso, "significam uma oportunidade de se fazer uma estratégia de compra ".

Ele lista os papéis preferenciais da Lojas Americanas, cujo preço da ação beira os R$ 12,00. Os ativos da varejista podem se recuperar nas próximas sessões e alcançar os R$ 14,60, o que configura um "up" de 16% frente à sua cotação na última sexta-feira.

Outras ações importantes são as ordinárias da WEG . Embora seja um ativo de menor liquidez, há um potencial de valorização de 21%, uma vez que um caminho é de até R$ 21,90 se faz possível às ações da empresa no curto prazo.

Por fim, a atratividade dos papéis preferenciais da Duratex , ainda que menor quando comparada à dos papéis da WEG. As ações da companhia vêm testando seu atual suporte de R$ 29,68, que caso não seja rompido, pode lhes trazer um potencial de valorização de 10%, rumo à resistência nos R$ 33,00.

Atenção para ativos arriscados
Ainda que as oportunidades de compra sejam inúmeras, as condições do mercado continuam altamente desafiadoras, e neste cenário, diversos papéis podem ser impactados pelos solavancos da bolsa. É o caso de ações atreladas às commodities, cujo mercado vem se mostrando particularmente volátil.

"Recomendo distância a ativos ligados a commodities, muito embora as ações de Petrobras e Gerdau se comportem como uma exceção à tal leitura", pondera o analista Gustavo Lobo. Ainda no ponto de venda, o analista se mostra especialmente cético quanto ao desempenho de ações do setor de telecomunicações.

Por sua vez, Otávio Focques manifesta pessimismo quanto ao rumo dos papéis preferenciais do Bradesco, que atualmente rumam em tendência total de viés baixista e que, se de fato se mantiverem abaixo de seu suporte de R$ 33,40, podem terminar localizados em torno dos R$ 31,50.

O custo de uma divulgação precipitada

O anúncio de que o volume de petróleo e gás na bacia de Santos é cinco vezes maior do que o estimado mexeu com o mercado de capitais. As ações da Petrobrás dispararam. Houve um momento em que a empresa, sozinha, respondia por metade do giro de recursos na Bovespa.

Os papéis ordinários (ON) chegaram a valorizar-se 10,8% e fecharam o pregão com alta de 7,68%. A direção da estatal, que de início não quis comentar as declarações do diretor da ANP, teve de emitir nota, explicando que "a abrangência das descobertas em Santos ainda depende de estudos".A empresa comunicou ainda que "um plano de avaliação das áreas deverá ser entregue à ANP dentro de poucos dias".

A pergunta é: quem ganhou com isso...

O custo de uma divulgaç

segunda-feira, abril 14, 2008

E a Petrobras volta ao top da lista de notícias

Ações da Petrobras disparam após nova área na Bacia de Santos

Da agência Estado

SÃO PAULO - As ações da Petrobras reverteram as perdas da manhã e registravam alta de mais de 6% no início da tarde, após a notícia do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, de que a área chamada "Pão de Açúcar", localizada na Bacia de Santos, pode acumular até cinco vezes o volume de petróleo encontrado pela Petrobras no campo de Tupi. Com a alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que registrava queda de mais de 1% desde o começio do pregão, puxada pelos mercados internacionais, chegou a subir 0,03%.

Segundo ele, informações preliminares das empresas concessionárias que estão operando na área indicam que este volume poderia chegar até 33 bilhões de barris de óleo recuperáveis. "Se isso for confirmado, será a maior descoberta já feita no mundo, que poderá se transformar no terceiro maior campo de produção de petróleo no mundo", disse o diretor em apresentação no 4º Seminário de Petróleo e Gás no Brasil, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Às 13h, Petrobras ON subia 6,19% e as ações preferenciais (PN) ganhavam 5,66%

quinta-feira, abril 10, 2008

Operações via iPhones ou handhelds

Comprar e vender ações pelo computador de casa virou hábito do passado

Com as novas tecnologias, já é possível investir de dentro do táxi e até do consultório do dentista

Yolanda Fordelone - AE

Todos os dias, às 10 horas da manhã, o empresário Fábio Toreta prepara-se para uma maratona diária. Até as 17 horas, ele fica ligado a toda a movimentação de preços que acontece na Bolsa de Valores de São Paulo e realiza, pelo menos, uma operação de compra ou de venda de ações. Ao contrário do que você pode ter pensado, ele não passa o dia sentado em frente a uma tela de computador, operando via home broker.

Toreta utiliza um serviço adaptado para a negociação de ações por celular e computadores de mão, os smartphones e iPhones. Entre uma reunião e outra, o investidor acessa a cotação de seus investimentos. “Costumo deixar programada a ordem de compra ou venda da ação e quando saio de uma reunião, checo se a minha ordem foi executada”, diz. O investidor aproveita também para rever as ações que investiu e verificar se houve alguma mudança de tendência de preços.

A vida de Toreta e de milhares de investidores na Bolsa mudou no começo deste ano. “Pelo sistema antigo é praticamente impossível negociar ações por aparelhos móveis”, conta outro investidor, Davi Almeida, que aplica diretamente na Bolsa desde julho do ano passado e realiza cerca de 70 operações de compra e venda todos os meses. “As letras e os gráficos são pequenos demais e atrapalham qualquer tentativa”, completa.

“Compro e vendo ações pelo celular há um mês e ele não perde em nada para o home broker (sistema de negociação pelo computador) que acesso da minha casa”, afirma Toreta. A escolha pela mobilidade ocorreu porque o empresário passa muito tempo em reuniões com clientes. “Tenho utilizado um smartphone para negociar ações todos os dias”, diz.

Toreta lembra que a mobilidade já lhe rendeu bons negócios. “No mês passado, a Vale anunciou o fim das negociações com a Xstrata, após o horário regular do pregão. Quando eu voltava para casa, recebi uma mensagem no celular com a notícia e imaginei que os papéis iriam se valorizar. Na mesma hora, parei o carro e comprei algumas ações pelo celular no after market (mercado de negociação de ações que funciona após o horário tradicional do pregão)”, conta. Essa facilidade em operar pelo celular rendeu lucros: Toreta ganhou pouco mais de 6% na transação, já que adquiriu os papéis no mesmo dia por R$ 48,10 e os vendeu no dia seguinte a R$ 51,30. Esse rendimento é quase o que a poupança rende em todo o ano.

A qualquer lugar, a qualquer momento

Atualmente, somente as corretoras Ativa e Itaú oferecem serviços móveis, mas a tendência é que outras empresas comecem a proporcionar esta opção. Para acessar o serviço no Itaú, chamado de mobile broker, não é necessário fazer download ou possuir um aparelho habilitado. “Toda a operação é feita via internet. Basta ir até o site da corretora”, explica o presidente da corretora, Roberto Nishikawa.

O número de interessados vem crescendo e, em apenas dois meses desde o lançamento do serviço, 250 investidores já aderiram. “Em média, os investidores têm negociado R$ 3 mil por operação”, conta Nishikawa. No Itaú, para operar com essas tecnologias modernas, o investidor paga somente a corretagem, exatamente o que pagaria se tivesse negociando de casa.

Já na corretora Ativa, o custo é maior. “Cada ordem enviada por celular tem a corretagem de um negócio no home broker (R$ 15) mais a taxa de R$ 1,50”, afirma a diretora comercial da corretora, Silvia Werther. Além disso, há o custo de R$ 30 mensais para manter o serviço. O investidor que gasta mais de R$ 495 de corretagem no mês fica isento da mensalidade. “Oferecemos as cotações das ações em tempo real, gráficos e o saldo do cliente”, explica Werther.

Em ambas as corretoras, a tecnologia móvel permite, por enquanto, que os clientes negociem somente ações. Os preços do serviço partem de R$ 20,00. Entre as empresas que oferecem a comodidade para as corretoras estão a Agência Estado e a CellBroker.

O investidor Davi Almeida explica o que, para ele, é a vantagem do serviço. “Gosto de fazer operações de curto prazo, mais ou menos três por dia. Com essa volatilidade do mercado, é importante ter essa opção de comprar e vender ações em qualquer lugar, a qualquer momento”, resume.

quarta-feira, abril 09, 2008

O que é necessário saber para investir em ações

Há algum tempo venho escrevendo sobre como proceder para investir em ações. Pois bem, novamente vou colocar um post sobre tal assunto para depois dar continuidade aos fatos e o posterior lançamento de uma carteira de investimentos.
Uma coisa é absolutamente certa: quem investe não pode ter a maior rentabilidade, a maior liquidez e a maior segurança ao mesmo tempo. Cada tipo de investimento oferece sua possibilidade de rendimento, sua possibilidade de virar dinheiro nesse ou naquele prazo e seu nível específico de risco.

Não existe investimento que ofereça ao mesmo tempo a maior rentabilidade, a maior segurança e a maior liquidez. A escolha de um reflete no resultado do outro.

Você conhece o seu perfil como investidor?
A melhor aplicação é aquela que reflete o perfil do investidor e o objetivo dele com relação ao investimento, além de levar em conta o cenário econômico do momento.

O perfil e o objetivo do investidor apontam o caminho mais adequado para o investimento.

Em tempo...
Rentabilidade e risco andam juntos. Sempre!

Todo investimento tem um determinado nível de risco associado. Ou seja, os investimentos pressupõem ganhos ou perdas decorrentes de oscilações nos preços de mercado dos ativos financeiros.

Quanto maior for o retorno esperado, maior será o risco associado ao investimento. Porém, o investimento de maior risco não garante o maior retorno, apenas aumentam as chances de maior rentabilidade.

Para investir no mercado de ações, você deve acompanhar os fatores do mercado financeiro e os do negócio em si. São eles que determinam se o preço de uma ação vai cair ou subir.

O be-a-bá dos fundos de investimentos

1. Fundos de Investimento

É uma concentração de recursos financeiros captados de Pessoas Físicas e Jurídicas, fracionados em cotas e destinados às aplicações financeiras, em títulos públicos e privados, nos mercados de renda fixa, renda variável e derivativos, de acordo com o regulamento e a política de investimento do fundo. Apesar de possuir CGC, um fundo não tem personalidade jurídica própria.

Quando sua empresa investe em Fundos de Investimento, significa que está confiando seus recursos à administração de terceiros, isto é, está contratando um serviço.

2. FI (Fundo de Investimento) e FIA (Fundo de Investimento em Ações)

São fundos que possuem carteira própria de títulos, lastreando diretamente todas as aplicações de seus investidores. Podem vender cotas para Pessoas Físicas e Jurídicas e também para outros fundos (FICs).

3. FIC (Fundo de Investimento em Cotas dos FIs) e FIC FIA (Fundo de Investimento em Cotas de FIAs)

São Fundos de Investimento que possuem em sua carteira cotas de outros fundos (FIs). Podem ser vendidos para Pessoas Físicas e Jurídicas.

4. Regulamento

Cada fundo tem um regulamento, registrado em cartório, que contém todas as informações sobre o seu funcionamento e é determinado a partir de regras estabelecidas pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários.

5. Política de Investimento

A escolha da relação "risco X retorno" pretendida pela instituição financeira administradora do fundo, de acordo com sua composição de carteira, é que vai determinar a personalidade de cada fundo para atender aos vários perfis de investidores.

6. Patrimônio

Os recursos captados pelo fundo são aplicados de acordo com a política de investimento e a composição básica da sua carteira, conforme definido em seu regulamento. O cálculo do valor diário desse patrimônio é obtido através da contabilização dos preços de mercado dos ativos financeiros em carteira (marcação a mercado) e da dedução das despesas previstas em regulamento (taxa de administração, taxa de performance, provisões para divulgação de balanços, realização de assembléias e outras citadas no regulamento).

7. Carteira

No mercado financeiro, dá-se o nome de carteira ou portfólio ao conjunto de títulos e/ou aplicações financeiras pertencentes a uma Pessoa Física, Pessoa Jurídica, Fundos de Investimento, etc.

8. Quotas

Corresponde a uma fração ideal do fundo. Seu valor é igual ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de quotas.

9. Valor da Quota

É apurado diariamente através da relação entre o patrimônio líquido (rentabilidade dos ativos financeiros - despesas) pelo número de quotas do fundo.

10. Quotista

Ao aplicar em um Fundo de Investimento, sua empresa torna-se quotista desse fundo, ou seja, é acionista da carteira de investimento que escolheu para investir seu capital. Seus recursos são transformados em quotas, dividindo-se o valor da aplicação pelo valor da quota do dia, previsto para conversão em quotas, segundo o regulamento do fundo.

11.Taxa de Administração

É a remuneração do administrador do fundo pela administração de recursos de terceiros, cobrada sobre o patrimônio do fundo, provisionada diariamente e cobrada em base mensal. As quotas divulgadas diariamente já se apresentam líquidas da taxa de administração.
Alguns fundos podem aplicar a cobrança de uma taxa de performance, situação em que se estabelece um parâmetro como objetivo. Sempre que esse objetivo for ultrapassado, será aplicada a cobrança de uma taxa sobre o excedente, de acordo com o que for especificado no regulamento.

Santander divulga relatório sobre investimentos

O banco Santander divulgou ontem um informe ressaltando que crê que a economia dos EUA deve se deteriorar ainda mais e, conseqüentemente, provocar uma desaceleração econômica global mais brusca, o que ainda deve causar fortes turbulências nos mercados no curto prazo.

Neste cenário, os analistas da instituição recomendam aos investidores que aumentem suas posições nos setores atrelados às commodities metálicas, casos do siderúrgico e de mineração, pois acreditam que eles estão mais protegidos dos efeitos negativos da manutenção da cri
Segundo o banco espanhol, os temores com os impactos de uma desaceleração econômica na demanda pelas commodities, aliados à volatilidade que deve persistir nas próximas semanas, devem criar interessantes oportunidades de compra entre as empresas ligadas aos metais.

Isto porque, do ponto de vista fundamentalista, o banco recomenda um posicionamento de longo-prazo nestes papéis devido à combinação entre as boas perspectivas futuras de crescimento da demanda dos países emergentes, especialmente da China, e a oferta limitada das empresas.

A despeito das turbulências esperadas, a instituição acredita que 2008 deve ser um bom ano para as siderúrgicas na América Latina, especialmente aquelas que estão iniciando a exploração de minério de ferro, casos de CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5).


Para o setor siderúrgico, o Santander elegeu as ações da Usiminas como top picks, pois acredita que a aquisição da mineradora J. Mendes ainda não está totalmente precificada. Os papéis receberam a recomendação de compra do banco, mesma sugestão dada aos ativos da Vale (VALE5).

O desperdício que leva ao caos

Todo fim do mês, é a mesma coisa: conta no vermelho, aguardando o próximo pagamento, que já está todo comprometido, de acordo com a planilha दे orçamento para o mês seguinte.

São serviços essenciais, alimentação, mensalidade da escola, transporte, a fatura do cartão दे crédito etc etc etc.

Você já está cansado de saber que é necessário se planejar financeiramente para garantir uma reserva de emergência e para chegar ao fim do mês sem rombos no orçamento. Mas já tentou, por todos os lados, cortar gastos e agora não tem mais ओंदीकोनोमिज़र. Será?

Avaliação orçamentária
Muitas vezes, गस्तोस que antigamente não faziam diferença no final do mês, hoje se tornam verdadeiros vilões das सुअस você nem percebe que são supérfluos, já que os incorporou às suas despesas.

Que tal rever planilhas antigas e refazer algumas contas? Na hora de एकोनोमिज़र, vale abrir mão de determinados hábitos, que hoje nem fazem mais tanta diferença no seu dia-a-dia, mas cujo corte será um grande alívio no final do mês.

Chega de desperdício
Quando se fala em desperdício, logo vem a imagem de um prato de comida sendo jogado fora ou aqueles alimentos guardados que perderam a validade.

No entanto, além desse tipo de desperdício, existem outros que, muitas vezes, a gente nem percebe. Sabe aquela revista que você assinou há uns cinco anos e que hoje chega e permanece fechada por um bom tempo? Pois é, ela representa um gasto que pode ser revisado. Na época de renovação da assinatura, tente um acordo com a editora por um preço melhor ou cancele a publicação até que suas finanças estejam resolvidas.

E aquela mensalidade do clube que você freqüenta "de vez em nunca"? Claro que você é sócio desde adolescente e seus filhos gostavam muito de ir à piscina no fim de semana. Hoje, seus filhos não freqüentam mais o local e você nem sabe mais o que acontece lá dentro. A mensalidade é debitada todo mês da sua conta e você nem percebe. Que tal vender o título? Além de receber uma "graninha" com a venda, ainda vai economizar, mês a mês, com as mensalidades, que eram pagas à toa.

Endividamento
Outra forma de evitar o desperdício e o endividamento é controlar as compras por impulso. Sabe aquela esteira elétrica que você tanto queria e prometeu utilizá-la todas as noites depois do trabalho? Pois é... hoje ela está lá, no meio do quarto, servindo de cabide. Mas as prestações que você fez, em dez vezes, continuam caindo, pontualmente, no dia 20 de cada mês.

Que tal pensar mais antes de fazer esse tipo de dívida? De acordo com o presidente da Abef (Associação Brasileira de Educação Financeira), Edmílson Loureiro de Lira, em entrevista à revista Fundos de Pensão, "o melhor a fazer é poupar para comprar à vista".

Além de a pessoa pensar mais antes de gastar uma grande quantia de uma só vez, ela se livra das prestações infinitas e, em caso de arrependimento ou necessidade, é possível até vender o produto, que já está totalmente pago.

terça-feira, abril 08, 2008

Eu não sabia o que era procurei na web e descobri


O que é Endomarketing?

por Washington Sorio *

Endomarketing é uma das mais novas áreas da administração e busca adaptar estratégias e elementos do marketing tradicional, normalmente utilizado no meio externo às empresas, para uso no ambiente interno das corporações.

É uma área diretamente ligada à de comunicação interna, que alia técnicas de marketing a conceitos de recursos humanos.

Quem nunca ouviu falar que antes de vender um produto para seus clientes, as empresas precisam convencer seus funcionários a comprá-lo? O endomarketing surge como elemento de ligação entre o cliente, o produto e o empregado.

E "vender" o produto para o funcionário passa a ser tão importante quanto para o cliente. Significa torná-lo aliado no negócio, responsável pelo sucesso da corporação e igualmente preocupado com o seu desempenho.

Saul Bekin cunhou o termo Endomarketing em 1995 e em seu livro "Conversando sobre endomarketing" discorre, de maneira leve e didática, sobre quase todos os elementos do que Philip Kotler em "Administração de marketing" chamou de marketing interno das organizações.

A comunicação empresarial assume cada vez mais uma intensidade global, nos compelindo a gerar e repassar informações de nível corporativo para os diversos públicos com que a empresa se relaciona, a começar pela imprensa, passando pela comunidade, clientes, demais parceiros da cadeia produtiva e da própria organização empresarial, principalmente funcionários.

Ao nos lançarmos em busca de referenciais globais de qualidade – como certificação ISO 9000, por exemplo – nos damos conta da importância do envolvimento dos funcionários nesses processos. E aí a comunicação interna é convidada a desenvolver mecanismos que agilizem e tornem possível essa integração dos funcionários com as mudanças que estão acontecendo dentro das empresas.

Tudo isso nos faz repensar a atividade de comunicação empresarial mais especificamente voltada para o público interno, com uma pergunta bastante simples, cuja resposta pode não ser tão fácil de obter: nossos funcionários estão felizes? Altruísmos à parte, isto acaba se refletindo no clima organizacional e na qualidade dos produtos e serviços da empresa.

Em vez de meras ferramentas para as empresas atingirem seus objetivos, a comunicação interna também pode e deve se propor a ajudar as pessoas a se sentirem mais felizes em seu ambiente de trabalho onde, em tese, passam pelo menos um terço de suas vidas.

As pessoas nas organizações possuem necessidades muito específicas e são atingidas pela comunicação de maneira direcionada, mais explícita do que normalmente acontece com o consumidor comum.

Se imaginarmos que as organizações são aglomerações humanas, com interesses comuns e também divergentes, eis a complexidade que reveste a administração de pessoas e o conseqüente direcionamento do endomarketing para a obtenção dos resultados esperados.

A opinião do público interno tem grande influência nas opiniões e perspectivas do público externo, do consumidor em geral. Partindo desse princípio, as empresas cada vez mais têm investido no endomarketing como uma estratégia de Recursos Humanos.

O endomarketing existe para atrair e reter seu primeiro cliente: o cliente interno, obtendo significativos resultados para as empresas e, também, atraindo e retendo clientes externos.

Afinal, funcionários insatisfeitos com as condições de trabalho e com os próprios produtos lançados, irão fazer uma contra-propaganda cada vez que multiplicam fora da empresa a sensação de descontentamento que os dominam. E, caso estejam satisfeitos com a empresa, poderão "vendê-la" para o cliente externo.

Essa atitude estratégica visa dar aos funcionários uma noção da importância de um serviço orientado para atender aos clientes, fazendo-os ter a capacidade de responder qualquer dúvida que surja dentro da companhia, e isso inclui envolvimento, comprometimento, valorização e, principalmente, qualificação do funcionário, visando assumir responsabilidades e iniciativas, conhecendo todas as rotinas de serviço da empresa onde atuam. Afinal, uma informação errada dada ao cliente externo ou uma imagem negativa pode comprometer todo o desenvolvimento de um projeto.

O funcionário deve saber a importância do lugar onde trabalha e da sua própria importância, pois só assim ele poderá ter um bom ambiente de trabalho e equipe.

O endomarketing é um elemento indispensável para o sucesso de qualquer empresa. A confiança do público, tanto o interno como o externo, é uma conseqüência do endomarketing.

Pode-se imaginar o quanto o endomarketing é importante para o crescimento dos negócios nesse cenário. E o quanto representará para as empresas que souberem estruturar seus planos de abordagem aos empregados, visando a máxima qualidade do produto-atendimento oferecido aos seus mercados.

washington.sorio@globo.com

segunda-feira, abril 07, 2008

Algumas outras dicas para controlar seus gastos

Comer nhoque todo dia 29 do mês, colocar uma nota de um dólar na carteira durante a noite de Ano Novo, assim como outras simpatias para ganhar dinheiro, têm uma coisa em comum: não deixam ninguém rico de um dia para outro! Recorrer às crendices populares infelizmente não é a saída para colocar ordem em suas contas e juntar dinheiro.

Existem conselhos muito mais úteis para você aprender a administrar de forma mais eficiente as suas finanças. Confira as dicas abaixo e descubra que organizar sua vida financeira é mais fácil do que imagina:

• Gaste menos do que ganha
Muitas pessoas se esforçam para economizar nas compras, mas acabam gastando o dinheiro com outros itens, e desta forma não conseguem poupar. Se o seu orçamento está equilibrado, ou seja, você gasta o que recebe, você tem duas alternativas para conseguir começar a poupar: aumentar a sua renda ou cortar suas despesas.

Nos dois casos a receita é a mesma: você deve gastar menos do que recebe. Na prática, isso significa que você deve definir o seu padrão de vida com base na renda que recebe, sem incluir o limite do cheque especial ou do cartão de crédito! Assim que receber seu salário, reserve entre 5% e 10% do que receber para poupar. Este é um hábito importante. Essa estratégia é muito mais eficiente do que esperar o mês acabar e dar uma olhada no que sobrou. Normalmente nunca sobra nada!

• Controle seus gastos
Faça um planejamento orçamentário. Não deixe que seu dinheiro vá embora todo mês com coisas inúteis. Valorize seu trabalho e gaste seu salário de forma mais racional. Ninguém está pedindo para que você se torne um pão-duro, um muquirana. Muita gente leva tão a sério o hábito de poupar que chega a ficar paranóica com isso. Tente controlar seus gastos melhor e descubra para onde está indo seu dinheiro, pois assim fica mais fácil saber o que pode ser cortado.

• Atenção ao parcelar!
Hoje em dia é praticamente impossível obter um desconto na compra à vista, ao invés disso, os varejistas oferecem a possibilidade de pagamento sem juros. A razão para isso é simples: é mais fácil convencer alguém que está comprando parcelado a comprar um bem mais caro, pois o peso da prestação no orçamento é menor, do que alguém que está pagando à vista.

Pense da seguinte forma: se você tiver que pagar à vista uma TV de R$ 500 você se planeja, mas se puder parcelar em 10 vezes, talvez não se importe de comprar uma TV de R$ 750 (ou seja, 50% mais cara), pois a prestação (R$ 75) ainda caberá no seu orçamento. A menos que você mantenha um controle bastante bom dos seus gastos, o acúmulo de compras parceladas pode, sim, levar ao descontrole financeiro.

Isso sem falar que é o primeiro passo para o crediário. Acostumado com o conceito de prestações, você acaba mais suscetível às compras financiadas. Antes que perceba está comprando uma geladeira nova no crediário, o que irá lhe custar muito mais do que se tivesse planejado a compra. Por mais que os juros tenham caído, eles ainda seguem elevados para o consumidor, de forma que financiar bens de consumo não é recomendável. O ideal é planejar a compra, mas se isso não for possível, é importante planejar o levantamento do crédito.

• Aprenda a investir seu dinheiro
Por ignorância e preconceito, milhões de brasileiros deixam de ganhar muito dinheiro por não saber qual a melhor forma de aplicar seus recursos. Ao contrário do que parece, investir seu dinheiro não requer um conhecimento muito amplo de economia nem do mercado financeiro. O ideal é que você busque informações atualizadas em jornais e sites financeiros, sem deixar de consultar especialistas da área. Invista na sua educação financeira, ela lhe trará bons retornos!

• Estabeleça objetivos claros
Economizar para poder investir só faz sentido se você está planejando alguma coisa no futuro. Afinal, ao poupar você precisa abrir mão da satisfação imediata do consumo presente em favor da possibilidade de gastar mais para frente. No Brasil, como os juros são altos, ao poupar você também garante que a quantia que irá receber no futuro é maior do que aquela que deixou de gastar no presente.

Apesar disto, poupar não é uma tarefa fácil. Estabelecer objetivos claros, como uma viagem ao exterior, um carro novo ou simplesmente a compra da casa própria, também ajuda, pois dá um estímulo a mais para você poupar. De tempos em tempos é importante rever o seu planejamento e definir novas metas de poupança, afinal, com o tempo, é de se esperar que a sua realidade financeira mude.
Por último, lembre-se que realizar um sonho custa caro, porém com disciplina e organização é possível realizá-los antes do esperado. Como diz o velho ditado, o importante não é economizar muito, mas economizar sempre! E, quanto antes você começar, melhor!
As tarefas para quem vai investir no mercado de ações


Quem está querendo conhecer ou já opera no mercado de ações tem diante de si uma lista grande de tarefas. As informações são quase que infinitas, as técnicas, ferramentas e métodos são os mais diversos e para todos os gostos.

Entre o momento em que é tomada a decisão de investir em ações e a hora de colocar o lucro no bolso, muita coisa acontece e, cada etapa do processo merece estudo e atenção. Afinal, há dinheiro em jogo.

Dedicação na hora de escolher
Mas, entre tanto a fazer, a maior preocupação de quem planeja um trade deve ser a correta escolha do ativo a ser operado. Se for bem feita, a escolha ajuda muito, principalmente a quem está começando.

O tempo necessário e o cuidado despendido na hora de escolher o ativo deve ser maior do que em qualquer outra parte do planejamento da operação. A dica é dos analistas Leandro Ruschel e Alexandre Wolwacz.

Ação de personalidade
Nesta hora, é preciso ter em mente que ações têm as suas "personalidades", ou seja, enquanto existem aquelas de temperamento mais doces e serenas, existem outras bem mais instáveis, agitadas, voláteis.

Sendo assim, na hora de eleger as suas o ideal é ficar com aquela que melhor se enquadra em seu perfil de operar e, para os iniciantes, pode ser interessante ficar com as mais "dóceis" até estar mais acostumado às turbulências do mercado.
Como administrar a sua carteira de investimentos?

Investir no mercado financeiro pode ser comparado com qualquer outra atividade do nosso dia-a-dia: ninguém nasce sabendo e o aprendizado deve ser gradual. É como andar de bicicleta: os primeiros movimentos podem parecer difíceis. Exatamente por isso, no começo devemos evitar riscos ou acelerar demais. Uma vez aprendidos os movimentos, não nos esquecemos mais. O mesmo princípio é válido para a sua estratégia de investimento!

Antes de investir no mercado financeiro é preciso que você já tenha definido qual será a sua estratégia de investimento. Não se esqueça que uma boa estratégia é aquela que já foi testada ou simulada e demonstrou ser bem sucedida. Além disso, é fundamental que ela se adapte ao seu perfil como investidor, ou seja, que seja compatível com a sua forma de pensar e agir.

O mais difícil para aprender como administrar uma carteira de investimentos é deixar de se envolver emocionalmente. Afinal quem gosta de perder dinheiro, nem que seja por um dia? Você precisa ficar calmo e ter sangue frio, já que essa é a única forma de ganhar dinheiro no mercado financeiro. Não se esqueça que só perde dinheiro aquele que vende quando o mercado está em baixa. Por isso é importante que você entenda a dinâmica da estratégia que você decidiu seguir e fique firme!

Muitas pessoas perdem dinheiro por que ao invés de serem consistentes e agirem de acordo com o que pensam, tomam decisões precipitadas baseadas em emoção. Entender o mercado é muito mais simples do que parece à primeira vista! A seguir preparamos algumas dicas que você deve levar em conta na hora de investir.


Dica 1. Sempre adote uma estratégia!
ocê não vai chegar a lugar nenhum comprando ações que parecem boas oportunidades só porque subiram muito ou porque todo mundo fala nelas. Quando isto ocorre, essas ações em geral apresentam os piores desempenhos de mercado. Dado que são ações que todo mundo quer comprar, na maioria das vezes são ações que apresentam indicadores de mercado muito altos (ex. P/LPA, P/VPA etc.), em outras palavras, são relativamente caras.

Não se esqueça, quando todo mundo começa a falar sobre uma ação, muito provavelmente ela já deixou de ser uma boa oportunidade de investimento, ou seja, alguém já comprou barato e vai vender para você mais caro! Exceções à regra sempre ocorrem, mas na maioria das vezes a todas as ações que subiram demais vão sofrer algum tipo de correção no curto ou médio prazo.

Sempre pense e invista seu dinheiro como parte de uma estratégia e não como atos isolados, movidos pelo emocional. Se a sua estratégia se resume a comprar a ação que todo mundo está falando, provavelmente você estará comprando quando a ação já estiver muito cara, e a probabilidade de perder dinheiro aumenta bastante!

Se você é um daqueles que não consegue seguir uma estratégia de investimento, então não há dúvida, sua melhor estratégia é investir em fundos de ações. Isso porque é bem provável que o administrador de um fundo de ações saiba que uma ação é um bom investimento antes de todo mundo estar falando sobre ela.

Como diria o velho ditado: se você não consegue combater o inimigo, junte-se a ele...


Dica 2. Só adote estratégias testadas
Só adote uma estratégia depois dela ter sido testada. A melhor forma de fazer isso é montar uma carteira de investimento simulada de acordo com essa estratégia, e acompanhar o seu desempenho por um período pré-estabelecido de tempo. Só assim você poderá afirmar que a estratégia é bem sucedida. Não acredite no que você ouviu falar, e se alguém lhe contar uma história de sucesso, tente saber qual foi a estratégia por trás desse sucesso e faça simulações com ela.

O raciocínio por trás disso é que não basta a estratégia ter funcionado uma vez, ou para uma pessoa, é necessário que ela tenha um histórico comprovado de sucesso. Não se esqueça, cada investidor tem um perfil de investimento diferente, e você só deve adotar estratégias adequadas ao seu.

Consistência é a marca dos grandes investidores, é o que os separa dos demais participantes do mercado. Se você adota uma estratégia de forma consistente, então sem dúvida alguma você certamente estará à frente dos investidores que entram e saem do mercado, mudam de tática no meio do caminho, e constantemente estão em dúvida quanto a estratégia que adotaram.

Entenda bem qual é o seu perfil como investidor (ou seja, sua tolerância ao risco, objetivo de retorno, etc.). Uma vez que isso estiver claro, planeje como pretende atingir os seus objetivos (ou seja, defina uma estratégia) e seja fiel a eles.


Dica 3: Seja consistente na hora de investir
Investir não é uma aposta, basta seguir de maneira consistente uma estratégia de investimento que no longo prazo você sai ganhando.

Uma estratégia bem definida de investimento deve ser seguida se você quiser ganhar dinheiro e limitar suas perdas. Portanto, siga estratégias bem definidas. Não tente antecipá-las ou pular etapas. Não abandone uma estratégia bem sucedida só porque ela está demorando mais do que o costume para dar os resultados esperados. Uma mudança de estratégia só deve ocorrer em dois casos: quando você tem certeza absoluta que a estratégia seguida foi incorreta ou quando fatores de mercado alteram as premissas básicas utilizadas na formulação da estratégia.

Se você tem muita pressa para alcançar seus objetivos de rentabilidade, então você não deve investir no mercado de ações, que é mais indicado para quem pretende investir por ao menos um ano. Isso não significa, porém, que você precisa investir durante um ano na mesma carteira de ações. É bem provável que durante um ano você troque algumas ações da sua carteira, ou seja, venda uma ação para comprar outra. Isso faz parte da estratégia, uma vez que diversos fatores podem alterar as condições de mercado, e você tem que ser rápido para adaptar-se às novas condições.

Porém você não pode alterar seus critérios e objetivos, pois aí sim você não estaria sendo consistente. Grande parte das estratégias bem sucedidas inclui algum tipo de re-alocação de ativos, porém quase nenhuma inclui uma mudança de critérios ou de estratégia.


Dica 4: Não basta ser positivo é preciso ser relativo!
Ao analisar o retorno médio da carteira obtido a partir de uma estratégia definida, é preciso analisar não só o retorno absoluto, mas principalmente o relativo em relação ao mercado. Ou seja, dizer que sua carteira teve um retorno médio de 10% no ano, não quer dizer nada. Um retorno de 10% pode ser excelente, se o retorno do mercado foi de 2%, ou péssimo se o retorno do mercado foi de 20%.

A maioria dos investidores calcular o retorno relativo de suas carteiras com relação ao desempenho do mercado de ações (ex.Ibovespa). No entanto, é o seu perfil como investidor que define em relação a que índice você deve comparar o retorno da sua carteira.

Se no seu perfil você definiu um objetivo de retorno em linha com o rendimento da poupança, então esse deve ser o seu índice de referência. No entanto, pode ser que a sua carteira está apresentando retornos consistentemente superiores porque você está adotando, sem perceber, uma estratégia de investimento mais arriscada.


Dica 5: Cuidado! Retorno e risco andam de mãos dadas!
Na dica anterior introduzimos o conceito de retorno relativo, e mencionamos que um retorno maior pode estar mascarando uma estratégia mais arriscada. É por isso que os investidores mais experientes utilizam medidas de retorno ajustadas para risco. Mas como mensurar risco?

No mercado financeiro, risco é medido pela volatilidade, ou seja, uma medida de quanto o valor de um ativo (ou de uma carteira) varia em relação ao seu valor médio de longo prazo. Quanto maior a volatilidade de uma carteira, maior é a chance de você não vir a alcançar o objetivo de retorno pré-estabelecido.

É por isso que os administradores de fundo trabalham com medidas de retorno ajustado para risco. Na verdade, o termo otimização de carteira reflete o conceito de retorno ajustado para risco. Quando um administrador de fundo diz que otimizou a carteira de um fundo, isso equivale a dizer que para um certo objetivo de rentabilidade ele minimiza o risco dessa carteira (ou seja, sua volatilidade). Algumas medidas conhecidas de retorno ajustado para risco são Índice de Sharpe e o Índice de Modigliani (ver glossário).


Dica 6: Sempre use mais de uma estratégia!!
A menos que você só esteja interessado em estratégias de pouquíssimo risco, você deve adotar mais de uma estratégia de investimento, e alocar partes da sua carteira para cada uma dessas estratégias. Quanto da sua carteira você aloca para cada uma de suas estratégias depende do seu perfil de risco.

Caso você tenha um perfil mais conservador, você pode montar sua estratégia baseada em uma carteira de "yield" ou de dividendos. A maioria dos ativos de uma carteira de yield (ou dividendos) é composta por empresas com uma política de dividendos agressiva. Ou seja, empresas que distribuem boa parte de seus lucros sob a forma de dividendos ou outros proventos. Por adotarem essa política em geral as ações dessas empresas são menos voláteis, ou seja, variam menos do que as demais ações. Ações como estas são recomendadas para investidores que querem participar diretamente do mercado de ações, mas que não querem correr muitos riscos.

Um investidor de perfil mais agressivo, por outro lado, deve olhar para ações com perfil de crescimento mais acelerado. Bons exemplos são as ações de setores como tecnologia e telecomunicações, que apresentam maior potencial de valorização, mas que refletem um risco associado também mais alto (mais voláteis). A maioria dessas empresas reinveste seus lucros (quando existentes!) diretamente na empresa, sem distribuir dividendos aos acionistas.


Dica 7: Só invista com quem tem uma estratégia!
Se você não tem tempo, ou não se sente confortável, para montar uma carteira de investimento então você deve optar por fundos de investimento. Nesse caso, só compre fundos em que os administradores sejam capazes de demonstrar que sua estratégia de investimento apresentou resultados consistentes.

Muitos administradores de fundo não são capazes de seguir uma estratégia e determinam a alocação de sua carteira mais com base em intuição mais do que experiência. Fuja deles! Afinal, você tem que saber como ele está administrando o seu dinheiro.


Dica 8 : Investir em ações não é um cassino!
Inúmeras análises estatísticas do desempenho do mercado de ações comprovam que o desempenho do mercado não é caótico ou aleatório. Ele segue padrões que podem ser identificados. A análise técnica, discutida mais detalhadamente na seção "Como Analisar o Mercado", que se encontra dentro do "Guia de Ações", segue essa linha de raciocínio. O princípio básico por de trás dessa metodologia é o de que a tendência do preço de uma ação no passado é um importante determinante do preço da mesma no futuro.