quarta-feira, novembro 28, 2007
A exemplo da segunda-feira, ontem foi mais um dia de elevada volatilidade nos mercados brasileiros. O período na manhã foi o mais crítico, com o dólar subindo mais de 2%, Bovespa caindo 1,6% e juros futuros apontando para cima.
Os ânimos se acalmaram depois que os índices em Nova York, como tenho dito há algum tempo da influência, firmaram posição em território positivo (operando em alta sempre), com o ânimo vindo do setor financeiro, fonte de grande parte da incerteza, devido às perdas dos bancos com o crédito hipotecário de alto risco.
A notícia ecoou no setor financeiro brasileiro, onde as ações dos principais bancos contribuíram para a valorização de 0,61% registrada pelo Ibovespa, que encerrou aos 59.431 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,37 bilhões.
A valorização do Ibovespa não foi melhor em função do fraco desempenho para as ações da Petrobras e Vale do Rio Doce, que respondem por cerca de 25% do índice. A ação PN da estatal caiu 1,17%, para R$ 74,00, e a PNA da mineradora recuou 0,20%, para R$ 47,90.
O dólar continua assustando os investidores ao registrar o quinto pregão consecutivo de apreciação. Nesses cinco dias, a moeda já subiu mais de 4,3%. Segundo os agentes, tem muita especulação, com agentes puxando o preço da divisa depois que o governo sinalizou que vai comprar US$ 10 bilhões para a formação de um fundo de renda soberana, que aplicará em títulos no exterior.
segunda-feira, novembro 26, 2007
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em forte queda nesta segunda-feira e perdeu o patamar dos 60 mil pontos, acompanhando de perto o fraco desempenho do mercado acionário dos Estados Unidos. O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, terminou a sessão encostado na mínima do dia, com baixa de 3,12%, aos 59.069 pontos, patamar mais baixo desde 25 de setembro.
O volume financeiro na Bovespa foi de R$ 5,1 bilhões.
Hoje as variações das blue chips (ações de primeira linha) brasileiras não são determinantes para o comportamento do índice. Os papéis preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras cediam 0,30%, embora o petróleo avançasse 0,02% em Nova York. Já as ações ordinárias (ON, com direito a voto) subiam 0,56%. As ações da Vale do Rio Doce figuravam entre as maiores valorizações do dia. Vale ON avançava 3,28% e Vale PNA ganhava 2,23%. O presidente da Vale, Roger Agnelli, traçou hoje um cenário de forte aumento da demanda por minério de ferro para os próximos anos.
O ranking de maiores desvalorizações do Ibovespa, carteira teórica composta por 63 ações, era liderado por Perdigão, em baixa de 5,63%. A estréia da Bertin no segmento de lácteos, anunciada hoje por meio da compra do controle da Vigor, deixará o mercado mais competitivo justamente após uma investida da Perdigão nesta área, que se deu por meio da compra da Eleva, anunciada em outubro.
O ranking de maiores desvalorizações do Ibovespa, carteira teórica composta por 63 ações, era liderado por Perdigão, em baixa de 5,63%. A estréia da Bertin no segmento de lácteos, anunciada hoje por meio da compra do controle da Vigor, deixará o mercado mais competitivo justamente após uma investida da Perdigão nesta área, que se deu por meio da compra da Eleva, anunciada em outubro.
Não é surpresa para mim olhar e ler notícias sobre crescimento dos bancos brasileiros.
Num claro momento em que a economia tupiniquim vai bem os bancos são as instituições que mais ganham grana. E ganham muito, podem perceber.
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco85988,0.htm
Me perguntam se recomendo a compra de ações de bancos brasileiros. Respondo de forma enfática e irônica com outra pergunta; Porque bancos europeus e americanos querem fazer parte do sistema financeiro brasileiro.
Estou lendo novamente "A Era dos Extremos" de Eric Hobsbawn. Ainda na metade do livro, posso perceber e concluir, embora ainda não tenha chegado ao seu final, que o mundo dá muitas voltas mas, de certa maneira, vivencia-se basicamente as mesmas coisas.
O século XX, rico em fatos idiotas, me mostra que o dinheiro é, de fato, o motor do mundo em todos os aspectos e alguns ainda acham que fatos políticos são o alicerce do mundo. Vinte anos atrás, o Império do Mal (adivinhem quem é?) Já causava preocupação aos polícias do mundo... O senhor das armas era o ator Ronald Reagan seguido pela sua fiel escudeira Maggie Thatcher.
Enquanto isso, o mundo ainda persoadia na mediocridade..... A julgar pelos fatos, a mediocridade deverá continuar
Mas vamos ao que interessa... Finanças na próxima postagem....
Analistas recomendam ações do Banco do Brasil
Quem comprou as ações do Banco do Brasil em junho do ano passado está hoje com o sorriso de orelha a orelha. Em menos de um ano e meio, os papéis subiram 79%, oferecendo aos investidores ganhos acima dos registrados pelo Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). Tal desempenho atiçou a cobiça em muitos investidores, mas fez surgir também a dúvida: ainda há espaço para mais valorização?
A resposta, segundo os especialistas, é sim. "As ações devem figurar entre as maiores da Bovespa, ao lado de Vale do Rio Doce e Petrobras. A instituição deve continuar crescendo e isso vai gerar lucros para os acionistas", diz Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anafe).
No último trimestre, o Banco do Brasil contabilizou lucro líquido de 1,4 bilhão de reais, valor 50% acima do verificado no mesmo período do ano passado. Segundo Oliveira, a busca por novos negócios - principalmente ligados a crédito consignado, que apresentam menor risco – está ampliando a competitividade do banco, que cresce também à medida em que melhora a percepção de eficiência da empresa. "Hoje o BB não é mais administrado de forma política como antigamente", diz o vice-presidente da Anefac.
Na comparação com bancos privados, entretanto, o Banco do Brasil ainda apresenta desvantagens. Sua margem bruta de lucro, por exemplo, é de 36%, ante 43,5% do Bradesco. "O desempenho do BB tende a ser inferior ao dos bancos privados porque, como empresa pública, ele tem um cunho social. Já os bancos privados operam sempre com o objetivo de maximizar seu lucro ao máximo", diz Fausto Gouveia, analista da corretora Alpes.
O que torna a oferta pública do BB interessante, segundo Gouveia, é o desconto que os investidores poderão obter nas ações. Na oferta realizada no ano passado, os papéis tiveram seu preço fixado 5,5% abaixo da cotação de mercado. "O desconto, juntamente com a previsão de alta para a Bolsa nas próximas semanas, deve trazer um retorno razoável para o investidor", afirma o analista.
Diferentemente das ofertas públicas primárias (IPO, em inglês, quando a empresa coloca suas ações na Bolsa pela primeira vez), na oferta secundária o mercado já dispõe de informações suficientes para precificar e projetar o desempenho futuro para as ações. "Por isso, não adianta tentar flippar (participar da oferta para vender os papéis em seguida e obter lucro rápido). O ganho, nesse caso, virá no médio e longo prazo", diz Gouveia.
Termina amanhã o período de reserva de ações da oferta pública (IPO) relativa à abertura de capital da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A reserva pode ser feita em bancos e corretoras e também pela internet, por meio do homebroker das corretoras. Na sexta-feira passada (dia 23), os rumores no mercado eram de que a demanda superava em três vezes a oferta. A expectativa é de que essa relação aumente nesses dois últimos dias de reservas, se a Bolsa reduzir as perdas sofridas na semana passada. As ações da BM&F vão estrear na Bovespa sexta-feira (dia 30).
O preço de referência por ação está estimado no prospecto entre R$ 14,50 e R$ 16,50, considerado muito baixo por analistas. Por isso, há expectativa de que neste início de semana seja divulgada revisão para cima desse preço inicial, tal como ocorreu com a Bovespa.
O preço final será fixado na quarta-feira (dia 28) pelo procedimento do livro de oferta, que reflete o valor oferecido por investidores institucionais. O valor mínimo de investimento é de R$ 5 mil e o máximo, R$ 300 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quinta-feira, novembro 22, 2007
A BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) S.A. anunciou nesta sexta-feira (9) os termos de sua oferta pública secundária de ações ordinárias, que serão listadas no Novo Mercado da Bovespa sob o código BMEF3.
A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding. Porém, os coordenadores da oferta estimam que o preço do papel deverá ficar entre R$ 14,50 e R$ 16,50, de maneira que a operação deve movimentar, no mínimo, R$ 3,77 bilhões.
Contudo, se considerado o limite superior do intervalo estimativo de preços e se a opção de lote suplementar for exercida, a captação desta operação poderá atingir R$ 4,93 bilhões.
Com isto, a BM&F ocuparia o segundo lugar no posto das maiores captações por meio de ofertas públicas desde a reabertura dos mercados, em 2004, ficando atrás somente da Bovespa Holding.
Operação da Oferta Quantidade de papéis
Distribuição Pública Secundária 260.160.736 ações ordinárias
Opção de Lote Suplementar * Até 39.024.120 ações ordinárias
Intervalo de Investimentos aceitos na Oferta de Varejo R$ 5.000,00 -
R$ 300.000,00
Investimentos aceitos na Oferta Institucional Não há intervalo mínimo ou máximo nos Pedidos de
Reserva de Investidores Institucionais**
* Até 15% da quantidade de ações inicialmente ofertada, em caráter de oferta secundária
**Exceto para pessoas físicas e determinadas pessoas jurídicas, além de clubes de investimentos, cujos investimentos devem exceder o montante de R$ 300 mil
A oferta é destinada a investidores pessoa física e jurídica, clubes de investimentos, sendo que também serão realizados esforços de venda das ações no exterior.(...)
Neste ano, até o final de setembro, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 8,95%. Também no último dia útil de setembro, o Ibovespa foi cotado a 36.449 pontos. A Fator Corretora projeta 41 mil pontos para o índice até o final do ano, se o mercado internacional “não atrapalhar” e se não houver grandes surpresas no cenário interno, principalmente, durante o andamento do segundo turno da eleição para presidente do País. Portanto, dos 36 mil pontos até os 41 mil pontes, há expectativa de alta da bolsa.
Mas, não é simples a pessoa física encontrar o melhor momento para aplicar em ações, pois não há como prometer “ganhos” no futuro em renda variável, explica o analista da Geração Futuro, Wagner Salaverry. Além disso, os pequenos investidores não costumam ter o volume de recursos necessários para investir de uma única vez. “O ideal é criar o costume de investir um pouco todo mês. Assim, o investimento vai se tornar rotina”, diz.
Salaverry explica que, ao investir com peridiocidade, a pessoa física evita picos de alta e de baixa da bolsa e, lá na frente, veria um ganho médio mensal. Para ele, o importante é tirar o foco do ganho no curto prazo e ter uma visão de longo prazo.
Segundo Salaverry, o investidor que fez aporte mensal de R$ 100,00 em um clube de investimento Programado I da Geraçao Futuro, durante 67 meses até agosto de 2006, colocou ao todo R$ 6,7 mil. No periodo, o clube rendeu 385%. “Portanto, esse investidor acumulou até agosto passado R$ 32 mil no clube de investimento sob gestão ativa, ou seja, que não segue índices do mercado”, afirma.
No mesmo período, se o mesmo investidor tivesse feito aportes mensais de R$ 100,00 na caderneta de poupança, ele teria
E, se tivesse aplicado, em dólar, o mesmo investidor teria perdido dinheiro. Do total aplicado de R$ 6,7 mil ao longo dos 67 meses até agosto de 2006, por meio de parcelas de R$ 100,00 mensais, o investidor teria R$ 5,3 mil. “No acumulado dos 5 anos, o dólar teria sido um péssimo investimento”, diz Salaverry.
Com aplicações mensais de R$ 100,00 no clube de investimento da Geração Futuro, durante últimos 67 meses, o investidor teria acumulado até agosto de 2006:
| Tipo de investimento | Valor acumulado (em R$ ) |
| Dólar | 5.300,00* |
| Caderneta de poupança | 8.600,00 |
| CDI | 11.100,00 |
| Fundo de ações ou clube de investimentos indexados ao Ibovespa | 16.500,00 |
| Clube de ações Programado I, sob gestão ativa da Geração Futuro | 32.000,00** |
Fonte: Geração Futuro
*O valor de R$ 5.300,00 é inferior aos R$ 6,7 mil – soma das parcelas mensais de R$ 100,00, aplicadas no clube durante os 67 meses.
**A Geração Futuro informa que o Clube Programado I rendeu 385% nos últimos 67 meses até agosto de 2006
segunda-feira, novembro 19, 2007
Dois fatores explicam a queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira. Primeiro, o temor dos investidores sobre notícias pessimistas a respeito dos rumos da economia mundial.
Na verdade, a tal crise de crédito de alto risco, também conhecida como subprime, onde financeiras emprestam dinheiro para pessoas com histórico de crédito abaixo do que eles (os tomadores) consideram normal, ainda é um temor para os grandes investidores que ditam o tom dos mercados de capitais.
Eles (os investidores) querem de fato saber se os grandes bancos, que foram os avalistas dessas financeiras ficaram com prejuízo acima do esperado. Tal fato se confirma a partir do momento em que esses bancos divulgam seus balanços. Pelo que estou vendo ao longo dos últimos dias, várias instituições têm divulgado números nada satisfatórios.
Ai os investidores vão às suas respectivas bolsas e vendem ou compram suas ações. Tal fato determina movimento de alta ou de baixa. Outra questão que está sendo levada em consideração são os preços do barril de petróleo. Como ainda é o petróleo (ouro negro) é o combustível que movimenta as economias do mundo, um preço alto interessa somente aos produtores, que vendem mais do que nunca. Venezuela, de Hugo Cháves, e Irã, de Mahmud Ahmadinejad, são grandes produtores de petróleo e estão sorrindo com os preços nas alturas.
O curioso é que esses dois países não têm muito crédito no mercado, pois as nações que " mandam no mundo", para que se faça entender, têm medo que o senhor Cháves ou o senhor Ahmadinejad dêem calote em suas respectivas dívidas externas -- isso aconteceu com a Argentina de Carlos Menem e com o próprio Brasil --, mas eles vendem muito petróleo. Para se ter uma idéia da discrepância dos fatos a Venezuela, sim ela mesma, é o país que mais vende petróleo para os EUA.
Tais fatores influenciam os mercados e por conta disso há uma grande volatilidade (sobe e desce). Hoje, a Bovespa encerrou o pregão com queda de mais de 3%. Mas o giro de negócios ficou em torno dos R$ 6 bilhões o que surpreende, haja vista que os mercados brasileiros fecham amanhã em suas principais cidades por conta do feriado do dia da Consciência Negra.
Não tomem susto! Quem vai começar a operar no mercado acionário deve ter em mente que existem várias tarefas a serem observadas, passando pelas técnicas, métodos de análise, algum conhecimento de balanço, análise de porfólio das empresas, fatias de mercado das empresas e por aí vai.
Não que seja necessário conhecer profundamente cada item, mas, pelo menos, tomar conhecimento de doados com relação à empresa de interesse. Não se esqueça de que investimento em Bolsa de Valores deve ser primordialmente encarado como investimento de longo prazo. Evidentemente que os “tiros” curtos não estão afastados, mas entre a decisão por investir em ações de uma determinada empresa e colocar algum lucro no bolso, muita coisa vai acontecer. Esteja atento!
Existem diversos tipos de ações no mercado. Algumas apresentam alta volatilidade, ou seja, as cotações sobem e descem de maneira intempestiva, exigindo muita atenção na operação. Estas devem ser afastadas? Minha opinião é que tudo depende da disposição do investidor quanto a riscos, volume do capital a ser investido, etc.
Outras ações já podem ser consideradas mais "amigas". São as ações de empresas que se preocupam muito com o investidor em seus papéis e os remuneram muito bem, sob a forma de dividendos, independente das oscilações na Bolsa de Valores. São empresas que distribuem regularmente bons dividendos. São as chamadas "ações de viúvas", porque possibilitam aos seus detentores remuneração certa e generosa, seja mensal, semestral, ou anual.
Podemos dizer que cada ação tem sua "personalidade", devendo a escolha ser compatível com o perfil do investidor: conservador, moderado ou agressivo. Como descobrir? Só você pode fazer isso.
Para quem vai iniciar o ano de 2008 investindo em ações, há que considerar que o mercado financeiro brasileiro está hoje inserido no contexto internacional, face à globalização da economia. esta globalização, com relação ao mercado brasileiro, coloca-nos numa situação de ter que acompanhar o que acontece no mundo e quais os reflexos que cada uma das situações que ocorrem no dia-a-dia mundial apresentam por aqui.
Mas por quê isto ocorre? Vejamos. Nos dias atuais as transações financeiras são realizadas em questões de segundos. Assim , qualquer problema que ocorra na Ásia, com suspeitas de que possa afetar os mercados financeiros asiáticos, os investidores que possuem aplicações por lá identificam de imediato para onde podem migrar e o fazem rapidamente, para aqueles mercados que possuam pouca ou nenhuma influência da crise lá eclodida, face às conjunturas locais, os fundamentos da economia no outro mercado e assim vai.
Se o Brasil estiver com bons fundamentos econômicos –analistas afirmam que está--, naquele momento específico, os capitais migrarão para cá. O mesmo acontecendo com relação à outros mercados espalhados pelo mundo.
E hoje, como se comportará a BOVESPA?
Pois é, depois de pesados movimentos de baixa da Bovespa, acompanhando os mercados internacionais (realização de lucros? Acho que sim) ,ocorridos até sexta-feira, os quais já havia mencionado por aqui, em algum post passado, precisamos estar atentos a esta segunda-feira.
Conforme prometido venho por meio deste explicar como funciona o "modus operandi" de uma bolsa de valores. As regras são praticamente as mesmas em todas as bolsas do mundo. Por conta do perde e ganha diário, e isso é inevitável, creio que o melhor caminho para se entender de mercado financeiro é conhecendo os mecanismos que nela podemos usufruir.
Detalhe, para quem habitualmente já sabe sobre o que é bolsa não se preocupe que irei aperfeiçoando as informações sobre mercados. Creio que devo inaugurar um centro de estatísticas.
Inicialmente, farei uma "tradução" dos dialetos para que se percebam como funciona e, ao longo da semana, as diretrizes do mercado.
A Bolsa de Valores é uma associação civil sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, que pode ser caracterizada como um veículo em que as empresas de pequeno, médio e grande porte obtêm capitais de forma mais barata que com empréstimos ou com investidores particulares. É nela que se vendem e se compram ações sem precisar de porcentagem mínima. Qualquer um pode investir, devendo apenas saber que o mercado oscila: pela manhã a ação pode valer milhões; à tarde um terço desse valor ou então dobrá-lo ou ainda mantê-lo.
Mas não são apenas as empresas e os investidores interessados nesse setor. A Bolsa de Valores é extremamente importante para o crescimento de um país, já que possibilita o acesso ao capital numa área com capacidade empreendedora.
A diferença entre países desenvolvidos e em desenvolvimento está refletida no mercado financeiro: se, por um lado, as empresas de pequeno porte dos Estados Unidos conseguem acesso ao capital (dinheiro) para desenvolver o seu negócio e geram mais empregos; por outro lado, há nações que não investem nas pequenas empresas e deixam de criar oportunidades. O crescimento empresarial faz o país se desenvolver e a economia se fortalecer. Por esse motivo a Bolsa de Valores é monitorada e acompanhada diariamente por governantes e administradores, pois ela é capaz de identificar e mudar os rumos econômicos de um Estado.
Pregão: Modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns, ou seja, é a forma que a bolsa de valores ou os órgãos públicos (prefeituras, governos estaduais ou federais) têm para selecionar uma empresa ou um produto que deseja comprar, desde que atenda a todas as especificações pedidas. Cada dia de funcionamento da bolsa, quando se vendem e compram ações, é um pregão.
Bolsa em alta: Quando o índice de fechamento do pregão é maior que o do pregão anterior. O contrário disso é chamado de "bolsa em baixa". Já a "bolsa estável" é quando o fechamento de dois pregões mantém o mesmo índice.
Ação: Porcentagem de uma empresa que mede quantos sócios ela tem, qual é majoritário (tem mais ações), qual é minoritário, qual a participação de cada um.
Corretoras: Instituição que compra e vende ações, negocia valores mobiliários.
Dividendos: Divisão dos lucros entre os acionistas, mantendo a proporção da quantidade de ações que eles possuem. A companhia deve distribuir pelo menos 25% do lucro líquido ajustado.
Subscrição: Aumento de capital definido por uma empresa por meio de novas ações para obter mais recursos. Pelo Direito de Subscrição, os acionistas podem comprar essas novas ações antes de outros investidores, na proporção que lhes for destinada, com preço e prazo decididos pela companhia.
Formador de mercado: Profissional ou empresa que garante liquidez mínima e referência de preço; pode ser contratado por companhias abertas, acionistas ou empresas controladas; mantém compra e venda de ações negociadas nas bolsas; não pode ter acesso a informações privilegiadas da empresa contratante.
Para quem deseja operar no mercado de capitais, é fundamental entender a economia do país, os indicadores financeiros (dólar, inflação, desemprego, juros bancários, níveis de produção que tenho mostrado por aqui nos (últimos dias ), os fatores que influenciam o mercado e as situações políticas que geram insegurança para a área econômica. Como os países e as bolsas podem ser influenciados de maneiras diferentes, são de extrema importância a leitura constante e o domínio de assuntos referentes à economia.
Para que esse texto não fique muito grande farei outra postagem
O índice de inadimplência dos consumidores medido pela Serasa em outubro subiu 10,3% ante o resultado do mesmo mês de 2006. A alta no índice foi ainda maior na comparação com setembro, com 13,2%.
De acordo com a Serasa, a inadimplência da pessoa física acumula no ano elevação de 0,3% na comparação com o período entre janeiro e outubro de 2006. Essa foi a primeira alta no indicador depois de cinco meses seguidos de retração da inadimplência.
No período de janeiro a outubro deste ano, 39,5% da inadimplência dos consumidores esteve nas dívidas com os bancos. No segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência estão os débitos com cartões de crédito e financeiras, com 30,3%.
Os cheques sem fundos aparecem em seguida, com 27,6%. No final da lista, estão os títulos protestados, com 2,6% das dívidas. Nos primeiros dez meses de 2007, o valor médio das dívidas com bancos foi de R$ 1.276,92, o que representa um aumento de 11,4% sobre o valor apurado no mesmo período do ano passado.
Para as dívidas com cartões de crédito e financeiras, o aumento foi de 9,3%, chegando a um valor médio de R$ 366,69. Já para os cheques sem fundo, o valor médio neste período foi de R$ 605,88, representando uma alta de 4,8% diante da mesma base de comparação. Da mesma forma, com avanço de 12,3%, o valor médio dos títulos protestados chegou a R$ 884,90 nos primeiros dez meses do ano.
A semana inicia-se com os grandes investidores sob tensão por conta dos alertas dos bancos de investimentos e também por conta da notícia do Presidente do Federal Reserve (FED, o Banco Central dos Estados Unidos) sobre os rumos da economia daquele país. Todos afirmam que deve haver uma "pequena" recessão no ano que vem. E quando acontece isso o mundo fica em alerta.
Na primeira semana de dezembro, o Fed divulgará outro documento considerado determinante para as expectativas do mercado internacional: a ata da reunião do comitê que decidiu, em 31 de outubro, cortar o juro básico norte-americano em 0,25 ponto percentual.
Como tenho dito há alguns dias, o Brasil globalizado se baliza pelo sobe e desce dos mercados internacionais entre eles os Estados Unidos por que nesta semana não haverá divulgação de dados de peso na economia brasileira. Além do mais, há dois feriados, -- Dia da Consciência negra em São Paulo e no Rio, amanhã, e o Dia de Ação de Graças na quinta-feira nos Estados Unidos--, que devem dar um a relativa calma.
Por conta disso, é preciso que pequenos investidores tenham calma e usem de cautela para fazer suas aplicações. A Bolsa ainda não abriu, inicia o pregão às 11hs e fecha às 18hs durante o horário de verão. O dia promete ser de volatilidade (sobe e desce) com tendência de queda. Amanhã, não haverá negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e, na quinta-feira, a Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) fica fechada.
A notícia mais prospera da semana foi a de que a Telebrás, holding estatal de telecomunicações, divulgou comunicado hoje pedindo o bloqueio dos negócios com suas ações à Bolsa de Valores de São Paulo. Os papéis tiveram alta de mais de 200% na sexta-feira.
O pedido da estatal foi feito depois que a Bovespa requeriu informações da empresa sobre a variação das ações ordinárias e preferenciais, que na sexta-feira subiram 218,18% e 200%, respectivamente. Para quem tem ações da empresa não é difícil falar em segurar pois mais a boa-ventura virá e rápido.
sexta-feira, novembro 16, 2007
A semana termina com o placar a favor para os investidores. A Bolsa de Valores de São Paulo terminou a sexta-feira (16) em leve queda, procurando se ajustar à movimentação da véspera em Nova York, em outro dia bastante volátil nos mercados acionários.
O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, encerrou o dia em baixa de 0,03%, a 64.609 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,4 bilhões, antes do vencimento de opções na segunda-feira. A sexta-feira assistiu a uma relativa tranquilidade no cenário externo, com alta moderada das bolsas em Nova York.
O mercado sofreu ajustes seguindo o fechamento das bolsas da véspera, quando por aqui foi feriado. Na quinta-feira, o índice de principais ADRs brasileiros fechou em queda de 2,6% na bolsa de Nova York, com destaque para as fortes quedas nos papéis das blue chips Companhia Vale do Rio Doce e Petrobras.
Dólar continua em queda
O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, com os investidores cautelosos em um dia marcado pelo fraco volume de negócios. A moeda norte-americana subiu 0,69%, a R$ 1,746, e encerrou a semana estável. No mês, a moeda registra valorização de 0,46%.
Comprem dólar para viajar....
Continuando a parte do cheque... Para quem ainda não está satisfeito sobre os argumentos que passei ao explicar os problemas do cheque aqui vai mais um. Estamos a entrar num período de compras. Para você mesmo, pais, mães, irmãos e irmãos e tantos outros parentes. Gastos são sempre bem vindo. Quem não gosta de gastar um pouco. Eu mesmo já passei por isso . Admitamos, somos consumistas.
Mas para quem tem a intenção de começar a por um fim na "gastança" o equilíbrio começa com você pensando no que vai gastar e quanto deve gastar. Se for um bem acima do que seu salário lhe permita ou mesmo que vá ficar muito tempo pagando sugiro uma poupança para depois fazer a compra.
Vivemos um momento de ligeira estabilidade financeira e os preços não tendem a subir como no passado, muito ao contrário. Fazer as contas no papel para não se sufocarem em 2008. O13* está ai para ser guardado, quem sabe até fazer umas aplicações --já explico sobre isso--, ou mesmo usar para pagar dívidas remanescentes.
Caso seja inevitável aconselho a fazê-lo em no máximo três vezes para não se complicar futuramente.
Aos que não possuem crédito é necessário a ajuda de última hora, ou seja as "Casas Bahia" da vida só dá dor de cabeça. Lembre-se comprar nas Casas Bahia pode vir a ser bom num primeiro momento mas as prestações depois é que vão lhe atormentar. Digo isso porque detesto prestações.. Me enchem o saco, estou a ser sincero... Exemplo, a compra de um "bem" por R$ 1000,00 a juros de 3% sairá mais do que você pensa. Faça as contas.
Programe-se...
quarta-feira, novembro 14, 2007
Na esteira da euforia das Oferta Pública de Ações (OPA), ou IPO na sigla em inglês, muitos me perguntam sobre a estréia dos papéis da BM&F na Bovespa.
A recomendação para os investidores que pretendem participar da megaoferta é a análise detalhada dos riscos envoltos. A BM&F compara o tamanho do mercado acionário brasileiro ao norte-americano - sendo o primeiro substancialmente menor, menos líquido e potencialmente mais volátil - para alertar que os acionistas podem enfrentar dificuldades em vender os papéis no momento e ao preço desejado.
Além disso, o preço por ação é fixado pelos coordenadores da oferta segundo o procedimento de bookbuilding e, além de não haver garantia que tal valor seja indicativo dos preços que prevalecerão no mercado, pode ainda flutuar de maneira significativa.
Concorrência no mercado financeiro
O investidor também deve se manter atento ao movimento de consolidação das bolsas de valores e mercadorias e futuros em âmbito global - resultado do crescimento dos mercados financeiros -, o que intensifica a concorrência neste setor.
O crescimento da BM&F enquanto instituição, e conseqüentemente seu sucesso enquanto empresa de capital aberto, está condicionado aos movimentos do mercado e à capacidade da bolsa brasileira de mercadorias e futuros a adaptar-se a um cenário competitivo, consolidador e de elevado fluxo de capitais.
A própria BM&F salienta em seu prospecto que, caso não seja bem sucedida na concorrência ou no aumento de sua participação nos mercados em que atua, pode não manter e aumentar o volume de operações realizadas, de forma que seu resultado financeiro seja negativamente impactado.
BM&F não tem experiência em lucrar
Ainda no que diz respeito aos resultados financeiros da bolsa, é preciso ter em mente que a BM&F não possui experiência como instituição de fins lucrativos, já que o processo de desmutualização foi concluído em setembro deste ano.
As dificuldades que a BM&F ainda pode enfrentar na transição para operações com fins lucrativos não se resumem à capacidade de gerar receita. A desmutualização envolve riscos, despesas e dificuldades.
Com a perda do caráter de sociedade sem fins lucrativos, a BM&F perde incentivos fiscais, passando a ser tributada. Além disso, a bolsa atualmente é parte em quatro ações movidas por antigos associados que tentam impedir a desmutualização.
Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Banco Central (BC) mostra como é caro assinar um cheque. Cada folha do seu talão custa, em média, R$ 3,11 para os bancos, segundo a estimativa do BC.
Me perguntam se esse valor é caro. Respondo que sim se compararmos ao custo dos pagamentos feitos por meios eletrônicos, que chegam a custar a metade: R$ 1,46. E advinha para quem os bancos repassam os custos? Por isso é estranho que o brasileiro ainda utilize cheque em suas compras. O uso desse meio de pagamento vem caindo, mas ainda há quem resista.
Mas porque ainda existe muita resistência em se livrar do talão de cheques? Na pesquisa muita gente entrevistadas por uma outra pesquisa, agora da Visa -- aquela mesma do cartão--, afirmam que a maior vantagem de continuarem a usar o cheque é o chamado pré-datado.
Tenho até medo de escrever isso sim. Cheque pré-datado até a pouco tempo, admito foi o meu terror. Fazer uma compra de um bem cujo o dinheiro você terá daqui a 30, 60, 90 dias para quem não sabe se controlar é um problema. A felicidade da compra acontece num primeiro momento. Uma vez conquistado o bem outras coisas podem vir junto e é ai que o descontrole aflorece.
Lembro-me bem de uma amiga que se dizia viciada em sapatos. Não discuto a beleza dela muito menos dos sapatos, mas o bolso era e sempre foi feio. Resultado; dívidas de renegociação com o banco.
A resistência do brasileiro em abrir mão do talão de cheque é, portanto, sua utilização como instrumento de crédito. Consumidores e lojistas gostam muito do cheque pré-datado. (Quem já não ouviu a tentadora frase " você pode comprar em três vezes sem entrada").
O cheque é um instrumento fácil e barato de financiar as compras. Ocorre que tamanha simplicidade pode lhe custar caro, pois tem potencial para se revelar uma armadilha financeira. Não apenas pelo custo excessivo da operação, mas também pelo risco alto de comprometimento de sua estabilidade financeira.
Mas há uma razão ainda maior para você aposentar o talão de cheque: o bem-estar de sua família. Outros consultores financeiros pessoais concordam que problemas financeiros são fatais para casamentos. É mais fácil um casamento sobreviver a uma crise conjugal do que a uma crise financeira.
Há muitos caminhos para se chegar a uma crise financeira, perda de emprego e aumento de custos são alguns exemplos. Mas poucos são tão eficientes quanto à utilização desenfreada de cheques pré-datados.
O cartão de crédito é um perigo, não resta a menor dúvida. Porém, a devastação causada pelo cheque pré-datado é ainda pior. Isso porque o cartão de crédito tem limite. No entanto, você armado com seu talão de cheque não obtém qualquer sinalização do momento em que estão entrando numa zona de perigo.
terça-feira, novembro 13, 2007
Minha amiga Rosemary Gonçalves, moradora da cidade do aço (Volta Redonda), me repassou um email com uma indicação de uns livros sobre questões raciais.
| A cor do preconceito | Menina bonita do laço de fita | O amigo do rei |
Ainda sobre dicas de leitura eu costumo indicar guias financeiros mas não quero ser chato ao extremo e de quando em vez devo recomendar alguns livros que andei lendo. Creio que sejam bons.
Boa noite
Amanhã teremos mais novidades sobre aprendizado em investimentos.
A Bolsa de Valores de São Paulo, popularmente conhecida como Bovespa, encerrou a terça-feira com valorização de 2,28%, aos 62.927 pontos, e recuperou em parte a forte queda de 4,34% sofrida no dia anterior. O volume financeiro registrado hoje foi de R$ 6,48 bilhões.
O mercado brasileiro seguiu os rumos das bolsas de valores dos Estados Unidos --existem duas a New York Stock Exchange ( que cota o preços das ações de companhias físicas) e a Nasdaq (que cota ações de companhias de tecnologia)--, que também fecharam em alta. Para quem ainda não tem conhecimento de mercado de capitais isso é muito comum.
A medida que os indicadores nacionais estão em "ordem" os investidores brasileiros se baseiam em notícias que acontecem no exterior. É que o que se chama de globalização dos mercados. Cai aqui, cai lá e vice-versa. Mas há momentos em que os mercados se descolam. Na segunda-feira isso aconteceu. Enquanto as bolsas de todo o mundo caía o mercado brasileiro apresentava alta, por conta da valorização das ações da Petrobras.
A valorização da Bovespa também se deu por conta da divulgação dos resultados dos balanços de companhias multinacionais e nacionais, como o Pão de Açúcar, Eletropaulo e Banco do Brasil.
O Grupo Pão de Açúcar, que possui ações na Bovespa, anunciou crescimento de 10,2% no lucro do terceiro trimestre. Foi a primeira alta nos ganhos desde o primeiro trimestre de 2006. A Eletropaulo divulgou que seus ganhos saltaram 300% no período de julho a setembro, em relação a igual intervalo do ano passado.
O Banco do Brasil anunciou, por sua vez, aumento de 50,3% no lucro trimestral, somando R$ 1,364 bilhão.
No mercado câmbio, importante indicador para os investidores, os dólar apresentou recuo 0,62%, para R$ 1,767, na venda. No mês, o dólar tem valorização de 1,67%.
Detalhe para quem não sabe essa cotação não serve para quem vai viajar. Esse dólar cotado em bolsa é para quem faz grandes negócios. Para os quem vai viajar cota-se o dólar turismo que tem uma cotação muito similar ao paralelo. Não costumo cotar dólar paralelo, mas se for preciso com certeza o farei...
