segunda-feira, novembro 19, 2007
A semana inicia-se com os grandes investidores sob tensão por conta dos alertas dos bancos de investimentos e também por conta da notícia do Presidente do Federal Reserve (FED, o Banco Central dos Estados Unidos) sobre os rumos da economia daquele país. Todos afirmam que deve haver uma "pequena" recessão no ano que vem. E quando acontece isso o mundo fica em alerta.
Na primeira semana de dezembro, o Fed divulgará outro documento considerado determinante para as expectativas do mercado internacional: a ata da reunião do comitê que decidiu, em 31 de outubro, cortar o juro básico norte-americano em 0,25 ponto percentual.
Como tenho dito há alguns dias, o Brasil globalizado se baliza pelo sobe e desce dos mercados internacionais entre eles os Estados Unidos por que nesta semana não haverá divulgação de dados de peso na economia brasileira. Além do mais, há dois feriados, -- Dia da Consciência negra em São Paulo e no Rio, amanhã, e o Dia de Ação de Graças na quinta-feira nos Estados Unidos--, que devem dar um a relativa calma.
Por conta disso, é preciso que pequenos investidores tenham calma e usem de cautela para fazer suas aplicações. A Bolsa ainda não abriu, inicia o pregão às 11hs e fecha às 18hs durante o horário de verão. O dia promete ser de volatilidade (sobe e desce) com tendência de queda. Amanhã, não haverá negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e, na quinta-feira, a Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) fica fechada.
A notícia mais prospera da semana foi a de que a Telebrás, holding estatal de telecomunicações, divulgou comunicado hoje pedindo o bloqueio dos negócios com suas ações à Bolsa de Valores de São Paulo. Os papéis tiveram alta de mais de 200% na sexta-feira.
O pedido da estatal foi feito depois que a Bovespa requeriu informações da empresa sobre a variação das ações ordinárias e preferenciais, que na sexta-feira subiram 218,18% e 200%, respectivamente. Para quem tem ações da empresa não é difícil falar em segurar pois mais a boa-ventura virá e rápido.
sexta-feira, novembro 16, 2007
A semana termina com o placar a favor para os investidores. A Bolsa de Valores de São Paulo terminou a sexta-feira (16) em leve queda, procurando se ajustar à movimentação da véspera em Nova York, em outro dia bastante volátil nos mercados acionários.
O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, encerrou o dia em baixa de 0,03%, a 64.609 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,4 bilhões, antes do vencimento de opções na segunda-feira. A sexta-feira assistiu a uma relativa tranquilidade no cenário externo, com alta moderada das bolsas em Nova York.
O mercado sofreu ajustes seguindo o fechamento das bolsas da véspera, quando por aqui foi feriado. Na quinta-feira, o índice de principais ADRs brasileiros fechou em queda de 2,6% na bolsa de Nova York, com destaque para as fortes quedas nos papéis das blue chips Companhia Vale do Rio Doce e Petrobras.
Dólar continua em queda
O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, com os investidores cautelosos em um dia marcado pelo fraco volume de negócios. A moeda norte-americana subiu 0,69%, a R$ 1,746, e encerrou a semana estável. No mês, a moeda registra valorização de 0,46%.
Comprem dólar para viajar....
Continuando a parte do cheque... Para quem ainda não está satisfeito sobre os argumentos que passei ao explicar os problemas do cheque aqui vai mais um. Estamos a entrar num período de compras. Para você mesmo, pais, mães, irmãos e irmãos e tantos outros parentes. Gastos são sempre bem vindo. Quem não gosta de gastar um pouco. Eu mesmo já passei por isso . Admitamos, somos consumistas.
Mas para quem tem a intenção de começar a por um fim na "gastança" o equilíbrio começa com você pensando no que vai gastar e quanto deve gastar. Se for um bem acima do que seu salário lhe permita ou mesmo que vá ficar muito tempo pagando sugiro uma poupança para depois fazer a compra.
Vivemos um momento de ligeira estabilidade financeira e os preços não tendem a subir como no passado, muito ao contrário. Fazer as contas no papel para não se sufocarem em 2008. O13* está ai para ser guardado, quem sabe até fazer umas aplicações --já explico sobre isso--, ou mesmo usar para pagar dívidas remanescentes.
Caso seja inevitável aconselho a fazê-lo em no máximo três vezes para não se complicar futuramente.
Aos que não possuem crédito é necessário a ajuda de última hora, ou seja as "Casas Bahia" da vida só dá dor de cabeça. Lembre-se comprar nas Casas Bahia pode vir a ser bom num primeiro momento mas as prestações depois é que vão lhe atormentar. Digo isso porque detesto prestações.. Me enchem o saco, estou a ser sincero... Exemplo, a compra de um "bem" por R$ 1000,00 a juros de 3% sairá mais do que você pensa. Faça as contas.
Programe-se...
quarta-feira, novembro 14, 2007
Na esteira da euforia das Oferta Pública de Ações (OPA), ou IPO na sigla em inglês, muitos me perguntam sobre a estréia dos papéis da BM&F na Bovespa.
A recomendação para os investidores que pretendem participar da megaoferta é a análise detalhada dos riscos envoltos. A BM&F compara o tamanho do mercado acionário brasileiro ao norte-americano - sendo o primeiro substancialmente menor, menos líquido e potencialmente mais volátil - para alertar que os acionistas podem enfrentar dificuldades em vender os papéis no momento e ao preço desejado.
Além disso, o preço por ação é fixado pelos coordenadores da oferta segundo o procedimento de bookbuilding e, além de não haver garantia que tal valor seja indicativo dos preços que prevalecerão no mercado, pode ainda flutuar de maneira significativa.
Concorrência no mercado financeiro
O investidor também deve se manter atento ao movimento de consolidação das bolsas de valores e mercadorias e futuros em âmbito global - resultado do crescimento dos mercados financeiros -, o que intensifica a concorrência neste setor.
O crescimento da BM&F enquanto instituição, e conseqüentemente seu sucesso enquanto empresa de capital aberto, está condicionado aos movimentos do mercado e à capacidade da bolsa brasileira de mercadorias e futuros a adaptar-se a um cenário competitivo, consolidador e de elevado fluxo de capitais.
A própria BM&F salienta em seu prospecto que, caso não seja bem sucedida na concorrência ou no aumento de sua participação nos mercados em que atua, pode não manter e aumentar o volume de operações realizadas, de forma que seu resultado financeiro seja negativamente impactado.
BM&F não tem experiência em lucrar
Ainda no que diz respeito aos resultados financeiros da bolsa, é preciso ter em mente que a BM&F não possui experiência como instituição de fins lucrativos, já que o processo de desmutualização foi concluído em setembro deste ano.
As dificuldades que a BM&F ainda pode enfrentar na transição para operações com fins lucrativos não se resumem à capacidade de gerar receita. A desmutualização envolve riscos, despesas e dificuldades.
Com a perda do caráter de sociedade sem fins lucrativos, a BM&F perde incentivos fiscais, passando a ser tributada. Além disso, a bolsa atualmente é parte em quatro ações movidas por antigos associados que tentam impedir a desmutualização.
Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Banco Central (BC) mostra como é caro assinar um cheque. Cada folha do seu talão custa, em média, R$ 3,11 para os bancos, segundo a estimativa do BC.
Me perguntam se esse valor é caro. Respondo que sim se compararmos ao custo dos pagamentos feitos por meios eletrônicos, que chegam a custar a metade: R$ 1,46. E advinha para quem os bancos repassam os custos? Por isso é estranho que o brasileiro ainda utilize cheque em suas compras. O uso desse meio de pagamento vem caindo, mas ainda há quem resista.
Mas porque ainda existe muita resistência em se livrar do talão de cheques? Na pesquisa muita gente entrevistadas por uma outra pesquisa, agora da Visa -- aquela mesma do cartão--, afirmam que a maior vantagem de continuarem a usar o cheque é o chamado pré-datado.
Tenho até medo de escrever isso sim. Cheque pré-datado até a pouco tempo, admito foi o meu terror. Fazer uma compra de um bem cujo o dinheiro você terá daqui a 30, 60, 90 dias para quem não sabe se controlar é um problema. A felicidade da compra acontece num primeiro momento. Uma vez conquistado o bem outras coisas podem vir junto e é ai que o descontrole aflorece.
Lembro-me bem de uma amiga que se dizia viciada em sapatos. Não discuto a beleza dela muito menos dos sapatos, mas o bolso era e sempre foi feio. Resultado; dívidas de renegociação com o banco.
A resistência do brasileiro em abrir mão do talão de cheque é, portanto, sua utilização como instrumento de crédito. Consumidores e lojistas gostam muito do cheque pré-datado. (Quem já não ouviu a tentadora frase " você pode comprar em três vezes sem entrada").
O cheque é um instrumento fácil e barato de financiar as compras. Ocorre que tamanha simplicidade pode lhe custar caro, pois tem potencial para se revelar uma armadilha financeira. Não apenas pelo custo excessivo da operação, mas também pelo risco alto de comprometimento de sua estabilidade financeira.
Mas há uma razão ainda maior para você aposentar o talão de cheque: o bem-estar de sua família. Outros consultores financeiros pessoais concordam que problemas financeiros são fatais para casamentos. É mais fácil um casamento sobreviver a uma crise conjugal do que a uma crise financeira.
Há muitos caminhos para se chegar a uma crise financeira, perda de emprego e aumento de custos são alguns exemplos. Mas poucos são tão eficientes quanto à utilização desenfreada de cheques pré-datados.
O cartão de crédito é um perigo, não resta a menor dúvida. Porém, a devastação causada pelo cheque pré-datado é ainda pior. Isso porque o cartão de crédito tem limite. No entanto, você armado com seu talão de cheque não obtém qualquer sinalização do momento em que estão entrando numa zona de perigo.
terça-feira, novembro 13, 2007
Minha amiga Rosemary Gonçalves, moradora da cidade do aço (Volta Redonda), me repassou um email com uma indicação de uns livros sobre questões raciais.
| A cor do preconceito | Menina bonita do laço de fita | O amigo do rei |
Ainda sobre dicas de leitura eu costumo indicar guias financeiros mas não quero ser chato ao extremo e de quando em vez devo recomendar alguns livros que andei lendo. Creio que sejam bons.
Boa noite
Amanhã teremos mais novidades sobre aprendizado em investimentos.
A Bolsa de Valores de São Paulo, popularmente conhecida como Bovespa, encerrou a terça-feira com valorização de 2,28%, aos 62.927 pontos, e recuperou em parte a forte queda de 4,34% sofrida no dia anterior. O volume financeiro registrado hoje foi de R$ 6,48 bilhões.
O mercado brasileiro seguiu os rumos das bolsas de valores dos Estados Unidos --existem duas a New York Stock Exchange ( que cota o preços das ações de companhias físicas) e a Nasdaq (que cota ações de companhias de tecnologia)--, que também fecharam em alta. Para quem ainda não tem conhecimento de mercado de capitais isso é muito comum.
A medida que os indicadores nacionais estão em "ordem" os investidores brasileiros se baseiam em notícias que acontecem no exterior. É que o que se chama de globalização dos mercados. Cai aqui, cai lá e vice-versa. Mas há momentos em que os mercados se descolam. Na segunda-feira isso aconteceu. Enquanto as bolsas de todo o mundo caía o mercado brasileiro apresentava alta, por conta da valorização das ações da Petrobras.
A valorização da Bovespa também se deu por conta da divulgação dos resultados dos balanços de companhias multinacionais e nacionais, como o Pão de Açúcar, Eletropaulo e Banco do Brasil.
O Grupo Pão de Açúcar, que possui ações na Bovespa, anunciou crescimento de 10,2% no lucro do terceiro trimestre. Foi a primeira alta nos ganhos desde o primeiro trimestre de 2006. A Eletropaulo divulgou que seus ganhos saltaram 300% no período de julho a setembro, em relação a igual intervalo do ano passado.
O Banco do Brasil anunciou, por sua vez, aumento de 50,3% no lucro trimestral, somando R$ 1,364 bilhão.
No mercado câmbio, importante indicador para os investidores, os dólar apresentou recuo 0,62%, para R$ 1,767, na venda. No mês, o dólar tem valorização de 1,67%.
Detalhe para quem não sabe essa cotação não serve para quem vai viajar. Esse dólar cotado em bolsa é para quem faz grandes negócios. Para os quem vai viajar cota-se o dólar turismo que tem uma cotação muito similar ao paralelo. Não costumo cotar dólar paralelo, mas se for preciso com certeza o farei...
Insistindo no fato de que a economia de dinheiro gera dividendos graciosos , muitos estão a lançar informações e creio que seja um ótimo momento para se aproveitar.
Neste link, http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u326368.shtml, vocês podem entender melhor o que estou querendo dizer e mostrar.
O livro eu pedi à editora que ficou de me enviar um exemplar. Assim que o receber e ler, obviamente , farei o comentário.
Com a estabilidade da economia vem o crescimento do emprego e em consequência disso mais pessoas honram seus compromissos. O valor total dos cheques honrados( pagos na data) no varejo cresceu 0,11% neste ano em relação a 2006, segundo pesquisa da Telecheque, empresa de concessão de crédito no varejo, divulgada nesta terça-feira.
De acordo com o levantamento, nos dez primeiros meses de 2007, 96,68% das transações com cheques no Brasil foram realizadas com sucesso, ante taxa de 96,57% registrada em 2006.
Minas Gerais ficou entre os Estados com a maior alta no volume de transações honradas, com índice de 96,98% neste ano, contra o de 96,02% registrado entre janeiro e outubro do ano passado. O crescimento foi de 1%.
Na segunda posição, Mato Grosso apresentou índice de cheques honrados de 98,38% (o maior índice absoluto), superior 0,92% frente ao do mesmo período de 2006 (97,48%), seguido do Rio de Janeiro, com indicador médio até outubro de 96,95% e crescimento de 0,77% em relação à média verificada em igual período do ano passado (96,21%).
Na outra ponta, o Estado com menor índice foi o Maranhão, que teve 92,75% das transações honradas, ante 95,97% de 2006, uma queda de 3,36%. Ao todo, dez Estados registraram menos cheques honrados neste ano na comparação com 2006.
Li essa matéria, http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071113/not_imp79668,0.php, e achei interessante.
Ao que parece, a mulher do nada se tornou rica. Na terra do Tio Sam isso acontece muito... Será que aqui está para começar a mesma coisa? Ainda é imprevisível de se afirmar.
O mercado de capitais no Brasil está a enfrentar o seu maior teste neste momento em que muitos estão diversificando seus investimentos ( farei uma análise real sobre o que é e como proceder ao longo desta semana).
Poupança, fundo de ações, CDB, Fundo de Investimentos, entre outras coisas, crescem a cada dia e os bancos lucram como nunca com isso.
Tomem cuidado ao aplicar seus rendimentos, ou mesmo abrir uma conta em banco.
Muitas instituições financeiras oferecem o céu, dez dias sem juros do cheque especial como exemplo, mas suas tarifas são absolutamente caras.
Briguem com o gerente do banco em que está para abrir a conta e façam uma pesquisa detalhada para aplicar seus investimentos se tiverem tempo para tal.
Caros,
Venho por meio deste lhes informar que serei mais incisivo para escrever neste blog.
A idéia é explicar os caminhos de como aplicar bem como economizar dinheiro num momento de estabilidade da economia.
Será muito de Bê-a-Bá mesmo. Neste blog todos poderão ler, e também fazer comentários bem como perguntas sobre como fazer com seu dinheiro.
Serão textos curtos , diferentes do que se vê por ai e fáceis de se compreender....
Serão notícias, comentários e informações do que acontece no mercado de finanças.
Também estarei disponível para consultorias sobre investimentos.. Meus contatos estarão em aberto.
Abs para todos
O dólar comercial abriu em alta na abertura da sessão de hoje. A moeda estava cotada a R$ 1,778 na compra e a R$ 1,780 na venda, com valorização de 0,11%. Na abertura, marcou R$ 1,783.
No mercado futuro, os contratos de dezembro negociados na BM&F verificavam aumento de 0,05%, a R$ 1,782. No dia anterior, o dólar comercial apreciou-se 1,83%, a R$ 1,776 na compra e R$ 1,778 na venda.
Desvalorização mundial
O mundo está preocupado com a desvalorização da moeda norte-americana. Até o momento a queda, em relação às principais moedas internacionais, foi de 9,5%. O que significa isso. De fato, é uma preocupação porque empresas multi-nacionais exportam em dólar e sofrem perdas abusivas quando a moeda dos EUA está em baixa.
A desvalorização propicia para uns aumento de dividendos, muitos podem fazer compras de produtos antes muito caros e hoje com preços de relativa "sensibilidade".
Até quando isso vai ocorrer? A opinião de muitos analistas de mercado é de que isso deverá continuar ocorrendo. Tempo exatamente ninguém sabe ao certo.
No Brasil o fenômeno não diferente. O real tem se valorizado muito, como você pôde observar no começo deste texto. Creio que esse valor é fictício, mas poderá durar um pouco mais do que muitos imaginam.
É difícil fazer um prognóstico de quando exatamente isso vai terminar. Mas até o meio de ano que vem, enquanto não houver um ajuste no mercado de capitais, com certeza a valorização do real vai continuar e todos poderão curtir suas férias nos Estados Unidos e Europa ou qualquer outro lugar deste planeta.
Mercado futuro da Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve apresentar hoje uma leve recuperação. Ontem, o dia foi turbulento e configurou-se na segunda maior queda do ano. O indicador da bolsa paulista registrou queda de 4,34%, para 61.526 pontos, refletindo um forte movimento vendedor impulsionado pela baixa no preço das matérias-primas e um ambiente global de maior aversão a risco.
O giro financeiro seguiu elevado, acima de R$ 6,54 bilhões. Petrobras, Vale do Rio Doce e as siderúrgicas Usiminas e CSN puxaram as perdas, caindo de entre 7% e 5% cada.
Hoje estarei acompanhando de perto os indicadores nacionais (Câmbio e bolsa) e internacionais ( valor das principais moedas em relação ao dólar e bolsas) que influenciam o mercado brasileiro.
Creio que seja uma boa dia para que todos tenham em mente o que podem fazer para melhorar, ou mesmo comparar suas respectivas carteiras de investimentos. Os analistas do Unibanco, com base nas atuais premissas macroeconômicas e momento dos setores, relacionaram as ações que consideram como melhores pedidas para o mês de novembro.
Tendo em vista este cenário, o Unibanco listou 15 ações que considera como as de melhor perspectiva, além de destacar 5 papéis como top picks para o período.
Desempenho anterior
Em setembro, a carteira registrou valorização de 9,16%, levemente acima do desempenho do Ibovespa em igual período.
Para novembro, o setor de bancos foi relacionado como a principal aposta da instituição, devido à percepção de valor e liquidez atrativos.
As top picks:
- Bradesco
Para explicar a postura otimista em relação aos ativos do Bradesco no período, o Unibanco citou resultados trimestrais sólidos, além de estar bem posicionado no setor em mercados chave como empréstimos para veículos e consumo. - Transmissão Paulista
Os analistas destacaram que o desempenho das ações da Transmissão Paulista deve surpreender em novembro devido à expectativa de bons resultados referentes ao terceiro trimestre de 2007, fator que configura uma oportunidade de compra. - Petrobras
Ressaltando as variações da cotação do petróleo como principal driver para os títulos da estatal, o Unibanco traçou perspectiva de manutenção dos altos patamares da commodity no período em questão, evento que tende a favorecer a valorização dos papéis da empresa. - GVT
O Unibanco ressaltou a elevação de suas projeções para o desempenho operacional da companhia, além de citar que os recursos provenientes da oferta de ações ajudaram a empresa a reduzir o endividamento e investir na expansão de sua rede para outras regiões. - Tegma
Para a instituição, o crescimento do setor automotivo deve apoiar os resultados operacionais da empresa. Foi ressaltado que, atualmente, o segmento representa 80% do Ebitda - geração operacional de caixa - da companhia.
Confira a composição da carteira recomendada:
| Empresa | Código | Preço-alvo | Upside* |
| Bradesco | BBDC4 | R$ 75,00 | 34% |
| Itaúsa | ITSA4 | R$ 17,40 | 40% |
| Tractebel | TBLE3 | R$ 33,50 | 35% |
| Transmissão Paulista | TRPL4 | R$ 47,90 | 14% |
| VCP | VCPA4 | Em revisão | - |
| AmBev | AMBV4 | R$ 171,00 | 20% |
| Lojas Americanas | LAME4 | R$ 20,50 | 2,5% |
| Vale do Rio Doce | VALE5 | Em revisão | - |
| Petrobras | PETR4 | R$ 80,65 | 18% |
| CSN | CSNA3 | Em revisão | - |
| Usiminas | USIM5 | Em revisão | - |
| GVT | GVTT3 | R$ 47,15 | % |
| Vivo | VIVO4 | R$ 12,77 | 31% |
| Tegma | TGMA3 | R$ 42,00 | 5% |
| Duratex | DURA4 | R$ 62,00 | 5% |
segunda-feira, novembro 12, 2007
Os mercados ainda deverão digerir nesta semana, que termina na quinta-feira, a descoberta da Petrobras. (leia postagens anteriores). Entretanto, a divulgação de resultados de 2007 pelas empresas que compõem o índice Bovespa deverá fazer com que haja um pequeno ajuste por parte dos investidores.
Pela manhã, o principal indicador da bolsa paulista registrou momento de tensão ao operar em terreno negativo praticamente o tempo todo. É preciso ficar atento aos ajustes. Ainda nesta semana, a atenção às notícias vindas dos Estados Unidos e também da Europa.
Na terra do tio Sam, os bancos divulgam seus balanços e, pelo menos, a grande maioria deve apresentar resultados pouco expressivos por conta da crise de crédito subprime (quando os bancos emprestam dinheiro para pessoas com histórico de pagamento abaixo da média).
Mas o que isso tem a haver com o Brasil?
Globalização meus caros... O que acontece fora da terra brasilis afeta todos os mercados ... Creio que todos já devem saber disso.. Mas prometo explicar, aos que não sabem, melhor nas próximas postagens.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Tenho dito ao longo deste período que quem tem pressa vai à Roma e fica por lá.
Ontem, e nos primeiros momentos da manhã desta sexta-feira, as ações da Petrobras valorizaram 16%, por conta do anúncio da descoberta de mais uma jazida de petróleo e gás na bacia de Santos, litoral paulista.
Ou seja, quem comprou ações a R$ 64 teve uma valorização de 16%.
Estão todos em polvorosa. Governo, a empresa e, principalmente, os investidores. Esses últimos que esperaram tiveram ganhos extraordinários. Muita gente se desfez desses papéis achando que não ganhariam quase nada a médio prazo. Erraram. Poucos são os investidores que lêem informes sobre empresas. Muitos preferem contratar agentes de informações financeiras, como eu, para dizer o que fazer. Andei lendo e percebi que muita gente ficará feliz.
A dica, aqui vai, segurem pois no fim do ano haverá mais surpresas. Outros fatores relevantes devem ser levados em conta.
A Petrobras vem fazendo pesquisa a pelo menos há algum tempo e todos sabiam que uma hora outra isso iria explodir. Explodiu antes por conta da tentativa de acordo com o senhor Evo Morales, presidente da Bolivia, país que contém umas das maiores reservas de gás do planeta.
Que por falar nisso, os papéis da Comgás deram uma subida. Mas continuo apostando na Redecard. Comentei isso com meu amigo Deni, vizinho meu, e errei.
Deni, a Redecard é uma empresa do Unibanco , não 100%, mas do Unibanco.
A tarde terá mais..
quinta-feira, novembro 08, 2007
O setor de aviação sofre uma nova baixa. Desta vez é a BRA, B.R.A para alguns e simplismente BRÁ para muitos. Isso deverá causar problemas para as empresas que possuem papéis na bolsa de valores. TAM e GOL devem ser a mais prejudicadas.
Sempre afirmei que monopólio é perigoso mas pelo jeito o governo Lulistico não entende isso. Mais, mercados em polvorosa com o preço dos barril do petróleo, que já bateu na casa dos US$ 100 e está, neste momento a US$ 98.
Mercados, Dentre em pouco a Bovespa deverá abrir seguindo a tendência de queda das bolsas da Ásia e da Europa. Da mesma forma a bolsa de NY, termômetro dos negócios no mundo, deve apresentar depreciação nos primeiros momentos.
sábado, setembro 15, 2007
Não há como saber se o Dow Jones irá segurar nas mínimas de Agosto ou se quer se irá lá. Mas o que se pode imaginar é que estamos no prelúdio para o segundo ato final dessa crise no qual poderá começar depois do FED começar a baixar os juros em 18 de Setembro até o meio de Outubro com o balandos dos fundos de hedge.
Espero ter contribuído e bons negócios.
Simplificando, os problemas de crédito são o resultado de empréstimos de bancos e instituições hipotecárias para pessoas sem crédito suficiente para comprar imóveis super valorizados. Então eles venderam esses empréstimos para fundos de hedge e outros investidores institucionais.
A pressão de venda ainda não acabou. Crises financeiras vem em duas ondas. A primeira é quando as pessoas percebem que há um problema no sistema financeiro e a segunda onda é quando eles descobrem o tamanho do problema. O mercado saberá isso tão logo os resultados trimestrais de fundos de hedge saiam no próximo mês. Nas primeiras semanas de outubro sairão resultados do trimestre de julho/setembro período no qual aconteceu o colapso nos ativos. Será quando o mercado conhecerá o verdadeiro tamanho da crise com esses fundos mostrando as maiores perdas.
A queda de sexta-feira foi marcada novamente com ordens maciças de vendas. Tivemos uma grande queda em Julho e Agosto seguidas de um recuperação com baixo volume colocando os preços acima das médias móveis de 200 e 50 dias, médias que em "bear markets" agem como resistência. o FED novamente intervindo no mercado injetando mais de $30 bilhões para tentar segurar a crise sob controle. Mesmo assim, o sentimento do investidor internacional continua muito baixista correndo o risco ainda do mercado testar as mínimas de agosto durante as próximas 4 ou 6 semanas e se segurar poderá ainda haver uma chande de rally de final de ano.
Porém isso tudo vai depender de como a crise de subprime vai se desenrolar. O mercado de bônus de curto prazo americano sugere que realmente é muito séria. Mas na realidade nós não temos nenhum meio de saber agora qual o tamanho real do problema de subprime, não sabemos qual o tamanho das perdas. Iremos saber disso em Outubro. O sistema financeiro americano está experimentando um crise no momento. Em agosto e julho o mercado caiu forte com perdas de hedge funds relativas aos subprime, com esses fundos tendo chamadas de margens e resgates forçando-os a venderem ações líquidas pressionando o mercado para baixo, levando o mercado de ações em 16 de agosto a um pequeno crash. Naquele ponto fez com que o FED baixasse sua taxa de redesconto levando o mercado a reagir pra cima de volta.
cometário de 10 de setembro
quarta-feira, setembro 12, 2007
Que Allah de graças a todos nós.
terça-feira, setembro 11, 2007
Ao longo de um bom período, me senti um verdadeiro moleque levando minhas peripécias amorosas para dentro de meus trabalhos. Agora, sem emprego, vejo que as coisas estão mais corretas de enxergar. Ser moleque em espirito não dá certo.
Vejo que é necessário ser mais adulto para comerçar novamente. Do zero absolutamente. A pergunta neste momento é como procurar emprego. Como fazê-lo sem esconder meu passado de molecagens e falta de atitudes sem ferir as pessoas...
Eu magoei muito minha esposa e acho que é hora de dar o que ela sempre quis e ver o que mais preciso.
Amor.
Retomo este como uma forma de manter meus textos, o que acho que sei escrever para melhorar ainda mais minha escrita...
segunda-feira, setembro 03, 2007
sábado, julho 28, 2007
Luis,
Parece que a solução do caos aéreo começa a ter um fim. Fontes da CPI do apagão aéreo afirmam que segunda ou terça-feira a diretoria da ANAC deve entregar ao presidente Lula uma carta de demissão coletiva. A atual direção está sendo muito criticada , por conta dos episódios recentes que aconteceram no país, e o momento é de cautela com a chegada do novo ministro da Defesa Neslon Jobim. Fica, agora, a expectativa para ver quem vai substituir os atuais diretores.quinta-feira, julho 19, 2007
O governo chegou ao fim do dia de ontem convicto de que a tragédia envolvendo o Airbus A-320, do vôo 3054 da TAM, foi um desastre e não tem ligação direta com a crise da infra-estrutura aeroportuária do País. Por isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não planeja montar formalmente um gabinete de crise, mas pretende demitir em breve a cúpula da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e tirar poderes do ministro da Defesa, Waldir Pires. A idéia de Lula é reforçar o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), criado em 2003 para assessorar a Presidência nas questões relacionadas ao tráfego aéreo.
O Planalto teme parecer ''''autista'''' na crise, que começou em setembro do ano passado, após o choque do Boeing da Gol com o jato Legacy. Lula e assessores ainda avaliam a conveniência de o presidente fazer um pronunciamento sobre o assunto.
Reservadamente, Lula queixou-se do brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, considerado fraco para desempenhar a função. Toda a responsabilidade pelo acompanhamento do caso foi transferida ao comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.
Lula sabe, porém, que é preciso adotar providências rápidas para combater a imagem de que o governo não consegue resolver a crise e já cobra resultados dos auxiliares. É com base nessa análise que ele pretende reforçar o Conac e construir uma saída honrosa para o ministro Waldir Pires. O Conac é, formalmente, presidido por Pires, mas será criada uma secretaria-executiva, como prevê seu estatuto, para gerenciar as ações referentes ao tráfego aéreo. As mudanças aumentam a expectativa sobre a primeira reunião do conselho, após anos desativado, prevista para sexta-feira.
Pires não deve ser defenestrado nesta semana porque, para o Planalto, sua saída, agora, equivaleria a carimbar o governo como ''''incompetente'''' na questão aérea. Mas ninguém mais dúvida de que ele deixará a equipe. Aliados do presidente dizem, sob condição do anonimato, que Lula já deveria ter dispensado Pires, mas não o fez por vínculos de amizade.
ERRO HUMANO
Para formar a convicção de que o acidente com o avião da TAM não foi provocado pela pista escorregadia de Congonhas, o Planalto foi abastecido ao longo do dia com informações técnicas dadas por peritos e pilotos experientes da Força Aérea Brasileira (FAB). A maioria desses pilotos avaliou que pode ter havido uma combinação de falha mecânica com falha do piloto. Lula foi informado de que mais de cem pousos e decolagens foram feitos em Congonhas, anteontem, nas mesmas condições meteorológicas enfrentadas pelo avião da TAM.
A notícia da tragédia chegou ao Planalto por volta das 19h30 de anteontem. ''''Meu Deus do céu, que tragédia! Como pode?'''', reagiu Lula. A informação foi dada pelo brigadeiro Joseli Camelo, assessor da Presidência para assuntos de Aeronáutica. ''''Nossa informação é de que todos morreram.''''
A pergunta agora é o que fazer. Minha opinião. É preciso rever os conceitos de infra-estrutura do País... O governo erra ao tratar da questão apenas como um problema pontual.
Embora pareça que a culpa não foi por problemas na pista, creio ser urgente a necessidade de mudanças..
domingo, julho 15, 2007
quarta-feira, julho 11, 2007
De volta, as preocupações com o crédito imobiliário de alto risco, o conhecido subprime. Na última terça-feira, os mercados globais foram pressionados pela percepção de que os desdobramentos de tal problemática sejam mais amplos do que se esperava.
Perspectivas
Na opinião dos analistas do Bradesco, os temores em relação à piora do mercado de crédito imobiliário subprime que pautaram o pregão de terça-feira deverão manter-se no radar dos mercados nesta sessão. "O aumento da aversão ao risco poderá refletir em mais um dia de variação negativa da bolsa brasileira", comentam os analistas.
Álvaro Bandeira, da Ágora Corretora, acredita que a queda de terça-feira não altera muito o quadro na Bovespa, com a situação se complicando a partir da perda do suporte em 55 mil pontos.
Noticiário corporativo
No cenário corporativo, a quarta-feira marca o início do período de reservas das ofertas de Triunfo Participações, Banco Patagônia e MRV Engenharia. Já o prazo para reservas da distribuição da Invest Tur chagou ao fim. As ações preferenciais do Banco Indusval Multistock foram precificadas em R$ 17,50, dentro do intervalo.
A subsidiária do Grupo Gerdau (GGBR4) na América do Norte, a Gerdau Ameristeel, anunciou na última terça-feira à noite um acordo de aquisição da siderúrgica Chaparral Steel Company por US$ 4,22 bilhões, ou US$ 86,00 por ação.
A Portugal Telecom (PT) não vende a Vivo (VIVO4), afirmou o presidente do grupo, Henrique Granadeiro, ao jornal português Diário Econômico, um dia depois do presidente da Telefónica, César Alirte, ter declarado interesse em adquirir a participação da PT na operadora brasileira.
Papéis em destaque na Bovespa
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Brasil Telecom Participações PN (BRTP4, R$ 25,55, -6,03%), Brasil Telecom PN (BRTO4, R$ 15,47, -2,76%), Telemar Norte Leste PNA (TMAR5, R$ 57,02, -2,02%), Aracruz PNB (ARCZ6, R$ 12,80, -1,46%) e Klabin PN (KLBN4, R$ 6,90, -1,14%).
O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de terça-feira em baixa de 0,99%, atingindo 55.883 pontos e registrando uma alta acumulada no ano de 25,66%. O volume financeiro foi de R$ 4,87 bilhões.
Além de refletir um movimento de ajuste, a moeda norte-americana responde aos dados do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) e ao cenário internacional.
No cenário externo, atenção (novamente) ao mercado imobiliário norte-americano. Agências de classificação de risco rebaixaram a classificação de títulos lastreados em crédito subprime em função do aumento da inadimplência, elevando temores em relação ao segmento.
Expectativas de que o Banco Central manterá atuação no mercado de câmbio para manter a cotação no nível de R$ 1,90 também impulsionam a cotação da moeda norte-americana.
Cenário econômico
De acordo com o IGP-DI, a inflação acelerou em junho ao passar de 0,16% em maio para 0,26% no último mês, a maior aceleração se deu no componente do índice de preços ao consumidor.
Dólar opera em alta
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,9010 na compra e R$ 1,9030 na venda, alta de 0,53% em relação ao fechamento anterior.
Apesar da variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 1,35% neste mês de julho e uma desvalorização de 10,95% desde o início do ano.
sexta-feira, julho 06, 2007
A corretora Link publicou relatório na quarta-feira (4) com sua carteira recomendada composta por quatorze sugestões de investimentos em ações para o mês de julho.
A carteira foi mantida pela corretora sem qualquer alteração, com os mesmos papéis e pesos reiterados em relação à alocação anterior.
A carteira recomendada da corretora apresenta valorização de cerca de 19% em 2007, um desempenho levemente inferior ao do Ibovespa, que avançou 25% no mesmo período.
Destaques da carteira
A maior participação da carteira é dos papéis da Itaúsa, com 15% do portfolio. A holding que controla o Banco Itaú é seguida pelos papéis da ALL, da Aracruz, da CPFL Energia e da Embraer, todos com 10% de participação na carteira recomendada
Vendido no futuro
Para os investidores que desejam aplicar em ações, a Link recomenda uma exposição "short" (vendido) no índice futuro de 30% do portfolio total, de modo que a exposição líquida sugerida ao mercado acionário é de 70%.
Confira as sugestões da carteira:
| Empresa | Código | Participação |
| ALL | ALLL11 | 10% |
| Aracruz | ARCZ6 | 10% |
| Bradesco | BBDC4 | 5% |
| CCR | CCRO3 | 5% |
| Cemig | CMIG4 | 5% |
| Cesp | CESP6 | 5% |
| CPFL Energia | CPFE3 | 10% |
| Itausa | ITSA4 | 15% |
| Duratex | DURA4 | 5% |
| Lojas Americanas | LAME4 | 5% |
| Embraer | EMBR3 | 10% |
| M Dias Branco | MDIA3 | 5% |
| Petrobras | PETR4 | 5% |
| Totvs | TOTS3 | 5% |
Internamente, é esperada apenas a divulgação do IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor - Terceira Idade), às 8h00; e do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), para as 9h30.
A data também marca o encerramento do período de reservas do banco Indusval, como ocorrência em ofertas públicas de ações.
Sem a pretensão de ir contra a percepção da maioria, que neste caso leva em consideração pesquisas realizadas com analistas e com participantes do mercado, um exercício pertinente ao momento é olhar na direção contrária. Não é exatamente nos períodos de maior percepção de segurança que baixamos a guarda e ficamos mais vulneráveis?
Sendo assim, algumas questões ganham importância: o que pode dar errado? Como agir para evitar que seus investimentos se percam caso as elevadas expectativas de crescimento dos lucros corporativos não se concretizem ou sejam revertidas para uma expectativa menos promissora?
Como identificar os possíveis riscos?
Na opinião dos analistas da HSBC Corretora, a primeira coisa a se fazer é identificar os possíveis riscos. Para realizar tal tarefa de forma mais eficiente, uma segregação de ambientes se faz necessária.
No front externo, o atual momento é de grande liquidez e busca por ativos mais rentáveis, como os de países emergentes, segmento no qual o Brasil se destaca. Dessa forma, internamente, uma redução no fluxo de recursos penalizaria o custo de capital e o volume de investimentos, assim como a taxa de câmbio e o interessante ambiente inflacionário.
Na opinião dos analistas da HSBC Corretora, atualmente, o balanço de riscos que poderia gerar um mal estar global concentra-se em três possibilidades de tamanho e impactos distintos: alteração no rumo da economia e da política monetária norte-americana; prolongamento acima do esperado no aperto monetário regido por alguns países europeus; e, por fim, uma desaceleração significativa no ritmo da China.
Não que a aposta seja de que as hipóteses anteriormente citadas vão se concretizar. Mas o fato é que elas merecem atenção, uma vez que podem sim criar as bases para um movimento de ajuste de posições mais forte no qual os mercados emergentes muito possivelmente seriam os mais afetados.
Escândalos políticos e crescimento de longo prazo
Internamente, mesmo considerando que os mercados estão praticamente ignorando os escândalos que freqüentemente atingem o meio político, os analistas lembram que a performance do Estado, que por sua vez é regido pelos políticos, tem influência direta na sustentabilidade do crescimento de longo prazo.
"Caso continuemos a assistir ao Congresso Nacional focado em seus próprios problemas, deixando de votar as reformas essenciais para a manutenção do crescimento econômico, poderemos ver o fim da boa vontade dos investidores e uma alteração na performance dos mercados e da dinâmica econômica".
"Muito embora as conseqüências negativas originárias deste front sejam sentidas somente no longo prazo, esse movimento deve ser acompanhado com atenção pelo investidor", reforçam os analistas.
Fragilidades inerentes à área econômica interna
Passando a avaliar as fragilidades inerentes à área econômica interna, os principais possíveis focos de tensão perceptíveis seriam o câmbio e a inflação. Ou seja, mudanças no fluxo de capitais e na relação entre a oferta e demanda por produtos devem ser sempre avaliados com cuidado, mesmo quando grande parte das premissas sugere relativa tranqüilidade quanto a estas variáveis.
Outro ponto considerado pelos analistas da HSBC Corretora diz respeito ao quadro corporativo e a atenção das empresas às boas práticas de governança corporativa. "A boa vontade dos mercados em relação às empresas domésticas acabou colocando em segundo plano questões relevantes como governança corporativa, precisão nos guidances, e responsabilidade sócio-ambiental".
"Contudo, cedo ou tarde, os grandes investidores globais terão de ser mais seletivos no momento de alocar seu capital e, dessa forma, estes comportamentos poderão se tornar potenciais fontes de risco".
E o que fazer para se proteger de tudo isso?
Após analisarmos brevemente as fragilidades das áreas econômica, corporativa, política e externa e percebermos que, apesar do bom momento da economia brasileira, não estamos livres de risco, a segunda etapa seria encontrar formas para minimizar o impacto destes aos seus investimentos.
Na opinião da HSBC Corretora, o melhor a se fazer é, além de estar atento ao comportamento dos mesmos, seguir uma estratégia de investimentos com diversificação de portfólio, focada em empresas cujo potencial de apreciação seja tão relevante quanto alguns requisitos como: internacionalização, governança corporativa e um management experiente.
"É importante lembrar que nos últimos 5 anos, por exemplo, a performance de empresas com essas características na Bovespa superou de forma significativa a própria performance da economia doméstica", completam os analistas, que neste mês de julho recomendam posicionamento em Petrobras, Vale do Rio Doce, GOL, Cosan e Bradesco
terça-feira, julho 03, 2007
Ontem, o presidente da Infraero, cujo nome não me lembro, disse que a crise está longe de acabar. Creio que ele tem razão. Há muita gente sofrendo. Mas a culpa de tudo é do próprio governo. A estabilidade economica propicia com que mais e mais gente entre nessa de gastar grana com viagens e conhecer o Brasil.
Necessitamos de gente inteligente e experiente para colocar um fim nessa história de caos aéreo.
quinta-feira, junho 28, 2007
A policia do Rio realizou ontem uma megaoperação no Complexo do Alemão, zona norte da cidade, para conter o poder do tráfico de drogas na região. A situação, que parece estar controlada, mostra que a boa vontade dos policiais em colocar ordem na casa também evidencia a atitude de um governador com vontade de resolver o problema..
Entretanto, não basta resolver com força o problema da violencia, é necessário o estado ter outro tipo de atitude para sociabilizar o complexo e iniciar a partir dali uma vderdadeira ''desregulamentação" do poder do tráfico de drogas.....
segunda-feira, junho 25, 2007
segunda-feira, junho 18, 2007
Para Lula, economia do Pais vive melhor momento
do G1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18), durante seu programa semanal “Café com o presidente”, que a economia brasileira “vive o seu melhor momento desde que a República foi proclamada”.
“Eu posso hoje dizer ao povo brasileiro, com muita tranqüilidade, que mesmo aqueles que são pessimistas ou mesmo aqueles que querem torcer contra o governo, porque a verdade é que tem gente que gosta que as coisas não dêem certo para eles poderem dizer que têm razão, é que o Brasil vive o seu melhor momento desde que a República foi proclamada”, afirmou o presidente.Para Lula, os dados do primeiro trimestre do PIB indicam que o país tem possibilidade de crescimento também nos próximos três trimestres. “Me indica uma melhor situação para a economia brasileira, o que me deixa acreditando que a gente vai ter mais crescimento econômico, mais geração de emprego, mais distribuição de renda, mais exportação, mais importação, portanto, mais riqueza será produzida neste país para o bem de todo o povo brasileiro”, disse.
O presidente destacou ainda o crescimento “combinado com estabilidade econômica”. “Todo mundo está percebendo que nós conseguimos combinar crescimento com controle da inflação. E mais importante, todo mundo conseguiu perceber que nós estamos fazendo o crescimento das exportações e o crescimento das importações e o crescimento do mercado interno.”
Segundo Lula, outros destaques da economia brasileira são o crescimento do crédito e da construção civil, o desenvolvimento da agricultura e a queda do risco-país. “Nós não vamos brincar com a economia, não tem mágica na economia, a economia significa seriedade. E tudo aquilo que precisar fazer com muita seriedade para que a economia brasileira seja mais séria, tenha mais respeitabilidade tanto externa quanto interna, nós vamos fazer.”
É voltado para qualquer pessoa, em idade escolar ou não, que queira saber mais sobre planejamento de finanças pessoais, hábitos de poupança e tipos de investimento.
O principal objetivo do projeto é fomentar uma cultura de poupança e formação de patrimônio, explicando à população como administrar suas finanças. Participando do Educar, crianças, jovens e adultos aprenderão como controlar desde a mesada até o orçamento familiar.
O iene também sofreu fortes desvalorizações frente ao dólar australiano e da Nova Zelândia, atingindo os menores patamares em mais de quinze anos. Na última sexta-feira (15), o Bank of Japan decidiu manter a taxa básica de juros local em 0,5% ao ano, a menor taxa de juros entre os países desenvolvidos.
O diferencial entre rendimentos de ativos japoneses e do resto do mundo faz os investidores aplicarem no exterior, com financiamentos em iene. Estas operações, denominadas de carry trade, estimulam a saída de divisas do país asiático e força a desvalorização da moeda japonesa.
Para os analistas, a tendência é que a moeda japonesa enfrente novas desvalorizações, já que as projeções do mercado apontam para elevação dos juros japoneses apenas no segundo semestre.
Iene em queda
No pregão desta segunda-feira o iene opera em alta de 0,02% frente ao dólar norte-americano. Com isso a desvalorização acumulada do iene no ano é 3,67% frente ao dólar, visto que no final de 2006 o iene estava cotado em 119,08.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Enfim, no pais com mais havidos consumidores do mundo as pessoas nao pensam muito em se divertir ou mesmo se sentirem a vontade..Ainda sao muito frios nao conversam entre si e ou mesmo se conprimentam.....
Tenho minha vida no Brasil e seria muito dificil fazer algo para viver aqui...Tudo bem? ser um cidadao americano seria um dos objetivos , poi ai poderia estar normal ..Cidadao sem documento ainda eh um problema aqui...
terça-feira, julho 04, 2006
Hamas: um governo quase clandestino por medo de ataques israelenses
Por Beatriz Lecumberri GAZA, 4 jul (AFP) - Escondidos na casa de amigos, privados do uso de telefones celulares e obrigados a deixar de freqüentar o local de trabalho: a vida do premier Ismail Haniyeh e a de outros líderes do Hamas mais parece a de um grupo clandestino do que a de um governo eleito."Estamos adotando cada vez mais medidas de proteção, devido às ameaças israelenses. Nossas vidas estão em perigo, mas é o que acontece com todos os palestinos desde o começo da ocupação", comentou o ministro da Informação, Yussef Rizqa.Segundo o ministro, os membros do governo tentam continuar trabalhando normalmente e "honrar seu compromisso com o povo palestino", apesar do assédio israelense que sofrem os territórios palestinos desde que um soldado de Israel foi seqüestrado, em 25 de junho."Muitos ministros não podem trabalhar em seus gabinetes porque têm medo de serem alvos de um ataque com mísseis. Haniyeh pediu a todos que multiplicassem as medidas de proteção", indicou outra autoridade do governo, segundo a qual, devido à falta de segurança na Faixa de Gaza, os ministros e deputados dormem a cada noite em um local diferente e mudam constantemente de carro e hábitos.Com os tanques israelenses posicionados a pouca distância, aguardando apenas uma ordem para entrar em Gaza e tentar libertar o cabo Gilad Shalit, o governo palestino decidiu cancelar a reunião semanal de terça-feira. Mas o Executivo teve um encontro surpresa, para evitar ataques israelenses.Nesse ambiente de tensão, a detenção, na semana passada, de 64 ministros, deputados e prefeitos do Hamas na Cisjordânia, realizada por Israel, eliminou um terço do governo do Hamas e reduziu a já escassa margem de manobra do Executivo.Os membros do governo evitam usar o celular, por medo de serem localizados, comunicam-se por fax e mantêm reuniões em lugares secretos, decididas na última hora e longe das câmeras. Alguns, como o vice-premier, Hasserdin al-Shaer, têm o paradeiro desconhecido na Cisjordânia desde a semana passada."Todos nós sabemos que Israel gostaria de assassinar Haniyeh, mas se decidisse fazer isso neste momento, colocaria em risco ainda maior a vida de seu soldado", estimou o professor Mjaimar Abu Sada, da universidade Al-Azhar, de Gaza.Haniyeh tem bons motivos para ter cautela. Israel não titubeou em assassinar há três anos o xeque Ahmed Yassin, líder espiritual do movimento, lançando um míssil contra seu carro em Gaza, e, semanas depois, em matar seu sucessor, Abdelaziz Rantissi.O professor lembrou que o governo palestino está "paralisado há meses", porque, desde que tomou posse, no começo do ano, seus ministros de Gaza e Cisjordânia nunca puderam se reunir em um mesmo local, e porque sempre existe o medo de ataques israelenses."Os palestinos entendem o que está acontecendo e aceitam que a prioridade atual de seu governo seja outra que não garantir o fornecimento de água ou energia na Faixa de Gaza", explicou Abu Sada. Ele estima que, "apesar de Estados Unidos e Europa considerarem o Hamas uma organização terrorista, a maioria de seus membros não tem relação com o braço militar do Hamas, as Brigadas Ezzedin Al-Qassam. Por isso, a comunidade internacional e os países árabes deveriam estar mais presentes nessa crise e pedir a Israel que deixe de lado a obsessão de eliminar este governo."
Em resumo : estão mais fudidos
terça-feira, junho 13, 2006
Bem-vindos ao fim da Era Petróleo
O esgotamento das reservas é muito mais rápido que se supunha. Mas o consumo não para de crescer e podem surgir, entre os grandes importadores, disputas pelas fontes que restam
Nicolas Sarkis
Durante os três últimos anos, aumentaram consideravelmente as preocupações com o esgotamento das reservas petrolíferas. Agora, elas não se restringem às importações do Oriente Médio, região de turbulências crônicas. Abrangem o conjunto mundial de produção, refino e transporte de petróleo e gás natural. O sinal de alarme é acionado cada vez mais freqüentemente, tanto pelos dirigentes políticos quanto por especialistas independentes. Em seu último relatório bienal “Perspectivas Energéticas Mundiais”, publicado em 7 de setembro de 2005 e relativo ao período de 2004 a 2030, a Agência Internacional de Energia (AIE) expressa um sentimento quase generalizado, ao afirmar que “ os riscos para a segurança energética aumentarão muito, em curto espaço de tempo”, e que “a vulnerabilidade a perturbações no nível de reservas se acentuará com o aumento do comércio global [1]”. Durante seu discurso de ano novo, no dia 5 de abril de 2006, o presidente francês Jacques Chirac, por sua vez, expressou a “necessidade de preparar-se para a era pós-petróleo” como a grande questão do século.
Considerado o principal substituto para o petróleo, o gás natural ainda suscita preocupações, sobretudo depois de o maior exportador mundial, a Rússia, suspender as entregas para a Ucrânia e a Geórgia e as reduzir para a Hungria, Áustria e Itália, por insuficiência de estoque. Essas perturbações foram consideradas sérias o bastante para que o problema da segurança energética dominasse a pauta do encontro do G-8 em fevereiro de 2006, em San Petersburgo.
No discurso sobre o estado da União de 31 de janeiro, o presidente norte-americano George W. Bush preconizou, baseado no habitual apelo à segurança, a necessidade de os Estados Unidos reduzirem sua dependência face às importações de hidrocarbonetos e de “ir além do petróleo”. A mesma opinião pode ser ouvida na Europa, onde uma reunião de especialistas em energia, realizada no dia 15 de fevereiro, em Berlim, destacou “o interesse estratégico” na diminuição da dependência européia de importações do Oriente Médio e da Rússia, e no reforço das medidas de segurança que se tornaram “cruciais”, segundo Luc Werring, alto funcionário da União Européia.
Mais guerreiros e mais dependentes
Por que todo esse desconforto, quando a águia estadunidense estende suas asas de um extremo ao outro do Oriente Médio, da Ásia Central e da África, e os países exportadores não hesitam em abrir as comportas para enfrentar a rápida aceleração da demanda e evitar uma escassez de oferta?
Esse sentimento súbito e generalizado de insegurança é o oposto do que muitos previam ou esperavam, antes da guerra contra o Iraque e da tomada, por Washington, do país que possui as maiores reservas mundiais de petróleo, depois da Arábia Saudita, Ele também contraria as certezas que prevaleciam logo após a guerra do golfo (1990-1991) e da libertação do Kwait pelos Estados Unidos e seus aliados.
Nessa época, ficou famosa uma frase James Schlesinger, ex-secretário da Defesa e diretor da CIA (governo Nixon) e ex-secretário de Energia (governo Carter). Ele afirmou, diante do 15º congresso do Conselho Mundial de Energia, (setembro de 1992, Madrid), que, na opinião de altos funcionários do governo de Bush pai, “o povo americano aprendeu com a guerra do golfo que é muito mais fácil e divertido dar um pé na bunda do pessoal do Oriente Médio que fazer sacrifícios para limitar a dependência em relação ao petróleo importado”.
Schlesinger explicitou seu raciocínio destacando que, depois da queda da União Soviética e da ameaça soviética às reservas do Oriente Médio, os temores em relação à segurança das reservas de petróleo enfraqueceram consideravelmente nos Estados Unidos. Acotação relativamente baixa do preço do produto, que contribui para um aumento do nível de importações e para a queda da produção nacional, não era mais razão de inquietações.
A última constatação é que o cenário mudou profundamente ao longo dos três últimos anos. Ao invés de viabilizar um forte aumento da produção iraquiana e uma conseqüente baixa nos preços, a invasão do Iraque, em março de 2003, foi seguida por uma série de sabotagens, tomou a dimensão de uma guerra civil e acabou provocando uma baixa na produção de petróleo — de 2,5 milhões para 1,5 milhões de barris [2] por dia, em um dos principais países exportadores.
Aliados a outros fatores, esse fenômeno levou a uma explosão das cotações. Na média calculuada pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), elas passaram de 24,36 dólares o barril, em 2002, US$ 50,58, em 2005.
Um mundo viciado em óleo
Ao contrário das crises de petróleo de 1973-1974 e de 1979-1980, esta alta completamente inesperada e o desconforto com relação à segurança de suprimento não são conseqüências de um embargo, de uma baixa nas exportações ou da utilização do “ouro negro” como arma por determinado país produtor. Ela encontra suas origens numa série de fatores – especialmente nos atentados e na instabilidade política no Oriente Médio, nas tensões em torno do programa nuclear iraniano, nos conflitos étnicos na Nigéria [3]], etc. Há razões ainda mais preocupantes e duradouras, já que envolvem o equilíbrio entre oferta e procura.
Vivemos uma aceleração inesperada do ritmo de aumento das demandas de consumo. Após um crescimento médio de 1,54% ao ano, durante o período 1992-2002, a demanda mundial aumentou 1,93% em 2003 e 3,7% em 2004. Atingiu um recorde de 82,1 milhões de barris por dia em 2005. Em apenas três anos, a demanda por petróleo aumentou em 5,5 milhões de barris por dia. O crescimento foi assombroso especialmente na China, com um salto de 7,6% em 2003 e 15,8% em 2004.
Este aumento da demanda levou os países produtores a extrair até o limite de sua capacidade. Eles não têm como obter mais petróleo. A esse fator adiciona-se a saturação da capacidade de transporte e refino, sobretudo nos Estados Unidos, que aumentou naturalmente a espiral ascendente dos preços.
As estimativas disponíveis, sobretudo as da Agência Internacional de Energia (AIE) e do Departamento norte-americano de Energia (DoE) prevêem um aumento de cerca de 50% no nível mundial de consumo, durante os próximos 25 anos. Isso provocaria um salto de 83,2 milhões de barris/dia, em 2005, para 115,4 milhões, em 2030, segundo a AIE (ou 131 milhões, de acordo com o DoE). Como bem diz um anuncio publicitário recente do grupo norte-americano Chevron Texaco: foram necessários 125 anos para que o mundo consumisse o primeiro trilhão de barris de petróleo, mas serão necessários apenas 30 anos para que se consuma o segundo — o que corresponde ao total das reservas comprovadas.
Como e a que custo poderíamos responder a essa rápida escalada da demanda? A resposta a essa questão depende de duas variáveis: de um lado, a confiabilidade dos números existentes sobre a estimativa das reservas; de outro, o possível aumento da capacidade de produção.
E se as reservas forem ainda menores?
Apesar de não serem novas, as suspeitas a respeito do real volume de reservas foram recentemente reforçadas por revisões para baixo anunciadas por algumas empresas petroleiras, e por novas estimativas feitas por geólogos independentes. No que se refere aos membros da OPEP, as dúvidas a respeito das estimativas oficiais remontam aos anos 80, quando os países do Golfo Pérsico realizaram, um após outro, reavaliações espetaculares de suas reservas, sem que isso jamais fosse respaldado por novas descobertas, altas de preço ou novos estudos.
Entre 1985 e 1986, os Emirados Árabes Unidos aumentaram a estimativa oficial de suas reservas de 33,9 para 97,2 bilhões de barris. A Arábia Saudita aumentou a sua estimativa de reservas em 50%, levando-a de 169,6 bilhões (1987) para 254,9 bilhões de barris (1988). O Iraque dobrou seus cálcuos, que passaram de 32 bilhões de barris (1981) para 65 bilhões (a partir de 1983), chegando depois a 115 bilhões (2001). Esse inchamento das estimativas ocorreu em uma época em que os países-membros da OPEP fixavam suas quotas nacionais de produção essencialmente em função das reservas comprovadas de cada país. Entre 1983 e 1988, o total das reservas estimadas pela OPEP aumentou em 62%, saltando de 470 para 764,4 bilhões de barris. Novas reavaliações, nos mesmos países, elevaram em seguida estas reservas para 896,6 bilhões de barris em primeiro de janeiro de 2005.
Algumas dessas revisões certamente foram conseqüência de novas descobertas, ou de progressos tecnológicos que influenciaram a capacidade de extração. Outras são objeto de desconfiança, mesmo porque a quase totalidade dessas reservas é controlada por empresas estatais, que recusam qualquer controle ou análise externa. As estimativas oficiais das reservas da OPEP ditas “comprovadas” são superiores em cerca de 400 bilhões de barris às feitas por entidades independentes, entre elas a Association for the Study of Peak Oil (ASPO). Os volumes chamados por alguns especialistas de “barris fictícios”, correspondem a 44% do total das estimativas oficiais da OPEP. Isso evidentemente não significa que os números apresentados pelos orgãos independentes sejam mais próximos da realidade que os anunciados pelos países em questão. De todo modo, a enorme diferença entre os estimativas permite ter idéia da complexidade dos critérios técnicos e econômicos utilizados, e das dúvidas que cercam os dados disponíveis.
As transnacionais também superestimam
Tais dúvidas são reforçadas pelo fato de os números publicados por certos membros da OPEP permanecerem inalterados durante períodos muito longos, como se cada barril extraído fosse miraculosamente substituído naquele instante por uma nova descoberta ou reavaliação. O Iraque, por exemplo manteve sua estimativa em 100 bilhões de barris ao longo de todo o período de 1987 a 1995, quando a elevou para 115 bilhões. Não menos surpreendente é o exemplo do Kwait, que manteve intacta, entre 1991 e 2002, a estimativa de 96,5 bilhões de barris em suas reservas comprovadas — apesar de uma extração acumulada de 8,4 bilhões de barris, no período. Baseando-se em dados que teriam sido fornecidos por altos funcionários do governo do Kwait, o semanário americano Petroleum Intelligence Weekly sustenta que as estimativas oficiais são uma mescla de reservas comprovadas, prováveis e possíveis. As reservas realmente comprovadas não passariam de 48 bilhões de barris...
O volume das reservas comprovadas da Federação Russa permanece incerto, devido tanto à falta de transparência das estatísticas do país quanto ao método de avaliação utilizado. De acordo com fontes ocidentais, o volume real das reservas seria de 30 a 40% inferior às estimativas oficiais, de 72,3 bilhões de barris.
Mesmo no que diz respeito às empresas multinacionais, com ações negociadas na bolsa e submetidas a controles contábeis e empresas de auditoria, há fortes dúvidas – sobretudo depois do caso Shell. Depois de uma forte queda na produção de suas jazidas de Yebal, em Omã, e outras perdas em todo o mundo, a companhia teve que reconhecer, em janeiro de 2004, que suas reservas haviam sido superestimadas em algo próximo de um terço. Poucos meses mais tarde, a empresa americana El Paso anunciou também uma reavaliação para baixo em cerca de 11%. Mais recentemente (janeiro de 2006) o grupo espanhol Repsol-YPF teve também que diminuir em 1,25 bilhões de barris suas supostas reservas — isto é, 25% do total do que fora estimado antes. Assim como ocorrera com a Shell, o grupo foi alvo de uma avalanche de ações judiciais por parte de seus acionistas.
Extração supera as novas descobertas
Uma outra causa de preocupação é o fato de que o volume de petróleo extraído do subsolo é, há 20 anos, superior ao volume descoberto. Algumas multinacionais, com dificuldades em manter o nível de produção, compram, quando podem, ativos de outras empresas. O episódio mais recente foi o da ChevronTexaco, que pagou alto preço para adquirir, em 2005, a empresa norte-americana Unocal, cobiçada pela estatal chinesa CNOOC. Sem esta aquisição, a taxa de renovação de reservas da ChevronTexaco não ultrapassaria os 40-45% em 2005.
Junto com a desaceleração das descobertas e com a baixa, lenta mais inexorável, da proporção reservas/extração, um outro risco pesa sobre o mercado do petróleo. Trata-se do declínio na produção, num bom número de países, e da insuficiência de investimentos voltados para desenvolver as novas tecnologias necessárias para o suprimento da demanda.
Por causa da baixa na produção e do aumento de suas necessidades nacionais, certos países, antes grandes exportadores de petróleo, tornaram-se importadores (Indonésia, Egito e Tunísia; sem esquecer, é claro, os Estados Unidos), ou estão em vias de se tornar (Gabão, Omã e Síria). No México, um estudo realizado em 2005 pela companhia nacional Pemex, alerta para o risco de um declínio na extração muito mais rápido que o previsto – principalmente no campo de Cantarell, que, com 2 bilhões de barris, representa cerca de 60% do total da produção no país. No Mar do Norte, a AIE prevê o declínio das reservas, de 6,6 bilhões de barris (2002) para 4,8 bilhões (2010) e apenas 2,2 bilhões (2030).
Este declínio poderia ser compensado a tempo por países exportadores? Não há nada mais incerto. No que diz respeito ao Oriente Médio, cuja produção deveria supostamente dobrar até 2025, para saciar a crescente demanda global, as projeções da AIE e do departamento americano de Energia parecem ser totalmente irrealistas. Somente a Arábia Saudita pôs em marcha um programa que visa o aumento de sua capacidade — dos atuais 10,8 bilhões de barris dia para 12,5 bilhões de barris dia em 2009. Nos demais países, a situação é bem menos promissora, sobretudo no Irã, Iraque e Kwait. A situação política no Iraque e as tensões envolvendo o programa nuclear iraniano comprometem a capacidade produtiva desses países. O famoso “projeto Kuwait”, que deveria dobrar a produção do país, avança lentamente há dez anos, enquanto as antigas jazidas de Burgan e de Raudhatain, que totalizam 67% da produção do país, começam a dar sinais de esgotamento.
Nesse contexto, marcado por uma demanda cada vez maior e recursos cada vez mais raros, os principais perigos que rondam a segurança do abastecimento são o desequilíbrio entre a oferta e a procura e a concorrência e risco de conflitos, entre os principais países consumidores. Essa rivalidade explica a corrida em que se lançaram os Estados Unidos, os países europeus, a China, o Japão e a Índia, para pôr os pés nos países detentores de reservas e controlar as rotas marítimas e terrestres entre os centros de produção e as grandes zonas de consumo. A guerra do Iraque, que permitiu a Washington livrar-se da presença francesa, russa e italiana naquele país; o novo oleoduto Bakou-Tbilissi-Ceyhan (BTC); e o recente acordo entre Alemanha e Rússia sobre o gasoduto norte-europeu (GNE), que será construído sob o Báltico, são exemplos de grandes manobras tendo em vista a segurança de abastecimento energético dos países envolvidos.
Depois da crise de 1973/1974, os perigos mudaram de natureza. A palavra embargo foi banida do vocabulário dos países exportadores. Por maior que seja a ironia, são os países industrializados que utilizam o petróleo como arma, contra os países exportadores. Isso se deu, por exemplo, por meio das sanções da ONU contra o Iraque (no período 1990-2003) ou de sanções norte-americanas contra Irá, Líbia — por meio do ato de sanção contra a Líbia e o Irã (ILSA) [4] — e Sudão. Ao contrário do que supõe um preconceito tão absurdo quanto perigoso, há uma verdadeira complementaridade entre os países importadores e exportadores. À legitima preocupação dos primeiros, para garantir suas importações de petróleo e gás, corresponde a não menos legítima e não menos vital preocupação dos segundos, interessados em garantir seus mercados e receitas de exportação, indispensáveis para o desenvolvimento de suas economias. Quanto às divergências sobre os preços, elas mesmas têm se atenuado. A nova tendência de alta favorece uma necessidade imperativa. Ela permite conseguir aprovação para investimentos colossais no desenvolvimento da capacidade de produção e de outras fontes de energia mais caras.
Com o petróleo destinado a se tornar cada dia mais caro e mais raro, o problema da segurança de abastecimento requer um comportamento político bem diferente daquele de trinta anos atrás. Os antagonismos e os riscos de conflitos situam-se hoje bem menos entre os países produtores e os importadores. Concentram-se entre os próprios países importadores, cujo aumento de demanda e o declínio na produção doméstica levam inevitavelmente a depender ainda mais de importações, sobretudo provenientes de países do Oriente Médio. Algumas velhas receitas para a manutenção da segurança, entre elas a diversificação das fontes de abastecimento ou o exercício da pressão sobre os países produtores a fim de se beneficiar de petróleo abundante e barato, tornaram-se ineficazes. Os novos desafios somente podem ser enfrentados mediante relações baseadas no equilíbrio de interesses entre os países soberanos.
terça-feira, junho 06, 2006
Na minha opinião eles mataram os pais da menina a mando da moça, que estava apaixonada pelo cara...
Cara, isso é desvio de conduta... Paixão é uma merda.... mas ao mesmo tempo muito bom....
O brasileiro Rubens Barrichello espera manter neste ano o seu retrospecto positivo no circuito de Silverstone. O Grande Prêmio da Inglaterra está marcada para o próximo domingo.
Atualmente na Honda, o piloto conseguiu nos seus tempos de Ferrari uma vitória (2003), duas poles (2000 e 2003), duas voltas mais rápidas (2002 e 2003) e quatro pódios (2001, 2002, 2003 e 2004) no circuito inglês, um de seus preferidos na Fórmula 1.
"Silverstone é um circuito fantástico, de alta velocidade e curvas desafiantes, embora ultrapassar seja um pouco difícil. É uma pista na qual realmente gosto de pilotar", declarou.
"Tenho boas memórias de Silverstone, desde os tempos em que era jovem. A lembrança mais especial, é claro, é a vitória partindo da pole position em 2003", acrescentou o brasileiro.
Oitavo colocado no Mundial deste ano, com 13 pontos, Barrichello ficou satisfeito com os últimos testes no circuito de Barcelona. "Tivemos um sólido teste na semana passada, em que focamos o acerto do carro e a escolha de pneus para Silverstone. Estou me sentindo bem para o fim de semana", concluiu.
fonte: Jornal Terra
quinta-feira, junho 01, 2006
quarta-feira, maio 24, 2006
Nesse meio período muita coisa aconteceu nesse Brasil.... Loucuras políticas e loucuras sociais e corrupção foram a tônica desse Brasil baronil....
Me perdi um pouco nesse blog , pois a falta de tempo me impediu de escrever como deveria....
Mas estou de volta....
segunda-feira, dezembro 12, 2005
sexta-feira, novembro 18, 2005
Relatório aponta aumento da pobreza entre a população negra
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da Folha OnlineApesar da diminuição da pobreza no Brasil durante a década de 90, os negros brasileiros estão mais pobres. A constatação é do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil 2005, divulgado nesta sexta-feira pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).O estudo aponta que o número de pobres --pessoas que têm rendimento inferior a R$ 75,50-- diminuiu em cinco milhões entre 1992 e 2001. No mesmo período, no entanto, o número de negros pobres aumentou em 500 mil.No Brasil, o presença de negros em um estrato social é inversamente proporcional ao tamanho da renda, de acordo com o estudo. Entre os 10% mais pobres, os negros são 70%. Já entre os 10% mais ricos, são apenas 16%, embora representem 44,7% do total da população do Brasil.A diferença entre os rendimentos de negros e brancos também aumentou nas últimas décadas. Em 1980, segundo o relatório, a renda per capita dos brancos era de R$ 341,71 --em valores corrigidos--, contra R$ 132,32 da população negra.Comparando com os dados de 2000, a renda dos brancos subiu R$ 65 (para R$ 406,53) contra R$ 30 dos negros (para R$ 162,75). Os dados usados na comparação são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
matéria da folha de São Paulo 18/11/2005
sexta-feira, novembro 11, 2005
De lá prá, pudemos observar uma série de coisas. Tanto de parte deste que vos escreve quanto por parte do mundo.... Sobre o segundo, mais especificamente na terra brasilis, vimos que o partido do governo é mais um da quadrilha do interesses.. Esses que estão manipulando há 500 anos os que estão sentados deixado do manto do "puder".... No mundo, por outro lado, já não mais há calmaria.. Os fanáticos religiosos ainda assombram o globo.... É a idiotíce do momento.....
Percebi que os manipuladores da massa islâmica ainda é poderosa... E os religiósos é que se fodem....
Sobre o primeiro tópico estou indo a uma analista super show , e tenho controlado um pouco o sentimento de derrotismo
segunda-feira, julho 25, 2005
segunda-feira, maio 30, 2005
segunda-feira, abril 04, 2005
segunda-feira, janeiro 24, 2005
sexta-feira, novembro 05, 2004
sexta-feira, outubro 15, 2004
Policiais e guardas das fronteiras foram enviados à cidade onde estão posicionados nas ruas que levam à Esplanada das Mesquitas e a suas entradas, para controlar a identidade das pessoas que vão ao local. Segundo uma rádio israelense, entre 70 mil e 100 mil fiéis devem se dirigir à Esplanada das Mesquitas para orar. O lugar também é sagrado para os judeus, que o chamam de Monte do Templo.Os muçulmanos puderam entrar sem dificuldades na Esplanada das Mesquitas apesar de uma polêmica entre palestinos e israelenses --Israel havia ameaçado permitir a entrada de somente 50 mil pessoas, devido a um risco de desmoronamento em uma sala de oração subterrânea.
segunda-feira, setembro 27, 2004
crianças, ricos e pobres. É uma aberração???? É!!! Mas deixe de ser
indelicado. Vá para Paris, Angola, China, Índia, Nova Yorque, Espanha, ou
sei lá eu em que parte do mundo a relação entre raça, cor, credo e gênero
for tão prefeita e igualitária quanto todos queríamos que fosse.
