quarta-feira, março 19, 2008

Carteira de investimentos em meio a turbulência nos mercados de capitais

Desde o início do ano eu havia dito que criaria uma carteira com a melhores ações, na minha opinião, para investir. Antes de começar, terei que fazer um parelelo com o Índice Bovespa, o principal indicador da bolsa de Valores de São Paulo. Sua variação, quais são as mais rentáveis, o porque do sobe-desce entre outras coisas..
A idéia é olhar durante um mês quem são e como são essas ações para compreender o sobe-desce do mercado e posteriormente fazer com que a carteira que será criada por mim seja parte dos investimentos dos leitores.
Devo terminar isso neste final de semana.








































































































































































































































































































A frase do dia....
"Há argumentos e bases reais para medo e esperança. Afinal, não é possível que a China ( o maior consumidor mundial) pare de repente. Nem se pode esperar que os bancos centrais vão assistir uma quebradeira de bancos sem fazer nada".
Carlos Alberto Sadenberg
Investidores assustados, mercados em polvorosa... Primeros sinais de crise

Para quem possa entender, os grandes investidores do mercado de capitais descobriram que a crise do crédito subprime (liberação de financimentos para pessoas que não possuem bom cadastro na praça e ainda com dificuldades de manter suas dívidas em dia), que originou todo esse auê, é mais profunda do que se possa compreender e já começa seus primeiros passos.
Agora, os bancos, que emprestaram tal dinheiro, já não tem como não mostrar em seus balanços o prejuízo. Tal fato, provoca uma fuga de investimentos dos aplicadores para tentar se manter no mercado, sejam eles bancos de investimentos ou empresas que operam na bolsa . Resultado: queda nas bolsas de todo o mundo por conta da globalização.

Pela manhã, as bolsas da Ásia fecharam em queda e a tarde as ações dos principais mercados europeus despencaram (a maior baixa do ano). Nova York, o centro financeiro mundial, depreciou no fechamento. Na "terra brasilis", a Bovespa seguiu os rastros dos outros mercados e apresentou forte baixa nesta quinta-feira.
O motivo de hoje foi que os preços das commodities (explicação nos posts anteriores), caíram e os investidores saíram para salvar suas posições.
70% das empresas que compõem o Índice Bovespa (o indicador da bolsa de valores de São Paulo)estão ligadas aos setores de commodities, que também é responsável por grande parte das exportações brasileiras. Exemplos de empresas: Vale, que vende minério de ferro e a Petrobras, que produz petróleo...
Se houver uma queda muito forte nos preços das commodities, que também foram utilizadas pelos investidores para especular nos últimos anos, isso pode mostrar para o Brasil a sua vulnerabilidade.
Vamos ver e apostar quanto tempo dura essa crise?....

terça-feira, março 18, 2008

Video econômico do Luizito

Marido de um parente de minha esposa, o Luizito me mandou um link de um vídeo que vai interessar por outros assuntos no campo econômico...O professor é o Paulo Guiraldelli da USP...
Eis o vídeo:
http://ghiraldelli.blogspot.com/2008/03/pte-pensamento-tecnocrtico-em-educao.html

segunda-feira, março 17, 2008

Relatório do FMI causa desanimo


O relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta segunda-feira mostra a clara possibilidade da economia mundial possa passar por uma desaceleração em conseqüência da atual turbulência dos mercados financeiros.

Para a instituição – cujas declarações até o momento procuram amenizar o efeito da instabilidade – esta possibilidade “é agora consideravelmente maior” do que há quatro meses, quando o FMI avaliou o mercado pela última vez.


Isso deve afetar o Brasil? Ainda não sabemos. Mas fatores que considero um tanto quando vulneráveis, em se tratando de Brasil, portanto problemas a vista.
Economistas (puro sangue) --os que são formados em economia e outros cursos blá, blá, blá. para serem tal--, dizem que os preços das commodities --produtos de qualidade uniforme, produzidos em grandes quantidades e por diferentes produtores, cujos exemplos são minério de ferro, soja, petróleo, milho, algodão entre outros-- cairem e o déficit de contas correntes da balança comercial aumentar em um nível insuportável, poderá haver problemas....

Investidores tendem a "fugir" de mercados como o Brasil caso algo estranho nas contas dos país estejem estranhas a olho nu... Crise da Argentina lembram?

A turbulência financeira, que afeta atualmente o mercado de ações em todo o mundo, é fruto de especulações no setor imobiliário de segunda linha dos Estados Unidos, mas já resvala para outros segmentos e vai exigir reajustamentos das principais economias, com redução das compras de matérias primas dos países emergentes. A avaliação é da professora de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro Maria Beatriz David.

Em uma economia globalizada, acrescentou, isso acaba chegando aos países emergentes -- caso do Brasil, da Argentina, da Índia e de outros -- porque os países ricos reduzem o poder de compra, e com isso caem os preços das mercadorias com cotação internacional, como soja, milho e minérios. Exatamente onde reside a maior força das exportações brasileiras.



Crise vai durar "bastante tempo" e terá "graves conseqüências", diz FMI


da France Presse, em Paris
da Efe, em Washington

A crise financeira "vai a durar bastante tempo" e terá "graves conseqüências", afirmou nesta segunda-feira o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

"Há crises conjunturais como as que estamos vivendo", que vão "durar bastante, com graves conseqüências", disse Strauss-Kahn em uma conferência organizada em Paris pelo FMI e pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre as reformas estruturais na Europa.

Mercado de ações em polvorosa nesta semana

A semana deverá começar com volatilidade das maiores. O fator de maior preocupação são, para variar, os Estados Unidos. A confiança dos investidores foi atingida pelos problemas do banco de investimentos que foi Bear Stearns, que foi obrigado a pedir verbas de emergência para o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, na semana passada.

Para tentar evitar que a crise do Bear Stearns se espalhasse para outras partes do setor bancário dos Estados Unidos, o Fed cortou a taxa de juros para empréstimos diretos para bancos em 0,25%, para 3,25%.

Durante o final de semana o banco foi vendido para o JP Morgan Chase, por apenas uma pequena parte de seu valor anterior. Mesmo com a venda rápida do Bear Stearns, a confiança dos investidores não foi retomada, pois, nesta semana, serão anunciados os últimos resultados de outros grandes bancos de investimentos americanos, como o Lehman Brothers, Goldman Sachs e Morgan Stanley.

segunda-feira, março 10, 2008

Notícia do Terra Magazine


Negros são as principais vítimas da crise nos EUA

Carlos Drummond

Quem não é branco tem três vezes mais chance de ser um tomador de um empréstimo sub-prime - lastreado em hipotecas de má qualidade -, nos Estados Unidos, do que um americano branco, de acordo com pesquisa do Pew Research Center reportada pelo semanário The Guardian Weekly.

Ex-funcionários de empresas de crédito pessoal e familiar têm revelado que as pessoas mais vulneráveis eram os alvos preferenciais das ofertas de crédito com lastro podre. Esses créditos estão na base da crise econômica que voltou a abalar os mercados de ações no final de fevereiro.

Os mais vulneráveis, visados pelas empresas de crédito, são definidos como integrantes de minorias, pessoas desarticuladas, com nível de educação baixo, muito velhas ou muito jovens.

A falência econômica dos mais indefesos infla as estatísticas. As perdas totais da população negra dos Estados Unidos nos últimos oito anos, que incluem os da crise subprime, é calculada entre US$ 164 bilhões e US$ 213 bilhões. É a principal diminuição de riqueza para as famílias negras do período moderno da história dos Estados Unidos, avalia o Pew Research Center.

Com base nos ganhos da renda familiar de 1982 a 2004, antes da crise subprime os negros dos Estados Unidos levariam 594 anos para atingir paridade com os brancos. Agora, atingir a igualdade econômica levará muito mais tempo.

sábado, março 08, 2008

A abertura de capital da Infraero

A empresa que cuida dos aeroportos do Brasil vai ter ações na bolsa de valores. O que esperar do mercado para essas papéis? Sob um olhar econômico será mais uma empresa a proporcionar retabilidade para os investidores.

A privatização da Infraero vem sendo defendida pelo BNDES, pelo ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e pela presidente da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), Solange Vieira. Assessores da Fazenda e empresários interessados em investir no setor aeroportuário também advogaram, em encontros com representantes do governo, a adoção de um regime de concessões. Ontem, Jobim mencionou publicamente a hipótese das concessões.

O presidente decidiu optar pela abertura de capital da Infraero. Para poder vender ações em bolsa de valores, mantendo o controle da empresa nas mãos da União, o governo promoverá uma profunda reforma de gestão e governança na Infraero, compatível com o nível 2 da Bovespa (o mais exigente em termos de governança corporativa) , explicou a ministra. Como a estatal não possui ativos - os 67 aeroportos pertencem à União -, o governo terá que formalizar em ato legal a transferência de todos os ativos para a companhia.

A privativatização da Infraero é defendida pelo BNDES, pelo ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e pela presidente da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), Solange Vieira. Assessores da Fazenda e empresários interessados em investir no setor aeroportuário também advogaram em favor da "privatização", em encontros com representantes do governo, a adoção de um regime de concessões. O ministro Nelson Jobim mencionou publicamente a hipótese das concessões.

A questão da rentabilidade da estatal definitivamente não se discute. A hora pouso de aeronaves em aeroportos de grande porte como os de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre é de R$ 2000 e os slots ( balcões das empresas que vendem bilhetes) também são pagos.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008


Entenda o que são derivativos no mercado financeiro


Por Juliana Rosa

Leia a série completa do "Entenda o Famoso"

Para tentar se defender de oscilações de preços futuros de um ativo financeiro ou até mesmo alavancar suas aplicações, investidores apostam em derivativos, que são ativos financeiros que derivam, como o próprio nome já diz, de um outro ativo.

As modalidades mais utilizadas são a termo e de opções nas bolsas de valores e as operações na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), como negociação de algumas commodities agrícolas, câmbio, ouro e índices como o futuro do Ibovespa.

Quem acha que o preço do ativo a ser negociado vai subir entra na operação como comprador. Assim, garante que, mesmo que daqui a um tempo o preço suba, ele comprará pelo preço combinado. Mas se o preço cair, o investidor pode ter que pagar pela quantia combinada, que pode ser maior do que a encontrada no mercado à vista.

Em opções, depois de pagar um prêmio ao vendedor, o comprador pode ou não exercer seu direito de compra, ou seja, pode optar. Os vencimentos ocorrem sempre na terceira segunda-feira dos meses pares do ano. Já no contrato a termo, passado o tempo combinado – os vencimentos acontecem normalmente 60 ou 90 dias a partir da assinatura do contrato – as duas partes são obrigadas a liquidar a operação.

No mercado a termo, é preciso depositar garantias. No caso do vendedor coberto (que já tem as ações), as próprias ações negociadas. Já as garantias do vendedor e do comprador descoberto são depositadas em dinheiro, títulos e cartas de fiança, por exemplo. No contrato de opções, o comprador tem que pagar uma quantia ao vendedor pelo direito, se quiser, de comprar as ações. Mesmo que não compre, o dinheiro do prêmio não é devolvido.

Liquidar antes do prazo

O economista Antônio Gonçalves explica que as operações a termo podem ser liquidadas antes do vencimento e, por isso, é definido no contrato quem pode pedir antecipação e se o valor a ser pago terá que ser integral ou proporcional ao número de dias combinado.

Os derivativos são usados para fazer hedge. Se uma empresa tem dívidas a pagar em dólar pode fechar na BM&F um contrato de dólar futuro para garantir que pagará a cotação desejada quando tiver que quitar a dívida. "Dessa forma, mesmo que a moeda americana ultrapasse a cotação fixada, a empresa comprará pelo preço combinado. Neste caso, ela estará protegida, ou seja, fez um hedge", explica Gonçalves.

Os derivativos, quando não são usados como hedge, são investimentos de alto risco. Vamos supor que alguém resolveu fechar um contrato futuro de café como vendedor e apostou que, se hoje vale R$ 14, vai custar R$ 12 daqui a 30 dias. Passado esse prazo, se a cotação cair apenas para R$ 13, e esse alguém não tiver o café, terá que comprar no mercado por R$ 13 para vender por R$ 12 (o valor combinado). Ou seja, vai perder dinheiro, explica o diretor de análise de investimentos da corretora Diferencial, Zulmir Tres.

Calmaria dos mercados

Ao que parece o mercado de ações anda meio calmo. Queda do dólar, que fechou em seu nível mais baixo desde março de 2000 (R$ 1,7240), em queda de 0,52%.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Retomo depois de algum tempo sem mexer nesse blog.

De volta à ativa depois de um tempo sem escrever sobre economia. Decidi entre outras coisas que tenho que me aperfeiçoar. Quero, a partir deste, dar mais base para os leigos como salvar-se dos problemas financeiros e, logicamente, investir no mercado de capital .
Por favor , mais uma vez peço a todos que estão me lendo que façam seus comentários . Dêem notícias (opiniões) sobre o que estou a escrever...
É isso

sábado, dezembro 29, 2007

Gastos no litoral

Andando pelas ruas de uma cidade do litoral sul de São Paulo, pude perceber que os preços estão, como diz meu amigo primo de minha esposa, pela hora da morte.
Por um frango assado paga-se, pasmém R$ 12, isso mesmo. As vezes o produto que será consumido em poucos minutos, se estivermos em mais de 8 pessoas pagamos por menos de 100 gramas R$ 2. Preços de classe média da região mais abastada de São Paulo.
Mais, gasolina para abastecer o veículo, R$ 2,54. Preços esses que são comparáveis aos lugares mais abastados de cidade de São Paulo. Abusos não é possivel de se tolerar.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Bolsa tem ganhos de 460% no governo Lula

De acordo com o consultor econômico Carlos Daniel Corardi, a bolsa de Valores de São Paulo obteve ganhos de 460% de 2003, início do governo Lula, até agora.
É um recorde e muita gente pode estar aproveitando seus rendimentos. Em resumo, investir em Bolsa é o melhor negócio para quem quer aproveitar suas aplicações.

A equipe de analistas da Spinelli Corretora divulgou na última sexta-feira (21) a sua carteira recomendada para o ano de 2008.

As apostas da corretora estão distribuídas entre os setores financeiro, mineração, energia e saneamento, tecnologia e internet, siderúrgico, transportes e industrial. Os dez ativos selecionados têm peso de 10% cada na carteira.

Confira as sugestões para 2008

Empresa Código Preço-alvo Upside* Peso
Eletrobrás ELET3 R$ 35,00 47,80% 10%
Aços Villares AVIL3 R$ 1,05 19,31% 10%
Vale do Rio Doce VALE5 R$ 65,00 27,95% 10%
Banco do Brasil BBAS3 R$ 36,00 16,27% 10%
Gerdau Metalúrgica GOAU4 R$ 78,00 10,63% 10%
ALL ALLL11 R$ 30,50 40,22% 10%
UOL UOLL4 R$ 15,00 30,43% 10%
Weg WEGE3 R$ 26,00 0,01% 10%
OHL Brasil OHLB3 R$ 38,89 66,55% 10%
Metal Leve LEVE4 R$ 42,00 34,61% 10%
*Com base no fechamento de 21/12/2007

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Os endividados que se cuidem

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), relata que o número de paulistanos endividados é maior entre os que ganham de três a dez salários mínimos, atingindo 55% em dezembro.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (19) pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, também apontam que este percentual é de 45% entre os que ganham menos de três salários mínimos.

A sondagem mostra ainda que que 33% dos consumidores que recebem menos de três salários mínimos têm sua renda comprometida com o pagamento das dívidas este mês e maior dificuldade de quitar seus débitos pendentes, sendo que 30% afirmam que não poderão pagar as contas em atraso.

Os que ganham até três salários mínimos também permanecem endividados por mais tempo: 34% possuem dívidas com prazos superiores a um ano. Este grupo também é o que demora mais para quitar seus débitos: 31% declaram ter dívidas vencidas há mais de 90 dias.

O nível de endividamento das mulheres (49%) é superior ao dos homens da capital paulista (48%). Por outro lado, em relação à inadimplência, o percentual é igual para ambos os sexos: 36%.

Por faixa etária, nota-se que os consumidores com menos de 35 anos estão mais endividados (51%) do que os com idade acima de 35 anos (45%). A inadimplência também é maior entre os mais jovens (37%), contra 34% da outra faixa etária citada.
Semana interessante para Bovespa

A semana está se configurando como muito interessante para ganhos de dividendos na Bovespa. Algumas ações, que vou citar ao terminar este texto, estão apresentando valorizações interessantes. Mas falamos disse no final da semana quando tiver terminado o pregão. Farei o devido balanço.

Natal e Ano Novo no exterior por conta do dólar baixo


Ouvi falar de amigos a seguinte frase: "a bolsa dólar vai ficar por mais um tempo".

Tal frase me deixou curioso para compreender que com o dólar baixo a cadeia produtiva dos investimentos em turismo aumenta de forma significativa. Sim, o motivo: US$ 1 = R$ 1.80.

Me pergunta se é só isso. Digo que para este Natal e Ano Novo quem quiser passar essas datas comemorativas deste ano fora do país aproveite. A queda do dólar continua contribuindo para estimular as viagens de turistas brasileiros no exterior, uma vez que os gastos efetuados lá fora cresceram 28,8% de janeiro a novembro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (19) o Banco Central.

Em novembro, os gastos somaram US$ 809 milhões e, de janeiro a novembro deste ano, US$ 7,4 bilhões, contra US$ 5,2 bilhões em igual período do ano passado.

A principal explicação para o aumento dos gastos de turistas brasileiros no exterior é o dólar, o que barateia as passagens aéreas - cotadas na moeda norte-americana - e também as despesas com hotéis. Por outro lado, o real valorizado, que torna as despesas de estrangeiros no Brasil mais caras, não tem impedido a chegada de novos turistas de outros países.

Os gastos dos estrangeiros no Brasil somaram US$ 440 milhões em novembro deste ano e US$ 4,4 bilhões nos onze primeiros meses de 2007, contra US$ 3,9 bilhões de janeiro a novembro de 2006. Neste caso, o crescimento de janeiro a novembro deste ano, porém, foi menor (14,5%) do que a elevação dos gastos de brasileiros no exterior.

As informações são do Banco Central andei fuçando um pouco o site da instituição.
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terça-feira, dezembro 11, 2007

Andima faz estudo sobre indicadores econômicos para o ano que vem

A respeitada Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima) anunciou ontem um relatório sobre os rumos da economia brasileira para 2008 .

Ao que parece, a economia brasileira deve manter o ritmo atual de expansão na casa de 4% a 5%, o saldo da balança comercial recuará mais um pouco, o dólar tende a ficar estável e a inflação deve permanecer relativamente controlada, com os juros caindo ligeiramente.

Com este panorama, tudo aponta para mais um ano positivo para a economia do país. Aparecem como sinais de atenção, no entanto, os efeitos que a crise do mercado de crédito subprime podem ter na economia norte-americana e global, além de alguma pressão de de alta de preços no mercado local.

No plano interno, o presidente do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), Marcelo Salomon, destaca o crescimento dos investimentos das companhias, que podem ser verificados nos dados sobre a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). "As empresas estão fazendo o dever de casa", afirma, lembrando que há alguns trimestres esta conta apresenta um crescimento acima do verificado no Produto Interno Bruto (PIB) como um todo. Na visão dele, é importante que este fato se repita no futuro, para que a taxa de investimento sobre o PIB chegue na casa de 22% a 25% daqui a cinco ou seis anos (atualmente está perto de 17%).

A previsão da entidade é de que o PIB do país registre expansão de 4,7% este ano e de 4,4% no ano que vem.

Em termos de balança comercial, a Andima trabalha com projeção de que o superávit encolha de US$ 40,7 bilhões este ano, para US$ 34 bilhões em 2008. Esta redução levaria o saldo de transações correntes a cair de US$ 7,1 bilhões este ano, para um nível de próximo de zero (US$ 100 milhões) no ano que vem.

Apesar do vigor menor das contas externas, Salomon ressalta que o nível das reservas internacionais, na casa de US$ 175 bilhões, é suficiente para cobrir com folga a necessidade de financiamento do país, não havendo riscos na questão do balanço de pagamentos.

Já o efeito do saldo comercial menor será visto na taxa de câmbio, que a Andima projeta que fique em R$ 1,7664 na média ao longo de 2008. "O período de maior apreciação do real ficou para trás", afirma o economista.

Para a inflação, a entidade prevê variação do IPCA de 4,20% este ano e de 4,10% para o ano que vem. A manutenção do índice sob controle permitiria que o Banco Central cortasse os juros dos atuais 11,25% para 10,45% (previsão média). O economista da Andima ressalta, entretanto, que é importante ficar atento aos índices de preços, que estão mostrando que a pressão de alta não está concentrada apenas nos alimentos.

Em termos de cenário global, Salomon diz que a grande questão hoje no mundo é saber se os emergentes vão conseguir manter o bom ritmo de expansão econômica mesmo com os países desenvolvidos mostrando desaceleração. Os canais de transmissão dos problemas dos países ricos para os países de renda média e pobres podem ser tanto o menor fluxo comercial, como também um movimento de aversão a risco, que deve trazer volatilidade para os mercados financeiros.

O presidente da Andima, Alfredo Neves Penteado Moraes, lembra também que a expansão global menor pode afetar as expectativas futuras das empresas brasileiras, diminuindo o apetite por novos investimentos. "Hoje as empresas estão tirando os projetos do papel e os pondo em prática. Se a demanda global piorar, essa disposição pode mudar", afirma o executivo.

Dizendo falar em seu nome e não da Andima, Salomon disse ainda que prevê que a elevação do Brasil para a categoria de grau de investimento é mais provável que ocorra no início de 2009 do que em meados de 2008, como espera a maioria dos analistas. Para chegar lá, ele diz que a receita é o país continuar a crescer de forma sustentada.

As informações são do Valor online.
Porto Seguro registra lucro líquido

A Porto Seguro, maior seguradora do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 376,3 milhões de janeiro a outubro deste ano, um aumento de 10,3% ante o mesmo período no ano passado.

Nos dez primeiros meses de 2007, as receitas totais somaram R$ 4,15 bilhões, o que corresponde a um avanço de 11,5% na comparação com igual intervalo de 2006, que apontou uma receita total de R$ 3,72 bilhões.

No período, os prêmios auferidos pela Porto Seguro em seguros de veículos cresceram 15,3% se comparados aos dez primeiros meses do ano anterior. Já a performance em seguros de saúde apresentou baixa de 16,4%.

Exceção
De um modo geral, o desempenho dos demonstrativos financeiros da empresa ficou acima do registrado no ano passado. Com exceção da rentabilidade sobre o patrimônio, que recuou 5,9 pontos percentuais, para 27,5%.
Bradesco lista suas ações preferidas

A Bradesco Corretora divulgou sua carteira recomendada de ações para dezembro, com cinco sugestões. O portfólio não trouxe mudanças em relação ao mês passado, com os analistas optando por manter os papéis de Unibanco, Eletropaulo, Vale, Porto Seguro e Tractebel.

As apostas da corretora estão nos setores de Mineração e Energia & Saneamento. Os cincos ativos selecionados têm peso de 20% cada na carteira.

Confira as sugestões para dezembro

Empresa Código Peso
Unibanco UBBR11 20%
Eletropaulo ELPL6 20%
Vale VALE5 20%
Porto Seguro PSSA3 20%
Tractebel TBLE3 20%